<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434</id><updated>2012-02-17T04:27:10.217Z</updated><category term='à boleia'/><category term='cinematógrafo e miragens'/><category term='interblogging... such a sad ménage'/><category term='semiologia à queima-roupa'/><category term='grafonola e ecos'/><category term='phénomenologies du néant'/><category term='à bolina'/><category term='&quot;as cores que se odeiam&quot;'/><category term='practical or meta-blogging... such a sad wank'/><category term='barbaridades avulsas'/><title type='text'>Yesterday Man</title><subtitle type='html'>(Stillness is the move)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>369</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-5837277083855274402</id><published>2011-06-21T21:46:00.003+01:00</published><updated>2011-06-21T23:00:36.233+01:00</updated><title type='text'>Conversa pré-acabada</title><content type='html'>É sintomático, na minha medida, de uma ausência culturalmente anunciada, que já tivesse um rascunho disto há uns anos quando, vendo-o de passagem num veículo televisivo qualquer me lembrei como, &lt;em&gt;typecast&lt;/em&gt; em jovem adulto em apascentada deriva (esse patético e extensivo paradoxo socio-geracional que nos deveria instar a olhar duas vezes para quem subitamente crê que as estacas de campismo foram concebidas para perfurar betão), o Timothy Hutton foi quase o Pedro Hestnes do cinema estadunidense; quase, primordialmente porque, infelizmente para certo cinema estadunidense (ainda que seja questão mais ampla), sem a insondabilidade. Espantou-me depois ver que a filmografia do Hestnes não tem tantas lacunas temporais (ou um absoluto vácuo com a entrada dos 1990's) como eu presumia. Na minha pupila, tinha havido Hestnes em basicamente Botelho, Costa, Silva Melo (com o Mozos fatalmente, e nos seus sentidos sociólogicos não desapropriadamente, adiado), e depois ter-se-ia esfumado fora do húmus de um certo &lt;em&gt;coming of age,&lt;/em&gt; também estilístico, do cinema português. Em boa verdade, outra coisa não seria de esperar de tamanha encarnação cinematográfica do &lt;em&gt;zeitgeist &lt;/em&gt;geracional de um país. Havia naquele rosto fechado uma translúcida história simbólica das subjectividades por fazer e, convenhamos, a toda a fixação simbolista a exposição à intempérie dos tempos só atrapalha.&lt;br /&gt;Nesse sentido, não será talvez muito de estranhar que o desvanecimento do corpo de uma profecia que já se cumprira (ou fizéramos cumprir - um certa reserva de respeito pela inexpugnabilidade ontológica de outrem, e uma certa assumpção dos reducionismos perceptivos em que os encarceramos, convêm) a si mesma não cause tanta estranheza quanto a nossa boa consciência sensível possa desejar (e começam a assomar os sumiços existenciais em que o nosso silêncio é redefinível, na ficção destes dispositivos descarnados de interacção como nano-púlpitos, em perversos trejeitos culposos como "deixar passar"), mas não é bem isso. O que sucede aos seres desde sempre sequestrados no seu corpo presente por alguma ausência que nos torna a sua convivência irreparavelmente lacunar e já meio consumida - ainda ao alcance do toque - por uma névoa indissipável de perda, é que já só se aplica dizer, ao tempo da sua passagem, que vamos continuar a sentir a sua falta.&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322852814097236386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Sd6Sbsf0QaI/AAAAAAAAAms/B-1yeTkf-pI/s400/hestnes.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-5837277083855274402?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5837277083855274402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5837277083855274402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2011/06/conversa-pre-acabada.html' title='Conversa pré-acabada'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Sd6Sbsf0QaI/AAAAAAAAAms/B-1yeTkf-pI/s72-c/hestnes.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-229709915078433661</id><published>2009-11-14T22:37:00.001Z</published><updated>2009-11-14T22:37:00.643Z</updated><title type='text'>Bem pudera nosso amo, ai, mandá-lo mai ligeirinho</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SrakOKASZvI/AAAAAAAAAoY/6RytSk3Ix8Q/s1600-h/ver.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383670967678691058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SrakOKASZvI/AAAAAAAAAoY/6RytSk3Ix8Q/s400/ver.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-229709915078433661?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/229709915078433661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/229709915078433661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2009/11/bem-pudera-nosso-amo-ai-manda-lo-mai.html' title='Bem pudera nosso amo, ai, mandá-lo mai ligeirinho'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SrakOKASZvI/AAAAAAAAAoY/6RytSk3Ix8Q/s72-c/ver.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-9022199579234939847</id><published>2009-09-12T15:15:00.010+01:00</published><updated>2009-09-29T17:56:20.380+01:00</updated><title type='text'>Pax</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380586612251876866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SquvBCp-3gI/AAAAAAAAAn4/fvteK5rolKs/s400/donovan.jpg" border="0" /&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380586525722343954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 233px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Squu8ATu-hI/AAAAAAAAAnw/bZNRHh8GiEE/s400/cara.jpg" border="0" /&gt; Não que com a exponenciação dos mecanismos de citação cinéfila as &lt;em&gt;odds&lt;/em&gt; não comecem antes a reverter para conseguir encontrar dois filmes desirmanados por qualquer citação (&lt;em&gt;a new Kevin Bacon test looms on the horizon&lt;/em&gt;...), mas, &lt;em&gt;for the moment, what are the odds&lt;/em&gt; de ter apanhado e visto pela primeira vez o Donovan's Reef e A Cara Que Mereces no mesmo dia (por sinal, fita eminentemente mais &lt;em&gt;loveable &lt;/em&gt;(a ponto de não conseguir senão desembaraçar-se calorosamente do formalismo da &lt;em&gt;situatio&lt;/em&gt; narrativa, como aquelas merdas que os &lt;em&gt;shuttles&lt;/em&gt; vão deixando para trás) do que há quem diga (que fazer?, sou por definição um nostálgico sentimental), mesmo com a primeira parte a fazer papel de pau de cabeleira. E, pelos céus, já que nas lides &lt;em&gt;derrière&lt;/em&gt; é a malapata que se sabe, nas décadas de intervalo alguém aproveite para me ir pondo o Manuel Mozos à frente da câmara mais vezes (o que há, aliás, Tarantino confirma a regra, nessa coisa de os realizadores serem tão apetecíveis frente às câmaras? Francamente, trocava quase toda a carreira do Pollack por vê-lo a despachar mais uma pêga no Eyes Wide Shut). E como estamos nisto, devo dizer que sou absolutamente contra andarem a pôr o Airosa a explorar novos registos. Vi-o a primeira vez no Torquato Tasso pelo Silva Melo e não me calei a elogiá-lo àquela velhota que foi a única da assistência que à saída não tinha pedalada para evadir-se à minha cadência opinativa (é certo que as macacadas do Miguel Borges na época (para quem a arte da cenografia consistia em dotar qualquer adereço teatral da capacidade de trapézio), passíveis de transformar qualquer encenação de Goethe num episódio do Criss Angel (vi tanta televisão este Verão. Precisava de resolver a minha vida para poder enfim tentar ser menos desesperadamente infeliz, e quase só vi televisão. Ninguém me pode odiar mais que eu neste momento, e não imaginam as reservas insuspeitas desse sentimento que eu seria capaz de bombear de vós, gente abestalhada. Vi duas temporadas do Dexter ao mesmo tempo, com a terceira a estragar-me todas as surpresas da segunda, e eu impávido. Vi a encenação do Siegfried gravada no São Carlos (&lt;em&gt;all four hours of it&lt;/em&gt;), com germanos vestidos de &lt;em&gt;hooligans&lt;/em&gt; a falar com passarinhos dependurados de uma vara movida por uma &lt;em&gt;badass chick&lt;/em&gt; (ah, sim, a desconstrução, murmurei, impávido) e valquírias com pinta de &lt;em&gt;knackwurst&lt;/em&gt; embrulhada em &lt;em&gt;lingerie&lt;/em&gt; a receber um extra por baixo do camarote ao fazerem em palco o teste industrial dos limites de elasticidade dos modelos da Victoria's Secret e que só saíam &lt;em&gt;out of character&lt;/em&gt; (ah, pois, a desconstrução da desconstrução, cogitei, involuntariamente, impávido) pela ausência de um fiozinho de &lt;em&gt;sauerkraut&lt;/em&gt; infiltrado no canto da boca; e o analista que não tenho sabe que não me submiti às &lt;em&gt;all four hours of it&lt;/em&gt; pelo meu amor pelas intentonas cromáticas à hegemonia tonal, embora a minha enciclopédia de música contemporânea saiba o quanto gosto das intentonas cromáticas à hegemonia tonal. Ah, e o Cops, oh estupefacção degenerada, o Cops, como é que me tinha escapado e como é possível esse pináculo insidioso da &lt;em&gt;exploitation &lt;/em&gt;de qualquer género em qualquer formato. E só não vi o seu &lt;em&gt;spin-off&lt;/em&gt; Jail, porque andam (juro) a promovê-lo como o desenvolvimento natural do &lt;em&gt;cinéma verité&lt;/em&gt; (coisa hilariante para designar, a tomar pelo modelo, um produto visual cujas condições de verdade são precisamente o que deliberadamente se mantém fora de campo, o que a torna mais &lt;em&gt;tv aldrabée&lt;/em&gt; que a ficção mais artificiosa; mas que, enfim, até dá para o &lt;em&gt;cinéma vérité&lt;/em&gt; que se intitulou &lt;em&gt;cinéma vérité&lt;/em&gt; aprender no que é que dá intitular-se &lt;em&gt;cinéma vérité&lt;/em&gt;) e eu não gosto que cauções intelectuais (não há nada mais abjecto do que pretender traficar elevação junto com o contrabando vaginal em dia de visitas) interfiram na minha fruição de exercícios panópticos propedêuticos sobre massa crocante de estereótipos sociais (só o genérico, com uma música, &lt;em&gt;reggae&lt;/em&gt;, intitulada Bad Boys, e os seus &lt;em&gt;disclaimers&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;innocent until proven guilty in a court of law&lt;/em&gt;, devem ocupar a totalidade da cadeira de &lt;em&gt;Dimwit&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Semiotics &lt;/em&gt;na UCLA). Não, a sério, estou a um conseguir ver um Tyra Banks Show para definitivamente arietar lá o cátodo com o crânio e acabar, em idiotia poética, de vez com isto. Enfim, pronto, e um dia cruzei-me brevemente (juro, não vi até ao fim) com um tal Criss Angel Mindfreak (juro, aquelas merdas da Sick* Radical), mas não quero falar disso), eram capazes de fazer sobressair qualquer contra-intérprete (há uma palavra para isto, não há?... &lt;span style="font-size:78%;"&gt;socorro.&lt;/span&gt;..) como modelo de sobriedade, mas tanto?), e portanto deve continuar a ocupar-se de variações em torno desse carácter. A versatilidade é lamentavelmente sobrestimada, com a presunção da unidimensionalidade da empatia emocional dos espectadores, passível de ser capturada pela transfiguração de um bom actor em qualquer personagem. O espectador não é completamente imbecil, consegue funcionar em vários planos, e o que vê, e amiúde quer ver, são actores (um plano) a desempenhar personagens (outro plano), e é da congruência de ambas as dimensões (e não da anulação extraordinária de uma pela outra) e, reconheçamos, do seu afunilamento diacrónico, que a empatia (mesmo para a repulsa) e adopção figurativa se geram, e tal, não sendo tudo, é &lt;em&gt;a big deal&lt;/em&gt; (John-Wayne-&lt;em&gt;like&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;por supuesto&lt;/em&gt;). Portanto, não forcem o moço, até porque é uma raridade alguém ter jeito para esse paradoxo que é projectar uma figura ensimesmada. É certo que a figuração pública desse paradoxo pode ter a consequência não pretendida de fortalecer iconicamente a auto-modelação de uma geração como &lt;em&gt;overunderachievers&lt;/em&gt; mas, não me twittem, isto ainda &lt;em&gt;é &lt;/em&gt;a blogosfera, onde, qual Litmus Test, se assiste à cena final do Vive l'Amour e o que se articula espontaneamente após é um "&lt;em&gt;I can top that&lt;/em&gt;", pelo que creio podermos acordar que aquele é já um problema fatalmente datado. Dito isto, e quanto ao que daí decorre, alguém vos ajude, que eu continuo ocupado)?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*© Agrafo, se bem, chuiff, me lembro...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;P.S. - Mozos, não se esqueçam. &lt;em&gt;I miss Harry&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(o senhor na segunda frame, como sabemos, não é o Harry, porque não há &lt;em&gt;frame&lt;/em&gt; dele - nem de nenhuma das pax's propriamente ditas, claro (a absoluta desaquação da circulação de &lt;em&gt;frames&lt;/em&gt; na internet face àquelas que eu quero encontrar é a mais chocante desautorização do princípio da oferta e da procura, não acham?) - mas o Simões, o que não faz mal, pois é de longe a minha segunda projecção psicanalítica terapeuticamente regressiva favorita - ahhh, o que é que as projecções psicanalíticas terapeuticamente regressivas têm?... )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Adenda - acabo de verificar casualmente ter-me esquecido que já tinha gravado A cara que mereces noutra qualquer ocasião, esquecimento e concomitante não visionamento sendo inerentes ao próprio facto de o ter gravado, correlação curiosa sobre a qual poderia dizer qualquer coisa que não direi, obviamente sob pena de beliscar inusitadamente com desvios discursivos erráticos o algébrico rigor formal que assistiu à composição deste &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Anyway,&lt;/em&gt; dali resulta que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;one pax (with Harry) down, one pax to go&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381851038535590354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SrAtAVn7IdI/AAAAAAAAAoI/Sbo__kmOUhc/s400/pax2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-9022199579234939847?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/9022199579234939847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/9022199579234939847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2009/09/pax.html' title='Pax'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SquvBCp-3gI/AAAAAAAAAn4/fvteK5rolKs/s72-c/donovan.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-116503056109592108</id><published>2009-05-01T01:03:00.002+01:00</published><updated>2009-05-01T16:05:42.832+01:00</updated><title type='text'>Estou constipado</title><content type='html'>Não é a saudade, é a ausência; não é a borbulha, é a crisálida da pústula; não é o silêncio, é a linha que cerze os lábios; não é o fígado arredio, é esfumar-se a miragem do éter; não é o horário, é o que se esqueceu sem tempo de voltar atrás; não é o que conta na privação do ar, é o olvido e a apatia nas melodias que restam; não é o adeus, é o olá ser indiferente; não é a asma, é o sufoco na erva de São Domingo; não é o &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt;, é a vacuidade; não é a vertigem, é sequestrar a horizontalidade derradeira do repouso; não é a dependência química, é a dependência do fornecedor; não é a restrição, é a maleabilidade da incerteza do jugo; não é a extra-sístole, é partir comprimidos nas tardes de domingo; não é a sentença, é o calendário em branco e sem escolha de garrote; não é a menopausa, é a terapia de substituição; não é a carência, é a insuficiência; não é o fim irredimível, é a capitulação ao espectro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-116503056109592108?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/116503056109592108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/116503056109592108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2006/12/lemploi-du-temps.html' title='Estou constipado'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-8381321054582569068</id><published>2009-04-09T02:42:00.003+01:00</published><updated>2009-04-15T03:09:08.594+01:00</updated><title type='text'>Da rasura</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Sb8PSzVWnyI/AAAAAAAAAmc/fBwl9rz2Bjg/s1600-h/IMGP0220b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313982901012307746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Sb8PSzVWnyI/AAAAAAAAAmc/fBwl9rz2Bjg/s400/IMGP0220b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;em&gt;don't get me wrong,&lt;/em&gt; o branqueamento da peculiar &lt;em&gt;vox populi &lt;/em&gt;no recanto escatológico da cinemateca é rotineiro, e, lá por isso, os falos no outro lado do tabique também foram de aviada. É só que pode haver uma pungência particular nos clamores que sucedem em infiltrar-se e inscrever-se comunicantes nos recolhimentos mais inconfessáveis, que o calculismo social da memorialística pública e a sua ponderosa exibição nunca grangearia, e que os torna, de longe, veículos mais sensíveis de reconhecimento partilhado de uma falta, numa vulnerabilidade arreada, onde a reiteração de um &lt;em&gt;long goodbye&lt;/em&gt; cala mais fundo. Certamente ninguém pretende contender com o facto de a sinceridade de um garatujante com as calças na mão &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;(não é num Ford deliciosamente &lt;em&gt;off-key, &lt;/em&gt;como eu julgava (se alguém tiver informações que possam conduzir à identificação da génese da &lt;em&gt;line&lt;/em&gt; a ser citada, é favor contactar este vosso agente e poupá-lo da terrível exponenciação da degeneração obsessiva da sua vida na perseguição da instância onde biograficamente se cruzou com esse perversamente memorável dito &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(is it just me?...),&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; para poder dedicar tranquilamente o seu tempo a actividades mais sãs como desenvolver um &lt;em&gt;dignified drug use problem&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;),&lt;/strong&gt; mas é algures, que um "&lt;em&gt;police&lt;/em&gt;" inglês ensaia como expressão mais feliz de sempre do clássico declinar da compassividade que, pelo coberto da farda a ditar a impassibilidade do dever nos gestos, não deixa de lhe animar o espírito, que «&lt;em&gt;these trousers come off at night too»&lt;/em&gt;), no habitáculo de todas as saídas de armário mesmo fingindo que não são saídas de armário precisamente por tanto fingirem ser saídas do armário, em circunstância alguma poder ser disputada pelo &lt;em&gt;rigor institutio mortis&lt;/em&gt; que necessariamente deve acometer quem tem ordens do infante para despachar (para lá da mais-valia lúdica que as leis da gravidade concederiam nos atilhos do primeiro cenário transpostos para o segundo cenário na circunstância de reclamar continência). Assim de repente, não sei mesmo de formas muito mais bonitas e prementes (um vero privilégio público) de se ser reclamado do que há de resgatável na ausência, para quem só pode lembrar (para lá de quaisquer outras considerações racionais que possam e devam suceder-se), que um primal aceno à remanescência de uma presença, algo infinitamente mais orgânico que o enrolanço com &lt;em&gt;strange bedfellows&lt;/em&gt; (desde logo na compostura) no elenco de inscrições impessoais para a posteridade. Enfim, que querem?, a mim &lt;/span&gt;&lt;a href="http://yesterdayman.blogspot.com/2009/02/da-orfandade.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;comovia-me&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-8381321054582569068?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8381321054582569068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8381321054582569068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2009/04/da-rasura.html' title='Da rasura'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Sb8PSzVWnyI/AAAAAAAAAmc/fBwl9rz2Bjg/s72-c/IMGP0220b.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-5814791665919235010</id><published>2009-02-13T13:09:00.004Z</published><updated>2009-02-13T19:21:24.185Z</updated><title type='text'>Let's hear it for a tasteful beheaded demi moore</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_XZKv1IQ3Zqk/R1XQpYM-9KI/AAAAAAAAAQA/GF7W0_BurFE/s1600-h/simplepleasure.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140243959003411618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_XZKv1IQ3Zqk/R1XQpYM-9KI/AAAAAAAAAQA/GF7W0_BurFE/s400/simplepleasure.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Dizia-me o camarada do outro lado da mesa que só lhe faltava um disco dos Tindersticks, "o da mama". Reparei: mama não; o desnudo torso secreto de mulher grávida (e, logo, como obliterar a promessa reclinada na prega da pélvis?), a fazer mais pela vida sexual das fêmeas prenhas do mundo do que hordas de sexólogos de bigodes eriçados (já repararam?) a desiludir os varões seguros de que a sua metonimização métrica só pode trespassar tudo o que se lhes intrometa à frente, ou de que uma grávida seja redutível extemporaneamente a uma condição de periclitante parturiente sempre prestes a expelir (foram, aliás, todas estas as minhas palavras exactas no exacto momento).&lt;br /&gt;No entanto, reducionismo por reducionismo, entre o fetiche das grávidas (cf. Patrick em Coupling - não sou eu que penso nestas coisas, se faz favor (só as fixo)), e o automatismo libido-mental ilustrado pelo meu co-assentado de truncar aquela imagem de sensualidade &lt;em&gt;chiaroscura&lt;/em&gt; exclusivamente ao 1/4 superior que oferece a mama, parece que, para alívio e prevenção das moçoilas folgazonas hesitantes em se devotarem à curtição da maternidade, se pode avançar não só com a hipótese (em trejeito darwinista mas com o toque de reflexividade para acautelar a deriva chapada, essa sim lesiva (&lt;em&gt;oh theology, schmeology&lt;/em&gt;), para a acefalia do sociologismo etológico) de que o macho (heterossexual?) &lt;em&gt;will always find a way,&lt;/em&gt; mas também que o melhor mesmo é ficar fora do caminho desses &lt;em&gt;twisted freaks.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, considerando que isto acabou por deslizar (sou tão sugestionável) para uma imprevista (juro) evocação darwiniana (cuja casualidade combinou tão bem com a perspectivação plástica da sua causalidade), e como é bem sabido que não foi dos menores legados do velho Charles ter inspirado um excelente disco dos Banco del Mutuo Soccorso, deixo-vos com um espectro de nostalgia invocado por esta cançoneta tão batida que todos nós tanto entoámos em coro angelical nos recreios da nossa infância enquanto imprimíamos para as gerações futuras um decalque fóssil das &lt;em&gt;vestigial tails&lt;/em&gt; dos nossos cóccixs sentando-nos na cabeça de coleguinhas caixa-d'óculos.&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;object height="505" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nMznr3hrDME&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nMznr3hrDME&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="300" height="25"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-5814791665919235010?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5814791665919235010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5814791665919235010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2009/02/lets-hear-it-for-tasteful-beheaded-demi.html' title='Let&apos;s hear it for a tasteful beheaded demi moore'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_XZKv1IQ3Zqk/R1XQpYM-9KI/AAAAAAAAAQA/GF7W0_BurFE/s72-c/simplepleasure.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-5006213581741427267</id><published>2009-02-13T04:12:00.001Z</published><updated>2009-02-13T19:16:34.210Z</updated><title type='text'>With a whimper</title><content type='html'>Dá para soerguer vagamente o sobrolho constatar que no acumular de semanas ou meses de fuga para a vida lá fora, como se fosse neste esconso abrigo socio-nuclear que afinal a ressonância atómica desta projecção de corpos pensantes fosse mais sensível às mínimas oscilações retóricas de existência, não venho amealhando nenhum &lt;em&gt;rant&lt;/em&gt; para ressarcir um compromisso não escrito, pedido ou desejado, da distância que quem quer saber se lhe impôs. O que não quer dizer, infelizmente, que tenha sido tempo perdido. Será talvez, entre outras mundivisões modernas, até uma das contradições intestinas da contabilidade materialista do tempo. Ao mesmo tempo que moralizamos os minutos sem emprego pragmático como perda de tempo, a verdade contabilística é que o seu valor se inscreve numa nota metafísica de dívida. Em instância alguma o tempo se perde. Acumula-se, doseia-se, rentabiliza-se, mas é a sua promessa intrínseca de se conceder para uma finalidade, que nem seja resignado vê-lo passar, que, ao invés, pode perder alguém. Todo o tempo por empregar em desígnios nomeáveis se atarda aos pés e se enrodilha no corpo, agiganta e pede meças ao descaramento dos gestos improdutivos, articulados numa inexistência funcionalmente categorizada. Terrível projecção holográfica de actos não-tentados, esse tempo escoado irradia cada vez mais ofuscante o rosto e descarna os ossos dos seus envoltos para sopesar a falência; horas e dias, semanas e meses, a anafá-la, moldá-la à sua rotunda atracção ergonómica pelo solo, assim a verticalidade em que se projectam os seus blocos de concretitude incumprida se vai avolumando, numa rigorosa metodologia comparativa, ao lado da expansão disforme da inércia. Até decretar metodicamente que a densificação morfológica da estagnação tem um limite para a acreditação da esperança de ainda alcançar as promessas adiadas da sua sombra de possibilidades oh tão altiva e erecta, coisa cruel a promessa de um Homem.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nope&lt;/em&gt;, já não há &lt;em&gt;rants&lt;/em&gt; que façam render a &lt;em&gt;durée&lt;/em&gt; da noite, e na sua dilatação já insensível aos ciclos intervalados da rotação, as suas luzes episódicas são mero contraste para relançar interminavelmente o breu. Há assim um momento no tempo, em que o tempo tanto se arribou, que conceber dar realmente mais um passo e re-diferenciar funcionalmente esta gosma de retracção existencial, novamente dotada de membros articulados e polegares oponíveis, implica conceder por perdidos todos os dias que nos contemplam prometidos do sorvedouro de passados que há tanto nos centrifuga num remoinho eviscerante. E assim, concede-se. Abre-se falência dos activos temporais e seus épicos em moratórias abortadas. Mas a nós, senhores, a nós quem nacionaliza?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-5006213581741427267?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5006213581741427267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5006213581741427267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2009/02/with-whimper.html' title='With a whimper'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7906703975308664266</id><published>2009-02-13T02:01:00.003Z</published><updated>2009-02-13T19:39:48.944Z</updated><title type='text'>Da orfandade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SY4xnPvO09I/AAAAAAAAAmM/3iZGbZQUYRM/s1600-h/cin.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300228361770947538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SY4xnPvO09I/AAAAAAAAAmM/3iZGbZQUYRM/s400/cin.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(se não se importam, agradecia que cessassem as especulações injuriosas, que assim declaro abertas, versando as minhas motivações para introduzir dispositivos fotográficos nos lavabos da Cinemateca. Haja respeito)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7906703975308664266?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7906703975308664266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7906703975308664266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2009/02/da-orfandade.html' title='Da orfandade'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SY4xnPvO09I/AAAAAAAAAmM/3iZGbZQUYRM/s72-c/cin.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-745468625547798114</id><published>2008-12-17T03:18:00.004Z</published><updated>2008-12-17T07:00:50.465Z</updated><title type='text'>Identificazione di un stronzo</title><content type='html'>Com uma temeridade quase a trespassar a fronteira do &lt;em&gt;reckless&lt;/em&gt;, não fôra a magnânimidade cristã de &lt;em&gt;reaching out&lt;/em&gt; aos &lt;em&gt;self-inflicted hobos&lt;/em&gt; do pedaço (quer dizer, não estou a fazer juízos sobre as outras criaturas do saco, mas tão só a cobardemente não me deixar só na minha auréola de duvidosa (&lt;em&gt;vide&lt;/em&gt;...) auto-exclusão, dessa forma pretendendo desencarcerá-la de acusações de auto-sagração moral martirológica ao mesmo tempo que torno a sua matéria de arguição mais factível (&lt;em&gt;nailed it&lt;/em&gt;?)), a &lt;a href="http://vidro-duplo.blogspot.com/2008/11/eu-hoje-acordei-assim.html"&gt;Sara&lt;/a&gt;, gentil como sempre precisamente para com quem sistematicamente faz por o não merecer, agrega a minha irrepresentável pessoa (daí&lt;em&gt; &lt;/em&gt;o bezerro, como todos os exegetas bíblicos que me entopem a caixa de correio já perceberam) ao mais recente desafio de figuratividade blogosférica, tão caloroso como frustrante. É sem dúvida acolhedor que se queira sempre ir um passo adiante na corporificação das vozes soltas que se enrodilham nos humores quotidianos da nossa carne por via destes estranhos signos que vamos endereçando em vago compromisso aos viandantes de muitos algos por vias destes estranhos algures. Eu, claro, sempre resisti a essa virtuosa tentação, cônscio na minha própria carne e consciência que o arremedo de pessoa que se pode agregar da inferência subjectivante deste discurso localizado não só está perfeitamente distante como literalmente às turras com aquele apenso às mãos que digitalizam isto neste momento (lá foi mais um tabefe - &lt;em&gt;I hate my guy&lt;/em&gt;). Presumir um corpo por trás de uma escrita com a qual, numa medida ou noutra, já nos aninhámos, é sempre a convocação de uma violenta dissonância cognitiva que só (concebo) deve poder ser bem resolvida por um cândido &lt;em&gt;wishful thinking&lt;/em&gt; (para o bem e para o mal: estou certo que imensa gente deve suspirar &lt;em&gt;shallow&lt;/em&gt;mente de alívio por o Pereira Coutinho parecer um infante acabado de desmamar e já a querer (ou a querer afirmá-lo, isso sim mais problemático) com os seus deditos gorduchos enfiar Dunhills nos beiços - dissonância estética não menos fatídica que a outra) de congruência fenomenológica, ou imensa capacidade de adaptação à vil balbúrdia empirista que destrambelha os corpos, passos e palavras que quereríamos unitariamente encorpados num espadaúdo palmo de cara com palavras caras nos bastidores à espera de trotar melifluamente da abertura somática correcta, para portanto, face ao desvelar da "dimensão oculta", gostar de nós &lt;em&gt;mesmo assim&lt;/em&gt; (céus,&lt;em&gt; so many issues&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Still&lt;/em&gt;, sendo reconhecidamente a pessoa aqui escrita tão dada, ao ponto de se perigar expondo a pessoa que a escreve, e sendo o verter corpóreo na morfologia Simpson um dispositivo tão genial de exposição mediada (ou &lt;em&gt;check-out&lt;/em&gt; blogosférico) a permitir mesmo a uma manifestação de repulsa vir enlaçada num &lt;em&gt;but it looks cute &lt;/em&gt;assim combinando de uma assentada o aviso cautelar de &lt;em&gt;go no further &lt;/em&gt;com a caridade interactiva de não precisar de fazer uma &lt;em&gt;u-turn&lt;/em&gt; espavorida, a minha pessoa escrita ordenou à que a escreve que sim senhor, tal encomenda de corpo (a alma lá se verá) não poderia ser mal-agradecida e vilmente desconsiderada. Portanto, lá enviei a única representação fotográfica da segunda pessoa (ainda que para efeitos não blogosféricos se considere a primeva, presunçosa) que possuía (pessoa (oh sim, se me possuo) e representação) aos senhores dos Simpsons. Ironicamente, fizeram os senhores questão de demonstrar que a congruência fenomenológica &lt;em&gt;sometimes finds a way&lt;/em&gt;, principalmente quando lhe esticamos a implausibilidade do desafio, e recusaram terminantemente reconverter-me graficamente, com a desculpa esfarrapada de que não aceitavam &lt;em&gt;full-nudes&lt;/em&gt;. Ora, primeiro, não tenho culpa que o meu auto-horror me tenha deixado como única, involuntária, captura fotográfica do meu fugidio &lt;em&gt;self&lt;/em&gt; a imagem que no meu primeiro e último &lt;em&gt;check-up&lt;/em&gt; o médico impulsivamente registou exclamando insensivelmente "tenho de documentar isto!". E depois disto, obviamente não serei cúmplice do autoritarismo estético que sistematicamente se crê autorizado à normativização de que corpos podem ou não ser sujeitos de exposição descomprometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, fizeram esses senhores questão politicamente correcta de não transmitirem a mensagem que "pessoas como eu" (o que faz de mim a minha própria minoria - a seguir é a presidência, &lt;em&gt;bitches&lt;/em&gt;) não teriam lugar no mundo Simpson, e como tal ofereceram-me a seguinte representação como modelo para qualquer futura apresentação no programa. &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280592469835230802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 107px; CURSOR: hand; HEIGHT: 165px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SUhu36AhrlI/AAAAAAAAAj4/fpnsUhSRVrM/s400/tp.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Como é evidente, com a minha resplandecente honestidade intelectual, queria retorquir-lhes que essa representação gráfica do anonimato estava, ainda mais ironicamente, já iconicamente tomada, certamente com &lt;a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/"&gt;outro&lt;/a&gt;s candidatos presuntivos mais autorizados a eventualmente escudarem-se para os seus propósitos sob a sua derivação de celulose, e como tal incorporando uma notoriedade secretista de que a minha presunção não se sentia confortável em se ungir, facto de que misteriosamente pareciam os ditos cavalheiros antecipatoriamente conscientes, quando, sem qualquer emanação verbal da minha parte tendo-lhes tão somente enviado a famigerada foto sem mais comentário, ao enviarem-me a sua representação simpsoniana alternativa e sua justificação, terminam a exposição com um &lt;em&gt;there you go, cocky prick &lt;/em&gt;(aliteração semântica batida que também estava para censurar, não se desse o caso curioso de também logo me parecer algo que eu seria perfeitamente capaz de escrever).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de contas, ao expôr-me à vontade de uma identidade plena, dou-me conta de que a representação do anonimato já havia sido sequestrada, e de como a não-pessoa se tornou apenas outro caso particular de identificação. Como é cada vez mais evidente, a existência é um modo de captura expositiva, e a minha figuração, felizmente ao largo de qualquer caça lepidóptera antropomórfica, poderá quedar-se uma representação genérica de espécie hominídea desconhecida quem quer saber se errónea num volume borgesiano de História Natural Irrelevante. Algo com que, apesar de tudo, posso viver. Já que, como o Nicholson &lt;em&gt;under &lt;/em&gt;Antonioni soube vislumbrar, a melhor coisa para sermos nós próprios, a seguir a nenhuma identidade, é uma identidade errónea. Portanto eis-me, e para me poupar à trágica ironia de, daqui a dez anos, errante, ao falhar &lt;em&gt;yet another&lt;/em&gt; abordagem a um vagão no &lt;em&gt;midwest&lt;/em&gt;, um outro inepto espalmado de boca na poeira se virar para mim e perguntar «&lt;em&gt;you don't look familiar: didn't you write that yesterday man thing?&lt;/em&gt;», cá equivocamente me fico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-745468625547798114?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/745468625547798114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/745468625547798114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/12/identificazione-di-un-stronzo.html' title='Identificazione di un stronzo'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SUhu36AhrlI/AAAAAAAAAj4/fpnsUhSRVrM/s72-c/tp.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-613172313918648046</id><published>2008-12-17T02:29:00.005Z</published><updated>2008-12-18T01:08:53.577Z</updated><title type='text'>Diggin' old geezers</title><content type='html'>Os velhos porcos serão uma categoria nosológica de nostalgia sexual significativa na epidemiologia lúbrica contemporânea, certo. Mas convém, como para outras associações epidemiológicas grosseiras, não confundir a categoria social com as práticas problemáticas a que pode estatisticamente associar-se sem produzir uma reificação causal dessa correlação. O caso dos velhos porcos é particularmente interessante para contestar o fetichismo da correlação, na medida em que é ao partilhar da categoria etária sem ser absorvido pela encenação comportamental da denegação do seu declínio que se pode produzir um olhar mais lúcido sobre os mecanismos operativos do condicionalismo libidinoso. Foi pelo menos isso que, confessadamente, mais me interessou no último Lumet, e de que constantemente me relembrei ao tapar alguns buracos da minha oliveireana pessoal na cinemateca.&lt;br /&gt;Como todo o Portugal tem uma opinião resolutamente autoritária sobre o Oliveira (e que melhor consagração de incontornabilidade cultural?, os parabéns que se fodam), não há-de ser grave que eu meta uma colherada muito direccionada para a presunção de que, tendo o nosso decano cinematográfico sido sempre graficamente (mas não inconsequentemente) maroto (a sério, não sei mesmo de que é que o pessoal se queixa, com sortidos mariolas e tudo (neste tudo condensando-se, para a minha carência de &lt;em&gt;appetizers&lt;/em&gt; audiovisuais, a obra indubitavelmente mais espirituosa do cinema português aquém do César Monteiro, ainda que em alguns planos diferentes (piada ou não, é no Oliveira onde vejo assomar tremenda veia burlesca que a gente devida já lhe apontou)) para o entretém), tenho para mim que a exposição explícita (na exacta medida do rigorosíssimo pudor de quem sabe milimetricamente aquilo que quer mostrar) do corrimento dos veios lúbricos da vida só se começa a reverter em movimento interno para o registo da perversão supurativa dos desejos (mal-)contidos, na sua terceira idade de cineasta (sendo que, por alguns dos buracos mais recentes que cobri, na minha periodização subjectiva ele já irá na quarta, onde tais fantasmas internalizados provavelmente terão já passado mais para o banco de trás).&lt;br /&gt;Foi a possibilidade situada desse olhar distanciado de quem esteve implicado no jogo e hoje lhe reconhece de fora a clausura que me surpreendeu no Lumet que, precisamente com os seus oitentas, está exactamente na fresca idade de explorar as possibilidades perceptivas de que tanto o Oliveira fez mister, e que tornam estes cineastas potenciais projectores das mecanicidades comportamentalistas que o cio acolhe como quem respira, e das perversidades perceptivas que engendram. Pareceu-me verdadeiramente emanar de um sítio de observador privilegiado (enfim, a respectiva pode não concordar comigo nisto) a plácida artesania corrosiva de jogar com a frustração perceptiva, a jusante e a montante, daquilo que julgamos ter visto e do que julgamos vir a ver (nomeadamente, mostrando uma lúbrica garina qualquer a levar trancada de quatro (e isto não sou eu a ser porco, é a descrição daquilo que representa e a que corajosamente se entrega) e só depois do acto consumado perceber que era a Marisa Tomei, que assim vimos e não vimos querendo retrospectivamente ver; e, ainda que menos ardiloso, mostrando o Seymour Hoffman a despir-se lentamente por uma casa, de recantos para si familiares, de um efebo requintadamente efeminado de andrajos ergonómicos para a intimidade, para se deitar na cama e acabar aí a levar a trancada por que pagara, nomeadamente, de narcóticos, por via endovenosa, que não outra), fazendo essa frustração reflectir sobre o espectador a consciência da perversidade formatada do seu olhar, e das suas expectativas adquiridas e naturalizadas, sobre que imagens lhe deviam ser dadas a ver, em que ordem, para que tipo de satisfação.&lt;br /&gt;Quando os modos de produção cinematográfica mais desesperadamente se apegam à &lt;em&gt;deception&lt;/em&gt; como mero procedimento de materializar artificiosamente uma cenoura por cima das poltronas dos multiplécses, alguém que exponha quanto a &lt;em&gt;deception&lt;/em&gt; já está inclusa no pacote domesticado do papel de espectador, e por essa forma o devolva conscientemente (se necessário, envergonhadamente) a essa condição, merece não os parabéns indulgentes da mera morosidade diacrónica, mas os de a fazer cumprir plenamente em todas as suas estações. Ainda que por vias travessas, não conheço melhor elogio a fazer a um centenário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-613172313918648046?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/613172313918648046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/613172313918648046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/12/diggin-old-geezers.html' title='Diggin&apos; old geezers'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-8851283099624264647</id><published>2008-12-17T01:47:00.006Z</published><updated>2008-12-18T01:08:19.621Z</updated><title type='text'>Burning down the house</title><content type='html'>Triste que, nos dias em que por lá passei, a excepcional iniciativa da integral das obras para orgão de Messiaen, na Sé de Lisboa, tenha estado quase às moscas (e ao, não é certo, peregrino/&lt;em&gt;hobo&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;no&lt;/em&gt; Fátima nestas paragens) que, uma vez, de passagem, arremessou com &lt;em&gt;souplesse&lt;/em&gt; esquissando uma parábola oferendária dois objectos inidentificáveis, mas produzindo sugestivos ruídos aproximados daqueles embrulhos crepitantes de chocolate, para um vaso de flores no altar - e quão caloroso poderia ser que tal divindade adoptasse certos caprichos devotos mais associados aos seus confrades de panteão hindu e se tornasse sensível à satisfação piedosa de um seu &lt;em&gt;sweet tooth?&lt;/em&gt;). Ainda assim, tal terá provavelmente contribuído para insuflar ainda mais o meu sentimento de colisão entre a transcendência alternadamente esotérica e tonitruante da música pulsada por aqueles tubos a assomarem-se a Jericó e o formalismo hierático com que se parecem ter recoberto estes espaços religiosos quase museificados, sufocados num apagamento tumular. Não admira que, porventura na excepção de um proselitismo chão &lt;em&gt;a la&lt;/em&gt; padre Borga (também sempre o mesmo a apanhar, coitado), boa parte dos ministros da igreja católica (ou lá quem de direito) pareçam ter desbaratado o património musical e instrumental que são provavelmente a sua melhor herança (para os descomprometidos, claro está), o que torna esta associação da Sé à performance da piíssima, mas potencialmente desconfortável à mansa piedade ritualizada dos tempos, obra organística de Messiaen, talvez mais que louvável, corajosa (ainda que sem deixar de rentabilizar a ocasião para evangelizar um pouco de boleia, com comentários do cónego inclusos). É que não me parece mesmo que haja hoje, para lá deste repertório, melhor forma de ressentir, na configuração de indeterminação que seja (e mais fôra) a existência, o encantamento favorecido pelos passos em falso da inquirição cósmica, a promessa, o furor e o terror que instilariam a experiência religiosa do cristianismo primitivo (se me permitem). O Deus que toda a gente anda hoje a inferir na música de Bach seria, bem entendido, quase um Deus demonstrado como hipótese teórica matematicamente sustentada no fio rigoroso do movimento perpétuo na harmonia das esferas, um consolo metafísico racionalista. Mas o de Messiaen é mesmo o Deus sujo de moldar a lama, o dos mistérios incognoscíveis a meças paroxísticas com a carnalidade esfolada, o da revelação e da revolução, da interpelação e afronta. Deus que, sugere o meu desconforto com a convocação directa naquele espaço talhado em naftalina dos mistérios e revelações da fé pelas trompas de um orgão que é provavelmente o dispositivo de belicismo anímico (sua função primeira, pouco duvido) mais devastador que conheço, não será um que a igreja instalada na modernidade queira convocar para privar com apaniguados e curiosos. Não tenho assim tanto interesse e menos calejo no assunto para dizer que é pena ou alívio, mas o lamento revisionista momentâneo de não ter feito carreira de organista, como a forma eventualmente mais benigna de &lt;em&gt;playing God&lt;/em&gt; à velha maneira disseminando temor e tremor nos novos tempos, insinua, com o arrepio de bem a candura poder emparelhar com a implacabilidade, o quanto há a dizer sobre fés que (ainda ou já) não têm pejo em trombetear, como esteja o Apocalipse ao virar da esquina, aquilo a que vêm.&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280219752673102402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SUcb46YUykI/AAAAAAAAAjo/g6t4tCrq_hQ/s400/org.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-8851283099624264647?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8851283099624264647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8851283099624264647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/12/burning-down-house.html' title='Burning down the house'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SUcb46YUykI/AAAAAAAAAjo/g6t4tCrq_hQ/s72-c/org.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-6772817999327446685</id><published>2008-12-16T23:18:00.002Z</published><updated>2008-12-18T01:10:16.266Z</updated><title type='text'>Melhor contracapa até outras pessoas começarem a valorizar contracapas com algo mais que marketing genérico?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SUAXG8srCoI/AAAAAAAAAiw/p9hT-RzxEHw/s1600-h/carp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278244171418372738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 331px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SUAXG8srCoI/AAAAAAAAAiw/p9hT-RzxEHw/s400/carp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(mesmo que o &lt;em&gt;raccord&lt;/em&gt; interfílmico não fosse dos meus exercícios críticos ou cinéfilos favoritos (o que o não desdignifica lá por as minhas razões para o favorecer poderem continuar a estar na sequência das que me fazem eleger preferencialmente livros com bonecos), a &lt;em&gt;thoughtfulness&lt;/em&gt; que plantou este &lt;em&gt;raccord&lt;/em&gt; triplo compósito 2-em-1 (que é um mimo, por muito que todos os &lt;em&gt;would-be&lt;/em&gt; cinéfilos à minha imagem mas sem a minha cúpula de impunidade auto-depreciativa (amadores...) queiram protestar que seja "óbvio" - eu cá confesso inane que não me tinha lembrado da colagem com o Christine que faz &lt;em&gt;tanto &lt;/em&gt;sentido que é quase pornográfico) na contracapa do catálogo do ciclo da Cinemateca dedicado ao Carpenter (ironicamente, com um título e uma capa não tão louváveis, mas novamente redimidas pela excelente valorização icónica das &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SUVrtVBJoCI/AAAAAAAAAi4/2a3VXvt2og4/s1600-h/carp2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279744564642029602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 94px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SUVrtVBJoCI/AAAAAAAAAi4/2a3VXvt2og4/s200/carp2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SUVtLqEVXSI/AAAAAAAAAjA/-ZOSY_-p1YE/s1600-h/carp3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279746185200229666" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 84px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SUVtLqEVXSI/AAAAAAAAAjA/-ZOSY_-p1YE/s200/carp3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;badanas - vide os meus guardiões de templo aqui ao lado, &lt;em&gt;go on, make a move&lt;/em&gt;) só pode afiançar ilustradamente (para quem, como eu, precisa mesmo que façam o desenho) que este volume merece toda a confiança (e em particular a retribui ao exemplificar o Carpenter como barómetro por excelência, na amostragem da coabitação do consenso crítico contemporâneo do homem como autor com a dissensão ampla relativamente ao mérito dos filmes concretos afora os dois ou três pivotais, das possibilidades e limites da política de autores, como dimensão cinéfila analítica específica - possibilidades e limites que para a minha obtusidade sempre funcionaram principalmente como nominalização pedagógica de &lt;em&gt;cautionary tales&lt;/em&gt; para presumir que se não gosto de algo presumivelmente gostável (pela crítica que não alcanço) a culpa deve ser provavelmente minha, posição de cinefilia pusilânime atracada algures entre a incompetência hermenêutica e uma correlata e sobrepujante política de afectos (e eu sei que é herético, ou letal se o homem ainda estivesse nas redondezas, passar da cinefilia aos &lt;em&gt;wet dreams&lt;/em&gt; com o Ford, mas pecaminizar o insconsciente, para mais com palas e whisky ao barulho, é absolutismo moral insubscritível)), razão pela qual, provavelmente, cometi a imprudência inusitada de o papar num fim-de-semana, excesso que, por ter sucedido uma vez em mais de uma década, garanto não tornará a suceder: o vosso escárnio e correlata auto-confiança literatos continuam seguros comigo (que giro, tornei-me na miúda do liceu que mostrava as prebendas para que os miúdos gostassem dela, apesar de (precisamente por) não ter nada para emoldurar - &lt;em&gt;oh poetic comeback, you're a spiteful cunt&lt;/em&gt;))&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-6772817999327446685?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6772817999327446685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6772817999327446685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/12/melhor-contracapa-at-outras-pessoas.html' title='Melhor contracapa até outras pessoas começarem a valorizar contracapas com algo mais que marketing genérico?'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SUAXG8srCoI/AAAAAAAAAiw/p9hT-RzxEHw/s72-c/carp.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-922088832872640318</id><published>2008-12-16T22:33:00.005Z</published><updated>2008-12-18T01:09:19.553Z</updated><title type='text'>Greatest book cover ever?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SR39ECoKcQI/AAAAAAAAAiY/yoDlIuOGVGw/s1600-h/walben.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268645384959979778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SR39ECoKcQI/AAAAAAAAAiY/yoDlIuOGVGw/s400/walben.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por entre as várias ironias que esta capa do &lt;em&gt;The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction&lt;/em&gt; do Benjamin evidencia numa materialidade estética cristalina, não será a menor que se sinta a compulsão para singularizar o autor e sua criação, e o objecto que a viabiliza, por plasmarem como seu conteúdo e concretude estéticos a própria indiferenciação replicante inerente ao seu meio expressivo. É pela clarividência com que explicita e materializa esteticamente como sua matéria-prima e conceito a condição que é suposto dissolvê-la como todas as demais que esta capa entre capas absolutamente única não se repetirá: ela sucede em distinguir-se e resgatar uma espécie de meta-aura, qual facho derradeiro, precisamente ao encarnar simbolicamente ao limite a materialidade do processo reprodutor pelo qual a sua encarnação estética é dada à existência e que precisamente lhe nega o tipo de sagração ritual aurática, da obra única, de que Benjamin faz as exéquias; ao mesmo tempo que ilumina, pelo próprio irónico triunfo estético da auto-elegia da tese que condensa, como novas formas de unção das obras por nova aura, como seja pela acessibilidade condicionada (condição de possibilidade do fetichismo) do exemplar raro, se consagram hoje, via que este mesmo canto do cisne abre até à sua foz fenomenológica. Assim se constitui tão manifestamente ponto de charneira este vero manifesto de uma condição expressiva (de arte comodificada), a qual sublinha paroxisticamente ao singularizar-se nela incorporando-a como sua matéria-sujeito, que necessariamente a perfeita consubtancialidade que alcança na confluência trinitária de um meio expressivo, de um discurso sobre esse meio expressivo, e da sua formalização estética num só objecto, foi tomada e finalizada, irrepetível, momento que tem uma ressonância como que absolutizante para a diacronia da expressão estética humana (momentos que podemos retrospectivamente, genealogisticamente, tentar recuperar, o que é constitutivo do &lt;em&gt;raisonnement &lt;/em&gt;crítico canónico, mas de que não é, &lt;em&gt;et pour cause&lt;/em&gt;, tão evidente apercebermo-nos no seu momento de surgimento, o que provavelmente leva a que mais facilmente se manifeste contemporaneamente em empresa estética servil, de recursos limitados concentrados num formato que demande um gesto estético, ironicamente, mais depurado, imediato, e que, também ironicamente, mais facilmente se perca por essa imediatez na temporalidade resguardada pelos exegetas aturados dos &lt;em&gt;greater schemes of expression&lt;/em&gt;), como algo que tão claramente encerre um item do catálogo das coisas que o ser humano pode exprimir (o que não quer dizer que o catálogo não seja sistematicamente reformulado ou ampliado com a transformação das mundividências e vivências humanas). Claro que amanhã poderão esclarecer que já tinha sido feito, e poderão vir a fazer sem saber que já havia sido feito. Mas acho que na tristemente evidente mirradíssima diacronia estética que carrego na cabeça, que para o efeito retórico não deixa de replicar a função das institucionais, nunca tinha percebido tão translucidamente como a marca d'água da perfeição é literalmente o esgotamento. Estava pasmado e algo assustado, para ser franco, até me aperceber que a marca d'água do discurso reificante esticado aos limites é perder todo o contacto com a expressividade própria (e indissociável) da coisa material, e portanto, umas linhas após, a minha posição talvez tenha passado dos ditirambos que vos, suponhamos, passaram pelos olhos, para uma mais modesta "yá, é gira", ou um pouco mais entusiasta mas ainda arrepelando o &lt;em&gt;blasé&lt;/em&gt; "humm, &lt;em&gt;clever&lt;/em&gt;" (e talvez devesse ter começado por aqui). De qualquer forma, como expus nesta minha ilustríssima galeria a coisa material e o pecado fica atenuado, acrescente-se quanto não deixa de ser ainda um indicador de monta da monta do objecto o quanto embandeirei em arco&lt;em&gt; &lt;/em&gt;à conta da bodegueira de um invólucro de matéria tipográfica prensada, coisa que, sintomaticamente, já me havia retraído de comprar uma edição de uma obra, mas nunca incentivado a fazê-lo, para mais por si só, como obra de arte pois (reproduzida mecanicamente pois), sendo já proprietário do seu conteúdo, drapejado noutra &lt;em&gt;toilette&lt;/em&gt;. Enfim, o seu a seu dono: David Pearson, o único nome de designer que espero vir a registar)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-922088832872640318?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/922088832872640318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/922088832872640318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/12/greatest-book-cover-ever.html' title='Greatest book cover ever?'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SR39ECoKcQI/AAAAAAAAAiY/yoDlIuOGVGw/s72-c/walben.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-8937775819522588569</id><published>2008-11-14T23:00:00.002Z</published><updated>2008-11-15T00:19:22.631Z</updated><title type='text'>Bitch House</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SR4VeGwoEQI/AAAAAAAAAig/K0H_skMyc5k/s1600-h/beho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268672221024882946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SR4VeGwoEQI/AAAAAAAAAig/K0H_skMyc5k/s200/beho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Isto não é, evidentemente, nenhuma sugestão para que vão ver (nem para que não vão ver) os Beach House ao cabaret Maxime (&lt;em&gt;got it&lt;/em&gt;?, hã?, hã?, casa de putas, hã?) (mau gosto o tanas), quanto mais não fosse, porque no que toca à relação dos homens (e das mulheres, note-se) com pitas &lt;em&gt;chanteuses&lt;/em&gt; (algo diverso de &lt;em&gt;chanteuses&lt;/em&gt; pitas, mas não me peçam agora, ou vez alguma, considerações sobre a matéria, ou qualquer outra&lt;em&gt;),&lt;/em&gt; como mais irredutível e persistente forma de embrulho mercantil de bens melódicos na história da música popular, qualquer pretensão de produzir juízo estético é perfeitamente extemporânea (o que não equivale a dizer que todas as pitas &lt;em&gt;chanteuses &lt;/em&gt;se equivalem).&lt;br /&gt;Serve pois este meu aceno vago na vossa direcção, em jeito de Rainha Isabel (convinha que fizessem o jeito de visualizar mesmo o gesto distintivo da senhora, quanto mais não fosse por deferência para com o facto de eu não conseguir parar de o replicar em frente ao ecrã, idealmente como que para me imbuir das palavras para sua tradução iconográfica (&lt;em&gt;didn't work&lt;/em&gt;), mas efectivamente apenas tendo tido o efeito indicativo de que qualquer regramento dos jogos de associações em mim se desvaneceu, ao ver-me retirar do meu auto-sugestionamento gesticulo-vocabular após abanar as bochechas em trejeito de sacudir o torpor (também fiz agora mesmo este gesto, sou tão adorável, que pena não o poderem ver) apenas a intuição fulgurante de que as cobras capelo só não esburacam impiedosamente os seus domadores por ficarem fascinadas (um fascínio de evidente condescendência e presunção de &lt;em&gt;hip&lt;/em&gt;cefalia feita), não pelos seus gestos hipnóticos, mas com a magnitude do convicto patético que neles investem de invulnerabilidade simbólica as criaturas demasiadamente elimináveis em face) enquanto a descendência enceta novas divisões do palácio para esconder esqueletos, apenas como manifesto de que só &lt;em&gt;the dumbest&lt;/em&gt; (e como tal indesperdiçável)&lt;em&gt; and innocently tasteless not-even-pun&lt;/em&gt; me poderia fazer reincidir num simulacro de vida pública, o que é bem indicativo da distopia que seria a esfera pública habermasiana com a minha agenda de interesses.&lt;br /&gt;Confirma-se, portanto, o silêncio como a minha residual expressão de responsabilidade cidadã. Deus, ou o &lt;em&gt;at long last&lt;/em&gt; nosso &lt;em&gt;negro in chief&lt;/em&gt; em seu lugar, sabe quanto a vida política anda precisada de mais como eu: é tanto mais uma função da democracia dar voz aos cidadãos, quanto eles fechem a matraca até terem algo para dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-8937775819522588569?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8937775819522588569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8937775819522588569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/11/bitch-house.html' title='Bitch House'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SR4VeGwoEQI/AAAAAAAAAig/K0H_skMyc5k/s72-c/beho.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7807139738197265851</id><published>2008-08-17T00:57:00.005+01:00</published><updated>2008-08-18T01:16:20.339+01:00</updated><title type='text'>A imprensa portuguesa precisa de fact-checkers ou assim como de beldroegas para a sopa de beldroegas</title><content type='html'>A blogosphera* é uma grande espelunca, certo, onde grassa vil anonimato (hã?) acoplado siamesamente a propósitos difamatórios, e o primado da inimputabilidade do opinado pela sacrossanta subjectividade. Mas nem tudo é execrável. Por exemplo, aparenta ter algumas possibilidades de auto-correcção potencialmente bem mais eficazes que o discurso e opinião instituídos nos media tradicionais (e cujo perfil cada vez menos especializado, ainda que em termos latos, tem vindo a tornar mais confrangedora essa pecha) que, aparentemente pouco ciosos da sua solenidade institucional, pouco se vão protegendo da sua senescência natural (talvez por os seus protagonistas não se virem habituando à mesma, como eu, desde os 13 anitos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja-se: quem (como eu) segue procurando acartar húmus cultural da vaga leitura de jornais (para logo o olvidar), folheando os de há duas semanas ou assim (giro a minha desactualização com quase absoluta precisão), pôde deparar-se com a revelação, nas páginas do Público, do Fred Frith como "ex-membro dos lendários King Crimson" (não trocando, certamente, o Fripp pelo Frith, para não dizer o Robert pelo Fred, para não dizer o ex-membro pelo "o" membro, passado, presente e futuro), pelo que se anseia redescoberta e revelação de gravações secretas dessa união anteriormente inexistente e doravante mítica, por um jornalista/crítico/? que esteve no concerto do &lt;em&gt;aforementioned &lt;/em&gt;guitarrista com o John Zorn, ocupando para o triste efeito que se viu um lugar que alguém, por mero exemplo eu, não conseguiu acalentar com as suas afáveis nádegas, à conta de a fixação já em deriva desmiolada no &lt;em&gt;aforementioned &lt;/em&gt;John (não desdenhando), da qual o dito artigo se fez bom &lt;em&gt;compagnon de route&lt;/em&gt;, ter esgotado o auditório (ainda que pelo menos tal fortuna tenha poupado a minha "fortuna" em 20 euros para um mui aprazivelmente localizado mas nem por isso menos pétreo assento ao ar livre - &lt;em&gt;what's up with the&lt;/em&gt; mecenato, Calouste?...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela mesma altura, o mesmo leitor podia ainda mais aturdido encontrar-se com a exposição à descoberta ainda mais inaudita, por Miguel Sousa Tavares, nas páginas do Expresso, da existência de um bravo escritor russo, vítima do estalinismo, de seu nome Ossip Meldeston. No contexto de um original lamento pela indiferença da comunicação social lusa face à morte de Soljenítsin, por sinal o parágrafo de partida de quase todos os outros artigos de opinião que li sobre o facto (não uma amostra representativa nem aleatória, &lt;em&gt;granted&lt;/em&gt;), recorrência que aparenta acabar por se envolver numa trágica quezília lógica com o argumento que propulsiona (espécie de suicídio discursivo pré-cognitivo de grupo), bem como poderá dizer mais sobre a percepção dos cronistas do ambiente cultural contra o qual se querem posicionar (ainda que, quem sabe, com alguma razoabilidade) do que providenciar um efectivo retrato desse ambiente; vem pois à baila a revelação Meldeston, com avanço bibliográfico, em português e tudo, de um livro de sua autoria, «Contra Toda a Esperança», deixado por publicar à altura da sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observadores presunçosos, com o seu cinismo de algibeira, estarão certamente em pulos para observar que, nem com o &lt;em&gt;buffet&lt;/em&gt; gráfico que as traduções nominais do círilico ou lá o que é tendem a oferecer aos palatos vocabulares mais variados, Meldeston aparentará ser uma das declinações assisadas de um tal outro Ossip Mandelstam; bem como que o seu dito livro deixado inédito porta como título uma quase-coincidência suspeita com o do primeiro tomo de memórias, em inglês «Hope Against Hope», não do próprio Mandelstam, mas antes da sua viúva, Nadejda (segundo a grafia do único volume de Mandelstam, Ossip, que me calhou ter lido, em português, cortesia dos quase inevitáveis Guerra, a quem ora brevemente me acoitei para a tarefa sempre ingrata de &lt;em&gt;cover my ass&lt;/em&gt;). Já eu, cônscio dos mistériosos maravilhosos que podem a qualquer momento brotar do campo mágico da edição brasileira, fico caladinho, como poderão constatar por este ponto final parágrafo já aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, o que interessava relevar, considerando a hipótese retórica de MST e o outro tipo terem pisado a poça e em seguida a achado acolhedora, era que tivera sido a ocorrência num bl(og)ue (excepto neste, onde os hipotéticos leitores se devem ficar a escarnecer confortáveis das minhas imbecilidades até que eu detecte as que seja capaz de detectar quando eventualmente faça uma retrospectiva de onanismo fracassado), e regra geral alguém enviaria, alternadamente, um espalhafatoso comentário para ruir a tribuna alheia, ou um discreto &lt;em&gt;mail &lt;/em&gt;num discurso de pinças para não ofender a calinada alheia a bem das próprias mas suscitando invariavelmente resposta lacónica equivalente a um levantar de sobrancelhas como sinal de efusivo reconhecimento ao cruzar um conhecido pela rua, assim possibilitando a errata atempada &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt;, antes da sua potencial apropriação acéfala em massa, propriedade certamente também bem documentada &lt;em&gt;of all things Internet&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como, felizmente, pela absolutização das &lt;em&gt;aforementioned &lt;/em&gt;razões infelizes da blogosphera, o MST (o verdadeiro - oh, ilusão moderna... - não o - diz o verdadeiro - &lt;em&gt;identity-thief&lt;/em&gt;) não lê bl(og)ues, nem as colunas d'"o Público errou" ficam para a história dos recortes de imprensa, nem o tempo dos jornais volta para trás, Meldeston poderá ir fazendo carreira (ironicamente) pela replicação internética, com selo de qualidade jornalística, do artigo de MST, e a organização do que se borra nas rotativas portuguesas continuará a poupar uns tustos nas folhas de pessoal, pelo que ficamos por aqui, como poderão constatar pelo ponto mesmo final que se segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*&lt;a href="http://www.agrafo.net/blog/2008/07/facilidades-da-lngua-portuguesa.html"&gt;Agrafo &lt;em&gt;certified&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7807139738197265851?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7807139738197265851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7807139738197265851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/08/imprensa-portuguesa-precisa-de-fact_18.html' title='A imprensa portuguesa precisa de fact-checkers ou assim como de beldroegas para a sopa de beldroegas'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-3257038757073688815</id><published>2008-08-13T06:43:00.007+01:00</published><updated>2008-08-14T11:36:34.432+01:00</updated><title type='text'>Férias são para fracos (ou, vá lá, pessoas com, tipo, empregos)</title><content type='html'>Felizmente estou cá eu, do alto da minha inimputabilidade, para tomar conta e finalmente soltar as rédeas narrativas da minha vida fulgurante e criatividade febril. Vou escrever um póste este mês, portanto, facto do qual certamente ainda se não haviam compenetrado antes de vos alertar para a garganta rochosa que vos encara mal-encarada em frente. Tudo bem, darem o meu nome (qualquer um deles) à vossa genitura futura será agradecimento mais que suficiente.&lt;br /&gt;Uau, já tinha esquecido como este espaço é deprimente (como é que vocês hipotéticos conseguem estar aqui?). Odiar as massas em odiosos concertos de massas deve ser mesmo óptimo até para a relutância de uma vida social. Pois é, a percepção de urgência tem destas coisas, e tenho efectivamente prosseguido na minha mais alarve temporada de concertos &lt;em&gt;ever&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;On a related story&lt;/em&gt;, a qualidade do atum em lata no Minipreço desceu descaradamente de uns nacos condignos (embora nunca tenha estado no escalão superior de integridade de um atum em posta Tenório), para uma gosma espapaçada, que imagino devem amortizar no processo de comercializar o mesmo produto igualmente sob a capa de patê. Esta estratégia de &lt;em&gt;downgrading&lt;/em&gt; da qualidade dos produtos irrita-me sobremaneira: já não é amortização suficiente para o &lt;em&gt;low cost&lt;/em&gt; ter de ser eu a conduzir um porta-cargas nos armazéns dos supermercados para desencaixotar um pacote de bolachas para o poder comprar a menos de 69 cêntimos?&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;are you gone yet&lt;/em&gt;?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Enfim, estava fisgado em conseguir a &lt;em&gt;trifecta&lt;/em&gt; do Rushmore (monte, não filme) musical que posou para a posteridade de umas quantas memorialísticas subjectivas à beira Tejo este ano (e gostaria de aproveitar este momento para expressar todo o meu despeito bilioso para com quem foi ver o Waits &lt;em&gt;abroad)&lt;/em&gt;. Falhei miseravelmente. Quer dizer, é verdade que o Dylan me relembrou o quanto odeio concertos de massas em plano horizontal, mas ainda assim tenho pena de não ter podido ver o Young, que naturalmente toda a gente tinha de laudar como super-hiper bestial. O que haverá na minha ausência para sistematicamente trazer ao de cima o melhor deste pessoal? Ainda assim, e para ressabiado me vingar com o auxílio do destino no seu sistema de micro-compensações algo cretino mas que já não estou em condições de desdenhar, consegui à última da hora sacar um bilhete (sem violência, uma novidade) a uma cidadã senior (que parecem gostar de forma ambígua quase tanto dele como de mim) à porta da esgotada ZDB para rever o Bonnie chaval, que é confirmadamente &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SJkfFmh-EQI/AAAAAAAAAYo/6I_7ODI36BU/s1600-h/bonnie.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231246623270375682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SJkfFmh-EQI/AAAAAAAAAYo/6I_7ODI36BU/s200/bonnie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;daquela mirradíssima colheita de gente que no palco é que ascende com as suas canções aos &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SJkenI0lDHI/AAAAAAAAAYQ/Cp1MoB_uFpk/s1600-h/bonnie.jpg"&gt;&lt;/a&gt;múltiplos planos das suas últimas potências. A sério, a ter de escolher nos orçamentos domésticos, é mesmo de pôr as aparições públicas do homem acima da compra dos discos (não desdenhando). Mesmo que oposto à fenomenal presença solitária no Maxime o ano passado(?não me apetece confirmar), desta feita com banda (muito bem) recheada (aquele Emmet Kelly é um ardilosíssimo guitarrista, caramba), mesmo a dar um concerto metade baile &lt;em&gt;redneck&lt;/em&gt;, que me fez lamentar amargamente por uma vez ter deixado as socas em casa, o esplêndido fauno (ainda que cada vez menos) depravado agigantou-se de uma forma que as suas xanatas e calças arregaçadas pelo joelho nunca permitiriam antecipar &lt;em&gt;(I'm oddly prejudiced&lt;/em&gt;)&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; felizmente ainda com espaço para coisas como pôr The Seedling a chispar nas guitarras até transformar a sala numa fundição incandescente (ou talvez fosse o calor de uma concentração humana insalubre; é capaz de ser também uma teoria concebível...). E pelo menos enquanto mantiver no repertório coisas como «I'll hold his arms, you fuck him / Fuck him with something / The fuck - he deserves it», garantirá continuamente um valor seguro de entretenimento familiar.&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SJketnh4c5I/AAAAAAAAAYY/PXaU_buQBwA/s1600-h/callahan.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também fui ao Callahan, é verdade, até tinha um póste escrito há decénios, mas &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SJke-1S5c5I/AAAAAAAAAYg/wm7WgUp8yBk/s1600-h/callahan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231246506974606226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SJke-1S5c5I/AAAAAAAAAYg/wm7WgUp8yBk/s200/callahan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;fiquei com receio dos seus potenciais efeitos secundários e não publiquei (acontece muito; este bl(og)ue &lt;em&gt;gets all its action backstage -&lt;/em&gt; controlem-se). Não por causa do Callahan, bem entendido, que qual Ian Curtis autista em lugar de epiléptico (aquela marcha marcial sem sair do lugar foi para mim o tira-teimas da comparação) explanou brutalmente a plasticidade arrepiante do laconismo original das canções, pulando com toda a naturalidade impávida deste mundo (garanto que o homem vai chegar aos 90 sem uma ruga - &lt;em&gt;there's your secret, chicks; no emotions hanging out, now&lt;/em&gt;) do rock quase doentio quase liceal à &lt;em&gt;disco-folk, &lt;/em&gt;da apalachiana&lt;em&gt; &lt;/em&gt;salvífica a uma&lt;em&gt; motorika &lt;/em&gt;niilista&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; Aliás, para além disso, só o, depois de começando com os National (National &lt;em&gt;aside), &lt;/em&gt;me vir sentindo algo pêga de unanimidade alarve &lt;em&gt;(they do say it can rightfully happen...&lt;/em&gt;)&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; fez desta &lt;em&gt;venue &lt;/em&gt;íntima de uma dúzia de &lt;em&gt;frozen in time teenage spaceships,&lt;/em&gt; onde até se pôde encontrar (oh relíquia perdida) folhas de caderno arrancadas com pedidos de canções escritos encostadas ao suporte do microfone (e serem atendidos pelo &lt;em&gt;man&lt;/em&gt;), um mui grato bálsamo. Os efeitos secundários tinham portanto a ver com a parte do texto que vocês não vão ler (francamente, esse expiro de alívio já está muito batido, crianças...).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A propósito, &lt;a href="http://vidro-duplo.blogspot.com/2008/06/kind-of-sad.html"&gt;este&lt;/a&gt; foi dos textos com que mais me identifiquei nos últimos tempos, mesmo se na minha formulação imagética da queixa se descambaria provavelmente do lamento civilizado para um cenário envolvendo uma motosserra, espirros de sangue a cobrir as paredes da Aula Magna (ou qualquer outra sala de espectáculos ou de cinema, &lt;em&gt;for that matter&lt;/em&gt;) e o meu riso histérico a silenciar em espontaneidade descontrolada a diligência palerma da generalidade das gargalhadinhas ao redor. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E não, não estou a evitar o &lt;em&gt;subject&lt;/em&gt; Dylan. Para um archeopterix regressado à vida engasgado com o carbono 14, soou &lt;em&gt;damn good&lt;/em&gt;, se querem saber. Isto de ver lendas fumadas é quase sempre complicado. Para o caso, com as canções dissolvidas no mantra, bem esgalhado, sim, duma espécie de &lt;em&gt;raga blues-rock&lt;/em&gt; em contínuo, e as palavras expelidas com a dicção e constância rítmica de uma trituradora ruminante, acaba-se a empregar o ouvido numa espécie de terapia de substituição a tentar encaixar os versos e acordes firmados na memória no tapete harmónico rolante que o homem ia bombeando constante no teclado, exercício mental que muitas vezes tinha inevitavelmente a mesma eficácia metódica que encaixar peças de um puzzle ao murro. Não é de admirar que, para patêgo a querer admirar uma vaca sagrada quando só consegue ver à frente o bitoque, o bufar na harmónica fosse a única saliência simbólica para suscitar a manifestação de euforia automatista partilhada que parece justificar ao sentido cénico de integração e catarse do pessoal o andar a esfregar-se nos corpos marinados em excrecções de estranhos indesejáveis ao ar livre. Ah, mas o &lt;em&gt;ticket&lt;/em&gt; final da Ballad of a Thin Man (principalmente esta) e Like a Rolling Stone... ah, mordam-se (não, a sério, mordam-se, façam-me render o bilhete pá, que a organização ordenhou o homem de tal maneira para vender os bilhetes, que o que ouvi à distância do cartaz desse dia não cobria nem o &lt;em&gt;standard&lt;/em&gt; do Festival de Música Moderna da Chamusca)... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não, a sério Bob, por mim, com as maravilhas da mistura, até podes continuar a prodigalizar discos, que até têm andado com um rácio de matéria memorável algo superior ao de décadas passadas ou pelo menos com um molde de chapa três bem mais aprazível (às vezes engana...), como podes continuar a rebitar a narrativa retrospectiva (&lt;em&gt;that helps&lt;/em&gt;) profética de ti mesmo. Mas perderes esse precioso tempo com mais concertos, a menos que te faça muito bem, pá, tenho dúvidas... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Tough love&lt;/em&gt;, eu sei; mas em tempos em que a maturidade melómana parece andar a ser medida pelo resgate do génio escondido nas (aparentes, claro, o que as torna mais geniais) secas em série que o homem expurgou às pazadas desde 1970's, apesar de até o próprio ter transformado larga parte do seu dito primeiro opus autobiográfico numa inacreditavelmente descabelada de minuciosa analepse para ancorar e ratificar biograficamente pós-acto uma narrativa crítica já largamente sedimentada sobre os seus desmandos para melhor segmentar e preservar a parte da glória radiante, parece-me imperativo não usar de meias-medidas na identificação da polimórfica volumetria de detritos com que alegremente ludibriou por décadas a sagração mecanicista adquirida, para logo agora a ver ressurgir em delírios omnívoros. Não digo que não venha a torrar mais umas horas de vida a procurar mais qualidades redentoras em, sei lá, o Street Legal (para lá da tentada constância de profetismo e protuberante misoginia), para até nos quedarmos em terreno com um niquinho de risco e nem ir ao mais iminentemente caricaturável (digo...). Só não garanto que alguma vez o venha a fazer sem o ocasional ranger de dentes, nem que o facto de encontrar em vários dos discos mais penosos uma, só uma, mas decididamente uma, estupenda canção, não seja mais que uma coincidência, mas uma das encarnações agónicas do riso escancarado e auto-irrisório do jogral na nossa/sua cara de parvo/pau (dualismo intermutável). Imagino que, para o jogo manter algum sentido e guardar um mínimo de discernimento discriminatório, será mais conveniente não embasbacar, mas rir de volta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bom, e agora que já garantidamente ninguém está a ler, querido diário, enfim, é verdade, houve o Cohen. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ah, mas tu estavas lá... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vá, pronto, eu conto outra vez. É verdade que nem que tivesse sido há duas décadas, provavelmente não anteciparia pela história registada algo diferente de uma produção de &lt;em&gt;muzak&lt;/em&gt; em formol com toda a corrosão depositada no fundo do frasco a ameaçar silente as fundações. Hoje, então, que mais haveria a depositar no palco de comércio de emoções que uma troca de amenidades, uns fundos de reforma para ali, uma aspersão colectiva de amabilidades para contentamento beato do livro de recortes "eu vi o gajo" para aqui? Mas caramba, o Cohen descarnado foi um breve cometa ao negro, e a &lt;em&gt;patine&lt;/em&gt; em que se foi deixando cobrir constituiu há muito precisamente a natureza do desafio a quem se quedou em apneia no fundo do frasco (e da razia irónica a quem começou por (ou escolheu) banhar-se na superfície - única explicação para gente boa não gostar do Cohen, e gente má sim (eh pá, isto dos dualismos é mesmo porreiro)), de seguir assinalando as idades de Cohen no nosso calendário. É a velha história: é de supor que quando se dedica a parte sensível da vida a esgravatar na espessura dolorosa da consciência humana virtualmente todos os espectros e lacerações da inadequação da experiência e suas traduções metafísicas face a todas as teleologias da existência, para tentar confirmar a validade da persistência em qualquer forma de continuidade, chega um momento em que se impõe a questão de querer sobreviver, ou para quem se deseje darwinista, de se ser capaz de sobreviver. Em certa medida, aquilo que a presença do homem encarnou surpreendentemente foi uma forma de glorificação assumida da opção pelos dias de amanhã. E, francamente, se não seria necessariamente por esse Cohen que eu porfiria primordialmente em ter corpo para ainda e mais de si ressentir os ecos, não seria também eu a ousar julgá-lo pela sobrevida que decidiu conceder-se. Ainda assim, por entre os &lt;em&gt;trappings&lt;/em&gt; de cavalheiresco &lt;em&gt;entertainer&lt;/em&gt; que pululavam naquele palco numa apoteose de mesura que, naturalmente, só podemos (ouviram?!) interpretar como um adoravelmente malicioso &lt;em&gt;they're to blame for the kitsch&lt;/em&gt; recorrentemente dirigido à banda e à menina Robinson (as duas manas sublimes estão perdoadas por conseguirem dar continuidade ao If It Be Your Will), o facto é que algo também persistia a escavar quem olhasse para baixo dos braços salivarmente ovacionais. É que não é impunemente que damos o braço à impossível marcha solidária com a solitária despedida espectral de cada corpo para um ponto de interrogação inapelável em Who By Fire; ou contemporizamos cumplicemente com o resgatar do Hallelujah do caixão perfumado do Buckley júnior. Ainda tremi de antecipação da avalanche que chegou a soterrar algumas audiências (pulhas) nesta ronda de despedida, mas esse escalpelo acariciou-o ele num breve rumor e deixou-o a refulgir no bolso interior do casaco enquanto palpávamos temerosos o ventre por baixo da camisa em busca do relevo da laceração. Contudo, de resto, o pequeno facto é que, da pequena euforia agonizante que a companhia de 10000 energúmenos (é uma questão de agregação, não de classificação individual, não levem a mal; a dar-se o caso, eu também fui logicamente o vosso energúmeno, para lá da redundância de já o ser também individualmente a tempo inteiro) não sucedeu em me abafar, ao passar dias a fio sem conseguir casualmente pôr um disco a tocar que não se me projectasse agressivamente como aflitivamente fútil, não posso senão reconhecer que, pelas vias misteriosas que também estão na justa medida da queda e do credo, este Cohen foi bem um avatar amável do si mesmo que um dia se deixou repousar numa colina nevada, e também por isso, para lá do homem cumprido no gelo, lhe sou hoje bem devedor. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;On a related matter&lt;/em&gt;, alguém (&lt;em&gt;rethorical person&lt;/em&gt;) está a par do raio ou direccionalidade de explosão de um micro-ondas? Aquela merda está a relampejar, e estando manutenção fora de questão dava jeito saber se basta usá-lo agachado para evitar danos corporais de maior ou se tenho de voltar a esfregar pauzinhos para aquecer o leite.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-3257038757073688815?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3257038757073688815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3257038757073688815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/08/frias-so-para-fracos-ou-v-l-pessoas-com.html' title='Férias são para fracos (ou, vá lá, pessoas com, tipo, empregos)'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SJkfFmh-EQI/AAAAAAAAAYo/6I_7ODI36BU/s72-c/bonnie.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-3351799679480283978</id><published>2008-07-19T07:07:00.004+01:00</published><updated>2008-07-19T07:32:31.138+01:00</updated><title type='text'>With Co-en on our side</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_XZKv1IQ3Zqk/SIGE-aohTPI/AAAAAAAAAYI/c9HjEtOSvWw/s1600-h/cohenbydavidboswell.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224603250562518258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_XZKv1IQ3Zqk/SIGE-aohTPI/AAAAAAAAAYI/c9HjEtOSvWw/s400/cohenbydavidboswell.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-3351799679480283978?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3351799679480283978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3351799679480283978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/07/with-co-en-on-our-side.html' title='With Co-en on our side'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_XZKv1IQ3Zqk/SIGE-aohTPI/AAAAAAAAAYI/c9HjEtOSvWw/s72-c/cohenbydavidboswell.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7778251914315747588</id><published>2008-06-10T03:07:00.002+01:00</published><updated>2009-03-16T23:57:43.221Z</updated><title type='text'>Come, armageddon, come</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SEyUTl9boNI/AAAAAAAAAWs/TyJBfIs0NZo/s1600-h/bandeir.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209701933289021650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SEyUTl9boNI/AAAAAAAAAWs/TyJBfIs0NZo/s320/bandeir.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="mp3tube" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="60" width="260" align="middle" border="0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="6879"&gt;&lt;param name="_cy" value="1588"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=737f8bc3fd9076f25aafa4bb43582aaa"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=737f8bc3fd9076f25aafa4bb43582aaa"&gt;&lt;param name="WMode" value="Transparent"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="0"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=737f8bc3fd9076f25aafa4bb43582aaa" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowscriptaccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7778251914315747588?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7778251914315747588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7778251914315747588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/06/come-armageddon-come.html' title='Come, armageddon, come'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SEyUTl9boNI/AAAAAAAAAWs/TyJBfIs0NZo/s72-c/bandeir.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-3287874588071388844</id><published>2008-06-10T02:47:00.002+01:00</published><updated>2008-06-12T06:12:51.206+01:00</updated><title type='text'>A piedade pelos personagens também é uma coisa muito bonita</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SFCfkYZmjHI/AAAAAAAAAXk/1mTi3LWQduI/s1600-h/cab.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210840216241605746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SFCfkYZmjHI/AAAAAAAAAXk/1mTi3LWQduI/s320/cab.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E se os desmandos (ainda que proto-estruturais) fellinianos lhe possam vir machucando certo tipo de posteridade, o excesso de &lt;em&gt;cuore,&lt;/em&gt; que aparentemente os fecundou, tornava-se a melhor justificação para o extravasar, precisamente porque destemperado e irrazoável de impenitente generosidade para com a corriqueira desmesura da frágil matéria humana, da sua &lt;em&gt;féerie&lt;/em&gt;. Nem é certo que, nesses termos de histrionismo sensório a contornar a convenção e verosimilhança dramática (ou até melodramática), não tenha mesmo funcionado como vera forma de pudor.&lt;br /&gt;Mesmo se filmar a Giulietta Masina seja sempre um truque sujo.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.mp3tube.net/musics/caetano-veloso-giulietta-masina/44105/" target="_blank"&gt;caetano veloso - giulietta masina&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="mp3tube" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="60" width="260" align="middle" border="0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="6879"&gt;&lt;param name="_cy" value="1588"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=f0946215f6ed60dd7f491f58646c0d1f"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=f0946215f6ed60dd7f491f58646c0d1f"&gt;&lt;param name="WMode" value="Transparent"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="0"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=f0946215f6ed60dd7f491f58646c0d1f" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowscriptaccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-3287874588071388844?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3287874588071388844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3287874588071388844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/06/piedade-pelos-personagens-tambm-uma.html' title='A piedade pelos personagens também é uma coisa muito bonita'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SFCfkYZmjHI/AAAAAAAAAXk/1mTi3LWQduI/s72-c/cab.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1717866660682009467</id><published>2008-06-10T01:01:00.000+01:00</published><updated>2008-06-12T04:58:45.256+01:00</updated><title type='text'>If only we'd kept it pure...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SFCe3B4XowI/AAAAAAAAAXc/FK7I5pHX1EU/s1600-h/portuguese-water-dog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210839437102523138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SFCe3B4XowI/AAAAAAAAAXc/FK7I5pHX1EU/s320/portuguese-water-dog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cão d'água português&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1717866660682009467?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1717866660682009467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1717866660682009467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/06/if-only-wed-kept-it-pure.html' title='If only we&apos;d kept it pure...'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SFCe3B4XowI/AAAAAAAAAXc/FK7I5pHX1EU/s72-c/portuguese-water-dog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1724209449691401119</id><published>2008-05-10T23:20:00.015+01:00</published><updated>2008-05-14T05:20:52.124+01:00</updated><title type='text'>Business as usual</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Bom, como não houve vaga de fundo a clamar pelo meu retorno, tomei a deixa de Santana e achei que era seguro voltar a fingir dar sinais dúbios de vida. Nada a narrar, contudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Bom, posso dizer que foi muito bom ver a &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;u&gt;&lt;embed id="radioblog_player_-1" src="http://stat.radioblogclub.com/radio.blog/skins/mini/player.swf" width="180" height="23" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" bgcolor="#ECECEC" flashvars="id=-1&amp;amp;filepath=http://www.radioblogclub.com/listen2?u=0vMHZuV3bz9yZvxmYu8WakFmcvAXbk9Sdo5yavBneukGa/Meredith%2520Monk%2520-%2520Travellers%2520-%2520Churchyard%2520Entertainment.rbs&amp;amp;colors=body:#ECECEC;border:#BBBBBB;button:#999999;player_text:#999999;playlist_text:#999999;"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SCZOIkRj7kI/AAAAAAAAAVw/-Cvv0FmN0Ys/s1600-h/monk.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198928728929070658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SCZOIkRj7kI/AAAAAAAAAVw/-Cvv0FmN0Ys/s400/monk.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Monk &lt;em&gt;though&lt;/em&gt;. Principalmente a revisitação dos primeiros tempos, ainda que o minimalismo mímico mais avantajado e encenado mais recente não seja nada de desdenhar. No entanto, o trabalho conceptual vocal sobre o primalismo do fonema(?) como unidade puramente sónica de sentido ressoa extraordinariamente sobre coisas muito estruturais do nosso entendimento (nunca tinha assistido a um concerto em que a plateia à volta (porque se pude só pagar 5 euros para um lugar em pé, como felizmente houve poucos taraditos para encher o CCB nesta ocasião &lt;em&gt;artsy&lt;/em&gt;, recambiaram toda a gente para a plateia para compôr o cenário; e a quem pagou mais cheta pelos seus lugares, pois, ninguém vos mandou ser burgueses ostensivos &lt;em&gt;(suckers),&lt;/em&gt; e é assim meus amiguinhos que um sistema minimamente razoável de estratificação social funciona, logo, arrumem a carteira esmifrada, e agradeçam que a minha pandilha de lumpenaudiofruities vos deixe mais uns mesitos de paz social sem ataques insensatos de espasmos vocais na praça pública)&lt;em&gt; &lt;/em&gt;se pusesse a tentar reproduzir no intervalo as modulações vocais que acabara de ouvir, como que num jogo de aprendizado mimético infantil). Lidando com a pura expressão do ressentir sonoro primário das coisas do mundo e das suas sensações sobre o entendimento nu, sem o &lt;em&gt;oversight&lt;/em&gt; retórico da palavra herdada e formatada, e acoplando-a à sua expressão cinética no corpo (e por isso, a Monk é mesmo também para ver), é como se a mulher estivesse a elaborar um léxico fónico (se não existe, devia) de base, espécie de esperanto vocaliso, para construir um entendimento partilhado das fundações primeiras de se ser humano no mundo. Quando parece que a maioridade artística se anda hoje a medir pelo grau de boschianice na antevisão do apocalipse em &lt;em&gt;preview&lt;/em&gt;, é bastante reconfortante saber que já tenha andado alguém a trabalhar nos andaimes para a reconstrução de uma cultura humana. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SCZOkERj7nI/AAAAAAAAAWI/uqqinjNX6W4/s1600-h/cave.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198929201375473266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SCZOkERj7nI/AAAAAAAAAWI/uqqinjNX6W4/s200/cave.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eh, já agora também confirmo que o Cave já anda feito um bocado caricatura de si próprio (e a tocar o Into My Arms a rir-se, e a estropiar o Your Funeral,My Trial, senhores...), o que até é chato porque o último disquinho até é um pouco mais que o picar o ponto dos últimos tempos. Mas quando se vislumbrou a sombra do velho (quando era jovem) pregador ainda a memória de um &lt;em&gt;repentful &lt;/em&gt;arrepio se avantajou, ainda que naquele contexto seria mais de um gajo se sentir culpado por comer um kit-kat inteiro do que por fornicar com todos os seus familiares no Bayou Country. Tocaram o Tupelo, o que foi bem, e o Mick é um gajo castiço, ainda que me pareça que haja ali uma débâcle surda entre a tradicional facção Bad Seeds e uma eventual facção Warren Ellis. Enfim, deus e o diabo sabem que aquilo está a precisar de um pouco de fricção para atear fogo que não seja de lareira de ecrã ou fritadeira de amplificador. E chamou a audiência de &lt;em&gt;fucking idiots&lt;/em&gt;, o que foi o momento mais comungado da noite, supostamente por entrar cedo demais em coro, mas provavelmente mais por estar ali a pagar para estar numa desbunda de compinchas. Ah, &lt;em&gt;and what's with the spitting, Nick? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;N&lt;/em&gt;esse capítulo, o Bargeld ganhou a palma ao pôr-se na alheta dos Bad Seeds, porque se os Einstürzende estão mais fofinhos (já nem tocaram nada anterior a 2000, e o Blixa pôs-se a debater o seu eu antigo e novo (&lt;em&gt;wanky wanky)&lt;/em&gt;), só porque trocaram o martelo pneumático pela marreta, a verdade é que se os seus concatenados sonoros têm novas formas mais roliças e &lt;em&gt;eardrum-friendly&lt;/em&gt;, o método industrial continua a ser surpreendentemente o mesmo, e continua a transportar mais que uma lamela de uma labuta histórica sobre a linguagem musical popular, que devia fazer parte do b-a-bá (é assim? (e quão cúmulo da ineptitude sentenciosa é perguntar como é que escreve o bê-a-bá, e logo quando se quer verberar sobre o seu cânone vocabular?)) da educação musical das massas, embora tenha ficado a pensar que um dia aquilo ainda pode tornar-se num espectáculo de uns Stomp alternativos. &lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;embed id="radioblog_player_-1" src="http://stat.radioblogclub.com/radio.blog/skins/mini/player.swf" width="180" height="23" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" bgcolor="#ECECEC" flashvars="id=-1&amp;amp;filepath=http://www.radioblogclub.com/listen2?u=0vMHZuV3bz9yZvxmYu8WakFmcv02bj5Cdu9WbllmdlhGcs9GZvJnL3d3d/EINSTURZENDE%2520NEUBAUTEN%2520-%2520Die%2520Befindlichkeit%2520des%2520Landes.rbs&amp;amp;colors=body:#ECECEC;border:#BBBBBB;button:#999999;player_text:#999999;playlist_text:#999999;"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SCZOz0Rj7oI/AAAAAAAAAWQ/Jy17-psmHvI/s1600-h/eins.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198929471958412930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SCZOz0Rj7oI/AAAAAAAAAWQ/Jy17-psmHvI/s320/eins.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Deviam mesmo era ter atenção ao &lt;em&gt;dress-code &lt;/em&gt;da coisa, porque com o baixista (logo um histórico) a parecer surripiado dos Scorpions, o Blixa em trejeitos &lt;em&gt;emo&lt;/em&gt; (é assim?) com a franja, o guitarrista saído de um &lt;em&gt;classic manwear fashion-show passerelle&lt;/em&gt; de Nova Iorque, e o teclista e (digamos) baterista expelidos de um vídeo dos Soft Cell, a audiência idólatra estava pejada de destroços de um cataclismo estilístico sem saberem para onde virar o &lt;em&gt;eyeliner.&lt;/em&gt; Valha-nos o bom sóbrio clássico do careca bacano nas percussões, que não sei se é do que as miúdas gostam mas é sem dúvida do que as miúdas deviam gostar, se tivessem o bom senso de ouvir os meus conselhos na matéria. Já eu, não pouco descalabro &lt;em&gt;moi-même&lt;/em&gt;, mas mais estrutural, o que não torna plasticamente recomendável reforçá-lo redundantemente nos andrajos, fiquei com pena de não poder comprar a t-shirt com a estampa do cavalo ejaculante do Haus der Lüge, mas nem era t-shirt, tinhas as mangas longas e tornava a peça um bocado chunga, mesmo se flanada para me estrear um dia no S. Carlos, mesmo se me pudesse dar jeito para a carreira futura de peão d'obra, mas olhem, não se pode ter tudo. Além de que, se essa coisa de fazer música à margem da indústria, à conta de uns apoiantes carolas, parece uma experiência de organização da produção muito interessante, quando os pôs em concerto constantemente a impingir os produtos exclusivíssimos que tinham lá fora, incluindo a gravação em tempo real do próprio concerto, fez-me por momentos pensar que estava a ouvir o meu merceeiro gabar um fiambre de porco preto (há isso?) enquanto o cortava na máquina. Mas não serei eu nem as minhas meias de rede a ajuizar como é que os outros devem ganhar a vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Entretanto, confesso, sim, &lt;em&gt;et ego(?) Julius,&lt;/em&gt; estou mesmo um bocado rendido para ver os National. Não me estou a lembrar de outro concerto para onde não vá com meia costela reaccionária mal-entalada à espera que "toquem as antigas". É bastante triste, embora por vezes insuperavelmente surpreendente (mas o Hammill e os Van der Graaf não contam para estas matemáticas), só passar a vida a gostar de coisas pelo espelho retrovisor. Acho que não me lembro assim de apanhar outra banda em perfeito estado de graça, excepto os Gaiteiros de Lisboa quando lançaram as Invasões Bárbaras (é bom que não haja ninguém aí a pensar que isto é piada), a justificar o espreitar menos cínico pela gelosia de uma euforia contagiada (coisa que provavelmente não me aconteceria se a Beggar's não fosse tão rápida a baixar os preços para padrão paperback (aprende indústria chupista)). Sim, porque se as colheitas anteriores têm também para &lt;em&gt;moi&lt;/em&gt; coisas muitíssimo estimáveis (e curiosamente mais nas mais recônditas, sendo que não seria como &lt;em&gt;folk&lt;/em&gt;-ou-&lt;em&gt;indie-rockers&lt;/em&gt; que me teriam levado ao lugar, mesmo com o pastiche da cindy lauper), e já sugerem os ingredientes apresentados à espera apenas da alquimia das proporções, o salto para o Boxer não deixa de me continuar a soar quase épico (para mais, um em surdina), com aquela inefável sensação quase metafísica, desde os primeiros acordes de piano (que me submeteram um pouco da mesma maneira implacável que os do início da Pyramid Song dos Radiohead), de &lt;em&gt;everything falling into place&lt;/em&gt;. Epicidade (isto anda bom) para o que contribui (mesmo não sendo necessariamente aquilo que mais leve para a cama), para minha surpresa dado o que (não) havia lido (conspiração da selectividade?) a esse respeito, a prodigiosa polissemia poética&lt;em&gt; &lt;/em&gt;das &lt;em&gt;polaroids&lt;/em&gt; barra &lt;em&gt;cupholders &lt;/em&gt;de vida americana (sabido, excepto por cineastas estrangeiros só de visita (não os &lt;em&gt;imigrés&lt;/em&gt;, atenção), não ser matéria só de território) na subjectivação encarnada dos espectros de um país, um modo, uma condição e um tempo da vida, em crise e em guerra (ao mesmo tempo metáfora e literalidade, porque ambas ominosas no &lt;em&gt;l'air du temps &lt;/em&gt;- desculpem lá o frufru), onde a amálgama inextricável do pessoal com o político, na ressonância pessoal de um &lt;em&gt;coming of age&lt;/em&gt;, não é uma blague&lt;em&gt; soixante-huitard&lt;/em&gt; a desbastar pelo cinismo do &lt;em&gt;fauteuil,&lt;/em&gt; mas um dado adquirido dos &lt;em&gt;hangups&lt;/em&gt; dos gestos e palavras do quotidiano, o que, não servindo qualquer maniqueísmo ou voluntarismo temático (phiuff (as minhas onomatopeias ainda estão dois acordos ortográficos atrás)), acaba antes por imbuir de uma &lt;em&gt;clenching&lt;/em&gt; &lt;em&gt;gravitas&lt;/em&gt; as aparentes e efectivas (reiteradamente &lt;em&gt;so&lt;/em&gt;) minudências do vivido, colhendo o raro paradoxo de uma contemporaneidade personalizante em dilatação no tempo, espaço e corpos. E deve ter o Springsteen a roer-se um bocado na siderúrgia (notar a minha contenção em não ter optado por escrever antes &lt;em&gt;powerplant&lt;/em&gt;). Gostaria também de esclarecer que só escrevi isto tudo para meter a do Springsteen (o que não é menos triste), portanto tirem lá essa cara de enjôo. Ou não.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SCZaKERj7qI/AAAAAAAAAWg/GorWytesy18/s1600-h/hatari.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198941948838407842" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SCZaKERj7qI/AAAAAAAAAWg/GorWytesy18/s320/hatari.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pronto, acho que é só isto.&lt;br /&gt;Enfim, claro que desde que rererererevi o Hatari! na televisão no início do mês (e que, claro, ao contrário da merda dos MIB ou do Ishtar ou do Evita, não vai repetir, pelo menos este mês, para poder finalmente gravar, embora nunca veja filmes gravados, mas às vezes gosto de saber que estão lá), tenho andado a ouvir as pessoas na rua a tratarem-me casualmente por bwana. Confesso que me pareceu inusitado de início, mas a verdade é que quando lhes digo para continuarem a fazer a sua vida como se o meu extraordinário poder de atracção carismática sobre eles não existisse, eles cumprem-no escrupulosamente. Estranhamente, quando me faço à população nativa é que a coisa não corre muito bem. Talvez porque não estava no guião, talvez porque não fosse uma fantasia colonial. É o problema de ficarmos cativos, por razões que não nos interessa explorar, em filmes que nos acompanham seguros desde o tempo em que as tardes de fim-de-semana da RTP1 tinham cinema clássico: não há margem de improvisação para um destino cujo fado é o de não se cumprir. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(como é que se grafa o som de um expiro nasal?)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1724209449691401119?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/1724209449691401119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=1724209449691401119&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1724209449691401119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1724209449691401119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/05/business-as-usual.html' title='Business as usual'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SCZOIkRj7kI/AAAAAAAAAVw/-Cvv0FmN0Ys/s72-c/monk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-2625095771769387898</id><published>2008-04-05T21:00:00.007+01:00</published><updated>2009-07-01T01:10:35.697+01:00</updated><title type='text'>Orçamento rectificativo</title><content type='html'>Para meu bem, e para acabar com todo o bem, parece que este é mesmo o ano de quase todos os concertos. Enfim, de quase todos possíveis. Enfim, de uma porrada deles. Gil (finalmente a solo, sem as bobagens &lt;em&gt;reggae sub-par&lt;/em&gt;, para ver se desfrutamos finalmente "apenas" a pura impureza do afro-samba), Galás (&lt;em&gt;shrieking beast&lt;/em&gt;), Monk (&lt;em&gt;shrieking high-priestess&lt;/em&gt;), National (sem entrar em histerismo, que não combina com a minha pose seráfica, este é de facto &lt;em&gt;o&lt;/em&gt; tempo para os ouvir - lembrete de que nem todo o apelo da contemporaneidade é fatela), Cave (o tempo não volta para trás, e para não ser fundamentalista reducionista e não dizer 86, nem, vá lá, 97, digamos que desde 2001 que a cada ano penamos mais pelo facto, pelo que não esperemos mais por muito mais bonança), Einstürzende (o tempo não volta para trás, já não se arrasam palcos para fazer uma sinfonia com vigas, yada yada), Cohen (viva a necrofilia?), Dylan (viva a necrofilia?), ainda mais Young; digam-me, o que é que faço à minha vida?&lt;br /&gt;Enquanto não se decidem, eu vou a Gouveia para &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R_bse9HqZTI/AAAAAAAAASk/BP9BsNODyCk/s1600-h/van.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185592037510636850" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R_bse9HqZTI/AAAAAAAAASk/BP9BsNODyCk/s320/van.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;desafiar mais uma vez a besta nostálgica com a presença do santo graal dos descobrimentos sónicos de 70's, os ressuscitados (e pela onda de milagres dessa natureza, suspeito que Cristo só podia ter sido um &lt;em&gt;prog-rocker&lt;/em&gt; (brrr)) Van der Graaf. Elido, desta feita não só por conveniência de concisão, o Generator do nome, porque, crime de lesa majestade, a equipa suprema do tio Hammill se reuniu sem a valia imprescindível dos sopros do David Jackson (era o segundo a contar da esquerda: façam-lhe uma festinha), coisa que, tivera eu moral, seria motivo para me isentar de ratificar o estupro à memória sacra. Contudo, a cóclea é fraca, e se cada revivalismo é uma despedida, o atraiçoar da memória do clássico quarteto pela ausência do Jackson servirá sempre como desculpa para diferenciar o que se assistirá de uma mímica frouxa do que já foi a essência sonora do inapreensível, não pretendendo resgatá-la do passado seu guardião onde assim poderá permanecer como farol cósmico de apequenamento de quem não mais se soube fundir com a dispersão atómica e sideral dos corpos (parem-me quando começar a falar de duendes, por obséquio). Aliás, como há dois anos assombrosamente aprendi, mais que isso, estar no centro do furacão Hammill a esfrangalhar-se-nos, seja em que encarnação for, será sempre condição fenomenologicamente absolutizante da valia de estar vivo naqueles segundos interminavelmente ressonantes, pelo que, se sigo, será sem dúvida para ter o prazer de ter os meus punhetistas tropeções retóricos arrasados pelos timbres e vibrato mais existencialmente tectónicos que instrumentos sensíveis alguma vez registaram.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span&gt;&lt;object width="350" height="25"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qL8ov3XtVFM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qL8ov3XtVFM&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="350" height="25"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185591238646719746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R_brwdHqZQI/AAAAAAAAASM/DEAG54yrKwI/s400/peha.jpg" border="0" /&gt; Para além disso, e afora o gosto pacífico do neo-classicismo de câmara dos Aranis e seus piazzollismos de empréstimo (e que melhor credor?), há também a grandeza injustiçada dos Thinking Plague para se fazer ouvir nas encostas da serra. Das raras criaturas a arrastar a ferros aquilo a que se chame música popular, e particularmente a melodia, para tempos modernistas (aquele &lt;em&gt;pitch &lt;/em&gt;alienado a ressaltar pelas paredes de um hectágono escuro), e permanecerem violenta e epidermicamente &lt;em&gt;engaging&lt;/em&gt; (dos raros do ramo que poderiam com a mesma facilidade ter dado (ou deram) um fabuloso&lt;em&gt; new-wave act&lt;/em&gt; ou em&lt;em&gt; indie-rockers&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;brrr&lt;/em&gt;) de culto) conseguem sob a batuta dos harpejos aracnídeos do Mike Johnson e de despejos matemáticos de entulho e ritos sonoros exumados em noites de lua cheia, fazer qualquer coisa, das mais díspares, em que toquem soar irredimivelmente entusiasmante, seja a rockar conselhos da Gourmet Magazine sobre como limpar lulas (literalmente: &lt;em&gt;hey, fuck metaphors&lt;/em&gt;),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;object height="20" width="400"&gt;&lt;param name="movie" value="http://lifelogger.com/common/flash/flvplayer/flvplayer_basic.swf?file=http://julinho.lifelogger.com/media/audio0/694767_nxjwjwtytw_conv.flv&amp;amp;autoStart=false"&gt;&lt;embed src="http://lifelogger.com/common/flash/flvplayer/flvplayer_basic.swf?file=http://julinho.lifelogger.com/media/audio0/694767_nxjwjwtytw_conv.flv&amp;amp;autoStart=false" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="20"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;seja a esgalhar alegorias apocalípticas a partir de &lt;em&gt;leitmotifs &lt;/em&gt;como a cruzada albigense, coisa com a qual não sei se seria de deixar mais gente safar-se.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;object height="20" width="400"&gt;&lt;param name="movie" value="http://lifelogger.com/common/flash/flvplayer/flvplayer_basic.swf?file=http://julinho.lifelogger.com/media/audio0/691719_iwwkrvnaxg_conv.flv&amp;amp;autoStart=false"&gt;&lt;embed src="http://lifelogger.com/common/flash/flvplayer/flvplayer_basic.swf?file=http://julinho.lifelogger.com/media/audio0/691719_iwwkrvnaxg_conv.flv&amp;amp;autoStart=false" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="20"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185593360360564050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R_btr9HqZVI/AAAAAAAAAS0/nPbqOZrn4As/s320/thpl.jpg" border="0" /&gt;Enfim, enquanto não arranjais maneira de eu resolver os dilemas que este dilúvio purificador e fatalista de oportunidades históricas me apresenta, podeis ficar a debicar longamente estes biscoitinhos que vos deixo, que cada efeméride é também sempre uma despedida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-2625095771769387898?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2625095771769387898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2625095771769387898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/04/oramento-rectificativo.html' title='Orçamento rectificativo'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R_bse9HqZTI/AAAAAAAAASk/BP9BsNODyCk/s72-c/van.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-5168442980762468591</id><published>2008-03-19T05:37:00.003Z</published><updated>2008-03-20T02:27:18.555Z</updated><title type='text'>Obviamente, deslinko-o</title><content type='html'>Aparentemente, o Da Literatura terá granjeado leitores com desatinos algo bizarros, como apontarem o facto de no seu &lt;em&gt;blogroll&lt;/em&gt; (aprendam) não constarem alguns notáveis da primeira liga de blogues (as fronteiras parecem ainda não estar perfeitamente muradas, mas não entrem em pânico, estamos a trabalhar com afinco nesse sentido). Até aí, tudo bem mal. O naco de &lt;em&gt;harmonia mundi&lt;/em&gt; que faltava é que, &lt;a href="http://daliteratura.blogspot.com/2008/03/elos.html"&gt;pela resposta&lt;/a&gt;, o Da Literatura parece fazer por corresponder aos desatinos desses seus leitores &lt;em&gt;with a vengeance.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nem concebia que a desautorização desse postulado de uma elite comummente identificada e correlativo imperativo de a entronizar incólume na sua estratificação de evidência imanente em todo e cada &lt;em&gt;blogroll&lt;/em&gt;, ou pelo menos nos dos correlegionários de casta, tivesse de se justificar com mais que a saudável pluralidade de afinidades intelectuais, temáticas, e outras, que, dentre todo o espectro de saudável coabitação silente do meio (caramba, não há &lt;em&gt;gangbang&lt;/em&gt; capaz de tornar o amor blogosférico, ou outro, democrático), seleccione ou sinalize alguns pináculos ou interlocutores com os quais a sua identidade retórica produtivamente se construa publicamente (e gostaria de crer que poucos desdenharão democraticamente com tanto desafogo tanta parte da blogosfera quanto eu). Mas não; Eduardo Pitta desfia, com o aprumo com que se recita uma lição há muito canónica nos manuais, o devido processo que conduz ao reconhecimento &lt;em&gt;inter pares &lt;/em&gt;devidamente dependurado nos &lt;em&gt;links&lt;/em&gt; da prache, com inatacável e desempoeirada honestidade (faça-se inteira justiça) que resgata do subentendido, tão partilhado quanto não assumido (porque somos todos adoráveis, evidente), algumas das políticas e dinâmicas sociais de estratificação blogosférica que a parecem fazer regida por lei consuetudinária da Cosa Nostra.&lt;br /&gt;Partindo do pressuposto de que uma lista de links ainda cumpra um papel de associação e recomendação simbólica de interlocutores que, pelos mais diversos e livres critérios que formatam um perfil de blog, se entenda destacar de um campo razoável de possíveis, é certo que a meritocracia abstracta (essa ou outra), em qualquer sistema, é um mito de boas consciências; mas daí a ratificar-lhe os enviesamentos (entre a incorporação ou proposição subjectiva e a sedimentação "institucional") há um salto axiológico que não apenas a mera pragmática de saber ascender ao quadro de honra.&lt;br /&gt;Assim, ao que, para quem não soubesse, consta, não para ter, mas para começar por &lt;em&gt;merecer &lt;/em&gt;reconhecimento, qualquer &lt;em&gt;newcomer&lt;/em&gt; com ambições deve começar por prestar vassalagem aos senhores da terra e ofertar-lhe o que a tradição convencionou ser um &lt;em&gt;link&lt;/em&gt;. Por certo que quem não tenha redes estabelecidas (externas e/ou internas) de passa-palavra para se permitir o distanciamento do sujo mercantilismo dos &lt;em&gt;links &lt;/em&gt;(situação de não retorno que já não choca esta política de reciprocidade estratificada, porque não constitui uma omissão electiva, mas como se não sinalizasse já um reconhecimento adquirido refastelado à espera do que lhe é devido)&lt;em&gt; &lt;/em&gt;dificilmente poderá dispensar tal etapa para se publicar com propósito, isto se dispensar o distanciamento de recurso de não escrever para ser lido. Mas, tendo-se o bloguista estabelecido com seu respectivo grau de notoriedade (logo, ultrapassada a mera lógica de retorno na produção do seu leitorado e apelo reticular), na lógica que esta política reitera, o seu reconhecimento continua, quando muito, recatado na coluna dos &lt;em&gt;favorites&lt;/em&gt; do computador pessoal, se o acto inaugural da vassalagem não tiver sido performado. Ou seja, para lá da mera necessidade de alguém se dar a ser lido para ser conhecido, aqui a manifestação da afinidade é função dependente da reciprocidade, tal como o mecanismo de &lt;strong&gt;re&lt;/strong&gt;conhecimento público opera não pela dádiva mas pela dívida: a dívida original de cada noviço para com os antepassados reinantes, que a não ser redimida pelo beija-mão iniciático, tornará qualquer manifestação autónoma de respeito cativa da disposição instituída do despeito. Coisa que, combinada com a ebriedade do poder, de primeira liga, de enunciação e entronização dos seguidores, passa para a paranóia de politburo (qualquer referência política é inteiramente gratuita, esclareça-se), em que a ausência de vassalagem primeira se interpreta como um acto consciente de dissidência e quase contestação da liderança bloguística no trono («rasura», é o termo). Escolhas que cada um faz, coisa com a qual, naturalmente, ninguém tem nada a ver, já que a indiferença aplicada nem é o controlo dos meios de violência do pedaço. Qual independência de espírito, qual juízo desempoeirado da apreciação desinteressada: qual lei científica da gravitação blogosférica, reitera-se, «não havendo reciprocidade, nada justifica o elo». Gravitação de um mundo onde a meritocracia (se quisermos usar a palavra...) desejavelmente concebível não fosse precisamente uma manifestação plural, descoincidente, de interesses e lógicas diversos, mas apenas a legitimação unitarista em segunda mão de um mecanismo estatutário primordial, centrado antes de mais em controlar a reprodução social de um &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; (ou se preferirem a imortal formulação dos clássicos: "és dos meus, és fixe").&lt;br /&gt;Ora, compreenda-se, se isto fosse um arremesso de sociologia espontânea sobre a mecânica de notoriedade blogosférica, seria uma descrição provavelmente assaz certeira. Todavia, o que aqui se produz não é um juízo de facto, mas um juízo de valor. O que aqui se descreve não é uma inevitabilidade pragmática, mas uma proposição normativa, um avé a uma versão particularmente estratificada da &lt;em&gt;realpolitik&lt;/em&gt; de um sistema de castas blogosférico. Tanto o é, que o momento auto-irónico do ano é o seu distanciamento da noção de blogues de primeira divisão: é fácil de ver que, não fosse todo este um raciocínio de primeira divisão, e a política do Da Literatura fosse enunciada para todo o bloguista seguir, se calcula que a "autoridade" de links que lhe será ora outorgada, certamente exponenciadíssima face ao número de links do seu &lt;em&gt;blogroll,&lt;/em&gt; descambaria por aí abaixo - sendo ainda mais certo que o Da Literatura não tem culpa que os seus leitores-linkadores unidireccionais (como eu) sejam tansos, para mais quando até tem a ombridade de os alertar para o facto.&lt;br /&gt;Portanto, mesmo com a inércia de não partir a cabeça lançando-me contra factos consumados, não é indiferente não deixar grafada a concepção de possibilidade de outros modos, para lá da circularidade anquilosante, de produzir discurso e reconhecimento reticulares neste meio (é democrático, e também ninguém tem nada com isso, a caixinha de areia dos inconsequentes); pelo que, da inestimável posição de nada ter a perder ou ganhar, deixo apenas registado que o Da Literatura e a política feudal que aqui abnegadamente simboliza e diligentemente reitera deixam, com cordata discordância, de estar na lista de comendações que pelas inefáveis diversas razões me calha assinalar, (des)reconhecimento &lt;em&gt;notwithstanding&lt;/em&gt;, nesta promessa cada vez mais truncada de esfera pública.&lt;br /&gt;Gesto, poderíeis argumentar, materialmente injusto considerando a amplitude não denodadamente assumida desta política pelo resto da blogosfera. É certo, mas a sua potência é aqui meramente simbólica, na face de uma oportunidade enunciativa cuja lógica, e não cujo autor que por tal se não vê molestado, é visada. Nada obstará mesmo a que possa reincidir na sua leitura episódica no mesmo recanto ensombrado de um cibercafé remoto, para não deixar vestígios cibernéticos, em que o Da Literatura consultará (ou não) os seus notáveis não-linkados; essoutra, quem sabe mais límpida, forma de recomendação (&lt;em&gt;abrutpus dixit ad exhaustiore(?)). &lt;/em&gt;Felizmente, nada há que temer na Bastilha (o mundo real é tão &lt;em&gt;reassuring&lt;/em&gt;): hoje somos apenas um, mas amanhã continuaremos a sê-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-5168442980762468591?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5168442980762468591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5168442980762468591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/03/obviamente-deslinko-o.html' title='Obviamente, deslinko-o'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-315653729908637061</id><published>2008-03-07T15:51:00.006Z</published><updated>2008-03-07T12:11:59.710Z</updated><title type='text'>E vão bardamerda os senhores da Spark ao serviço da EMEL que me multam logo que passam 5 (ou 10) (ou 15) minutos do tempo do parquímetro</title><content type='html'>É já fastidioso acompanhar a blogosfera quando descamba nas suas derivas histéricas em resposta à quase sempre explosiva associação da pobreza socio-semântica do meio com a tentativa de o dignificar discursivamente, explorando nos meandros da sua formatação algo mais que a auto-transparente delicodoçura com declaração de interesses apensa e enfeitada de &lt;em&gt;smilies&lt;/em&gt; para cintilar no manto do céu epistolar a estrela pindérica das nossas inquestionáveis boas intenções (quase tão fastidioso como a fixação, não menos rígida, de cartilhas de dissensão discursiva ao suposto politicamente correcto).&lt;br /&gt;É por isso de ressalvar sempre uma iniciativa capaz de louvar a produção de discurso enquanto petardo cultural de desarranjo das várias grelhas de objectificação das "evidências" do real, em particular das suas encarnações sociais em torno de grupos ou categorias classificatórias (trata-se, portanto, de algo mais complexo que o politicamente correcto e incorrecto dos provocadores de plantão).&lt;br /&gt;Não é nada menos que isso que diviso numa das recentes (enfim, trabalho em temporalidades proto-geológicas, é sabido) edições do catálogo de ecletismo sonoro, sempre a testar os limites da sua agregação nuclear, que passa pelo &lt;a href="http://almadoeter.blogspot.com/2007/12/pinhal-novo.html"&gt;(eter)&lt;/a&gt;: a lenda punk do Pinhal Novo, os Comme Restus. É que, para além da valorização de um formato inclinado, por excelência, para a ruptura com os consensos sociais de discursividade assisada (e muito mais com os consensos, que com os objectos dos consensos (o que os torna discursivamente muito mais à frente)), e mesmo desconsiderando o mérito musical da amostra em questão (o momento &lt;em&gt;free-jazz&lt;/em&gt;, com o Ayler em &lt;em&gt;guest-starring&lt;/em&gt; (grande e secreto furo internacional), de «Eu xamome Ãtónio», sendo a instância mais eloquente desse facto), aquilo que torna esta divulgação um acto blogosférico exemplar é o facto de, não fôra o divulgador ter a louvável capacidade de distinção entre os objectos de um discurso e os efeitos simbólicos desse discurso (ou seja, ser capaz de operar ao nível do meta-discurso punk), o mesmo teria todas as razões para repudiar a produção desta pandilha como incorporando a incitação ao ódio de uma minoria social à qual ele pertence (como saberá quem tenha acompanhado as digressões sónicas e velocipédicas do &lt;a href="http://almadoeter.blogspot.com/"&gt;cj&lt;/a&gt;), na superficialmente infame «Morte aos ciquelistas» (veja-se como, logo pela escolha do objecto de ódio, se descontrói, por efeito de diversificação subjectiva, a tão deprimente e soporífera, de paupérrima, cartilha de desprezo social naturalista que vai mexendo letargicamente, também, a blogosfera (paneleiro pra cá, preto pra lá, e um cigano (&lt;span style="font-size:85%;"&gt;não se arranjou nada mais aqui?),&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; ou &lt;/span&gt;um judoca (&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;that's not gonna work...)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; ao longe, &lt;em&gt;if we're bored or &lt;/em&gt;Arroja&lt;em&gt;'s in town),&lt;/em&gt; assim demolindo o menu sensaborão que a história nos legou, a facilidade pavloviana de sinalização do ódio pela veia essencialista, a carga dramática que apenas três ou quatro válvulas de escape social inevitavelmente concentram na nossa arrevesada canalização de maus instintos, e os vícios e iniquidades retóricas de base de serem sempre e apenas os mesmos a serem objecto à vez da sobre-protecção e da contestação do politicamente correcto pelos discursos situados de quem não tem &lt;em&gt;his ass on the line&lt;/em&gt; nesse &lt;em&gt;enjeu&lt;/em&gt;, assim capacitando-nos para irmanadamente nos reconhecermos pluralmente odientos e odiados e daí retirar as devidas consequências).&lt;br /&gt;É, portanto, por esse exemplo de auto-retracção identitária ao pouco construtivo automatismo de ler um discurso questionante das estruturas semânticas com a mesma grelha automática com que se (não) encaixa um ataque socio-pessoal, que não posso deixar de me associar a esta iniciativa exemplar. E não pensem que o faço gratuitamente, com a descontracção de quem não está implicado na parada. Precisamente, declino exemplarmente o exemplo, sabendo bem que já visado na &lt;a href="http://www.cdgo.com/artigoDetalhe.php?idArtigo=2334948"&gt;quinta faixa &lt;/a&gt;me encontro eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143697632860471010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R2IVvp6qfuI/AAAAAAAAAQ4/RF1QDdhSI6E/s200/CommeRestus.jpg" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(devo ressalvar que, desta feita, numa provocação muito improfícua, apenas frustrante (como já terá percebido quem seguiu o link prévio e, inevitavelmente, precipitou atabalhoadamente o cursor para o botão "comprar"), ao contrário do anunciado, a obra dos Comme Restus não se encontra disponível no link providenciado. A editora Sandes de Choco (&lt;em&gt;sic&lt;/em&gt;, e muito bem&lt;em&gt;) &lt;/em&gt;não quererá a considerar uma reedição em digipack de luxo? - já se justificava, caramba. Quanto mais não seja, falos daqueles já escasseiam na montra pedagógica da nossa arte urbana: há que revivificar a &lt;em&gt;sexual awareness&lt;/em&gt; da juventude portuguesa - com a propedêutica serôdia dos Morangos com Açúcar, a tornar a crica e o cacete manípulos para realizar TPC's, o presidente da república vai ter muito mais anos para demandar como fazer os portugueses ter mais filhos*)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*informam-me que nos Morangos já se fode. Lamento, mas não abdico. Esta &lt;em&gt;line&lt;/em&gt; deu-me trabalho, suei por ela, e não a descartarei como um reservatório de amor desperdiçado. &lt;em&gt;Sue me&lt;/em&gt;. Esse é, aliás, o processo por difamação pelo qual gostaria de ser levado à barra do tribunal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-315653729908637061?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/315653729908637061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/315653729908637061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/03/e-vo-bardamerda-os-senhores-da-spark-ao.html' title='E vão bardamerda os senhores da Spark ao serviço da EMEL que me multam logo que passam 5 (ou 10) (ou 15) minutos do tempo do parquímetro'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R2IVvp6qfuI/AAAAAAAAAQ4/RF1QDdhSI6E/s72-c/CommeRestus.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-2545640426174363171</id><published>2008-03-07T14:45:00.004Z</published><updated>2008-03-07T12:03:54.009Z</updated><title type='text'>I say... too much, and not enough</title><content type='html'>É já evidente que, por baixo deste meu exterior rude, monástico, empedernido, estóico e distanciado (grunho, diríeis), bem como do saiote que o adorna, eu me melo todo quando um desses mecanismos instituídos de reconhecimento social blogosférico derrama a sua magnanimidade sobre o meu cucuruto adepto faz de conta que não de todo o baptismo que o redima do seu exílio indeciso de toda a agremiação humana; quase tanto quanto me amofino à sua vista com a carga de trabalhos com que a atenciosidade me sevicia a natural inércia desconjuntada. Porém, para lá de todo esse imbróglio existencial, &lt;a href="http://vidro-duplo.blogspot.com/2008/02/12-para-o-fim-de-semana.html"&gt;esta gentil intimação&lt;/a&gt; a inscrever-me no mundo dos vivos, por via da enunciação das minhas 12 palavras favoritas, causa-me sarilhos incontornáveis. Palavras, são nomes de coisas e noções que gente com capacidade expressiva balizada pelo acúmulo sagaz de valências linguísticas civilizacionalmente dispostas emprega com a justeza e imaginação que o domínio criativo de um património comum pode exponenciar à reconversão de toda a paisagem e infinitude de arquitecturas de ser que nos foi dado não poder abarcar numa vida inteira: logo, uma criatividade metafisicamente fútil, mas mais que adequada à distensão de &lt;em&gt;world-views&lt;/em&gt; de seres forçados ou acondicinados aos limites existencio-territoriais que lhes desenharam as regras de um mapa-mundi (no meu, madagáscar está neste momento soterrado sob um 1/3 de batata frita). Qual é então o meu problema? É que eu não digo palavras, eu digo dispositivos linguísticos de nomeação; como não digo trela, digo fio de cão. A minha memória está em decadência a uma velocidade cada vez mais alarmante desde que entrei na idade adulta, e o gajo que me assoma em suferfícies espelhadas, e mais ninguém, sabe que já lá vai por demais o tempo. O meu vocabulário a cada momento é o que consta dos textos (e por textos entenda-se legendas de &lt;em&gt;sitcoms&lt;/em&gt;) que li nesse dia, e será substituído pelos textos do dia seguinte. Por conseguinte, é com esse diminuto vocabulário em constante substituição que eu tenho de tentar organizar formas expressivas que restituam o sentido comunicacional que o comum dos mortais apreende num só vocábulo, empilhando assistematicamente palavras (como vocês dizem) sobre palavras na vaga esperança de conseguir competir com o potencial descritivo de uma fotografia realizando um retrato-robô tendo tido sempre 3 à rasquinha a educação visual. Como tal, não por acaso, as únicas duas palavras de que posso hoje dizer que gosto mais (porque hoje as li e até me deitar, por enquanto, ainda as recordo), são palavras que amalgamam várias numa para construir o seu sentido, ou que combinam numa um sentido plural ou quase paroxístico: instrumentos reflexos do meu penar expressivo de cada dia. Assim ensimesmado; assim ledo. São palavras que, por diferentes metodologias, contêm praticamente frases inteiras dentro. Ensimesmado, na elegância enternecedora da sua auto-descritividade desarmada, é de uma beleza tão franca e rendida à inteligibilidade que é quase um ideograma (e o meu eufemismo de eleição para masturbação). Ledo (apesar de o Camões a ter galderizado um bocado) é um daqueles pequenos prodígios expressivos de concisão, que em quatro letrinhas apenas contraria a pretensão racionalista (diferente de racional) de decretar a determinação conceptual dos sujeitos a significações inequívocas e unidireccionais, e mais que polissémica, é uma palavra quase paroxémica, capaz de sagrar em unicidade linguística a complexidade existencial de estados contraditórios. Melhor que isso, só a paralinguagem, com a qual realizo com estonteante eficácia 90% das minhas conversas com a pura omnipotência do fonema primal (&lt;em&gt;hummm&lt;/em&gt;), espécie de reticências modulares. Imagino que o meu sonho seja que, ao pleno oposto da prática retórica que me molesta e viabiliza, um dia toda a interacção linguística pudesse ser fixada numa minimália de vocábulos singulares, cada frase concebível destilada numa palavra, cada conversa uma troca sequencial de vocábulos isolados. Aí, finalmente, com as minhas lacunas recorrentes, os meus esforços expressivos seriam estruturalmente indeferidos, e poderia legitimamente repousar imperturbado. Mas até lá, &lt;em&gt;fear not&lt;/em&gt;, retorquo do fundo do meu dilecto ensimesmamento com toda a possível de rapar do tacho sensação invasiva e expansiva, sem manípulo de contenção, de exultação, que um aceno me confere ("alegria", &lt;em&gt;if you must&lt;/em&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-2545640426174363171?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2545640426174363171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2545640426174363171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/03/i-say-too-much-and-not-enough.html' title='I say... too much, and not enough'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-8606775254966433997</id><published>2008-03-07T12:46:00.007Z</published><updated>2008-03-07T11:58:45.557Z</updated><title type='text'>Nous n'avons jamais (pas) étés modernes</title><content type='html'>Como é, por razões a desconhecer, imperativo, já vou tarde, mas não tarde demais. Parecerá igualmente que o &lt;a href="http://aindanaocomecamos.blogspot.com/"&gt;André Dias &lt;/a&gt;está a ficar com uma quota fixa no &lt;em&gt;citation index&lt;/em&gt; do pedaço, mas garanto que não ando a trocar favores de natureza dúbia senão com todas as outras pessoas com quem ando a trocar favores de natureza dúbia. É que o cavalheiro, após ter reiterado, com o ciclo dedicado à dita Nova Escola de Berlim, a valência dramática da excisão da ostentação dramática, de que &lt;a href="http://littlelittlewords.blogspot.com/2008/02/histria.html"&gt;este excerto&lt;/a&gt; é a evocação mais eloquente, lançou mãos a novo empreendimento de programação, com sentido de oportunidade e dedo aprumados, apontando a um dos ainda e cada vez mais (há quanto tempo não digo que o tio Michel é o maior?) temas candentes do pensamento social contemporâneo (&lt;em&gt;whatever&lt;/em&gt;) - a biopolítica. Intitula-se o ciclo "Figuras da Autópsia" e abriu ontem, na cinemateca, com o Primate do Wiseman. Estais bem a ver, certo? Um portento absolutamente impressionante (em todos os impressionantes sentidos) de trabalho sobre a matéria documental, de radical materialidade, capaz de lhe extrair pela razão expressiva uma lucidez conceptual de abstracção fulgurante (sim, isto não quer dizer nada, mas tenta). &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174951964644037314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R9EfZM5RUsI/AAAAAAAAAR8/rGhJ8FkjODY/s400/primate.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Ao debruçar-se sobre os modos de organização da pesquisa de cientistas sobre primatas num centro de investigação, e os modos de relação estabelecidos entre esses dois corpos de agentes no processo da sua interrelação finalista, está-se veramente a fazer uma aproximação eloquentíssima aos modos socialmente consagrados de acesso à "verdade", integrando na factualidade nua da sua via metodológica todas as imponderações que foram socialmente externalizadas para os recintos privados da produção científica, ao mesmo tempo que externaliza da sua abordagem a produção de juízos morais explícitos sobre as processualidades documentadas.&lt;br /&gt;Essa capacidade de resgatar limpidamente todo o agonismo subsumido no paroxismo na acção (humana) será, aliás, porventura a sua maior força. Porque, como efectivamente se reitera nas várias leituras do filme, se ao primeiro olhar, armado pelas grelhas espontâneas em que fomos socialmente criados, há um quadro dicotómico de agentes e possíveis cristalizações axiológicas em seu torno na narrativização estrutural deste processo, aquilo que se explicitará crescentemente é, de alguma forma, a organicidade indivisível de todos esses elementos sistémicos.&lt;br /&gt;Numa estrutura relativamente cíclica, aquilo que vai sendo explicitado numa cadência impiedosa é um processo integrado de objectificação da vida em nome da produção de saber, da pesquisa comportamental à vivissecção&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; e essa é a primeira iluminação da película: o extremar de pólos sensíveis de relação com os símios entre as manifestações de afecto vivo no início e a dissolução metódica dos seus corpos no final, não demonstra de todo a sua oposição, mas faz discorrer a sua absoluta continuidade. Aquilo que isoladamente são apreensíveis como opostos morais, são neste espectro processual reconduzidos a diferentes etapas de um mesmo processo de objectificação, que pelo poder da sua institucionalização, foi incorporado pacificamente pelos seus actores humanos (muito curiosa, e sintomática para quem se familiarize com a literatura de etnografias de laboratório (de que isto é quase uma adaptação ao cinema... ('Hollywood' não pode ver nada...)), a emergência da expressão estética dos cientistas como primeira reacção ao visionamento microscópico das lamelas de secções de um cérebro após a vivisecção (ainda que aqui a continuidade fílmica reforce a associação dos dois momentos)).&lt;br /&gt;A ironia do título "primata", recobre igualmente a elisão, dir-se-ia, quase latoureana, de qualquer pressuposto de diferenciação entre os primatas em presença, humanos e símios, na sua apreensão documental. Essa distanciação analítica de um dado base da consciência humana, o da sua especificidade (e superioridade) é, aliás, reiterado simbolicamente na captação dos corpos, com sequências, não óbvias mas suficientemente legíveis, de grandes planos dos rostos, quer dos cientistas (alguns, juraríamos que não inocentemente, com puros gestos semioticamente carregados, neste contexto, como a cofiar ou coçar a barba, ao que a política pilosa da época dava amplo terreno), quer dos símios, e captações de sofrimento animal (que nem são as mais "inteligivelmente" chocantes) que configuram perfeitas &lt;em&gt;pietàs&lt;/em&gt; zoológicas em nome próprio.&lt;br /&gt;Essa elisão do primado do humano nesta configuração social não é, aliás, mais que a manifestação mais provocante do paradoxo maior e mais genial deste verdadeiro método documental. É que, em larga medida, o que Wiseman faz é quase replicar sobre a documentarização de um processo de objectivação científica, um olhar objectivista (mas, etica e esteticamente, auto-consciente) sobre esse processo e os seus actores; e o poder que essa objectivização tem na transformação da legibilidade da acção de agentes humanos desprovidos de retórica justificativa no exercício de poder objectivista sobre agentes primatas desprovidos de qualquer expressidade legitimada (porque existe, apesar de tudo, um discurso inerente a toda a paralinguagem animal que é, pelos agentes humanos, inteiramente elidido pela incorporação destes objectos vivos numa finalidade absolutamente instrumental) é devastadora. E se, à superfície do olhar, tal pode transparecer como uma violência discursiva exercida sobre os cientistas ao replicar a violência (ainda que tida por neutra, ainda que tida por necessária) muda exercida sobre os símios, essa é uma consequência lógica (não "retórica", porque não propositivamente condenatória, como a inserção de vários fragmentos "auto-explicativos" da pesquisa ilustra, do mais detalhado ao mais carta branca (a "utilidade da inutilidade")) do isomorfismo ontológico que emerge do postulado de continuidade e indiferenciação na fixação da "evidência" documental. O único excerto sob a forma de explícito depoimento justificativo funciona, na verdade, como outra detonação irónica, na medida em que sugere a impotência desse discurso normalizado em poder substituir-se à legibilidade da lógica sistémica e processual que move e integra, numa espécie de igualitarismo radical, os agentes em presença: é nesse sentido, também, que se impõe a abstracção do processo de produção de saber como matéria fílmica, e não o juízo sobre os agentes em questão, ou sequer a sua actividade concreta.&lt;br /&gt;Seria, de qualquer forma, insustentável (por definição) arguir da isenção de um ponto de vista na organização expressiva do material documental; é aliás nótoria, na sua própria ciclicidade e crescendo, uma descida dantesca pelos círculos vários de uma contínua objectivação daquelas formas de vida. Contudo, o facto é que esse ponto de vista, podendo parecer evidente (mas não o é para toda a gente e suas razões, e funcionará, idealmente, como ponto de partida para o &lt;em&gt;restart&lt;/em&gt; consciente dos nossos &lt;em&gt;raisonnements&lt;/em&gt;), não emerge de uma qualquer &lt;em&gt;exploitation&lt;/em&gt; ou retórica moral, mas é, mais uma vez quase em lógica de experimento, o resultado experimental de uma aproximação metodológica a um campo do real, organizada expressivamente. E a sequência mais poderosa de explicitação dessa capacidade de recuperar a unicidade de contrários que estão subsumidos em todos os dados adquiridos que fizeram a "normalidade" deste processo instituído, a cuja visibilitação "indevida" somos atirados, está na sequência pós-vivissecção de um pequeno macaco, quando a sua cabeça decepada, com o cérebro exposto, é colocada num viço, e é alternadamente captada de cima, com a centralidade superior da razão científica focada inteiramente no cérebro, na secção objectivada que lhe fundamenta a acção, e depois num ângulo de baixo, onde ainda está exposto o &lt;em&gt;facies&lt;/em&gt; como vestígio simbólico ineludível daquilo que há poucos minutos incorporava uma manifestação de vida.&lt;br /&gt;Por estranho que possa parecer a quem visualize a imagem, isto não é manipulação emocional, mas é o confronto nu, e experimental, da nossa percepção, com campos ópticos/perceptivos que se convencionou manter separados. As consequências de adjudicação social do juízo produzidas pela sua unificação documental são, de alguma forma, a consequência experimental da exposição total da nossa sensibilidade e razão a essa unidade complexa de sentido. Sim, de alguma forma, quem assiste a este filme não é menos parte do seu experimento perceptivo, com o mesmo estatuto ontológico dos agentes que foram fixados no ecrã (com a violenta dissociação e recombinação complexa de reconhecimento com seres, biologica e socialmente, postulados como diferentes que isso implica), e isso faz dele uma experiência ética, política, estética e cognitiva que confere o mais potente sentido à expressão "dar a ver".&lt;br /&gt;Porque são as implicações perceptivas da partição visual da especialização do saber e da prática modernas que são aqui desafiadas como pré-condições socialmente desonestas para a manutenção de modos de vida a expensas da consciência de todos subentendidos necessários à sua reprodução. Facto com o qual, politicamente, se pode querer activamente viver em paz: e serão provavelmente muito poucos os voluntaristas ou temerários capazes de teoricamente (muito provavelmente, o cadeidoscópio segmentado das práticas modernas tê-lo-á também já tornado virtualmente impossível) querer habitar essa plena apropriação consequente das implicações do seu modo de vida. Mas nesse sentido, nesta política da imagem, contra os hábitos inconscientes de selectividade (própria ou instituída) da (in)visibilidade do real, não podemos escapar à assumpção honesta e consequente de que, para aqui, só não olha quem não quer ver; e esse é apenas o primeiro passo para pensar, e não reagir - sendo a replicação behaviorista pelos espectadores de uma univocidade significante lida na película, o resultado experimental falhado deste tipo de método fílmico, que assim contém metodologicamente também a chave da sua própria invalidação.&lt;br /&gt;Para os (depois disto, ainda) interessados, o curto ciclo ainda decorre na &lt;a href="http://www.cinemateca.pt/entrada.asp"&gt;Cinemateca&lt;/a&gt;, incluindo o monumental (é que não parece haver outro adjectivo) Shoah, este sábado, e incorpora também um ciclo de conferências na Culturgest, de que ainda restam &lt;a href="http://www.culturgest.pt/actual/biopolitica.html"&gt;uma&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.culturgest.pt/actual/aprox_biopolitica.html"&gt;outra &lt;/a&gt;sessão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-8606775254966433997?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8606775254966433997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8606775254966433997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/03/nous-navons-jamais-pas-ts-modernes.html' title='Nous n&apos;avons jamais (pas) étés modernes'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R9EfZM5RUsI/AAAAAAAAAR8/rGhJ8FkjODY/s72-c/primate.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-37226798162550483</id><published>2008-02-23T19:55:00.011Z</published><updated>2008-02-24T05:51:41.904Z</updated><title type='text'>Spam worth getting - readers worth alienating - to end all dick-posts (fat (there we go...) chance)</title><content type='html'>Todo o internauta queixando-se, desde o século passado, de ter caixas de &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt; entupidas de &lt;em&gt;spam&lt;/em&gt; para "enlarge your penis", e eu nem uma mensagem dessas para amostra havia jamais recebido (obviamente os respectivos departamentos de pesquisa de mercado estavam a funcionar impecavelmente). Até que, de há umas semanas para cá, uma enxurrada de mensagens começou a jorrar na minha direcção até à incredulidade organicista. Deixemos para lá quem foi que se descoseu relativamente à minha prótese equídea para uso de balneário (ou foi ela que se descoseu? (&lt;em&gt;stop it&lt;/em&gt;)). O que gostaria de assinalar é que, pela amostra, a dignidade de um bom departamento criativo começou finalmente a dedicar-se à causa: assim o vexame de pedir uma amostra grátis (pela manifesta comodificação da morfologia genital (óbvia carência constitucional para uma vera democracia sexual, estádio de problematização da igualdade vergonhosamente ausente do discurso dos diz que politólogos da praça), não duvido que seja uma opção mercantil instituída) dá gosto; para além de que arou um campo de pujante fertilidade para a apreensão das representações mais incisivas da basculante masculinidade contemporânea. Sem mais delongas, o meu folhetim dos últimos tempos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;blow your lady away with the largest d1ck she has seen in her life&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (gosto imenso do emprego do primeiro verbo, não só a metonimizar a volumetria como proporcionando uma extensão qualititativa, tipo bacamarte multi-funções agora com bolas e canhão de recarga automática, como a reiterar a metáfora bélica do universo das relações entre os dois sexos, verbalizando quem, dotado de engenho explosivo, será o imediato vencedor - e não me digam que eles não tinham já tudo isto &lt;em&gt;in mind&lt;/em&gt;) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;carry yourself with confidence with your new huge schl0ng&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(nota + para o multiculturalismo fálico)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;you will leave the women begging for more once you reap the benefits of a larger d1ck&lt;/strong&gt; (&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mais uma vez, um verbo e um plural inscrevem imediatamente, apenas a uns poucos (ok, não sou o exemplo mais acertado) centímetros de distância, a restauração da plena dominância masculina sobre essa (&lt;em&gt;we knew it) &lt;/em&gt;não mais que &lt;em&gt;aubergine&lt;/em&gt;&lt;em&gt;©-yogurt-flinger-starved population -&lt;/em&gt; sublinhe-se a ameaça subliminar (ISTO é marketing agressivo) de que todos os &lt;em&gt;weenies &lt;/em&gt;não serão, logicamente, senão traidores à causa e, a menos que tomem as aconselhadas medidas, candidatos a uma limpeza darwinista activa&lt;em&gt;)&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;click here for a all-new growth experience&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(óbvia desautorização disciplinar do correlato também já popularizado do &lt;em&gt;growth&lt;/em&gt; psicológico, como patética metaforização compensatória satélite do verdadeiro "crescimento")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;want rock hard erections?&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(substantiva apreensão holística de que a métrica sem uma boa sinergia orgânica pode ser o último dos problemas de certos &lt;em&gt;penis-holders&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;leave her speechless with your new legendary c0c&lt;/strong&gt;k &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;em&gt;'cause just printin' THIS legend will never hold - &lt;/em&gt;note-se também a extraordinária subtileza de, jogando casualmente com metáforas populares, sugerir, de forma evidente a quem sabe o que sofre, o 2 em 1 mais gratificante e eficaz de fechar a matraca à respectiva)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;she won't be able to keep her mouth off you when you get this&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (&lt;em&gt;need I say more?&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;let your partner feel more of you, get your new huge dck here&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (louvável o abraço todo-inclusivo de orientação sexual ou opção relacional pós-matrimonialista (ainda que com o travo da fidelidade monogâmica - não nos podemos libertar de tudo de uma vezada) desta formulação - mais uma medalha emancipatória para o esforço capitalista)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; you and your partner will have many magical moments with this&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (&lt;em&gt;di(l)do&lt;/em&gt;) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- &lt;strong&gt;those who doubted you before will marvel at you now&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(sim, esta é para vocês, gozões - agora não levam com nem um centímetro) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- &lt;strong&gt;tired of losing your erect1on halfway, or having a small weener? Change it today&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por acaso sempre achei que, resquício de justiça poética, as duas aflições eram antitéticas... não podem, pelo menos nesta, &lt;em&gt;back me up a bit&lt;/em&gt;?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;bored of having same, tiring sex every night? spice up your life, add inches to your d1ck and increase her pleasure&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(assinale-se a preocupação em cobrir as lógicas de recurso à extensão com todas as motivações/legitimações possíveis, interpelando todas as nuances da frustração. Por exemplo, só a magnanimidade desta fórmula me fez perceber o egoísmo grotesco de andar no mercado sexual com &lt;em&gt;laughable goods&lt;/em&gt;, impondo um cativeiro ignóbil a essa gente que ainda se agarra ao que quase nada tem para agarrar, com fantasias emocionais de amor romântico)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;keep your girlfriend by your side when you have this&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(mais uma vez, uma &lt;em&gt;eye(not that one; especially not now)-opening&lt;/em&gt; elucidação da natureza do amor. Quem disse que o amor não é quantificável? Um cientista social diminuto, sem dúvida) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- &lt;strong&gt;women love a man with a huge c0ck and spades of confidence&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(provavelmente a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; correlação estatística mais inabalável à espera (que eu saiba, embora duvide) de validação psico-biologista)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;don't let hot women laugh at your small tool, because you can change it today&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;em&gt;how do they KNOW these things?!...)&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;those locker room stares will be for the right reason&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;em&gt;come on, jiggle it a little... you know you wanna...&lt;/em&gt;) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt;wnat the women to crave for you? Make sure you have a hot, large rod in your pants&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(sagaz promessa de elisão das cansativas estações do processo social de atracção mútua que, respeito pelos direitos e digestão humanos &lt;em&gt;considered&lt;/em&gt;, se tem de alimentar até ao lançar do infalível anzol (ou deveria passar-se a andar com ele permanentemente de fora? - bem vistas as coisas (desta feita, essas, sim), facilitava o processo de selecção, tornava redundantes os esforços de ludibriação afectiva (&lt;em&gt;but I'm such a nice guy!... &lt;/em&gt;pff), e satisfazia a teleologia morfológica de primeira legitimação do aparelho)) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;imagine being able to put on inches PERMANANTELY, SAFELY AND QUICKLY&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(o direccionamento conceptual às dinâmicas de apelo e incerteza na relação com as instáveis potencialidades da transformação corporal numa sociedade de risco: notável, e indicador pertinente da voluminosa penetração social das problemáticas dos Science &amp;amp; Technology Studies (&lt;em&gt;oh, they have a sizeable knob too&lt;/em&gt;)) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; i used to have a tiny c0ck and it was embarrasing, now i'm huge and loving it&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(a comoção do discurso confessional e directo à comunidade de sofredores com uma mensagem de esperança, comunidade essa instaurada desde logo na recorrente totalização ontológica linguística do membro, neste caso, até da adjectivação do membro da pessoa (um reducionismo associativo de terceiro grau!; veja-se bem &lt;em&gt;how huge "I" am) -&lt;/em&gt; movimento linguístico exponenciado, à imagem do seu produto, pela pressão para a criatividade que, tal qual produção artística em contexto de ditadura, é induzida pela vil censura dos filtros de spam ou assim a falos-chave (estão-me a acompanhar, repararam nos nºs a substituir letras nos nominalismos penianos, certo?) à bem-aventurada promoção dos&lt;em&gt; schl0ngs everywhere.&lt;/em&gt; Em busca de uma causa meritória para apoiar?&lt;em&gt; Look no further&lt;/em&gt;) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;fire your gun at full blast&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(dada a minha não receptividade ao fito comercial da sua empresa (digo eu), entraram agora os meus bobos pessoais numa fase de crescente minimalismo retórico, a alimentar o mistério na plenipotência da metáfora, elidindo cada vez mais a deselegância do referente directo (na verdade, aquela plenipotência de um subtexto fálico tornado matriz de descodificação linguística absoluto de qualquer enunciado começou literalmente a diluir-me todas as fronteiras linguísticas de diferenciação atómica dos objectos do real, que agora me aparece subsumido numa única, massiva e intrusiva glande - não me vão dizer que os gajos do mail com o título "perfectly crafted rolex" me estão mesmo a querer vender, tipo, um relógio, não?). Infelizmente, se a reafirmação prosódica das metáforas primordiais, o reducionismo e elisão dos sujeitos aos predicados na omnipotência da associação semântica mangálhica, e sua reiteração concomitante dos subtextos taxonómicos de classificação humana tendo como único critério operativo a sua relação com o &lt;em&gt;little&lt;/em&gt; (só na aparência métrica) &lt;em&gt;man&lt;/em&gt;, parecem imparáveis de entretenimento, por espantoso que pareça, e é, já estou cansado, por isso, deixo-vos o &lt;em&gt;work in progress &lt;/em&gt;para que o vosso anedotário anatómico induzido possa ter uma conversa séria convosco, falar-vos dos seus anseios, e informar-vos das decisões que tereis que tomar para assegurar a vossa felicidade conjunta, sem dissensões corporais, sempre desagradáveis numa equipa tão unida, ainda que, e não dais conta por que andais iludidos com o vosso palminho de cara, a triste verdade seja que está sempre tudo &lt;em&gt;hanging by a thread&lt;/em&gt; - &lt;em&gt;oh yes&lt;/em&gt;, diz o zétolas, a teodiceia &lt;em&gt;c'est moi&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;your throbbing missile is ready to fire&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Bam. A rocking baller cock in your pants&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- great bedroom stories start with this &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- enhance your reputation with this&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- pick up a chick anytime with this&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(uma nota para a desumanização crescente em que a inicial autonomização ontológica do bichano começa a desembocar, tornando-o um atributo técnico - se o virgolino (&lt;em&gt;hey, you have your pet-names, I have mine...&lt;/em&gt;) passa a ser substituído instrumentalmente por um mero pronome demonstrativo impessoal, suspeito que isto ainda pode acabar mal...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(aproveitando a desproporcionalidade compensatória (claramente, outra correlação falocêntrica à espera do seu estatístico de serviço: diz-me o tamanho dos teus posts e dir-te-ei...), gostaria de aproveitar a ocasião para esclarecer que, apesar da minha invulgar &lt;em&gt;open-mindedness&lt;/em&gt; teórica (na prática, só concebo fazê-lo como é suposto fazerem judeus hassídicos, por um buraco num lençol (&lt;em&gt;hey, blame Larry David&lt;/em&gt;)) que não hesita em acoitar quem incessantemente vem cá buscar refúgio pelas suas preferências por vídeos gratuitos de coroas transando ou variações disto, também eu tenho limites, e ter-me descoberto buscado activamente como quinto no &lt;em&gt;ranking &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;q=coroas%20transando%20com%20fio%20terra&amp;amp;meta="&gt;disto&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;q=coroas&amp;amp;meta="&gt; &lt;/a&gt;&lt;em&gt;is freaking me out.&lt;/em&gt; Embora registe a sensatez electrotécnica no emprego do fio-terra, em nome da saúde pública devo deixar claro que este bl(og)ue reprova quaisquer práticas que envolvam atarracharem-se a uma ficha tripla - incapacitar clínicos nas urgências por incredulidade não pode favorecer os esforços de produtividade na saúde)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(há meia-hora que o Blogger me estava sistematicamente a publicar este texto apagando toda a secção produzida a partir deste último e, é certo que, perturbante link, e só a partir dele, ele incluidíssimo, o que me parece evidentemente ainda mais perturbante. Não sei bem qual a explicação para o fenómeno, mas sendo a conspiração censória a resposta mais plausível para qualquer perplexidade blogosférica, há que tomar medidas preventivas; portanto, se a partir daqui alguma coisa der merda ou produzir transformações cataclísmicas neste espaço, encaminhem esta informação para o Oliver Stone &lt;em&gt;s'il vous plaît&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(não estou inteiramente pacificado quanto às veras intenções do internauta do fio-terra, mas, para o meu leitor mais sensível, ofereço a reconfortante informação de que "fio terra" aparenta ser uma expressão brasileira para designar uma das tácticas cunhadas para o iluminismo da fruição plena do potencial erógeno do corpo masculino para lá da territorialização da orientação sexual. Os interessados poderão facilmente informar-se do facto, como eu acabei de fazer. Eu fico por aqui, que hoje já tive iluminismo suficiente para me destrambelhar o ritmo sinusoidal por um mês)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-37226798162550483?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/37226798162550483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/37226798162550483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/02/spam-worth-getting-readers-worth.html' title='Spam worth getting - readers worth alienating - to end all dick-posts (fat (there we go...) chance)'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-151969393279280471</id><published>2008-02-14T22:18:00.009Z</published><updated>2008-02-15T02:55:56.170Z</updated><title type='text'>Des histoires d'amour à moi</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140249319122597042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R1XVhYM-9LI/AAAAAAAAAQI/RhN19jBaDTg/s400/histoire.bmp" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140251767253955778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R1XXv4M-9MI/AAAAAAAAAQQ/q-uAlT1LCVg/s400/histoire2.bmp" border="0" /&gt;- quelle heure est-il? &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;- assez tôt.&lt;br /&gt;- je veux dire, que faites-vous chez moi? Qui êtes-vous; comment êtes-vous entrée?&lt;br /&gt;- ça fait beaucoup de questions, Julien.&lt;br /&gt;- vous connaissez mon nom?&lt;br /&gt;- hmm: Julien. Moi, c'est Marie.&lt;br /&gt;- Marie...&lt;br /&gt;- Marie, celle que tu aimais.&lt;br /&gt;- ça m'étonnerait mademoiselle... Vous n'êtes pas du tout mon genre.&lt;br /&gt;- c'est ce que vous croyez... Laissez-moi un peux de temps...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140253751528846546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R1XZjYM-9NI/AAAAAAAAAQY/e1QRUCsDgtU/s400/histoire3.bmp" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Le secret derrière le secret (re)commence&lt;/em&gt;… &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amanhã à Barata Salgueiro, Careful With That Axe, Eugene...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(terão que perdoar o excesso semiótico das &lt;em&gt;frames&lt;/em&gt;, cortesia da tv portuguesa; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;mas este é um blog lumpencinéfilo, no fim de contas)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(a despropósito, se a malta (vocês sabem quem são (ou era bom que soubessem, &lt;em&gt;'cause I sure don't)&lt;/em&gt;) estiver a planear um &lt;em&gt;carpooling&lt;/em&gt; para ir ver os Pere Ubu à Casa da Música no sábado, e já tiverem o&lt;em&gt;utgrown&lt;/em&gt; a achar piada a deixar-me pendurado na estação de serviço de Aveiras, não se esqueçam de mim, valeu?)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-151969393279280471?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/151969393279280471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/151969393279280471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/02/des-histoires-damour-moi.html' title='Des histoires d&apos;amour à moi'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R1XVhYM-9LI/AAAAAAAAAQI/RhN19jBaDTg/s72-c/histoire.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-8471319828254837427</id><published>2008-01-30T06:58:00.000Z</published><updated>2008-01-30T16:44:31.114Z</updated><title type='text'>Let's fake I could make an add</title><content type='html'>Enquanto não blogue de cinema (eles andem aí), mas afim (aliás, o meu estado natural, afim de tudo sem ir ao fim de nada), fingindo que isto não é um meio entrópico e há gente desse lado a ler-me (pausa incómoda) que não receberia esta informação por outras vias mais directas (prossigamos), sendo eu um gajo extremamente afagável e sensível ao patrocinato, não tendo conhecimento de causa para vos pastorear ao redil com argumentos autónomos, mas tratando-se de uma iniciativa programada pelo &lt;a href="http://aindanaocomecamos.blogspot.com/"&gt;André Dias &lt;/a&gt;(e bem me parecia que havia gente nesta ciranda a fazer mais que fingir adiar a vida) o que, no mínimo, lhe concede contornos instigantes mesmo às escuras, e sobre manifestação cinéfila a brotar (arrisque-se o desafio de se ser conscientemente contemporâneo de vez em quando), não digais agora pelo absentismo que não estáveis informados da passagem pelo S. Jorge de ciclo de cinema dedicado à dita &lt;a href="http://www.goethe.de/ins/pt/lis/kue/flm/dff/pt2944529.htm"&gt;Nova Escola de Berlim&lt;/a&gt;, de uh amanhã (31 de Janeiro, pronto) a 6 de Fevereiro (estranhamente, para lá da ausência de solidariedades de classe pelo evento - dir-se-ia que a consciência e seu exercício de classe blogosférica, ironicamente, não passam pelo seu proletariado estatutário, que não simbólico - a informação mais imediatista (esqueçamos os trepidantes &lt;em&gt;plot resumés &lt;/em&gt;da prache) do programa deve ser esta d&lt;a href="http://www.egeac.pt/PortalModules%5CEventsProgrammingModule%5CUploaded_PDFs%5CKINO%20-%20Programa%C3%A7%C3%A3o%20Completa_20080124183927.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Claro que os penados do meu purgatório não desconhecem os meus mais imediatos motivos para o incitamento: tenho o S. Jorge como o espaço cultural mais deprimente de Lisboa, e como tenciono passar por lá estes dias (poderiam portanto brincar ao "quem é o diz que blogger", o meu passatempo de frenologia forense invertida favorito), preferia ter aquilo acolchoado de gente (quero-vos como às minhas almofadas, no fundo). Depois do último fiasco de público a que lá assisti, devo porfiar pela prevenção dos efeitos psicopatológicos daquele buraco negro às moscas. Se há algo mais deprimente do que um suicídio em massa, é um suicídio que ponha especialistas a debater num telejornal qual o limiar quantitativo para atribuir o galardão.&lt;br /&gt;Oh pá, e se forem cinéfilos da minha confraria, acrescentem este pensamento: é capaz de haver gente nua (um dia explico).&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161169353927306146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R6AoLq54K6I/AAAAAAAAAR0/TMHIzGXBtlU/s320/Bungalow.jpg" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(now IS there such a thing as bad advertising?...)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-8471319828254837427?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8471319828254837427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8471319828254837427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/01/lets-fake-i-could-make-add.html' title='Let&apos;s fake I could make an add'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R6AoLq54K6I/AAAAAAAAAR0/TMHIzGXBtlU/s72-c/Bungalow.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-5928597111718065533</id><published>2008-01-23T00:51:00.000Z</published><updated>2008-01-26T23:59:37.052Z</updated><title type='text'>Off to the (movie) show</title><content type='html'>Se os infindáveis folhetos sob o comportamento infra-civilizacional de gente mal-catalogada sem respeito pelas convenções sociais tácitas de se permanecer uma estadia numa sala de cinema (das estadias curtas, prosaicas e sentadas, bem entendido, não no sentido da ética &lt;em&gt;borderline &lt;/em&gt;metafísica de rendição fantasmagórica ao passado projectado que lhe chama sua catacumba nostálgica, tipo Adeus Dragon Inn) , já são quase tão reiteradamente cansativos quanto aquela falta de maneiras (o que o torna o &lt;em&gt;genre&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; imediatamente ignorável que tem caído que nem ginjas à minha missão bloguística incógnita), é manifestamente porque não temos atentado suficientemente à subtileza simbólica de tais manifestações nem lemos suficientemente Edward T. Hall (no meu caso seria sempre um &lt;em&gt;understatement&lt;/em&gt;, mas para sobrecompensar a banalidade temática temos que carregar no &lt;em&gt;index&lt;/em&gt; citacional).&lt;br /&gt;A democratização dessa prevaricação, até por dentro das portas do templo Cinemateca, também não ajudava ao discernimento do método comparativo, já que também aí, com a minha presunção missionária, infalível em admoestar prevaricadores com os meus já lendários esgares de reprovação a fazer murchar as bochechas dos meus alvos já que os seus olhos nunca se atrevem a acusar o embaraço petrificante veiculado pelas minhas pupilas de Medusa, não podia criar o distanciamento semiótico requerido.&lt;br /&gt;Felizmente, o &lt;a href="http://diespinnen.blogspot.com/2008/01/o-pivete-que-merecem.html"&gt;campo&lt;/a&gt; &lt;a href="http://littlelittlewords.blogspot.com/2008/01/dreyer-e-o-humor.html"&gt;propício&lt;/a&gt; de mais uma sessão muda, mas esta (no bote Luís de Pina) cheia de gente (o que é invulgar, permitindo-me delegar as manifestações bananas de descontentamento, como os fungares muito diligentes, na vizinhança), criou finalmente, para mim, condições de legibilidade do encastramento e estruturação desses comportamentos aparentemente desviantes como formas de comentário simbólico sobre o que se desenrola na tela, e nesse capítulo, apesar da quase uniformidade dos meus campos de recolha de dados, devo dizer que o público da Cinemateca é um terreno etnográfico assinalável. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R5kfba54K5I/AAAAAAAAARo/bP1J86SRvb0/s1600-h/bar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159189404068621202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R5kfba54K5I/AAAAAAAAARo/bP1J86SRvb0/s320/bar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R5kfHa54K4I/AAAAAAAAARg/UDgUMil3NwI/s1600-h/bar.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Indubitavelmente desaprovando as mansas primícias do &lt;em&gt;slapstick&lt;/em&gt; sovietizado d'"A Rapariga da Caixa de Chapéus" do Barnet, apesar da sua manifesta eficácia e inventiva visual, as intervenções da audiência não funcionaram senão como um sistema de compensação (falha-me a metáfora mais gira de engenharia) da insuficiente satisfação das expectativas com que haviam entrado na sala, claramente mais interessadas pela precisão hipodérmica no manuseio desse código importado pelo cineasta, que pela prefiguração do seu idioma na idiossincrasia da sua iniciática apropriação de um estilo relativamente formatado.&lt;br /&gt;Ao invés da banalidade dos comentários exasperados, típicos de um espectador ("&lt;em&gt;oh, duh, is this supposed to be funny, duh&lt;/em&gt;"), o "espectador" da Cinemateca já está para lá dessa passividade frustrada, e imediatamente pensa e reage como um cineasta. Vai daí, começa a desenrolar-se colectivamente pela audiência uma sequência, certamente irregular, mas esforçada, de motricidade cómica aplicada, iniciada inevitavelmente pela camerata de telemóveis, um clássico francamente pedestre certamente arrastado por neófitos (que eu tentei, debalde, enriquecer contrapontisticamente com a circulação ruidosa de fluido pelas cavidades sinusoidais ou assim - a minha, até hoje inconsciente, indolente secção das orquestras de protesto - apesar de no caso em apreço estar bastante contentado), e a composição também ainda juvenil de jogos de sombra na tela por espectadores a chegarem atrasados (com os estafados sacos de plástico danados para a brincadeira) e a forçarem filas inteiras a erguer-se para lhes dar passagem, mas seguidos por um curioso&lt;em&gt; sketch&lt;/em&gt; (sem chegar a &lt;em&gt;gag&lt;/em&gt;) de um casal, com a esposa sentada a ver o filme, e o marido entrando de rompante, medindo o filme de alto a baixo e sentenciando "este não é o filme!", trocando mais 30 segundos de recados desinibidos com a respectiva e voltando a mirar a tela a ver se lhe topava um indício de escárnio por lhe ter trocado as voltas ao que teria de lhe ir às fuças, e voltando a desaparecer intempestivamente porta fora, para 5 minutos mais tarde o bom camarada que pica os bilhetes, ao deixar entrar mais uns retardados, se dirigir directamente (isto está tudo bem pensado) à senhora que ainda lá permanecia encalhada dizendo "parece que o seu marido está a chamá-la", a qual, resignada com o fim da sua &lt;em&gt;guest-appearance&lt;/em&gt;, trota para fora da sala.&lt;br /&gt;Contudo, mesmo com esta sofisticação interactiva com a matéria fílmica, é manifesto que o domínio ou a consistência do idioma cinemático deste público apresenta inconsistências ou divergências estéticas, já que entusiasmado com o despique das peripécias, alguém não resistiu a saltar etapas e coroar este crescendo desengaiolando uma canora e arrastada bufa, a que toda a demais gente, quase que já em condições de reapreciar um bom humor escatológico tão longe dele se votaram &lt;em&gt;but (hélas) not yet&lt;/em&gt;, votou um desaprovador silêncio. Felizmente, por essa altura, Barnet já tinha decidido aumentar o gás da paródia e a risota reconciliou-se com a projecção sem necessidade de mais &lt;em&gt;ad libs&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Podem arremessar os mais acintosos comentários aos consensos mortos da cinefilia &lt;em&gt;hard-core&lt;/em&gt;, que não será na tela que já viu estas manifestações exuberantes de dissensão que eles irão colar. Mas um dia, se me passarem atavismos devastadores para a minha sanidade envolvendo ruídos de manjedoura, prometo que vou assistir a uma sessão no Colombo ou assim para tirar teimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;P.S.-Ontem, no Nimas, dois cavalheiros engravatados e com idade para ter juízo à frente de quem me sentei &lt;em&gt;(can I pick 'hem or can I pick 'hem?),&lt;/em&gt; após sonora comoção com a tarefa imperiosa de desligarem os telemóveis, passam o filme inteiro a dar emprego à matraca ("ah, agora é a Mahalia Jackson", profere entusiasmado um, apenas para manifestar o quanto o considera um momento privilegiado para lhe dar acompanhamento comentarístico): claro enunciado pós-macluhaniano de que a &lt;em&gt;massage&lt;/em&gt; (e bem estive para lhes amassar o lombo, se não fossem dois e se não bastasse meio) já não carece do &lt;em&gt;medium&lt;/em&gt;. Fiquemos atentos, que estes também prometem.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-5928597111718065533?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5928597111718065533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5928597111718065533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/01/off-to-movie-show.html' title='Off to the (movie) show'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R5kfba54K5I/AAAAAAAAARo/bP1J86SRvb0/s72-c/bar.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-514968007229967217</id><published>2008-01-01T23:48:00.001Z</published><updated>2009-07-01T02:59:48.943+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Oh meus amigos, tereis de ter paciência, é que nem se dá o caso de ter ouvido mais que mão-cheia de</title><content type='html'>&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;discos deste ano, mas se o tio Wyatt até se deu à maçada de editar qualquer coisinha para nos poupar de continuarmos a reiterar a senhores a oferecer-nos camisas-de-forças que o Cuckooland ainda era o melhor disco de 2007 com recurso a uma dissertação construtivista da calendarização ocidental ou uma teoria física relativista do tempo com a palavra quântica lá pelo meio &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;em&gt;shoulda spent more time in wikipedia for this one&lt;/em&gt;...)&lt;/span&gt;, com franqueza, parece-me um pouco, digamos, deselegante andarmos aqui a brincar aos tópes&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150323718936144514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R3mgIoF1KoI/AAAAAAAAARA/JcBYBRIq9mw/s400/wyco.jpg" border="0" /&gt;É que, vamos lá, nem é que alguns de vós não tenhais excelentos trunfos no bolso, eu reconheço. Mas por uma mera questão de cortesia para com quem é desconfortavelmente confrontado com a contemporaneidade com um disco do Wyatt, devíamos deixar as outras coisas estou certo que muito louváveis (e várias amostras dizem-me mesmo que sim) que nesta arbitrária grelha temporal saíram, para o melhor do ano que nos dizem ser 2008 (&lt;em&gt;but we don't buy that, do we&lt;/em&gt;?), com a suprema vantagem de por essa altura a pobre indústria aproximar os preços um cadinho mais de 1500% do custo de produção e eu poder de facto ouvi-los com um pouquinho de dignidade. E nem é que o disco seja necessariamente uma obra-prima, mas só porque o homem tem a óbvia superioridade e generosidade de estar acima dessas secreções teleológicas e conceptuais (senão nem se podia entregar jocosamente à&lt;em&gt; not so private joke &lt;/em&gt;de tocar uma cançãozinha do Eno à guitarra acústica (ah pois), nem brincar com os amigos às orquestras de gamelão). De resto, mesmo sem desconstruir essa coisa das primas, tem logo a abrir a melhor &lt;em&gt;cover &lt;/em&gt;do ano (humildade mais profícua não há), a melhor canção de amor de cândido despudor, a melhor canção panfletária, e a melhor canção utopista do ano; e nem sequer é alguma destas a melhor canção do disco. Não vejo propriamente que mais se pode pedir. Portanto, escusais de me estar a desconsiderar com a tarjeta de mecanicista estatutário. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dá-se, aliás, o facto de o resto dos poucos discos de gente com estatuto prévio (com as devidas &lt;em&gt;décalages&lt;/em&gt; gigantescas entre eles, mas enfim) que ouvi não me justificarem o incensar público. O disco dos Radiohead é um tremendo &lt;em&gt;tour de force &lt;/em&gt;cultural (em sentido amplo), mas é ao pôr toda a gente a falar da sua estratégia comercial em lugar da raquítica colheita que apresenta, sem sequer terem tido necessidade de recorrer à frase de escape que tinham muito bem dobradinha na carteira pronta a sacar à polícia de costumes "de que é que estavam à espera para música à borla?". Nem é que já nem mostrem resquícios do&lt;em&gt; savoir-faire&lt;/em&gt; maníaco desse portento que ainda era o Hail to the Thief, mas a maior parte da matéria-prima é que nem justifica a precisão do escopro (para irmos ao mais longe, "House of cards" é uma pastelice rasa que não esperaria ouvir num disco dos Radiohead depois de 97). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O meu avatar Black Francis achou por bem ressuscitar a sua nominalística sagrada, e mais valia ter estado quietinho, que sob a profana designação Frank Black muito satisfeito eu deglutia a parte (cada vez mais escassa, é certo, mas) de genial menoridade do seu cancioneiro a solo, mas com este sacrilégio de invocar o seu próprio nome em vão (esta mania de os deuses se crerem senhores de si), dá finalmente razão ao epíteto sardónico do Prindle de o bom do Black ser &lt;em&gt;a chubier, dorkier Pixies. &lt;/em&gt;Não é que eu não possa vir ao volante a afocinhar numas quantas traseiras automóveis por estar a esgroviar a guedelha ao som do disco. Mas é mesmo só porque&lt;em&gt; I'm weak that way&lt;/em&gt; (sempre com a consciência de que posso vir a negar tudo isto). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E embora pareça mal neste seguimento, até os Interpol, que haviam na estreia cometido o prodígio de me titilar as cordas revivalistas, até então e após perfeitamente entorpecidas ao ai Jesus dessa chavalada toda a redescobrir o&lt;em&gt; frisson &lt;/em&gt;de uma Fender, e cujo segundo oferecimento ainda era metade muito aceitável, à terceira tentativa produziram uma perfeita estopada, de&lt;em&gt; gravitas &lt;/em&gt;de fancaria monocórdica e balofa. A seguir por aqui, mais dois discos e transformam-se nos Keane (se os Keane forem quem eu estou a pensar ter passado por dois segundos num clip na Sic Radical).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ah não, por acaso agora me lembro para me fazer festinhas à marretada, que, precisamente após um esforço apenas estritamente meio degustável (e logo este após uma obra-primíssima), o meu casal dilecto de mórmons, só eles a me fazerem sentir culpado por fugir dos seus supostos correlegionários em &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R3nNwYF1KqI/AAAAAAAAARQ/yx2kBuYMQOA/s1600-h/lo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150373879859194530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R3nNwYF1KqI/AAAAAAAAARQ/yx2kBuYMQOA/s400/lo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;proselitismo de rua, que teve aliás a imensa bondade de vir tocar para mim ao Santiago Alquimista, lançou também este dito ano um bem estimável e bravo disco (ninguém ligou, alimárias), a relembrar que a fazer girar o mundo está não só o vento a soprar nos cabelos da Gena Rowlands, mas a ascensão tremeluzente do vibrato da Mimi (a afagar a &lt;em&gt;angst &lt;/em&gt;descalibrada do Alan, não esqueçamos).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E olhem, porque é ano novo, mais vos digo que tanto não me ofereço ao automatismo estatutário e à servidão calendarizada (&lt;em&gt;suck on this, Gregorian&lt;/em&gt;) que, verdade seja dita, o homem que mais desamparadamente amei este (dizem que) ano, até ao paroxismo carnal (silenciado da monodia melancólica há 34 anos, e subtraído aos passos deste mundo há 8 anos, ainda se me dá um aperto no coração quando penso nisso), foi o sujeito jeitoso ali de baixo, da rugosa doçura mal-escanhoada que já não há. Se um dia desemperrar as 15 páginas seríssimas e compungidas a clamar pelo mais amável &lt;em&gt;maverick &lt;/em&gt;do&lt;em&gt; songwriting &lt;/em&gt;americano talvez diga mais qualquer coisa para os &lt;em&gt;unchosen-ones, &lt;/em&gt;que não vêem logo ali um irmão e deixam cair quando muito um indiferente "quem é aquele gajo?", que entretanto não quero gente para aí a profaná-lo bafejando uns dignos de pecado mortal "ah sim, isto até é giro" e tal, com a voracidade indiferente do &lt;em&gt;short-attention span&lt;/em&gt;. É como digo: isto da internet quase só vos faz mal. Valha-vos eu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150374936421149362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R3nOt4F1KrI/AAAAAAAAARY/RUZ37HERiz8/s400/da.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-514968007229967217?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/514968007229967217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/514968007229967217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/01/oh-meus-amigos-tenham-l-pacincia-que.html' title='Oh meus amigos, tereis de ter paciência, é que nem se dá o caso de ter ouvido mais que mão-cheia de'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R3mgIoF1KoI/AAAAAAAAARA/JcBYBRIq9mw/s72-c/wyco.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-8323743898471097660</id><published>2007-12-31T17:02:00.000Z</published><updated>2008-01-01T07:12:11.738Z</updated><title type='text'>Bom ano para mim</title><content type='html'>Para quem propugna que a invisibilidade social se conquista, tendo tido o invejável sucesso de apenas ser submetido a um telefonema de aniversário este ano, a coisa poderia soar a uma profecia que se cumpre a si mesma (e que benemeritamente me poupa no saldo de respostas no telemóvel). Mas não é bem isso. Eu bem recebi duas ou três mensagens de bom ano. Mas, intrigantemente, nenhuma das pessoas com quem falei ao telefone nos últimos dias, com conversas de passagem de ano inevitavelmente ao barulho, me desejaram bom ano (nem eu tomei a iniciativa, claro está ó supremo pilar da reactividade). Poderia uma perspectiva confessional descortinar aí a remissão dos votos de bom Ano Novo, por homologia descabelada com a luta contra a dessacralização das festas religiosas, para uma esfera de enunciação privada aos fiéis da causa, à &lt;em&gt;communitas (&lt;/em&gt;neste caso profano,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;naturalmente, &lt;em&gt;communitas &lt;/em&gt;de bacantes&lt;em&gt; versus &lt;/em&gt;misantropos desmancha-prazeres)&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; Como poderia defender a elisão do ano novo como ocasião de desgoverno hedonista, a exponenciar na proximidade do desfrute uma lamentável descaracterização de uma presumível pureza cultural natalícia. Por uma vez, tenho que dar um passo atrás hermenêutico. Dado o centro de gravitação da amostra (euuuu), só posso imaginar que, nesta altura do campeonato, a estes interlocutores tenha já parecido francamente escusado desperdiçar aí um desejo, o que abre a hipótese de este poder ser um campo discursivo propício a um fascinante exercício prático de &lt;em&gt;waste management&lt;/em&gt; da boa-vontade de cartão (o que nada tem a ver com nos querermos bem). E agora venham cá dizer que as pessoas não aprendem nada com a história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-8323743898471097660?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8323743898471097660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8323743898471097660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2008/12/bom-ano-para-mim.html' title='Bom ano para mim'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1029742036478545084</id><published>2007-12-31T14:13:00.000Z</published><updated>2008-01-01T06:54:42.414Z</updated><title type='text'>Behold and AWE at the spawning of new language from the depths of the loins of my liquid plejades</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;amp;q=stream+of+bloguingness&amp;amp;meta"&gt;http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&amp;amp;q=stream+of+bloguingness&amp;amp;meta&lt;/a&gt;=&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(gostaria de frisar que isto foi escrito sob coerção directa e ameaça de terríveis represálias caso me furte a lubrificada vangloriação por sabe Deus que não se consegue arranjar melhor &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(e a secreta esperança de o Hilton ter uma percentagem no testamento para o povo empenhada na promoção do &lt;em&gt;wordplay &lt;/em&gt;liceal)&lt;/span&gt;. Refém contrariado em causa própria (história da minha chama-lhe sobrevivência até aos nossos dias), a declinação ciclópica (e potencialmente desagradável à visualização) da proeza inigualável com que unto lascivamente as meninges, sob a autoridade cósmica de uns Tangerine Dream (nem Roma se fez do nada), é inteiramente da responsabilidade de Yesterday Man. A Yesterday Man o que é de César. Avé nós &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(una limosna por el amor de Dios)&lt;/span&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1029742036478545084?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1029742036478545084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1029742036478545084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/12/behold-and-awe-at-spawning-of-new.html' title='Behold and AWE at the spawning of new language from the depths of the loins of my liquid plejades'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7325024781377348238</id><published>2007-12-18T09:01:00.000Z</published><updated>2008-04-15T02:46:38.387+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interblogging... such a sad ménage'/><title type='text'>Na outra margem, por sobre a calçada portuguesa (faking nagging Vasco Barreto #54)</title><content type='html'>Parece relativamente evidente que a geografia foi modificada, e a Margem Sul é, no presente, bloguisticamente, um dos mais &lt;em&gt;trendy&lt;/em&gt; &lt;em&gt;place to be &lt;/em&gt;(ainda que o mercado imobiliário esteja estranhamente um pouco lento a cavalgar a onda migratória de luxo oratório) (Coimbra sendo já um clássico, prestando-se mais a distracções nos mapas turísticos da cena). Mas na ausência (&lt;em&gt;yet&lt;/em&gt;) de uma consciência universal do facto, convém refrear as sequelas mundividentes da exuberância cosmopolita a sul do Tejo para a (im)precisão geográfica com que se olhe para o resto desconsiderável do mundo. Sem contestar o &lt;a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/2007/11/dos-benefcios-criativos-da-escritura-de.html"&gt;ditame vidaliano&lt;/a&gt; e o aconchego anímico de postular que a transumância é literariamente produtiva, temos também que reconhecer que mudar de código postal não é exactamente o mesmo que chegar à nova morada a torcer a roupa após cruzar um oceano. E para a restante blogosfera interessada, sem a compassividade de um aforismo goreano à mão para a ocasião, confesso que me espantou o silêncio aparentemente sem apreensão por&lt;em&gt; il ritorno di&lt;/em&gt; &lt;a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/"&gt;Vasco Barreto &lt;/a&gt;&lt;em&gt;in patria&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A menos que fosse um pacto do não-dito para não materializar a ameaça fantasma, eu por mim confesso que muito temi pelos efeitos baqueantes (de baque, está bem?) da deslocação. Ainda (e porque) mantivesse em Nova Iorque Portugal no coração e na pena (miauu), a &lt;em&gt;buffer zone&lt;/em&gt; atlântica de alguma forma parecia nutrir uma não-chega-a-ser-paradoxal omnipresença planante e distanciada sobre as guinadas fenomenológicas aqui do quintal, enquanto lhe evitava o fascínio cabotino com o &lt;em&gt;happening&lt;/em&gt; cosmopolita (começo a odiar a palavra) quotidiano das esquinas das avenidas. O descompromisso engajado perfeito, no fundo (o que levava a que nem fosse essa a necessária centralidade do seu &lt;em&gt;opus in progress)&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Naufragado agora cá na terra, como não temer que se visse incapacitado, como pelo amor de mãe sufocante, pela impositividade material das manifestações paroquiais de vida que antes poderia, mesmo com maior constância que qualquer nativo, gerir na saudável distância de estrangeirado que as excitações comunicacionais ainda não (felizmente) obliteraram, mas já tornaram pertinentemente transponível? Em certo sentido, esta transferência poderia ter tido bloguisticamente o impacto de um regresso de Nabokov à Rússia.&lt;br /&gt;Francamente, o meu único descanso nesta inquietação toda foi, dada a prolixidade (mesmo com controlo de qualidade) barretiana, que, com toda a probabilidade, tomando a sua futura autobiografia mais facilmente o título de "Shut your yap for just a freakin' second, Memory" que outro assim nessa linha, o único problema que se lhe colocasse, como o próprio indiciou, fosse eventualmente o de ter que seleccionar um pouco mais o material &lt;em&gt;print-worthy &lt;/em&gt;dentre o imparável e incompreensivelmente regrado &lt;em&gt;stream of bloguingness.&lt;/em&gt; Tendo deixado passar o tempo para nos sentirmos seguros de novo, mesmo assim, para aquietar as almas perturbadas que se não manifestam, deixo aqui o aviso de que me encarrego agora mesmo de iniciar uma vaquinha para, em caso de necessidade, se comprar um bilhete de avião para correr desveladamente com o homem daqui. Quem me quiser ir ao porquinho (para enfiar lá qualquer coisa, &lt;em&gt;that is &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;much better&lt;/em&gt;)), é favor avisar primeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7325024781377348238?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7325024781377348238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7325024781377348238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/12/na-outra-margem-por-sobre-calada.html' title='Na outra margem, por sobre a calçada portuguesa (faking nagging Vasco Barreto #54)'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-6270790638255025162</id><published>2007-12-05T01:14:00.000Z</published><updated>2008-04-15T02:44:17.411+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinematógrafo e miragens'/><title type='text'>Vale morder e arranhar</title><content type='html'>Eu sei que marcar calendário num blogue com a minha periodicidade renitente é menos que risível e potencialmente mais que enfurecedor caso o aviso seja pertinente para alguém. Mas um qualquer desavisado sortudo justificará o &lt;em&gt;teaser&lt;/em&gt; e a frustração infligida aos interessados que falharem a data (quem vos manda poderem passar mais que um dia sem vir desesperadamente em busca de novas minhas?).&lt;br /&gt;Neste mês de Dezembro nada menos que dois-deux-due filmes de António Reis e Margarida Cordeiro passarão na Cinemateca. Afora o valor intrínseco do acontecimento, nem que lá passassem todos os dias, estímulo inquestionável sem carência de mais circunstâncias abonatórias para imediatamente se abandonar a caseira &lt;em&gt;ass-shaped cushion&lt;/em&gt; (falo por mim, claro), ocorre que nem DVD nem o diabo a quatro trará, até ver, estas películas a burguesas (e convenientes) mãos (e a minha videocassete doméstica da Rosa de Areia não está para empréstimo, parem de pedinchar, é humilhante) que se fornecem de "cinema" na FNAC ou na prevaricação internética (coisas que podem ser justificáveis, sim, mas só na falta de melhor opção). Por isso, é favor cancelarem as vossas vidas, a começar, esta sexta, porque às 21:30 a primeira instalação da dupla efeméride do mês passa na Sala Dr. (é mesmo assim, tão pitoresco) Félix Ribeiro, e intitula-se «Trás-os-Montes». Dia 11 passa «Ana», às 15:30 (julgavam que o cancelar as vossas vidas era piada, não? - &lt;em&gt;fake a heart-attack,&lt;/em&gt; tenham uma recuperação miraculosa na ambulância, e peçam para vos deixarem na Avenida da Liberdade porque já agora têm que ir à repartição de finanças).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais aviso que não consta que haja palavra passe, seguramente estaremos em disposição concêntrica, e envergar o hábito não é obrigatório, mas olhem que ficavam bem na fotografia.&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140295232322991330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R1X_R4M-9OI/AAAAAAAAAQg/nNXxwnHEKDY/s400/trasosmontes.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(para tudo o mais (a expressão é para ser levada à letra), para quem não soubesse, é favor dirigirem-se &lt;a href="http://antonioreis.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-6270790638255025162?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6270790638255025162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6270790638255025162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/12/vale-morder-e-arranhar.html' title='Vale morder e arranhar'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/R1X_R4M-9OI/AAAAAAAAAQg/nNXxwnHEKDY/s72-c/trasosmontes.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-4660067581658133386</id><published>2007-12-05T00:40:00.000Z</published><updated>2008-04-15T02:46:38.388+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interblogging... such a sad ménage'/><title type='text'>Of course not, it was me</title><content type='html'>Se a "não-identificação" com as nossas palavras, ilusionada (vá, não chateiem) pela intermediação tecnológica de um meio de produção de discurso, como o blog, pode ser condição de nos capacitarmos psicologicamente a escrever, a sobre-identificação com as palavras desses outros com um passo atrás à mão é a condição mediada de engajamento prosado que nos faz coabitar voluntariosamente nestas arquitecturas pessoais perspectivadas pelos próprios de fora, e, não fora o autor levar o teste da não-identificação das palavras próprias ao limite assinando-as por baixo, tentando-nos à fraude do roubo de identidade e eventualmente clamar &lt;a href="http://diespinnen.blogspot.com/2007/11/it-wasnt-me.html"&gt;fui eu que escrevi isto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;No fundo, a melhor forma de elogio blogosférico (esquecendo as suas potenciais ambiguidades para quem escreve para &lt;em&gt;not-so-hidden agendas&lt;/em&gt; implementar) pode bem ser, por breves segundos e a espaços regulares, ter vontade de apagar alguém do mapa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-4660067581658133386?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/4660067581658133386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/4660067581658133386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/12/of-course-not-it-was-me.html' title='Of course not, it was me'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1579647345727315518</id><published>2007-12-04T23:09:00.000Z</published><updated>2008-04-15T02:48:31.995+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Teutonic sugar plum daddies</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RzjxGKPO06I/AAAAAAAAAP4/rrPidEwC-dM/s1600-h/cluster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132116863518430114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RzjxGKPO06I/AAAAAAAAAP4/rrPidEwC-dM/s400/cluster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Lendas &lt;em&gt;low-profile&lt;/em&gt; (mas lendas) do krautrock, e (o meu obrigado à organização, não obstante) algo que não contaria ver &lt;em&gt;in our lifetime (they're old...)&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;os Cluster passaram há umas semanas pelo, eu acho (não obstante a bizarra funcionalidade vai-a-todas do pedaço), decrépito mas com porte de instituição São Jorge, num evento (Número Projecta - &lt;em&gt;don't ask&lt;/em&gt;) tão super-&lt;em&gt;out-there&lt;/em&gt; quão correlativamente sub-sub-publicitado, a emanar as suas nuvens de algodão doce crispado (na intersecção de fim de carreira entre as primícias dos augúrios de tempestades estáticas e a sagração heterodoxa da pop sem pop sintetizada em ponto de caramelo). Isto para audiência de talvez duas dúzias de marmelos mal pintalgados na volumetria daquela velha glória dos cinemas históricos. Isto a meio de uma&lt;em&gt; allnighter&lt;/em&gt; com mais 4 performances de electrónica, vanguarda sonora(?) e VJing (&lt;em&gt;I told you, and I meant it: don't ask&lt;/em&gt;). Isto levando a que ao fim de uma hora de sugestão hipnótica, negociando visivelmente entre si o fim necessário da sessão terapêutica, a dessem quase imperceptivelmente por finda e, na face de uns aplausos mais salientes recém-despertos com a percepção de que o silêncio não era só mais um estádio na dinâmica da evanescência, se desculpassem com o facto que tinham que terminar porque havia mais convivas a seguir para entrar em palco.&lt;br /&gt;Pronto, foi mais uma relação do cosmopolitismo de recurso na cidade de Lisboa. Vemo-nos no próximo &lt;em&gt;misplacing &lt;/em&gt;de um &lt;em&gt;must-see&lt;/em&gt;, combinado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(lamento informar, mas a performance sónica do Rafael Toral até não foi mal esgalhada de todo. não digam a ninguém que eu disse...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1579647345727315518?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1579647345727315518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1579647345727315518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/12/teutonic-sugar-plum-daddies.html' title='Teutonic sugar plum daddies'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RzjxGKPO06I/AAAAAAAAAP4/rrPidEwC-dM/s72-c/cluster.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-5549593853155033309</id><published>2007-11-03T22:13:00.000Z</published><updated>2008-04-15T02:44:17.412+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinematógrafo e miragens'/><title type='text'>Doc this</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RyvY-xkemyI/AAAAAAAAAPY/Tg22qP7b3Jg/s1600-h/nodirectionhome.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128431173661268770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RyvY-xkemyI/AAAAAAAAAPY/Tg22qP7b3Jg/s400/nodirectionhome.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A avaliar pela cobertura recidivante e os panegíricos impressos a propósito da recém-passada edição do DocLisboa (em que infelizmente - apesar (por causa?) do propalado sucesso - não pus os pés), o documentário seria a área de produção fílmica a despertar mais paixões e desvelo das redondezas. Ao mesmo tempo, a RTP2, que tanto se associou ao evento, numa rubrica intitulada Docs, tem o descaramento de esquartejar o «No Direction Home» em duas sessões intercaladas por uma semana, privando assim um objecto fílmico de qualquer finalidade coesa, cuja integridade (física) é levianamente manipulada pelas conveniências mais mundanas dos exibidores, o que é ilustrativo de algo como a associação duplamente equivocada e reforçada do formato documental a neutralidade empírica e nulidade (vá, di-lo, di-lo!) artística. A menos que o desconchavo se tenha devido à generosa duração da película (208 m.). Se é lá por isso, aguardo expectante que a fatal dose de Ben-Hur na Páscoa seja também devidamente servida às talhadas.&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128431250970680114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RyvZDRkemzI/AAAAAAAAAPg/rTCyEl0taWg/s400/doclisboa.png" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-5549593853155033309?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5549593853155033309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5549593853155033309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/11/doc-this.html' title='Doc this'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RyvY-xkemyI/AAAAAAAAAPY/Tg22qP7b3Jg/s72-c/nodirectionhome.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-2960675715372385334</id><published>2007-11-03T20:10:00.000Z</published><updated>2008-04-15T02:46:38.388+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interblogging... such a sad ménage'/><title type='text'>We serve at the pleasure of who tells us to</title><content type='html'>Com a presciência dos imponderados, o &lt;a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/2007/10/de-modo-abalar-as-razes.html"&gt;Rogério&lt;/a&gt; endereça-me encomenda de registar publicamente a 5ª frase completa da 161ª página do livro mais à mão do servente, e por essa forma, por um instante eternizado na inefável grande ocular cibernética, partilhar da pertença simbólica a uma prestigiosa sub-secção da rede blogosférica de publicistas sem um Hyde Park a jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo começar por me desculpar pelo atraso na entrega: tenho sido testado biblicamente na minha paciência para com o meu fornecedor e técnico de material informático, recorrentemente em avaria de há 3 meses para cá, e se é facto que até teria livros à mão para responder num cibercafé (coisa que nunca frequentei), com visionária sensatez, temi que ao sacar de um arcaico instrumento de leitura os cruzados do progresso que me cercavam me tomassem por fervoroso ludita e se me antecipassem à gadanhada nos processadores (eles têm alguma razão...) empalando-me com as suas pen(is - prolegómenos para uma fantasia tecno-sexual)s enquanto as Sugababes, ribombando ainda nos seus Ipods, conferiam uma rigidez maléfica ao impávido sorriso &lt;em&gt;groovy&lt;/em&gt; com que a meio dos suplícios não cessavam de me encarar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando agora em casa, e enquanto o computador não se demite de funções novamente (ou seja, amanhã), entrego-me radiante de interactividade à tarefa. Todavia, embora em nada interfira finalisticamente com o meu amestrado cumprimento de qualquer incumbência, devo confessar que o automatismo crescente destas correntes (memes? memes?) me inquieta. Emerge por aqui um debate tecno-ontológico já não tão larvar sobre a desumanização da escrita. Desconsideremos até a rigidez formatada (antes o soneto) desse modelo de interpelação, a requisitar uma ginástica retórica que, para justificar molhar a palavra, dê mínimo ânimo a tão árido pretexto discursivo. A última corrente, sobre os livros que não mudaram a nossa vida, ainda era um exercício rebuscado de distinção social, em que a gestão pessoal do desarranjo dos cânones buscava afirmar, se necessário com a devida displicência, a sua mestria no domínio iconoclasta dos mesmos, mas já enveredava por uma certa negatividade na &lt;em&gt;identificazione di un(a) donna/uomo,&lt;/em&gt; não só definido pelo que desconsidera do mundo, mas reforçando o painel limitado do mundo e suas fronteiras estabelecidas nas quais o exercício de rejeição faz a sua selecta, já que, por definição, nada propõe de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já esta corrente, parece um daqueles alienantes experimentos psicológicos, onde a reflexividade e afirmação de um sujeito são arrumadas num armário em favor da imposição de um reducionismo mecanicista à acção humana. Gente boa, segura nas suas capacidades, encarou-a com a supremacia da sua inteireza retórica, rindo-se da pretensão de a manietar, satirizando-lhe a instrumentalidade, ou instrumentalizando-a para atiçar terceiros. E eu ainda me pergunto desesperado: exercício (nos seus trâmites) liminarmente descritivo, escrever uma frase determinada por um critério arbitrário, pelos céus, para que serve? Na sua incepção, é uma espécie de morte do autor a dois. Assassina-se um autor, extirpado de uma lamela do que quis fazer obra, feita amontoado de parcelas frásicas. Assassina-se um citador, a quem, sem razão contextual, se assaca um perfil da presença de certa obra em dita posição citável na cercania. Como se a blogosfera, concebível reduto de proliferação subjectiva cibernética, se encaminhasse para nos tornar máquinas automáticas de citações absolutamente avulsas. Afasta-se por completo um plano, um finalidade, entrona-se a contingência mas com o desejo inconfessável de lhe peticionar mais significado (porque não construído ou antecipado), espécie de surrealismo auto-vitimizado, exacerbado mas sem assumir a consequência (ou alguém vai andar a fazer um cadáver esquisito disto?). No fundo, tudo isto parece um teste emanado de uma consciência cibernética auto-suficiente a mensurar a vontade de resistência dos sistemas humanos ao imediatismo e funcionalismo (conquanto, ou principalmente, destituído de funcionalidade) comunicacional. Pelo que, sim, a fazer algo desta corrente, há que rebatê-lo como o grande desafio pré-apocalíptico ao emergir das máquinas. Espero portanto continuar a ver-vos à altura das vossas imundas vísceras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, maqueada a auto-determinação a reger o meu teclado, levantam-se-me agora problemas operacionais. As duas pequenas pilhas de livros mais próximas, à minha esquerda e direita, tanto quanto a exactidão da minha medida braçal pode calcular, estão perfeitamente equidistantes da minha centralidade &lt;em&gt;da vinciana&lt;/em&gt;. E já a encomenda não incluindo medida de sensibilidade política ou primazia de destreza manual, o bom destino encarrega-se de complexificar o dilema. À minha esquerda, o Olhares sobre a História de Lucien Febvre, que desde que comprado há um ano não acredito ler, sem que isso me suscite outras diligências, é desqualificado sumariamente por não ultrapassar as 126 páginas, volumetria de indigência ou honestidade intelectual. A bola passa portanto para a pilha da direita. No entanto, novo obstáculo assoma. O 3º volume de uma recolha da obra poética de Borges lá está repimpado, por razões que não recordo (ainda que seja um caso cimeiro de iminente solicitude), e por indolência que nunca esqueço. Ora, os versos contam? É o verso uma frase? Já digerimos o minimamente o modernismo literário (?) para assumir desabridamente o regabofe da simbólica formal a categorizar o enunciado linguístico/literário? E aqui a máquina começa a fumegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio portanto que se impõe um plebiscito. Infelizmente, não tenho tempo para esperar pela cristalização institucional de um dispositivo eleitoral minimamente fiável nesta reticular frivolidade. Assim sendo, deixar-vos-ei as duas opções frásicas que se apresentam na pilha da minha direita, uma a heterodoxa borgesiana, outra, e para abardinar a representação parlamentar do hemiciclo da minha secretária, a emanada do livro subsequente da pilha, Les Mots et les Choses de Foucault (que não tenciono igualmente ler &lt;em&gt;any time very very soon&lt;/em&gt;), confiando que qual responsável orgão de comunicação social em véspera de eleições, não ireis espreitar a antevisão dos resultados: a convicção bruta ao poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso ganhe o Sim à desestruturação da estabilidade de distinção sígnica dos ofícios discursivos e sua maximização interpretativa com a consequente vaga de insucesso (se ainda restar sucesso para falhar), ou se calhar hiper-sucesso, nos exames nacionais de português, a frase será «o acceptando la muerte en la mañana».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso ganhe o não, a frase será «Or ce enchevêtrement est le résultat d'une série chronologique d'événements». Para vos infligir a frustração que merecem, a coisa trazia à liça Lineu (a única aportuguesação aceitável), Adanson e &lt;em&gt;other taxonomic assorted goodies&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para perceberem a diferença (mas porque raio ainda está você aí a ler isto?) que faz o maquinismo com um pouquinho mais de &lt;em&gt;purposefulness in action&lt;/em&gt;, se fosse recuperar o Naissance de la Clinique que há muito pouco ocupava o lugar micro-topográfico que Les Mots et les Choses ora ocupa, com os fins anódinos que se conhecem, a frase &lt;em&gt;compagnonne de route&lt;/em&gt; da de Borges («o acceptando la muerte en la mañana») seria «La mort, peu à peu, dès le premier moment de l'action et dans la première confrontation avec l'extérieur, commence à dessiner son imminence: elle ne s'insinue pas seulement sous la forme de l'accident possible; elle forme avec la vie, ses mouvements et son temps, la trame unique qui tout à la fois la constitue et la détruit.»&lt;br /&gt;Como um bom experimento falseado, diz que é uma espécie de coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela impositividade dos resultados obtidos, lembrei-me que poderia reenviar isto ao &lt;a href="http://avatares-de-desejo.blogspot.com/"&gt;Bruno&lt;/a&gt;, mas a afinidade referencial no desejar dos avatares a jeito na secretária teria um efeito manifesto de redundância.&lt;br /&gt;Para não desbaratar a presciência acima invocada, fingiria deixar o seguimento à vontade do Vasco Barreto (também "&lt;a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/2007/11/#405170"&gt;outra vez&lt;/a&gt;", mas só porque me dá jeito retórico), para em mais uma hipótese de emancipação humana, se cumprir um fim digno à arbitrariedade da corrente, e &lt;a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/2007/10/#405129"&gt;sacando efectivamente dos clássicos de &lt;em&gt;poche&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, se aproveitar para fazer dela um teste à infalibilidade sígnica de cada caganita grafada dos clássicos escribas que nos miram do poleiro privilegiado de &lt;em&gt;là-haut&lt;/em&gt; do panteão, ou, se não estiverem à mão (ou melhor, à nádega), pelo menos voluntariar o repouso na citação de &lt;a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/2007/10/#404442"&gt;&lt;em&gt;best-sellers&lt;/em&gt; da sociologia como «The Bell Curve» e os Kinsey Reports&lt;/a&gt;, ou da psicologia evolucionista como «The Selfish Gene», que ser guardião da integridade epistémica da desbocada blogosfera, por Toutatis, também cansa, nem há panóptico cibernético que sustente (olhem, mas entretanto vão mas é, a despeito da comédia voluntária e insulto involuntário que é eu brincar aos &lt;em&gt;referrals,&lt;/em&gt; reler &lt;a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/2007/11/#405179"&gt;isto («Porque há uma diferença entre querer dar voz a alguém e pretender calar essa pessoa, diferença que os pavlovianos paladinos da liberdade ignoram»)&lt;/a&gt;, olhem e já agora &lt;a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/2007/10/#404878"&gt;isto&lt;/a&gt;, e é se não quiserem ler mais, que é como uma &lt;em&gt;apple a day). &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito também a ocasião para ler em público, da única forma que me é possível (vivo trancafiado em casa com a esperança de que me confira uma espécie de perpetuidade criogénica), uma obra que me foi emprestada (em desespero de causa para abalar a minha indiferença de iletrado face a um esparramado manjar de títulos assaz legíveis) com esse preito expositivo em particular, dando-vos a 161ª bla bla bla de um opúsculo versando enciclopedica e assepticamente a intimidade das vidas sexuais desse anátema póstumo que é ser uma celebridade: «Much of Field's boyhood was spent in poverty, and as an adult he was constantly fearful of being broke.»&lt;br /&gt;A vida sexual em questão era de W.C. Fields, e se só na frase seguinte começariam a perceber porquê, azar vosso. As regras são feitas para nos fecundar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-2960675715372385334?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2960675715372385334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2960675715372385334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/11/we-serve-at-pleasure-of-who-tells-us-to.html' title='We serve at the pleasure of who tells us to'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1230587801225339462</id><published>2007-11-03T18:59:00.000Z</published><updated>2008-04-15T02:44:17.413+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinematógrafo e miragens'/><title type='text'>wore down erotica of middle-age</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Ryzhzhkem1I/AAAAAAAAAPw/GW2IT7vuW8A/s1600-h/avant.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128722350969101138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Ryzhzhkem1I/AAAAAAAAAPw/GW2IT7vuW8A/s400/avant.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1230587801225339462?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1230587801225339462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1230587801225339462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/11/wore-down-erotica-of-middle-age.html' title='wore down erotica of middle-age'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Ryzhzhkem1I/AAAAAAAAAPw/GW2IT7vuW8A/s72-c/avant.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-2427807849560834332</id><published>2007-11-03T04:01:00.000Z</published><updated>2007-11-03T22:15:58.977Z</updated><title type='text'>Disco rígido novo (até ver), vida nova</title><content type='html'>que é como quem diz, nova vida a resgatar os fragmentos dispersos da vida antiga. Não deixa de ser curioso, contudo, que tal labor retrógrado emane de uma excessiva confiança no futuro, e vá nesse passo usurando o tempo útil deste para re-fixar o passado.&lt;br /&gt;Sem prejuízo para os sonhos epistémicos molhados de Hume, os imensos &lt;em&gt;backups&lt;/em&gt; imbecilmente lacunares, não obstante replicados desigualmente em infindos suportes (enfim, 4), onde afadigadamente deixo à minha própria posteridade os frutos legitimadores da produtividade (&lt;em&gt;gnnn&lt;/em&gt;) do meu passado, guincham, em irritante metonímia, que cada dia não é um dia, que se combate activa e espavoridamente sequer a ficção de uma &lt;em&gt;tabula rasa&lt;/em&gt; a desembaraçar a canga que se alojou no corpo e os corpos (físicos) que descrevem museificados a exposição da continuidade individual.&lt;br /&gt;Se alguma vez tive um (nunca me foi dado gozar algum dos clássicos por muito tempo), a biografia é o meu hábito malsão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-2427807849560834332?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2427807849560834332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2427807849560834332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/11/disco-rgido-novo-at-ver-vida-nova.html' title='Disco rígido novo (até ver), vida nova'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-6759111428705508576</id><published>2007-10-04T01:57:00.000+01:00</published><updated>2007-10-08T20:06:12.246+01:00</updated><title type='text'>Morte a Werther (oh, too late)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;(seguido de&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A Werther Waiting to Happen)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RwRA25OQmfI/AAAAAAAAAPA/Oe92WiDlhLo/s1600-h/werther.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117286388417468914" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RwRA25OQmfI/AAAAAAAAAPA/Oe92WiDlhLo/s400/werther.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bom, &lt;a href="http://amc-ausencia.blogspot.com/2007/09/explicao-de-durkheim-vns-i.html"&gt;o argumento é óptimo&lt;/a&gt;, mas a baralhar argumentos durkheimianos sobre a causalidade do suicídio para arguir a publicitação artística da auto-obliteração (para o caso, sob a forma do Werther de Goethe) como empreendimento de contornos socialmente homicidas ou genocidas - a carecer de ironicamente salvífico matizar por intermediários culturais (isto se não forem dos que carecem mais da mitificação que da desconstrução para se legitimar) - acho que se impõe compensar apresentando o moço Johann Wolfgang, em penitência devida ao tempo que se perde (a vida é o menos) a ler o exasperante Werther (outros &lt;em&gt;opus notwithstanding&lt;/em&gt;), como um verdadeiro arremedo cobardolas de Karadzic em segunda mão. Porque o tio Émile (estando entre amigos) Durkheim, pelo próprio contexto e intenção disciplinar com que se debruçou sobre o suicídio, estava muito longe de conceder ao mimetismo (logo pelo seu implícito psicologismo) um papel explicativo do suicídio enquanto fenómeno social, quando muito anexando-o a uma matriz de causalidade em que cumpriria papel muito dispiciendo, eventualmente facilitador, face às condições sociais estruturais (cimeiramente, de coesão e integração sociais) que explicariam a constância societal (e a variação intersocietal) das taxas de suicídio, deixando as explicações de cada acto individual de suicídio para a ciência(?) a que competissem. O que implica que, por muito que o estouvado Goethe pretendesse dizimar a população proto-metrossexual da Europa culta contemporânea (precursora cruzada?), Durkheim não lhe ratificaria a pretensão causal (precursora e profiláctica vacinação contra auto-comiseração blogosférica?), quando muito gatilho contingente em coutada da National Rifle Association. O que é pena, dado que, com o meu ritmo de leitura e masoquismo completista, só o entretenimento de um julgamento póstumo em Haia me ressarciria desse estou certo que meio ano passado em suplício literário (para mais, tendo-me wertherizado às avessas, como do meu &lt;em&gt;whining&lt;/em&gt; agora se constata).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Adenda tardia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://amc-ausencia.blogspot.com/2007/10/elucidao-vns-iii.html"&gt;Chamar à razão&lt;/a&gt;? &lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt;? &lt;em&gt;Now &lt;strong&gt;there&lt;/strong&gt;'s a blueprint&lt;/em&gt; para um texto irónico.&lt;br /&gt;Não, agora menos a sério, permita-se-me só mais uma achega quase completamente &lt;em&gt;off-the-subject &lt;/em&gt;sobre a questão de pormenor durkheimiano que me titilou (começo a pensar que tenho uma &lt;em&gt;thing&lt;/em&gt; pelo Émile) dado que, para lá de não ter razão alguma para questionar os apetitosos procedimentos irónicos do texto (não sei porquê, estou a gostar de fantasiar o Johann travestido de Dr. Strangelove), por definição estaria sempre &lt;em&gt;at a loss &lt;/em&gt;com essa trama subterrânea de siglas, referências e espoletas motivacionais, a ponto de não poder perceber que carecia de elucidação. A curiosa minudência que me motiva ao &lt;em&gt;rerun &lt;/em&gt;do tédio em prosa que precede esta adenda, é que precisamente subsiste na elucidação em causa uma mescla conceptual &lt;em&gt;non&lt;/em&gt;-durkheimiana, entre o sofrimento sublimado por via literária (doravante conhecido como "bicho wertheriano"), poder "eventualmente, &lt;strong&gt;precipitar&lt;/strong&gt;" um acto suicida, e pressupôr esse "bicho wertheriano" como estando "&lt;strong&gt;à partida&lt;/strong&gt;" na cabecinha dos suicidas (sendo o estar no fim e no princípio de um processo causal distinção temporal inoperativa, ou ubiquidade a mais para o bichinho). O tio Émile concederia a primeira causalidade, como acessória, na explicação de casos individuais de suicídio, mas rejeitá-la-ia (não só logicamente, mas disciplinarmente) enquanto causalidade de "partida" ou suficiente para explicar as dinâmicas sociais (não psicológicas) de suicídio. Na analítica durkheimiana, os factores psicológicos que espoletassem actos individuais de suicídio, fossem a leitura do Werther ou as flutuações dos stocks de cerveja, sendo relevantes para a explicação de cada caso, eram irrelevantes para a explicação das dinâmicas propriamente sociais do suicídio, cuja regularidade, traduzida pelo indicador das taxas de suicídio, indicava tratar-se de uma dimensão analítica com autonomia, não dependente da agregação de causas psicológicas para suicídio (algo que não cabe na óptica da (sua) sociologia), que logicamente deveriam dar azo a variações aleatórias dessas taxas, o que não era empiricamente o caso. A causalidade de "partida" para explicar socialmente o suicídio estaria sempre a montante, ao nível das condições sociais (largamente inconscientes), não ao nível das motivações psicológicas (onde entraria o bicho wertheriano), que sendo totalizantes para cada acto isolado (precipitando-o), seriam sempre acessórias, secundárias, na óptica sociológica de análise, que Durkheim pretendia instaurar, delimitando-lhe um campo analítico autónomo (particularmente, neste caso, face à psicologia, donde a escolha provocatória do objecto de análise suicídio).&lt;br /&gt;Porque é que o esborratar desta distinção interpela tanto? Porque nessa distinção, translúcida para Durkheim, reside porventura o momento simbólico e epistémico mais emblemático desse processo crucial para o entretenimento intelectual ocidental antes da profusão das &lt;em&gt;sitcoms&lt;/em&gt;, que foi a especialização das ciências sociais.&lt;br /&gt;Para o caso Goethe, uma analítica sociológica durkheimiana sublinharia condições estruturais, como a individualização em certos estratos sociais e seu potencial anómico, quando muito associando-o ao plano das representações colectivas no romantismo, como as condições sociais propícias a um acréscimo social do suicídio, e nesse sentido, contra qualquer pretensão de omnipotência artística ou um &lt;em&gt;j'accuse&lt;/em&gt; a Goethe, e particularmente contra a pretensão disciplinar de plasmar a dimensão social dos fenómenos a uma agregação de casos/estados psicológicos, todo este caso não passava largamente de um Werther &lt;em&gt;waiting to happen&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Mas isto, contendo alguma austeridade (oh!, &lt;em&gt;see the pun there&lt;/em&gt;?, ah ah), já vem cada vez mais a despropósito, e já não é muito irónico, portanto, deixa pra lá...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-6759111428705508576?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6759111428705508576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6759111428705508576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/10/morte-werther-oh-too-late.html' title='Morte a Werther (oh, too late)'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RwRA25OQmfI/AAAAAAAAAPA/Oe92WiDlhLo/s72-c/werther.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-3694443050335704580</id><published>2007-09-24T16:04:00.000+01:00</published><updated>2007-09-24T05:00:21.704+01:00</updated><title type='text'>Antes o sopro no Berardo</title><content type='html'>Só para dizer que, &lt;a href="http://www.agrafo.net/blog/2007/09/este-tipo-de-coisas.html"&gt;já eu&lt;/a&gt;, estruturalmente fazendo-me ao piso, visitando um dia o agora Queer Lisboa, para ver um debate degustável sobre o Wilde e, à boleia, um filmeco (&lt;em&gt;why did I bother?)&lt;/em&gt;a arrebanhar uns tiques visuais para a caução dessa grande meretriz que é o "experimental", não fui interpelado nem com um afago no rechonchudo nem sequer um esguicho ocular do urinol vizinho, o que, julgando que a sei toda, suscitaria a presunção de que a fauna &lt;em&gt;queer&lt;/em&gt; desencaixotada não tem graça nenhuma, ou de que, sabendo-a toda toda a gente, pode ter qualquer coisa assemelhável a bom gosto para homens. O que seria lamentável para o mito da &lt;em&gt;fallback option &lt;/em&gt;para todos os &lt;em&gt;I-can't get-any &lt;/em&gt;da humanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-3694443050335704580?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3694443050335704580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3694443050335704580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/09/antes-o-sopro-no-berardo.html' title='Antes o sopro no Berardo'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1613462207910862784</id><published>2007-09-24T09:41:00.000+01:00</published><updated>2007-09-24T05:00:47.309+01:00</updated><title type='text'>Efeitos não antecipados da caução de uma língua morta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Rui0md7m7dI/AAAAAAAAAOc/ELq3dbVs-8o/s1600-h/sanitas.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109532350214499794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Rui0md7m7dI/AAAAAAAAAOc/ELq3dbVs-8o/s400/sanitas.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1613462207910862784?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1613462207910862784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1613462207910862784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/09/efeitos-no-antecipados-da-cauo-de-uma.html' title='Efeitos não antecipados da caução de uma língua morta'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Rui0md7m7dI/AAAAAAAAAOc/ELq3dbVs-8o/s72-c/sanitas.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-5437386961202906220</id><published>2007-09-24T05:31:00.000+01:00</published><updated>2007-09-26T23:05:42.654+01:00</updated><title type='text'>Ípsilon, ponto e vírgula</title><content type='html'>O que (não) vale é que sendo a incúria recorrente e plural, não haverá propriamente ninguém a assacar culpas: toda a gente erra, o fascinante é quando muita gente erra ao mesmo tempo ou erra de forma a dissolver o &lt;em&gt;locus &lt;/em&gt;da azelhice. Isto, a menos que a metamorfose para um modelo de suplemento cultural mais &lt;em&gt;stiff upper-lip&lt;/em&gt; do Ípsilon do Público, tenha como fiapo de ironia preso na porta o descartar das plurais minúcias e procedimentos intricados que contribuem silenciosamente para a integridade física de um objecto jornalístico, tornando-o uma espécie de &lt;em&gt;performance art&lt;/em&gt; em forma impressa (se vier a ser este o fundamento da vossa desculpa pública, quero os meus &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;A edição de há duas (três?) semanas foi um alegre descalabro. Para já, reconfirmavam o recauchutar editorial de críticas de cinema (das pequeninas...) de semana para semana (será assumido, e não terão mais em que gastar papel?). Depois - e saltando por sobre a minha implicação com essa maleabilidade jornalística (e não crítica) de pôr toda a gente a escrever sobre tudo, geralmente (geralmente), se colando-se aos cânones primários do campo e não à produção de um &lt;em&gt;insight &lt;/em&gt;pessoal, com a inevitável verve de um copista da wikipedia - escrevendo sobre reedições em DVD de Bresson, Pedro Mexia, não se demitindo de pintar as estrelinhas a atribuir a cada objecto cinemático, informa-nos, em jeito de cenas dos próximos capítulos, que, sobre a obra maior declarada do conjunto, escreveria na sua coluna pessoal(!), no dia seguinte(!!), espécie de entroncamento de publicidade enganosa, auto-promoção e um serão com Roque Santeiro.&lt;br /&gt;Mas entrando nos detalhes técnicos e menos implicativos (conquanto não menos &lt;em&gt;compelling&lt;/em&gt;) (e quase não contando com a revelação ao mundo da existência, por contracção nominal, de um disco dos Animal Collective chamado Tungs, por certo um exclusivo carinhoso possibilitado pela questionável familiaridade da pandilha com as lides lusitanas), há duas pérolas rutilantes nesta edição. Uma, consegue a proeza processual de fazer uma potencial tripla, sendo citado um escritor português a atribuir a autoria do Anna Karenina a Dostoiévski (também, os clássicos russos &lt;em&gt;all look the same&lt;/em&gt;), e ficamos na dúvida se foi lapso (ou contra-informação?) do escritor, sobre-lapso ou abstenção correctiva do jornalista, e/ou sobre-sobre-lapso ou sobre-abstenção do revisor (a menos que tivesse corrigido a autoria correcta, o que tornaria o processo ainda mais entrópico). A segunda, e sem sequer termos que sair da mesma página, apresenta-se como o &lt;em&gt;uncredited&lt;/em&gt; furo iconográfico das últimas décadas, ao surgir uma fotografia límpida e profissionalíssima, contando com toda a disponibilidade do fotografado, legendada com o nome do sumo recluso e incógnito visual das letras estadunidenses, tchan-tchan,Thomas Pynchon. O &lt;a href="http://umblogsobrekleist.blogspot.com/2007_09_01_archive.html#809945247583746040#809945247583746040"&gt;Alexandre Andrade já havia explicado&lt;/a&gt;, e esclarece tratar-se do Updike. Parece-me má-fé no &lt;em&gt;insight&lt;/em&gt; do Público. O que está ali é outro furo subliminar: o John Updike É o Pynchon (ou vice-versa). E não é o próprio Alexandre Andrade que escreve «E há que admitir que não me pareceria de todo inadmissível que a fisionomia do jovem marujo Pynchon tivesse, ao envelhecer, convergido para a imagem da fotografia anterior»? Uuhhhh... &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(a esse propósito, dir-se-ia que o Casanova &lt;a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/2007/09/he-is-in-that-void.html"&gt;discordaria&lt;/a&gt;, mas ah!, precisamente, quantos homens não há num vazio?... inclusive nesse...mesmo que um de cada vez...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Infelizmente, a edição da semana passada não propiciou leitura tão gostosa. Só reparei no regresso à prática recauchutada de truncarem textos, o que é indubitavelmente a forma mais pragmática de fazer respeitar a paginação; no facto de Saramago ser dito em destaque sentir-se "desconsertado" com as revelações autobiográficas do Grass, qual estante de pinho nórdico do IKEA montada com instruções em sueco (o Saramago é muito piquínhas quanto à forma como se desconserta); e na sugestão de contornos siameses de porem uma fotografia do Janita Salomé identificada como Vitorino (também, os alentejanos, para mais &lt;em&gt;siblings&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;all look the same&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Mas porque me inquieta isto, perguntais? É que, atente-se: no Ípsilon escreve o meu Lester Bangs de sobrecompensação (porque o meu, avé, Fernando Magalhães não cessa de me faltar), bem como dos poucos críticos de cinema a sério, neste país de jornalistas culturais, dispostos a pensar publicamente um filme. E se o Público agora vai dedicar-se colectivamente a uma vertente performativa de auto-irrisão de elite, não só me deixa entalado entre a santidade das minhas minhas leituras fiéis e o &lt;em&gt;non-sense &lt;/em&gt;profano de desautino institucional, como deve pôr-se cônscio de que se depara com concorrência de peso. Só de passar os olhos a semana passada pela revista Única do Expresso, vejo que ressuscitaram o João Cabral de Melo Neto ao anunciá-lo a fazer leituras pela liberdade na Ler Devagar, juntinho com o Mia Couto (também, os ex-colonizados &lt;em&gt;all look the same&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;dead or alive&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Já se a pretensamente &lt;em&gt;new-found&lt;/em&gt; respeitabilidade cultural do Ípsilon tem sido sujeita a um fascinante processo de descontrução pós-moderna absolutamente involuntária (e nada de maldicência - foi com essa que ultrapassei 5 anos de faculdade), urinando no seu próprio canteiro, então, era só para avisar que, não é por nada mas, pá... há gente a olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: as pequenas inovações, tipo deixar um buraquinho no cimo da página para comentários enviados por leitores, até podiam ser simpáticas, mas considerando que até para quem não costuma reparar nesse espaço, como eu, os leitores começam a parecer ser sempre os mesmos, o resultado começa a soar algo patético. A menos que seja a ombridade de continuar a apostar num &lt;em&gt;losing horse&lt;/em&gt;: aí têm toda a minha solidariedade (&lt;em&gt;again, royalties&lt;/em&gt; e tal, &lt;em&gt;we understand each other, right&lt;/em&gt;?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota 2: &lt;em&gt;in case you're wondering&lt;/em&gt;, não, não encontrei no pouco que li desta semana uma argolada para me fazer sentir melhor comigo próprio. Explica-se assim, porquê agora, este ímpeto retardatário e extra (&lt;em&gt;not that I have to make an effort&lt;/em&gt;) de à missão humanitária do Público me substituir. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-5437386961202906220?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5437386961202906220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5437386961202906220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/09/psilon-ponto-e-vrgula.html' title='Ípsilon, ponto e vírgula'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7753296969849581395</id><published>2007-09-14T04:02:00.001+01:00</published><updated>2008-04-15T02:44:17.413+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinematógrafo e miragens'/><title type='text'>À Flor do Mar</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109890331443654114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Run6Lt7m7eI/AAAAAAAAAOk/hQ8jjUHTpUk/s400/morante.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span&gt;&lt;object width="400" height="20"&gt;&lt;param name="movie" value="http://lifelogger.com/common/flash/flvplayer/flvplayer_basic.swf?file=http://julinho.lifelogger.com/media/audio0/693822_hymhcvqfmn_conv.flv&amp;amp;autoStart=false"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://lifelogger.com/common/flash/flvplayer/flvplayer_basic.swf?file=http://julinho.lifelogger.com/media/audio0/693822_hymhcvqfmn_conv.flv&amp;amp;autoStart=false" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="20"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;Passei anos enredado no estribilho de precisar de rever a incandescência que o espelho devolve a Laura Morante, os azuis que a ilusão do horizonte marítimo funde, o lombo firme do robalo, a vida pausada no habitáculo exterior das noites cálidas de verão, as sombras desenvoltas no frescor subterrâneo das casas caiadas, a luz "inclemente" (&lt;em&gt;I didn't know that then&lt;/em&gt;) "dos dias perfeitos".&lt;br /&gt;(lembra-me agora o Agosto do Silva Melo próximo estritamente de uma radiância mediterrânica)&lt;br /&gt;Passei anos inclusive com a obsessão recorrente da recorrente sonata de Bach, da qual escrevinhei às escuras no ingresso (ainda deverá estar a faíscar no segredo de alguma gaveta cerca, memória de exclusivíssima ocasião de um mortal ali mergulhar - no Ávila, se bem me lembro... em estreia dez anos após a produção, e uma passagem na RTP), a informação que apanhei da tela, mas à qual faltava a chave BWV para resgatar a identidade da partitura.&lt;br /&gt;Lembrava-me de muitíssimos planos (coisa raríssima), quase todos fidelíssimos na memória. Mas logo a efígie de Laura no espelho não se esfumou como tanto a recordava, e agora, maldição inexpurgável do retorno, antecipava.&lt;br /&gt;Lembrava-me de toda a &lt;em&gt;jouissance&lt;/em&gt; dos gestos, dessa abertura fluida e ininterrupta às coisas vivas, à sensação táctil de cada plano, aos prodígios evocativos das mais terrenas evidências sensitivas (não me larga o som de uma bilha de água pousada no chão da açoteia). Inclusive aos corpos (não pudesse, sim, passar por aqui um mote de teorema pasoliniano mais comedido e empirista). Que não primeiramente a breve ninfeta de Teresa Villaverde, nem exclusivamente o bronze da oclusão solar de Laura Morante (dos escassos retratos de mulher a me raptar) e o esplendor macerado de Manuela de Freitas, mas a plenitude de existir no momento, como na justeza do júbilo e desarme infantil, como a ode aos &lt;em&gt;olvidados&lt;/em&gt; no plano da criada Senhora Amélia suspensa, apesar da familiaridade, ainda em atavismo mudo e servil, da aprovação comensal da sua caldeirada.&lt;br /&gt;Mas não me lembrava, ou não o vi, como todo este alento vitalista compassava um andamento sepulcral. O &lt;em&gt;superavit &lt;/em&gt;mais ou menos subtil de citações (incluindo os &lt;em&gt;cameos&lt;/em&gt; de si mesmo, a anunciar-se &lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;, do César Monteiro) de toda a filiação artística (de Piero Della Francesca a "How green was my valley", de (Robert) Browning (.38) a "Suddenly last summer", de Virgílio e Ulisses a Roberto Rossellini (lembremos as coisas), de de...) era de desconfiar: toda a memória puxa a montante, para o lastro escondido no porão do tempo, onde também se busca trancar a morte e o crime, como coisas que já passaram e nos vedam mais caminho. E nesse exumar de um passado conquanto irrevisitável, a fazer desse fora-de-campo temporal uma presença inescapável e tutelar do movimento que vemos e ainda nos concedemos, aí sem precisão de citação cinéfila, uma vaga reminiscência manietada dos fantasmas de um tal Ethan Edwards me assomou.&lt;br /&gt;Contudo, no reverso, é precisamente também o signo de uma &lt;em&gt;ars moriendi&lt;/em&gt; que torna sumamente vibrante a colheita experiencial que cada fotograma comporta (ritualidade constitutiva da obra futura), como a última frase de Manuela de Freitas (que não ouvi bem, como de qualquer forma seria &lt;em&gt;de rigueur&lt;/em&gt; em filme meio falado em português projectado ao ar livre, mas de que estou seguro - qualquer coisa como, fruir a felicidade que resta*) sentencia. E na pequena morte sepultada em cada casa que se fecha, o último plano em que nela se extinguem as luzes de vigia da vida em fuga pelo mar, tem tanto de terminal e ressonante para o tempo, como o encerrar tumular de uma pirâmide em Land of the Pharaohs.&lt;br /&gt;Foi um filme em que havia enterrado fundo um mistério, portanto um daqueles a que poderá não convir abrir a luz. Seja como fôr, revê-lo projectado numa noite de Verão na esplanada da Cinemateca num ciclo intitulado Filmes de Praia só pode ser a minha escolha de programação de eleição deste ano. Esta noite não serei mais feliz. Mas sou mais grato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*segundo a Folha da Cinemateca, «"aprender a gastar a infelicidade que nos resta" (ou a felicidade)», acrescenta o Bénard. Não é grave portanto, mas é no que dá não ser sequer um copista sério.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7753296969849581395?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7753296969849581395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7753296969849581395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/09/flor-do-mar.html' title='À Flor do Mar'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Run6Lt7m7eI/AAAAAAAAAOk/hQ8jjUHTpUk/s72-c/morante.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-2444956908686631058</id><published>2007-09-13T06:50:00.000+01:00</published><updated>2007-09-13T05:21:49.688+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;color:#66ff99;"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Semiótica à queima-roupa&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;a href="http://yesterdayman.blogspot.com/2006/02/semitica-queima-roupa-2.html"&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#99ff99;"&gt;(aprioristic mode)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A moça do supermercado entrega-me o troco, e quando a miro pisca diligente a pálpebra e sorri. Miúda valente. Um cisco no olho é sempre chato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-2444956908686631058?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2444956908686631058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2444956908686631058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/09/semitica-queima-roupa-3-aprioristic.html' title=''/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1440543075849180047</id><published>2007-09-13T03:19:00.000+01:00</published><updated>2008-04-15T02:46:38.389+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interblogging... such a sad ménage'/><title type='text'>Casanova Does Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/2007/08/blog-post.html"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109503530983943602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RuiaY97m7bI/AAAAAAAAAOM/47UHonVOwZc/s320/flag.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E, como o título, única razão de existência desta desculpa de post para nutrir o meu gáudio infantil (&lt;em&gt;an improvement, granted&lt;/em&gt;) com &lt;em&gt;playground wordplay&lt;/em&gt;, aponta, os fins-de-semana lusitanos nunca mais serão os mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1440543075849180047?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1440543075849180047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1440543075849180047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/09/casanova-does-portugal.html' title='Casanova Does Portugal'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RuiaY97m7bI/AAAAAAAAAOM/47UHonVOwZc/s72-c/flag.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-6118411688160802534</id><published>2007-08-31T03:25:00.000+01:00</published><updated>2007-09-01T17:47:47.741+01:00</updated><title type='text'>La Forza Del Destino</title><content type='html'>A melhor parte de ter, no universo de dois computadores pessoais disponíveis num raio de dez quilómetros, um constantemente a ir abaixo mas com ligação funcional por internet, e outro inteiramente funcional mas fora do meu intransportável ambiente de trabalho e com uma falha, esotérica para toda a &lt;em&gt;so-called expertise&lt;/em&gt; convocável, na ligação de internet (obrigado netcabo), é que, fazendo constantes viagens de vaivém entre computadores e casas de microinformática (ah, a punção da precisão classificatória), sou forçado a ter uma espécie de férias (para o caso, de &lt;em&gt;overgrown &lt;/em&gt;hamster - confere - em perene trânsito numa roda de raio de 10 km) produtivas que precisava desesperadamente não ter (por oposição ao resto do ano em que passo o tempo espojado no colchão absorvido por esse pensamento incapacitante da produção e do lazer, mais daninho que a labuta, que é o "devia estar a trabalhar"), e nesse passo sou distraído, no pino de Agosto, do facto de a cada ano o Verão e a sua promessa juvenil de &lt;em&gt;stasis &lt;/em&gt;devirem uma ficção acrescidamente cruel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-6118411688160802534?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6118411688160802534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6118411688160802534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/08/la-forza-del-destino.html' title='La Forza Del Destino'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-6323247582001021912</id><published>2007-08-17T18:38:00.000+01:00</published><updated>2007-08-18T01:02:46.394+01:00</updated><title type='text'>Pois sim, mas para quando a santería?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RsY21YACZaI/AAAAAAAAAN8/4ZJ2XcKt6D0/s1600-h/farmacia.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099823918647240098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RsY21YACZaI/AAAAAAAAAN8/4ZJ2XcKt6D0/s400/farmacia.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-6323247582001021912?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6323247582001021912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6323247582001021912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/08/pois-sim-mas-para-quando-santera.html' title='Pois sim, mas para quando a santería?'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RsY21YACZaI/AAAAAAAAAN8/4ZJ2XcKt6D0/s72-c/farmacia.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7229007020210647806</id><published>2007-08-17T05:15:00.000+01:00</published><updated>2008-04-15T02:47:58.856+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinematógrafo e miragens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interblogging... such a sad ménage'/><title type='text'>Self-deprecation stakeout</title><content type='html'>Como &lt;em&gt;control-freak with no boundaries&lt;/em&gt; escriba de um blogue efectivamente com 6 leitores &lt;em&gt;(thank God) &lt;/em&gt;renitentes&lt;em&gt; &lt;/em&gt;(isso é que já é um bocadinho triste)&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; eu podia ficar ofendido com o emprego retórico dessa figura numérica pelo &lt;a href="http://diespinnen.blogspot.com/2007/08/top-5.html"&gt;languiano&lt;/a&gt; (&lt;em&gt;no reductionism intended&lt;/em&gt;) favorito cá do burgo, como, por razões que me escapavam, gosto de usar fazer suceder. Mas com essa enunciação, de apenas ter 6 (ou já 7) leitores, o LMO cerziu uma continuidade perturbante na percepção de dispersão física do nosso quotidiano. É que eu, que faço tudo para não ter amigos com vista a não perder mais CD's emprestados, arremedo rasca de cenobita, eu conheço seis pessoas que, com provas dadas, lêem o LMO. Começam a sentir as paredes a ranger, certo? Daí decorre que, se o LMO só tem mesmo seis leitores, a minha esquálida desculpa de rede de sociabilidade configuraria pelas artes do destino uma espécie de clube de fãs inconsciente (a menos que seja eu o personagem &lt;em&gt;unaware&lt;/em&gt; da trama) do LMO! Ora, podíeis vós, na vossa cadeira ergonómica, descartar tal especulação como produzindo meramente a irónica consequência de um exercício de&lt;em&gt; self-indulgent self-deprecation.&lt;/em&gt; Mas escutai bem: a ser real, este cenário estonteante é terrivelmente cataclísmico por duas razões: por um lado, com o Casanova de férias, a blogosfera não está equipada para dar conta das implicações cósmicas deste micro-cenário pynchoniano: imaginai, todas os blogueiros que anunciam regularmente a quantidade acumulada de leitores em números minimamente redondos que já tiveram, descobrirem que afinal, fora os compinchas do costume, eram visitadas dezenas e centenas de vezes ao dia por um só sádico com um desmultiplicador de IP's(?!) e, se necessário, múltipla personalidade comentarista &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(isto não é uma confissão e não pode ser usado contra mim pelos termos de uma certa lei, que eu digo que cá sei), &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ou então todos os leitores do clube de fãs LMO (&lt;em&gt;get your bras ready&lt;/em&gt;) a lerem o seu blogue apenas a partir do computador da sua sede para não lhe coarctar a veia &lt;em&gt;self-deprecationist &lt;/em&gt;e eventualmente danificar o equilíbrio ecológico da sua prosa. Por outro lado, isto materializaria a maldição ignota inscrita nos anais da idolatria universal: ter-me &lt;em&gt;como groupie. &lt;/em&gt;Acho que nem o LMO sobreviveria a isso &lt;em&gt;(I have my "bro" ready&lt;/em&gt;)&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;Dadas as consequências devastadoras desta configuração secreta, só posso acalentar que, para seu próprio bem, tenha escapado um algarismo no sitemeter. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao desafio em si, de uma lista de intepretações mais impressionantes of all-time, que por acaso até era o mote do post, que não a contabilização de leitores, eu estava naturalmente tentado a dar seguimento à subliminar veia absolutista e repentista que requer para a contabilização dos leitores d' As Aranhas a resposta expedita (a minha indolência sente-se pois desconsiderada) aos convites para alinhavar listas. Infelizmente, para lá da minha proverbial ignorância e incapacidade de seguir qualquer princípio organizativo, estou limitado pela incapacidade da minha compulsiva adesão epidérmica a um personagem ou &lt;em&gt;persona &lt;/em&gt;em divisar esse hiato entre um actor e a sua criação encarnada onde lavra a interpretação, bem como pela bendita decadência da minha mirrada memória, que permite à parte remediada do meu cérebro convencer a parte irremediável de que se não tenho vida sexual é apenas porque não me lembro da vida sexual que tenho.&lt;br /&gt;Assim sendo, a única coisa que muito a custo posso evocar, é a última performance mais impressionante de que tenho memória. E aí, para manusear um cliché cinéfilo recente, assim perdendo a minha reputação mas no mesmo passo em que finjo que tinha previamente uma a perder (um passo atrás para dois à frente, &lt;em&gt;see&lt;/em&gt;?), devo dizer que a coisinha mais assombrosa a que (seguindo o formato), às 23:53 de 17/8/2007 me lembro de recentemente assistir, foi o Henrik de Börje Ahlstedt no Saraband. A sua transição de registos, da candura ao ódio sem senão, sem qualquer barreira divisória escolástica na expressão, na prodigiosa conversa com a Liv Ullman na igreja, e a humilhação infantil na face de Erland Josephson, dão um vislumbre abissal desse interno turbilhão nuclear onde todas as emoções se mesclam e colidem violentamente sem compartimentação. E em boa verdade, o facto de ser a ruína de homem mais comovente, e que toca Bach, dos últimos tempos, também ajuda &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(e claro que não, não me esqueci do incesto vagamente pedófilo: mania de julgar que as ruínas são bonitas...)&lt;/span&gt;. É verdade que também me vem à cabeça o Ventura, na Juventude em Marcha (não consegui ver o Tarrafal), mas que é acima de tudo uma presença. Também por causa disso me lembrou o Frei Nazario Gerardi, «Francesco Giullare di Dio», ou, até só na indescritível cena em que é santa e impassivelmente esbofeteado pelo tirano, o "Irmão" Ginepro, de quem, muito justamente, nem encontro nome enquanto actor (que também o não era, mas sim frade - a presença, lá está). O que igualmente me leva a crer que deveria acrescentar-se, ao arrepio do facilitismo condecoratório dos festivais (dar o prémio a toda a gente), uma categoria para a interpretação colectiva mais impressionante, onde, provavelmente, para lá daquele bendito grupo de frades, o que me salta à mente com mais força seria a trupe fordiana agregada miraculosamente como um corpo simbiótico (precisamente a estiolar quando o equilíbrio das suas relações se compromete) no How Green Was My Valley.&lt;br /&gt;Já quanto à categoria feminina, porventura pelo meu exacerbado egocentrismo, confesso-me de uma notória misoginia na apreciação artística: quase só homens, em qualquer meio de expressão, me interessam (a tal facilidade primária de adesão emocional). De qualquer forma, não creio que, assim de repente, qualquer lista possa não ter um lugar cativo para (novo cliché, desta feita sem gancho de redenção) a Katharine Hepburn. Poria talvez a hipótese do Philadelphia Story &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(e quase se habilitam a que ponha o tio Willie na lista dos homens: &lt;em&gt;that's the kind of emotional sucker I am&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;, onde impressiona principalmente por esse prodígio que é uma espécie de meta-interpretação interpretativa (estou a exagerar?): dar a ver não a mutação diacrónica de uma personagem, mas todo o recorte geológico da densidade sincrónica da personagem de que se faz a própria personagem personagem, e ambas serem visíveis e cristalinas no mesmo e único momento interpretativo.&lt;br /&gt;Ehr, acho que vou parar agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ou não...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota1: com o meu irredimível viés presentista, imagine-se, o que me vem agora a cabeça é o Dexter Gordon no filme do Bertrand Tavernier de que não me apetece procurar o nome (a cena onde narra um sonho de &lt;em&gt;deranged jazzman &lt;/em&gt;ao psiquiatra e ao sair diz ao seu &lt;em&gt;our man in Paris&lt;/em&gt; "nada mal, hein?", é nada pouco um assustador prodígio meta-interpretativo também), e o João César Monteiro, &lt;em&gt;por supuesto&lt;/em&gt;, no substancial acto da criação de João de Deus nas Recordações da Casa Amarela. Temos consciência que este critério falseia o norte da lista inicial. Mas é preciso ver, antes da minha ignominiosa desqualificação, que o que o justo Fonda faz no Young Mr. Lincoln é dar corpo interpretativamente à ideia de uma presença mitificada, logo já apenas concebível (interpretável) doravante como &lt;em&gt;in becoming&lt;/em&gt;. Portanto crisalidamente presentista. &lt;em&gt;That's all I'm saying. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Valha-me São Gregório)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota 2: Nina Pens Rode, a.k.a. Gertrud?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota 3: não queria pôr o dedo na ferida, e ao mesmo tempo afirmar o óbvio ululante, mas, por favor, Jane Fonda: Barbarella. &lt;em&gt;Frightfully impressive&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7229007020210647806?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7229007020210647806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7229007020210647806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/08/self-deprecation-stakeout.html' title='Self-deprecation stakeout'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-8594246144039712705</id><published>2007-08-01T23:54:00.005+01:00</published><updated>2009-07-01T02:01:27.696+01:00</updated><title type='text'>Morte por simpatia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Brasiliana para Michelangelo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span&gt;&lt;object width="350" height="25"&gt;&lt;param name="movie" value=" http://www.youtube.com/v/yK-ffn6Q0k0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yK-ffn6Q0k0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="350" height="25"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093870232044837314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RrEP_ND4GcI/AAAAAAAAANk/NIYcQzgjRB4/s400/deathvalley.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(um'outra)&lt;/span&gt; Sarabanda para Ingmar&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;object height="20" width="400"&gt;&lt;param name="movie" value="http://lifelogger.com/common/flash/flvplayer/flvplayer_basic.swf?file=http://julinho.lifelogger.com/media/audio0/694769_uctyjuhver_conv.flv&amp;amp;autoStart=false"&gt;&lt;embed src="http://lifelogger.com/common/flash/flvplayer/flvplayer_basic.swf?file=http://julinho.lifelogger.com/media/audio0/694769_uctyjuhver_conv.flv&amp;amp;autoStart=false" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="20"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093870365188823506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RrEQG9D4GdI/AAAAAAAAANs/J-rV3ZJCGQU/s400/saraband.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-8594246144039712705?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8594246144039712705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8594246144039712705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/08/morte-por-simpatia.html' title='Morte por simpatia'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RrEP_ND4GcI/AAAAAAAAANk/NIYcQzgjRB4/s72-c/deathvalley.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-3350821973540671091</id><published>2007-07-31T23:15:00.000+01:00</published><updated>2007-08-02T00:16:11.606+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RrEUKND4GeI/AAAAAAAAAN0/jrn7PWkvbn4/s1600-h/notte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093874819069909474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RrEUKND4GeI/AAAAAAAAAN0/jrn7PWkvbn4/s400/notte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-3350821973540671091?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3350821973540671091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3350821973540671091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/07/blog-post_9936.html' title=''/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RrEUKND4GeI/AAAAAAAAAN0/jrn7PWkvbn4/s72-c/notte.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-9203308567407008123</id><published>2007-07-31T23:03:00.000+01:00</published><updated>2008-04-15T02:44:17.414+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinematógrafo e miragens'/><title type='text'>Rerun</title><content type='html'>Já Antonioni é um homem de sorte: ainda que lhe colem o hínico epitáfio de «figura de relevo no panorama cinematográfico», não chega a ter direito aos dois centavos de conversinha elegíaca de café no Jornal 2 (dois em dois dias era mesmo abuso, não é?... não têm senso nenhum, estas figuras de relevo, a finarem-se aos magotes). Em compensação, na peça jornalística que lhe arruma as gavetas, a particularmente enfatizada descrição inicial de Blow-Up (até à pausa de compasso do discurso para passar à «cena de ténis»), é apropriadamente acompanhada das imagens da explosão final de... Zabriskie Point ("blow-up", &lt;em&gt;get it? &lt;/em&gt;ah ah - e esta é a hipótese abonatória). Deve ser o que jornalisticamente se entende por liberdade criativa em registo literal. Deve ser pela mesma razão que tenho andado aqui estes dias a imaginar a eclosiva mansarda sita num sítio que eu cá sei na 5 de Outubro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-9203308567407008123?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/9203308567407008123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/9203308567407008123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/07/rerun.html' title='Rerun'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-2068355881588233133</id><published>2007-07-30T04:56:00.000+01:00</published><updated>2007-07-31T04:57:41.813+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Rq6zDND4GbI/AAAAAAAAANc/nTJ9bN2zmnA/s1600-h/fv.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093205096229509554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Rq6zDND4GbI/AAAAAAAAANc/nTJ9bN2zmnA/s400/fv.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-2068355881588233133?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2068355881588233133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2068355881588233133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/07/blog-post_31.html' title=''/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Rq6zDND4GbI/AAAAAAAAANc/nTJ9bN2zmnA/s72-c/fv.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-2895927897176807856</id><published>2007-07-30T02:37:00.000+01:00</published><updated>2008-04-15T02:44:17.414+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinematógrafo e miragens'/><title type='text'>Agonizing miscasting</title><content type='html'>A érretêpê dois, casa de excelência do serviço público, faz o grande obséquio de entrevistar alguém no Jornal 2 para dar uma perspectiva mais alargada de Bergman. Alguém director de uma tal revista "Première". Alguém apresentado como «especialista em cinema». Que começa a titubear as etiquetas coladas 'popularmente', quase iconicamente, à filmografia de Bergman, pelo menos, em Portugal, desde a década de 70, quando começámos a brincar à vida intelectual democrática (o Ivan Nunes&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;a href="http://ex-ivan-nunes.blogspot.com/2007/07/ingmar-bergman-1918-2007.html"&gt;&lt;em&gt;gives out the ideia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;de algum desse, de facto, peculiar impacto)&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; Que persiste no estrangulamento generalista que incentiva a senhora jornalista a insistir na questão inaugural "mas em que é que se baseia essa singularidade de Bergman?". Que regurgita os "casais", as "emoções", o "intimismo" (ah, o intimismo). Que bate na tecla da influência sobre Woody Allen duas ou três vezes, porventura &lt;em&gt;to 'connect' with the 'young people' out there&lt;/em&gt;. Que até fez o trabalho de casa para afiançar ufano, a sustentar a 'tese' dos "casais" como nicho temático do cineasta, de quantos casamentos e filhos foi o senhor co-produtor. Que, já chegando à menção inevitável de Saraband, à &lt;em&gt;hélas &lt;/em&gt;inoportuna menção da jornalista de Liv Ullman como protagonista, lhe repete o nome "sim, com Liv Ullman", e se sente na obrigação de lhe acrescentar o outro nome que se impõe, "actor fetiche do realizador", assegura, e perde dois segundos a entaramelar o nome que não sai (não serei eu a ditar se legitimamente ou não), e em vez de pelo menos se quedar pelo assumido esquecimento, opta por lançar um qualquer coisa (que não Erland) "Jacobsen", porventura "Jacobson" (sejamos justos). E se o cavalheiro se sentiu à vontade para, ou obrigado a, aceitar a encomenda do bitate infra-wikipédico, até pouco me interessa. Eu peço desculpa, mas o que gostaria, oh pá mas tanto, de saber é se, seja lá quem for que chama as pessoas à mesa da conversa no Jornal 2, não sabia o que lhe saía na rifa (e não sabia quem chamar para saber o que lhe saía na rifa - e esta é a hipótese abonatória); ou se era precisamente um apontamento jornalístico sem chatices, sensibilidade e reflexividade, que lhe interessava registar como testemunho neste dia; ou se não havia absolutamente mais ninguém disponível, pelo menos das duas mãos-cheias de que até eu me lembro de repente, para falar, caramba, cinco minutos sobre Bergman como se, eh pá, coloquemos a hipótese, fosse algo mais, ou suscitasse algo diferente, do que uma entrada num dicionário portátil de cinema. Críticos com bagagem. Gente do cinema. Um velhote à porta da Cinemateca. &lt;em&gt;Just anyone.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E fico à espera de verificar se amanhã (hoje nada vi) passam algo a fertilizar a memória, como costumava ser prática do canal nestas ocasiões (em geral, no próprio dia...). Um filme. Um documentário.&lt;em&gt; Just anything.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas é óbvio que estou a ser afogueadamente injusto. A RTP 2, na sua complexa intervenção cultural, apenas nos queria dar subtilmente a perceber que se insistimos na negação memorialística da mortalidade, é para que nunca tombemos na tentação confortável de julgar e facilitar que um vívido legado de faca no ventre possa vir ser reduzido a redacção de escriturário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-2895927897176807856?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2895927897176807856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2895927897176807856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/07/agonizing-miscasting.html' title='Agonizing miscasting'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-2136886377722522962</id><published>2007-07-25T22:34:00.000+01:00</published><updated>2007-07-25T02:32:45.340+01:00</updated><title type='text'>Recado a Lisboa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RqamPtD4GZI/AAAAAAAAANM/kmiu-_ZmciY/s1600-h/patrimoniomunicipal2.JPG"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090939217513027986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RqamPtD4GZI/AAAAAAAAANM/kmiu-_ZmciY/s400/patrimoniomunicipal2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RqVCIdD4GYI/AAAAAAAAANE/RC80O61QZu0/s1600-h/patrimoniomunicipal.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;Começar por um pouco menos de brio presuntivo na casa de partida.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-2136886377722522962?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2136886377722522962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2136886377722522962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/05/recado-lisboa.html' title='Recado a Lisboa'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RqamPtD4GZI/AAAAAAAAANM/kmiu-_ZmciY/s72-c/patrimoniomunicipal2.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-4634068523481714384</id><published>2007-07-12T18:11:00.000+01:00</published><updated>2008-04-15T02:47:22.410+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='practical or meta-blogging... such a sad wank'/><title type='text'>Liquidação</title><content type='html'>Há quem empregue o blog como caixa de ressonância. Eu gostava de pensá-lo como estação de reciclagem, sem o subproduto justificatório do processo sobre-industrial. O que tornava a bloga equiparável à acusação patologizante, favorecida pela persuasão romba dos contra-ciclos, de ambientalismo acéfalo. O que até há pouco tempo se apunha com bastante fidelidade topológica ao recorte da apreciação mediática de ambos os fenómenos. Mas o intimamente recompensador da metáfora (pseudo-reflexividade infra-pública leva-a o vento) seria finalmente tornar a bloga uma forma particularmente retorcida de desperdício virtuoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-4634068523481714384?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/4634068523481714384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/4634068523481714384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/07/liquidao.html' title='Liquidação'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-4461659826716526306</id><published>2007-07-12T17:30:00.001+01:00</published><updated>2008-04-15T02:11:38.439+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Dancing about architecture</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RpT3yt8h3PI/AAAAAAAAAME/55HfNUJf1v4/s1600-h/laginha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085962329907125490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RpT3yt8h3PI/AAAAAAAAAME/55HfNUJf1v4/s400/laginha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;« “&lt;em&gt;Writing about music is like dancing about architecture&lt;/em&gt;”. O aforismo é conhecido e disputado. Mas com a graça das proposições que incorporam formalmente as sementes do seu plural contraditório (tornando arena para obtusos o arremessá-las como argumentos fechados e conclusivos em disputa), o escrever música como quem dança sobre arquitectura, como é o caso desta obra encomendada pela Trienal de Arquitectura a Mário Laginha, torna o fechamento em absurdo do discurso sobre a música uma abertura sobre o discurso da música sobre si mesma.&lt;br /&gt;Convém reconhecer que, a não ser meramente fruto de feliz acaso, a encomenda revela olho. Porque o, parece-nos que nunca devidamente louvado, Mário Laginha é manifestamente dos pianistas de jazz que mais tem expresso um saber peculiar de jogar com as dimensões e o peso estrutural da música, particularmente nas suas dinâmicas de saturação do espaço e a sua modulação harmónica. Dada a ductilidade subsumida do seu fraseado, não resulta impositiva, mas é singularmente manifesta a composição gráfica das suas estruturas harmónicas, oblíquas e esquinadas nos padrões rítmicos, mas estranhamente suavizadas pelos contornos matizados das linhas, algo sumamente expresso nesse ainda saudoso, logo, clássico, seu disco de estreia a solo «Hoje». E se é facto que a música precisa pouco de metáforas a enxameá-la, circunscrevê-la e torná-la de fácil digestão ao ouvido desprevenido, e não se precisasse de insistir na justificação explícita do raciocínio arquitectónico na erecção desta música, insistir um pouco mais na matéria torna-se, neste caso, curioso. É que essa fortíssima dimensão espacial, particularmente no seu trabalho sobre as massas harmónicas, vai-se diluindo pouco a pouco ao longo deste disco, para dar mais a ver os alicerces dos seus referentes. Ainda que não subjugado a uma submissão programática, é algo irónico que a sobrepujança da referenciação arquitectónica, manifesta nos títulos das composições, o tenha conduzido mais a uma rarefacção das figuras musicais que à sua expansão. Sendo justos, contudo, isso também corresponde a um alargamento da paleta das suas convocações musicais, ao arrepio da forte idiossincrasia já lhe havia criado uma personalidade estilística. «Plano» abre como uma folha de jazz impressionista perdida dos Prelúdios de Debussy, e «Baixo-Contínuo», sem precisar da denúncia do título, põe na malha diabólica de contrabaixo de Bernardo Moreira um evidente referente barroco.&lt;br /&gt;Por essa paleta referencial perpassa igualmente uma maior aproximação à dimensão de obra composta, tornando mais ambiguamente esparsas as balizas jazzísticas do empreendimento, o que a restrição e arcaboiço estrutural da secção rítmica dos veteranos Bernardo Moreira e Alexandre Frazão bem ilustra. Uma palavra nos pedem os acabamentos da bateria de Frazão, particularmente, justifique-se a janela para outro canteiro, pelo que lhe ouvimos (e vimos, densificando a dimensão gráfica da experiência musical) no concerto de apresentação do disco. A pluralidade sensitiva e tímbrica da sua intervenção de pormenor, peculiarmente nos momentos mais contidos de lirismo fusco (não a nossa senda favorita do seu labor), arrisca por vezes uma riqueza de afago instrumental com uma sensualidade quase temerária.&lt;br /&gt;Obviamente, se as metáforas podem ser restritivas na apreensão menos mediada da pura audição, por vezes também cumprem o propósito de lhe dar outras asas. O que implica que a atenção ao referencial comparativo das noções espaciais na estruturação deste disco resulta perfeitamente opcional para degustação selectiva. Mas para quem quisesse insistir na metáfora do absurdo, a justeza imagética na tradução espacial das suas composições (bastando seguir os títulos, como «Paredes que nos Rodeiam», «Escada», «Vazio Urbano») tornaria este disco um patamar eloquente do cruzamento discursivo que perpassa a liberdade elusiva das estruturas musicais. Porque, até ver, também que raio é dançar senão jogar o movimento sobre constrangimentos arquitectónicos, do espaço e do corpo? Mas isso aproximá-lo-ia de um disco de tese, parcialmente condicionado a testar uma hipótese. E se essa parece exemplarmente comprovada, queda ajuízar se por aí se justifica esteticamente o empreendimento. E aí se erige um espaço que fica finalmente a cargo da emancipação imaginativa de qualquer um trespassar na sua fruição, ou falhar na clausura da materialidade arquitectónica da pauta. De qualquer forma, provavelmente a resposta definitiva (outra ficção arquitectada) ficará pendente dos espaços em que a mutação idiomática de Laginha (mais significativa que o que lhe tem sido apontado) se continue a instalar, mais exactamente, da linha de fuga (para seguir no idioma) em que a idiossincrasia lhes transcende o &lt;em&gt;motif&lt;/em&gt; da armadura.&lt;br /&gt;Da nossa parte, suspensos nesta ponte do arquitecto Laginha, à espera do que aguarda da outra margem, só nos cabe cogitar que, se tanto música como arquitectura tentam iludir no seu plano a fixidez denunciada das traves-mestras, tornar consubstancial a música à metáfora (e saber se primeiro veio a metáfora ou a música é discussão digna dos ovíparos galináceos), e não somente explicitá-las como dimensões que se implicam, pode arriscar, para a sua plenitude desagrilhoada, exigir do auditor a disciplina de um &lt;em&gt;Method actor&lt;/em&gt;, a quem se diz ao fazer girar o disco: “agora ide para aquele canto e não penseis numa parede”. A sério, ide. Depois direis de vossa justiça. »&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-4461659826716526306?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/4461659826716526306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/4461659826716526306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/07/dancing-about-architecture.html' title='Dancing about architecture'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RpT3yt8h3PI/AAAAAAAAAME/55HfNUJf1v4/s72-c/laginha.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-3918427393200791335</id><published>2007-07-12T17:27:00.000+01:00</published><updated>2007-07-12T20:22:35.671+01:00</updated><title type='text'>J., l'encore plus fataliste? (2)</title><content type='html'>Sofrer é a panaceia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-3918427393200791335?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3918427393200791335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3918427393200791335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/07/j-lencore-plus-fataliste-2.html' title='J., l&apos;encore plus fataliste? (2)'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-2785658976391532696</id><published>2007-07-12T17:26:00.000+01:00</published><updated>2007-07-12T20:22:57.104+01:00</updated><title type='text'>J., l'encore plus fataliste?</title><content type='html'>De tanto nutrir uma perspectiva trágica da vida, acaba-se com uma perspectiva vivida da tragédia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-2785658976391532696?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2785658976391532696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2785658976391532696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/07/j-lencore-plus-fataliste.html' title='J., l&apos;encore plus fataliste?'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-116907075748095245</id><published>2007-07-12T17:25:00.000+01:00</published><updated>2007-07-13T00:09:32.369+01:00</updated><title type='text'>( )</title><content type='html'>Como se faz, quando se não tem palavras, quando não é comunicável na circunscrição da aceitação social o que corrói a nossa pertença a nós. Acolitados na invocação de almas outras dizia-se &lt;em&gt;sing a song&lt;/em&gt;. Mas o que se faz quando até a voz se tolhe, quando já não ecoa a nossa vibração a ressoar nas cordas de outrém que melhor nos disse? Esgravata-se a memória das canções desses dias, à procura do consolo de um fogo que ardeu nesses dias, cujas cinzas colhemos e lembramos que cantava, como se fora hoje esses dias: «&lt;em&gt;silence is here again, tonight&lt;/em&gt;». Porque já nem o silêncio é nosso para dizer. Essa memória é a dissipação do nosso dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Clamorosa e obviamente, &lt;em&gt;non-&lt;/em&gt;Sigur-bela-merda-Rós-&lt;em&gt;related&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-116907075748095245?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/116907075748095245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/116907075748095245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/01/silncio.html' title='( )'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-115437388469331294</id><published>2007-07-12T17:16:00.000+01:00</published><updated>2007-10-04T04:46:19.257+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Kinky recordings</title><content type='html'>Dentro da inquietude claustrofóbica, não é sem um expiro de reconforto, pela possibilidade de subsistir nas temíveis clausuras das tipologias que insistem (e nas quais insistimos) em encerrar as ontologias e desejos de &lt;em&gt;otherness,&lt;/em&gt; que se constata, em metáfora parafílica, que no plano das inclinações musicais seria possível subsistir perfeitamente bem como &lt;em&gt;chubby chaser&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://phono.com.sapo.pt/t_albuns/thomasdavidforeigners_baycity.htm"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086382937393345570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RpZ2VS7wNCI/AAAAAAAAAMU/AODCZvArprE/s200/frank.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://phono.com.sapo.pt/t_albuns/thomasdavidforeigners_baycity.htm"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086383014702756914" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RpZ2Zy7wNDI/AAAAAAAAAMc/lb1oFl4kIvE/s200/thom.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/frank.1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/thom.1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Duas luminárias rechonchudas com um mesmo fetiche por essoutro génio de sua anafada compleição...&lt;a href="http://phono.com.sapo.pt/b_albuns/beachboys_smileysmile.htm"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/320/brian.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;Coincidence? I should think not...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-115437388469331294?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/115437388469331294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/115437388469331294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2006/07/kinky-recordings.html' title='Kinky recordings'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RpZ2VS7wNCI/AAAAAAAAAMU/AODCZvArprE/s72-c/frank.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-114507533010163694</id><published>2007-07-12T17:05:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T06:15:08.113+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Da incoerência virtuosa dos idos</title><content type='html'>Embora (porque) na plena indiferença democrática nunca tenha simpatizado com nenhuma das tribos urbanas a palmilhar calçadas nos idos de 1980's, não deixei de debicar do que dependuravam das aparelhagens (nem todos têm os seguidores que merecem...). Lutando contra o descrédito que lhes pesa do discipulado gótico que os idolatrou, portanto, continuo hoje a achar que os Sisters of Mercy (sim, abrenúncio) fizeram dois álbuns e uma mão cheia de EP's bestiais, e ainda me recuso a arrumá-los na gaveta dos &lt;em&gt;guilty pleasures &lt;/em&gt;(embora tenham estado na gaveta dos&lt;em&gt; old time pleasures&lt;/em&gt;, o que é muito diferente - quando os de lá tirar, se for caso, logo volto a dar notícias).&lt;br /&gt;Contudo, recentemente tropecei num achado arqueológico da maior importância para amparar a tese da boa verve que animava as irmãzinhas à época (para além da recorrente derivação coheneana da própria nomenclatura e outros títulos - e.g. "Some Girls Wander By Mistake"): descobri uma inacreditável de deliciosa &lt;em&gt;cover&lt;/em&gt; pelas piedosas, do "Gimme Gimme Gimme" dos Abba. Aqui vos juro que no meu disco rígido, para alívio possível das horas de desanuviamento em que me posso conceder maus fígados, &lt;em&gt;whenever I like it, &lt;/em&gt;posso pôr o soturno Eldritch dos perenes óculos escuros a trautear «Gimme gimme gimme a man after midnight».&lt;br /&gt;Não deixa de ser revelador da mais que disponibilidade, mas diligência, absolutizante de massas, que tantas agremiações difusas tanto se empenhem na farpela de um modo de vida total, ao arrepio da iconoclastia dos próprios presumíveis chefes-de-fila (presumivelmente, quando ainda, ou já, se podiam dar ao luxo). Ou de até que ponto a sagração/invenção moderna da individualidade não foi demasiado confiantemente (voluntariosamente) tomada por um dado aquirido de processualidades sociais de (auto-)identificação bem mais retorcidas. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(senhores...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Sendo que &lt;em&gt;ceci n'etait vraiment pas un post sur le livre de style de la nouvelle droite idéologique portugaise )&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-114507533010163694?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/114507533010163694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/114507533010163694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2006/04/da-incoerncia-virtuosa-dos-idos.html' title='Da incoerência virtuosa dos idos'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1953280118139974172</id><published>2007-07-12T17:00:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T06:15:08.114+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Warhol Update (on the prowl, celebrity-reversal mode)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RpZ_5y7wNEI/AAAAAAAAAMk/UsFzDjAymZs/s1600-h/LO2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086393460063220802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RpZ_5y7wNEI/AAAAAAAAAMk/UsFzDjAymZs/s400/LO2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;For the benefit &lt;/em&gt;(não é homenagem ao exasperante Sgt. Pepper's) da minha autoridade cínica, ficou, na instância de um concerto mui caseiro deste simpático e imponderável casal de mórmons, claramente comprovada a minha reticência existencial à idolatria, por mais que justificada (justificada mas, e porque, sempre improducente: um obcecado na minha cercania carregando TODOS os livretes dos CD's, EP's e folhas de papel higiénicos resgatáveis dos seus ídolos, para o autógrafo, não paráva de balbuciar colado às cavidades nasais da Mimi - &lt;em&gt;we're that close now&lt;/em&gt; - quanto gostava deles mas "o primeiro disco é que era" - 13 &lt;em&gt;years down the toilet, &lt;/em&gt;portanto (não que, &lt;em&gt;incidentally&lt;/em&gt;, não seja defensável a tese, em registo diletante&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Dado o voluntarismo do Alan - &lt;em&gt;buddy&lt;/em&gt; - em sentar-se à beira do palco para a cerimónia informal de devoção, lá me aprocheguei com um livretezinho (pronto, dois, vá, e o bilhete, já agora, indultado no abuso pela proximidade de alarves profissionais), e como criatura diligente entreguei-lho com o livrinho do Arseniĭ Tarkovskiĭ que tinha comprado no dia anterior no barraco de promoções da Assírio, para lhe amparar a assinatura (portanto se comprova que eram mesmo só dois livretes, quantidade sem massa crítica (porque não enfardados com letras nem &lt;em&gt;statements &lt;/em&gt;artísticos) para amparar esferográfica, OK?). Findo o ofício, o bom do Alan fica a avaliar o objecto livresco que bizantinamente lhe havia deslocado para as mãos, folheia, estranha, e finalmente desagua na interpretação «is this for me?». A isto (momento da verdade XVI), com um despudor aflito de egotista estratégico que hoje me cobre de vergonhosa vergonha, digo com a frivolidade gélida de quem finge o como quem não quer a coisa, que "&lt;em&gt;oh... that was just for holding the...&lt;/em&gt;", ao que ele me entrega o livrinho.&lt;br /&gt;Escrevo-vos, portanto, qual Frankenstein da minha própria bestialidade, atormentado com a plenitude operacional do meu &lt;em&gt;celebrity&lt;/em&gt;-&lt;em&gt;reversal&lt;/em&gt;, a ponderar a eventualidade de ter deixado cativa do meu gesto a celebridade original deste jogo social, denegando-lhe a reciprocidade de uma recordação. Em compensação, e com a magnanimidade do meu &lt;em&gt;new-found-status&lt;/em&gt; de celebridade revertida episódica, deixei-o com uma dedicatória oral inspiradíssima de simples e eficaz (que não desvelarei para que a não prostituís por aí, empresa de que me encarregarei pessoal e exclusivamente com a diligência martirológica de acartar o fardo do homem comum), com o grau certo de &lt;em&gt;elusiveness&lt;/em&gt;, que o fez estacar, agradecer-me com olhar intrigado, e já estava eu a virar costas ainda acrescenta «&lt;em&gt;have a good night&lt;/em&gt;», com aquela réstia (que se sabe frustrada) de retenção do momento, tipo, &lt;em&gt;that guy could have something important to say&lt;/em&gt;, estão a ver o género?(não tinha nada...). Suspeito que pode ter sido o ícone russo (para mórmon, ortodoxo e meio) na capa que lhe pode ter promovido a hermenêutica da ambiguidade do gesto.&lt;br /&gt;Mas é preciso matizar o meu materialismo individualista: já andava em busca oficiosa do livrinho há bons tempos, em parte pela intervenção biográfica fulcral da obra do filho na minha vida, descobri-o nas promoções amontoadas de 3 euros (preço justo), e antes de lhe pegar sequiosamente ouvi a menina do barraco a responder que sim a um cliente que lhe perguntou se era o último exemplar e não o levou (destino chapa-três, portanto). E o que se aprende amargamente nesta configuração cósmica é que, em certo sentido, uma pechincha de 3 euros pode ser uma preciosidade muito mais valiosa que _&lt;em&gt;fill in the blank &lt;/em&gt;que eu ainda estou demasiado traumatizado com a minha vileza para racionalizar_.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Disclaimer:&lt;/em&gt; Alan, Mimi, acalmai-vos, apesar de não estardes a perceber patavina (&lt;em&gt;just trust my soothing voice and excess of parentheses - dangerous maniacs are straightforward maniacs&lt;/em&gt;), a mirazita na foto é da minha inteira responsabilidade, não pretendendo contudo mais que formalizar graficamente um dispositivo metafórico, proveniente de arguição precendente na matéria, da predação simbólica de processos de proximidade na zona cinegética da notoriedade pública. A vossa integridade física está inteiramente segura comigo, por muito pulha que seja: não é por acaso que há um mandamento exclusivamente dedicado ao homicídio: os pecadores não andam a saltar em trejeito esportivo por todas as coutadas de infracção, &lt;em&gt;valle&lt;/em&gt;? Pelo menos eu não. Mal tenho genica para um. Ao contrário do que rezam as loas da virtude, &lt;em&gt;la paresse fait le bon'homme.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1953280118139974172?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1953280118139974172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1953280118139974172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/07/warhol-update-on-prowl-celebrity.html' title='Warhol Update (on the prowl, celebrity-reversal mode)'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RpZ_5y7wNEI/AAAAAAAAAMk/UsFzDjAymZs/s72-c/LO2.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-9151991993631517089</id><published>2007-06-01T17:22:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T06:15:08.114+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>When I Go (...)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Rks0fFKBWMI/AAAAAAAAAJM/34M5d2LRtnI/s1600-h/curtain.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065199914473052354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Rks0fFKBWMI/AAAAAAAAAJM/34M5d2LRtnI/s320/curtain.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não a canção em bruto, mas a canção nascitura já em cinzas. A guitarra tangida não pela vontade do pulso mas pela queda em peso morto da mão sem músculo que resista. Um épico exaurido em três acordes só para se dizer falhado. O oxigénio sugado do espaço já sem reverberação, sem escape, sem as asas falsas de um estribilho. A voz que não se presta já à teatralidade de suster a nota. A música em falência, que já nem quer tentar, a dor sem arte, sem transcendência ou redenção. O som cru, ressequido, do corpo encarquilhado, preservado numa eternidade artificial emanada de um pesadelo de &lt;em&gt;drones&lt;/em&gt; infindo. Bem parecia que há muito não era pela música que ainda insistia em ouvir. Amanhã &lt;em&gt;is as good a day as any to keep letting go&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-9151991993631517089?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/9151991993631517089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/9151991993631517089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/06/when-i-go.html' title='When I Go (...)'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Rks0fFKBWMI/AAAAAAAAAJM/34M5d2LRtnI/s72-c/curtain.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7013217374922222586</id><published>2007-05-28T01:20:00.000+01:00</published><updated>2007-05-28T06:32:30.307+01:00</updated><title type='text'>Reverse Warhol</title><content type='html'>Por certo que, estando algumas das criaturas a perder o bom senso de se manterem nos respectivos redis, tenho a minha quota parte de &lt;em&gt;doubtful and minor celebrities sightings&lt;/em&gt;. Todavia, nunca me senti muito confortável a fazer o cerco aos bichos, e das poucas oportunidades em que o terreno era de tal forma favorável que seria uma ofensa ao espírito dos antepassados deixar a presa escapar, senti (punho no peito) uma certa desilusão com a minha &lt;em&gt;mock idolatry&lt;/em&gt;, porque a verdade é que o encontro sempre me deixa largamente indiferente, e a exposição mútua (&lt;em&gt;là, nous sommes pareilles&lt;/em&gt;) ao desconforto do &lt;em&gt;matching outfit &lt;/em&gt;das presumíveis camisas-de-forças interaccionais de ídolo-idólatra torna-se uma pequena concessão abjeccionista à escatologia da fama.&lt;br /&gt;Claro que levanta-se igualmente o problema da porosidade e contingência potencialmente dramática (para os próprios) do que constitui efectivamente uma celebridade. Dificilmente se pode dar crédito aos meus pruridos retóricos da caça à luminária estando a generalidade dos seres algo pensantes a borrifar-se para quem são (eu próprio tive que ir verificar parte dos nomes da &lt;em&gt;unwilling&lt;/em&gt; pandilha) Mike Sary, Steve Fuller, Nicolas Masino ou Renate Knaup &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(e esta ter-me dado um autógrafo fugidio com "&lt;em&gt;love&lt;/em&gt;" e o meu nome lá pespegado, quando, pelo fugidio, só esperava uma assinatura para poder vender no e-bay em caso de carência futura, fez-me sentir-nos bastantes conspurcados por uma espécie de mercantilismo emocional - alienação não tão pós-marxiana - com a desvantagem da assepsia)&lt;/span&gt;; ou tendo eu como trauma por deflagrar, a probabilidade de, tendo sido arrastado em grupo de &lt;em&gt;méconnus &lt;/em&gt;do cavalheiro&lt;em&gt; &lt;/em&gt;para o assédio pós-concerto, o Odair Assad ter reagido com um mal-contido "Pelo amor de..." ao meu desconfortável salamaleque para assinar o programa (estou certo, porém, que foi apenas um acesso espontâneo de religiosidade); ou, apesar de ter participado na emboscada à boca do palco, a bem-educada relutância do Hammill à adoração tendo propiciado ser um amigo, e não eu, a arranjar-me o autógrafo (num hábil dois-em-um) do cavalheiro num LP; ou também, tendo descoberto que o vinil do "Olho de Fogo" do Janita que comprei num mercado estava autografado para uma A.M., para mais "com um abraço forte do Janita"!&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; o que me fez novamente lamentar a potencial frivolidade destas sígnicas (presumíveis) afeições; ou, principalmente, desta feita, já não sabendo minimamente a quantas ando. &lt;em&gt;You figure it out.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Portanto, no meu &lt;em&gt;little corner of the world &lt;/em&gt;de misantropia ressabiada, a escala Warhol de contabilização de &lt;em&gt;close encounters&lt;/em&gt; de mundanos com celebridades, só pode, para minha paz de espírito, ser encarada como uma &lt;em&gt;wanna-be&lt;/em&gt; falácia (estou cônscio da contradição) travestida de cosmopolitismo algébrico (razão pela qual vou sobrecompensar continuando a chafurdar-me em ainda mais &lt;em&gt;assorted&lt;/em&gt; anglicismos). Abro uma excepção na minha desdenhosa mesquinhez, quando muito, na eventualidade de alguém se poder gabar de ter feito cosquinhas na barba do Herberto Helder.&lt;br /&gt;Agora, &lt;em&gt;the real game, the big game, &lt;/em&gt;Hatari&lt;em&gt;-style, if you will&lt;/em&gt;, são de facto, o &lt;em&gt;celebrity-reversal&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;celebrity-uncovering.&lt;/em&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O &lt;em&gt;celebrity-reversal&lt;/em&gt; consiste, naturalmente, em tornar-nos o objecto da atenção da celebridade, desconstruindo a falácia da necessária unidireccionalidade desse campo de energias. Para evitar potenciais trágicos na sequência de semelhantes intentonas, obviamente que a reversão tem que estar ancorada nas excentricidades inofensivas do &lt;em&gt;self&lt;/em&gt;, não impondo dispositivos coercivos de encarcerar essa atenção, ou será desqualificada por emprego indevido de meios artificiais e improficientes (qualquer forma de imolação, por exemplo, não dá as mínimas garantias e seria, argumento-chave, francamente patético).&lt;br /&gt;Um exemplo clássico da minha mestria nata nesse campeonato, &lt;em&gt;por supuesto &lt;/em&gt;mantendo-nos no pressuposto facilistista-faz-de-conta-que-é-desconstrutivista do "que é uma celebridade?", foi ter-me deparado, numa casa de espectáculos (chamemos-lhe assim) enquanto se aguardava o início de um concerto e se ouvia umas &lt;em&gt;tunes&lt;/em&gt;, com uma vaga celebridade parcialmente blogosférica, com a mal-disfarçada volúpia incrédula de quem descobre em outrém um objecto de ridículo superior, especada em mim, após este vosso ter terminado no seu cantinho um &lt;em&gt;intimate albeit somewhat public&lt;/em&gt; &lt;em&gt;playback&lt;/em&gt; sonoro do «Pleasant Street» (com o falsete e as oitavas todas espremidinhas). Mas tende calma; ainda que este cenário ameace tornar atractiva a hipótese da imolação, o seu poder é precisamente o de sinalizar no corpo, mimeticamente, o quanto a substância da fama, particularmente nos escalões mais rebarbativos, não se encontra necessariamente geminada com qualquer forma de talento, e que realmente, não se discerne, ao assistir novamente ao "&lt;em&gt;Silence of the Lambs&lt;/em&gt;", que constitua feito distintamente assinalável o Anthony Hopkins passar um filme inteiro a imitar um furão.&lt;br /&gt;Já o &lt;em&gt;celebrity-uncovering&lt;/em&gt;, emana a sua recompensa, no registo são e maduro de auto-confiança (do predador) e liberdade pessoal (da presa), da incorporação de uma familiaridade desinteressada com o objecto de atenção que permite, em condições ominosas, sermos atingidos pela epifania da sua identidade secreta, e deixá-la seguir anonimamente o seu caminho (como quem caça sem balas no rifle, mas na verdade não caça, apenas se depara com a presa, e por acaso tem o bacamarte à mão, mas não é gente belicosa) - &lt;span style="font-size:85%;"&gt;obviamente, na disposição perfeitamente oposta ao jeito pueril que desconhece as fronteiras do obsceno, epitomizado na triste caça fotográfica ao recôndito Pynchon, comentada, por razões óbvias não direi exactamente onde, mas algures por, onde mais?, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pastoralportuguesa.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, em jeito de expiação colectivizada pelo leitorado cusco, caçada essa que ironicamente acabou por trazer antes o Stephen King, que é como quem diz o Lou Reed, de volta para o acampamento, o que tornaria simbolicamente a Pynchon-Cale &lt;em&gt;connection&lt;/em&gt; um campo de especulação existencial de proporções comprovadamente inapreensíveis pela patética semiótica da &lt;em&gt;money-shot&lt;/em&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O caso mais recente que me ocorreu nesta modalidade, curiosamente, foi avistar um sujeito de chapéu de coco a admoestar o gerente da fnac do Chiado pelo facto incompreensível (&lt;em&gt;indeed&lt;/em&gt;) de não terem uma edição em vinil 180 gramas da obra-prima &lt;em&gt;proto-punk-prog &lt;/em&gt;dos Happy Guillotineros; a oferecer os seus préstimos na Bertrand para traduzir o «Against the Day», a preço de custo(?), em semana e meia (e não era o Miguel Serras Pereira), para "colmatar essa chaga purulenta, no já de si macilento - &lt;em&gt;saggy&lt;/em&gt;, na verdade, poupo-vos à metáfora original - panorama da edição portuguesa"; e a dar um bacalhau ao Rui Veloso no pub O'Gillin's, desabafando, enquanto meneava a cabeça, "&lt;em&gt;somehow, it's not the same&lt;/em&gt;..." (embora ao chegar a &lt;em&gt;mince pie &lt;/em&gt;à mesa se lhe tenha ouvido, em suspiro de alento, "&lt;em&gt;closer...&lt;/em&gt;").&lt;br /&gt;Entretanto o Herberto que se ponha a pau, e a farfalhice a jeito: &lt;em&gt;he's coming next...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7013217374922222586?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/7013217374922222586/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=7013217374922222586&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7013217374922222586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7013217374922222586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/05/reversed-warhol.html' title='Reverse Warhol'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-519056798355919695</id><published>2007-05-28T00:18:00.001+01:00</published><updated>2008-04-15T01:22:30.247+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Space Jazz With Me</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.culturgest.pt/actual/carlos_barreto.html"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068643559121443234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RldwdlKBWaI/AAAAAAAAAK8/NlgOAPWRWRs/s400/inloko.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;« Está assente que o Carlos Barretto é dos contrabaixistas com c grande que dispensam mais adjectivos, por isso já poupámos umas linhas. A partir do trabalho prolixo que tem vindo a desenvolver em parceria com os nada menos estimáveis Mário Delgado e José Salgueiro, têm emergido alguns dos registos mais estimulantes do jazz recente em Portugal, e este agrupamento mais expandido e plural, In Loko, com Bernardo Sassetti, João Moreira e Hugo Meneses, pretende estender esse entusiasmo por mais instrumentistas e tantas outras vias expressivas.&lt;br /&gt;De ambição sincrética no cruzamento de estilísticas, a genealogia do projecto aparece pela linhagem do &lt;em&gt;jazz-rock&lt;/em&gt;, mais, diríamos, do que da &lt;em&gt;fusion&lt;/em&gt;. Pelo menos, sendo esta entendida como lavra de virtuosismo tantas vezes estéril. Em certo sentido, há muito mais um entendimento musical do trabalho sobre o material e o puro som que está mais próximo da ambiência genésica de “Bitches Brew”. Particularmente assim é, &lt;em&gt;et pour cause&lt;/em&gt;, no trompete de João Moreira (em certo sentido, o músico que ali se levou a si próprio mais a sério), num estilo subsumido, algo distanciado, e sim, a dar para o &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt;, que não deixa de evocar o timbre de Miles Davis. Contudo, num ensemble mais democrático, as equivalências cerceiam o mimetismo, e antes de mais, este In Loko impõe-se, bem mais musculado, como uma máquina danada de &lt;em&gt;groove&lt;/em&gt;, desde logo alimentada pela secção rítmica firme de Salgueiro e a variação tímbrica das percussões de Menezes (com o &lt;em&gt;feel&lt;/em&gt; das congas a não faltar). As síncopes e sentido de adesão rítmica (típicas das malhas sempre irrepreensíveis de Barretto) tomam as rédeas dos temas, apesar de no seu desenvolvimento a voracidade dar azo a reverberação rock (que só dispensavam a denúncia pelo &lt;em&gt;kitsch&lt;/em&gt; das luzes epilépticas), emanações psicadélicas e investigação atmosférica. Curioso, aqui, o &lt;em&gt;scherzo&lt;/em&gt; cósmico entre Sassetti no Fender Rhodes e Mário Delgado na guitarra tratada, numa palpável constelação de blips.&lt;br /&gt;Nesse domínio de exploração tímbrica, se não pudemos apreciar plenamente a arte de Sassetti, muito longe da sua contenção recente, foi indubitavelmente lúdico assistir ao prazer visivelmente juvenil com que abraçou a novidade de explorar o teclado futurista e lisérgico do Fender Rhodes, em jeito ora de frenesim harmónico, ora de impressionismo esotérico.&lt;br /&gt;Também nessa sede exploratória, deparamo-nos com a incorporação de tratamentos electrónicos das vozes instrumentais, multiplicando fontes de reverberação e surpresa. A novidade resulta indecisa no juízo: por vezes, o tratamento, pelo menos ao vivo, pode arriscar interferir com a fruição do fraseado, como ocorreu ocasionalmente com a guitarra de Delgado (para nossa particular frustração). Quando é incorporado num desígnio estético peculiar, contudo, os resultados podem ser muito felizes, como quando Barretto (ainda que tendo que compensar a quase interrupção do andamento para ligar ruidosamente o pedal), ampliando em eco a vibração do instrumento, e combinando no uso do arco &lt;em&gt;legatos&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;staccattos&lt;/em&gt; percutidos, transformou literalmente o contrabaixo numa máquina lírica de &lt;em&gt;breakbeats&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Parece razoável, no entanto, antecipar um cuidar mais atento do organicismo da exploração, que não deixa aqui e ali de abraçar estranhamente certas convenções (solo de bateria incluso), e não ligar plenamente o fluir das transições, criando, a espaços, um certo clima de indecisão, que sendo prazeiroso no gozo com que os músicos manuseiam os instrumentos, nem sempre favorecerá a textura da interacção (daí porventura a necessidade ressentida de manter canónicos compassos de improvisação solista), e pode não ser propriamente o patamar de identificação estética com que se querem comprometer. No fim de contas, o cliché cumpre bem o que se oferece dizer: a coisa promete. »&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-519056798355919695?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/519056798355919695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=519056798355919695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/519056798355919695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/519056798355919695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/05/space-jazz-with-me.html' title='Space Jazz With Me'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RldwdlKBWaI/AAAAAAAAAK8/NlgOAPWRWRs/s72-c/inloko.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-984505379654049010</id><published>2007-05-26T01:17:00.000+01:00</published><updated>2007-05-28T06:26:31.214+01:00</updated><title type='text'>When all else fails...</title><content type='html'>we'll still have &lt;a href="http://www.adultswim.com/games/fiveMinutes/index.html"&gt;videogames&lt;/a&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069478530828556722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Rlpn3VKBWbI/AAAAAAAAALE/ktWN-NZBD60/s400/5minsToKillYourself.jpg" border="0" /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ooooooor "we can whip the horse's eyes and make them sleep and cry"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(não, para o caso de a Associação de Defesa dos Animais não ter na lista de espécies a proteger o Lizard King, esclareço antecipadamente que não fui o moçoilo do Equus. Quanto mais não fosse por diferencial anatómico (sei que já estou a abusar, mas é por uma causa medíocre). Falo do filme, claro, Sidney Lumet, Richard Burton, e tal (humm, neste "tal" alojando-se velhacamente um actor sob a alçada, intransponivelmente parca, &lt;em&gt;no matter how high your hopes&lt;/em&gt;, do seu &lt;em&gt;big penis&lt;/em&gt;), não da mais recente e famigerada encenação da peça. Apesar do vago corrupio internético de fruição vagamente iconoclasta que se contenta com o fecho éclair em lugar da picareta, escapei a espreitar lá o que ocultavam as &lt;em&gt;culottes&lt;/em&gt; do ex-miúdo Harry Potter pelas fotos que para aí correram. Antecipo que mesmo em indiferença libidinal, a visão da exposição não deixaria de sugerir que me sentisse algo porco. Se o passado é um país distante, leva o seu tempo a lá chegar, e enquanto se afasta esfuma a liminaridade das fronteiras)&lt;br /&gt;(e sim, nego à partida uma zoofilia que desconheço)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-984505379654049010?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/984505379654049010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=984505379654049010&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/984505379654049010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/984505379654049010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/05/when-all-else-fails.html' title='When all else fails...'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Rlpn3VKBWbI/AAAAAAAAALE/ktWN-NZBD60/s72-c/5minsToKillYourself.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7202762850809272185</id><published>2007-05-20T18:09:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T06:15:08.115+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Zen and the Beat</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066684401199438210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px; TEXT-ALIGN: center" height="286" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RlB6nlKBWYI/AAAAAAAAAKs/gnvSxxXHAes/s320/powerfall.jpg" width="297" border="0" /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RlB6r1KBWZI/AAAAAAAAAK0/tH_9lTKB7Vg/s1600-h/e2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066684474213882258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RlB6r1KBWZI/AAAAAAAAAK0/tH_9lTKB7Vg/s400/e2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7202762850809272185?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/7202762850809272185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=7202762850809272185&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7202762850809272185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7202762850809272185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/01/zen-and-beat.html' title='Zen and the Beat'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RlB6nlKBWYI/AAAAAAAAAKs/gnvSxxXHAes/s72-c/powerfall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-8506386581404353996</id><published>2007-05-19T03:24:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T06:17:33.209+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interblogging... such a sad ménage'/><title type='text'>Para o Vasco Barreto</title><content type='html'>Não me dou bem com &lt;a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#250995"&gt;polémicas&lt;/a&gt;, particularmente com escribas que aprecio. Presumia que o &lt;em&gt;comic relief&lt;/em&gt; do post anterior evitasse mazelas, mas suponho que do lado da recepção tal possa legitimamente ser interpretado como mera cobardia retórica. Nestas coisas, uma palavra, um tom ambíguo bastam, e não terei cuidado suficientemente de evitar a possibilidade de personalização(que não era a intenção, apenas acordei para a discussão com os seus textos, e neles vislumbrei matérias não questionadas). Precisamente por isso, deixo apenas umas notas concretas sobre a matéria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;a picardia da pulga&lt;/strong&gt;, é de facto uma picardia, que se ajustava ao argumento, não a uma sua qualquer reivindicação explícita de autoridade. Contudo, a pulguinha de Hooke, para lá de um marcador temático, assinala a familiaridade do autor com a área da biologia, investindo-o, por definição, com autoridade credencial, critério que &lt;em&gt;outros&lt;/em&gt; consideraram quasi-excludente nesta discussão (&lt;em&gt;it's really not&lt;/em&gt;&lt;em&gt; all about you&lt;/em&gt;). Mas não deixou de ser na base da neutralidade científica (aqui metonimizada pela estatística) que pretendeu ancorar a validade os seus argumentos (digo eu). Claro que só leitores mais aturados ou fiéis o saberão biólogo, mas aí, essa é condição pela qual não encontro grandes razões para me vitimizar, ainda hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- assinala em mim uma &lt;strong&gt;retórica de vitimização e anti-homofóbica&lt;/strong&gt;. Não recordo ter-me reivindicado ou encarnado vítima e/ou afiliado de nada, e não entro em discussões racionais com declarações de interesses (preconceito iluminista). Poderá a sua semiologia estar mais afinada que a minha. Se assim não fosse, esse seu descartar de certos argumentos soaria a, chamemos-lhe, retórica de vitimização invertida, óptima muleta de desconsideração e menorização argumentativa de outrém, como irredimivelmente refém de fidelidades grupais e interesses individuais. Seria bastante desadequado para a pretensão de argumentar racionalmente, ainda que o interlocutor não valha o esforço. Quanto a isso, e ao mais, seria o último a fazê-lo sentir-se obrigado a dar-me troco: não pretendi forçar argumentos inanes com a pressão de qualquer righteous indignation (era mesmo &lt;em&gt;comic relief&lt;/em&gt;). Se foi essa a sua impressão, o que tem a fazer é, logicamente, ignorar-me à discrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- se efectivamente tivesse encarreirado numa vitimização, e discussão de explicitamente &lt;em&gt;hidden agendas&lt;/em&gt; discriminatórias, teria pegado à cabeça na, aí perdoe, triste "graçola" do último parágrafo do seu primeiro post sobre o assunto, equacionando jocosamente (partilhamos pelo menos o problema do &lt;em&gt;comic relief&lt;/em&gt;), em termos paralelos, a homossexualidade e, lá está, uma plêiade de comportamentos de risco - se o Vasco Barreto verifica com inteira justeza que nada de novo eu disse sobre &lt;strong&gt;grupos e comportamentos de risco&lt;/strong&gt; (era chato não estar a fazer render pensamento inovador para lá deste pardieiro), a sua piada sugere que, mesmo em &lt;em&gt;repeat&lt;/em&gt;, ainda não se ouviu é falar o suficiente sobre a matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- já agora, porque se estou aqui só pelo desporto, não estou aqui só pelo desporto, uma nota sobre a &lt;strong&gt;questão da toxicodependência&lt;/strong&gt;, que não tinha aflorado, mas vi-o empregar na resposta ao Bruno. A questão da exclusão de toxicodependentes da doação de sangue é certamente discutível, mas parece-me conter matizes menos problemáticos que a exclusão de homossexuais. Em primeiro lugar, estou em crer que o critério concreto de exclusão se prende com drogas injectáveis, não toxicodependência em geral. Em segundo lugar, presume-se que esteja comummente associada à toxicodependência, ao fim de determinado tempo, a degradação de algumas funções cerebrais. &lt;strong&gt;Presumo que a capacidade de exercer um juízo de memória e consciência sobre a adopção de comportamentos de riscos (o esquecimento de uma partilha de agulhas em situação de ressaca) pode arguivelmente ser suspeita comprometida&lt;/strong&gt;. Se agora quiser argumentar o compromisso das funções cerebrais na homossexualidade, é consigo. Já agora, ainda que não seja comigo, não posso deixar de achar curiosa a sua invocação do "então e os toxicodependentes?" para uma discussão centrada na exclusão de homossexuais. Faz-me lembrar, parcialmente, um vago paralelo com as palavras rasantes de alguém, rezando «Noto também que faz parte da retórica anti-homofóbica inverter as posições (colocar os heterossexuais no lugar dos homossexuais, como grupo observado em vez de grupo que observa) mas neste caso concreto não faz muito sentido».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- em termos de &lt;strong&gt;argumentos&lt;/strong&gt;, se ainda contar, uma precisão: o seu, na eventualidade de o ter percebido, consistia em considerar a comparação das prevalências estatísticas da infecção por HIV entre população homossexual e heterossexual, boa ciência para ajuizar da validade de exclusão de dadores homossexuais caso haja risco estatisticamente acrescido associado a esse colectivo estatisticamente construído. A questão que pretendi aflorar (pretensões leva-as o vento) estava a montante: saber se a homossexualidade, enquanto forma não inequívoca de categorização dos indivíduos (dos seus actos objectivos? da sua auto-identificação?...), assente estatisticamente em estimativas, e no entanto assumida como categoria "natural", é à partida uma boa variável de correlação com comportamentos de risco, na linha da causalidade directa da infecção; e se a sua aplicação como critério de exclusão num sistema de selecção estruturalmente falível, porque parcialmente assente na auto-exclusão, seria proficiente - e isto estritamente para efeitos de saúde pública. Não repetirei porque opino, sem autoridade (não estudei empiricamente a matéria), não só que não, mas que pode ser contraproducente (sem entrar sequer na questão tida colateral do reforço social de estereótipos e suas consequências, que as tem, como o provável acréscimo dos fenómenos de marginalização e exposição a, cof, situações de risco) - &lt;strong&gt;acrescento apenas que a inclusão da homossexualidade possivelmente alargaria as malhas da triagem, não o inverso, enquanto chapéu de comportamentos menos específico e como tal menos susceptível de auto-identificação, que a concretitude da inquirição de variáveis directas de risco&lt;/strong&gt; (ainda que a mesma também não seja matéria simples). Mas se passou ao largo da sua inquietação com a saúde pública, certamente não passava de frescura de antropo-sociologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ainda a respeito das &lt;strong&gt;debilidades da engenharia social do dispositivo de triagem&lt;/strong&gt; (para mim, a questão sensata de saúde pública), e da correlativa redundância da inclusão da homossexualidade enquanto categoria de auto-exclusão, deixo-lhe as contradições da sua pena, para que meça, e reflicta mais relaxadamente, pelas palavras próprias, o aquém, na sua posição, do rigor de uma regressão linear: «Infelizmente, não podemos fazer com que o sistema dependa do juízo que cada um faz dos seus actos.»; «A verdade é que, em muitos casos, dar sangue ou não é uma questão que o indivíduo deve resolver com a sua consciência.». Em que ficamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- anular a relevância de um questionamento dizendo que se trata de um mero cliché ideológico não combina francamente bem consigo. Se o &lt;strong&gt;único&lt;/strong&gt; critério para aceitar a exclusão ou não de homossexuais como dadores é a comparação estatística da prevalência do HIV entre homossexuais e heterossexuais, não percebo (o que não equivale a sugeri-lo, atenção) porque é que, &lt;strong&gt;cientificamente &lt;/strong&gt;(já socialmente, pode argumentar o &lt;em&gt;breakdown &lt;/em&gt;dos&lt;em&gt; stocks&lt;/em&gt;), o critério não é operatório para ambas as populações: s&lt;em&gt;omething's missing&lt;/em&gt;. Explicar essa diferenciação, parece-me aqui a coisa "científica" a fazer. É tão simples e tão não-cassete-programática quanto isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- explicar essa diferenciação consequencial na aplicação de um mesmo critério a duas populações diversas, dizendo que isso se deve ao HIV ter-se expandido originalmente a partir da população homossexual, é não só absolutamente nebuloso para a minha limitada cognição, como implica &lt;strong&gt;sugerir que o seu argumento estava colocado numa perspectiva histórica&lt;/strong&gt;. Sejamos honestos: só com muito revisionismo seria o caso. Logo por essa razão, não lhe podia ter assacado intenções moralistas (a última citação não lhe dizia respeito) - paremos de brincar às vítimas. Mas como ninguém é tão &lt;em&gt;nerd &lt;/em&gt;para andar feito catatua a repetir factos à toa, convenhamos que introduzir um facto qualquer num contexto discursivo é feito em função do poder argumentativo que para uma posição determinada desloca. Em relação à invocação do facto no contexto desta discussão, se não quer retirar consequências de proporções bíblicas, parece-me que o sensato é acordar que o facto não veio aqui fazer nada (a menos que se quisesse partir para a discussão histórica - e mesmo aí, a questão não era tão linear, mas era igualmente improcedente, pelo que me fico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- assinalo a reiteração em &lt;em&gt;loop&lt;/em&gt; da minha falta de originalidade (não o sabia critério) argumentativa, incluindo a discussão emanada do seu texto no &lt;a href="http://5dias.net/2007/03/12/outras-verdades-inconvenientes/#comments"&gt;5 dias &lt;/a&gt;como origem de algumas das ideias que reproduzi. Como seu leitor (&lt;em&gt;there's the bitchy ironic victim again&lt;/em&gt;), e do blog em questão, já o tinha realmente lido, mas as considerações que daí me surgiram, teci-as a seu tempo. Vejo que lhe passaram ao lado, e &lt;em&gt;good for you&lt;/em&gt;: mais do mesmo. Em nome, quanto mais não seja, da reciprocidade, mesmo com 99% de certeza que não lhe interessarão pevas, &lt;a href="http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/saber-pelo-saber-sem-querer-saber.html"&gt;aqu&lt;/a&gt;i fi&lt;a href="http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/outras-evidncias-inquestionadas.html"&gt;cam&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-8506386581404353996?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/8506386581404353996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=8506386581404353996&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8506386581404353996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8506386581404353996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/05/para-o-vasco-barreto-com-franqueza.html' title='Para o Vasco Barreto'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-5033477150314517449</id><published>2007-05-18T17:23:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T06:17:33.209+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interblogging... such a sad ménage'/><title type='text'>Vira o disco and it's Village People all over again</title><content type='html'>É também um dado científico que parece ainda não ter entrado no senso comum, ou sequer científico, que a ciência e a técnica que os homens fazem se constrói, não aparece assim feitinha. E é o que se denota quando todo o mundo abocanha essa coisa do "homossexual", e tem na prática consciência do carácter problemático do que semelhante conceito social designa (quando se desce aos critérios definitórios, francamente ainda não sei bem quem é que sabe o que, ou quem, é homossexual), mas emprega a categoria para a sua magia e evidência estatística como se designasse uma realidade translúcida, rigorosa e inquestionável. Vem isto a propósito do debate sobre a exclusão de homossexuais, por entre outros critérios (de causalidade directa ou extrapolação "heurística"), para a doação de sangue, que me surgiu, na minha misantropia selectiva, pela prosa do &lt;a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#250974"&gt;Vasc&lt;/a&gt;o B&lt;a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/arquivo/2007_05.html#250995"&gt;arreto&lt;/a&gt; (em modo de subliminar autoridade científica encimada pela pulga de Hooke) &lt;a href="http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/outras-evidncias-inquestionadas.html"&gt;n&lt;/a&gt;ovament&lt;a href="http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/saber-pelo-saber-sem-querer-saber.html"&gt;e&lt;/a&gt; (&lt;em&gt;sorry&lt;/em&gt;, e garanto, parece que convirá esclarecer, não ser &lt;em&gt;ad homo&lt;/em&gt;, perdão, &lt;em&gt;ad hominem&lt;/em&gt;), mas a ciranda passa por &lt;a href="http://gloriafacil.blogspot.com/2007/05/e-o-jcd-tambem-quer-ter-direito-ao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2007/05/o-direito-de-dar-sangue.html"&gt;acolá&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://gloriafacil.blogspot.com/2007/05/e-o-jcd-tambem-quer-ter-direito-ao.html"&gt;acoli&lt;/a&gt;, e outros links nesses links, que eu estou cansado...&lt;br /&gt;O que particularmente me encanita (porque do resto &lt;a href="http://gloriafacil.blogspot.com/2007/05/o-direito-do-joo-miranda-ignorncia-e-ao.html"&gt;f.&lt;/a&gt; já se encarregou mais que cabalmente), é a pretensão de brandir argumentos científicos e técnicos, com o efeito colateral ou direccionado de exclusão automatista (acento no automatista) de quaisquer outras considerações "mundanas", quando, curiosamente, essa argumentália parece não se interrogar sobre o rigor e validade dos pressupostos e fundamentos em que assenta.&lt;br /&gt;Pessoalmente, não posso deixar de achar irónico que se pretenda determinar com uma razoabilidade técnica a ponto de autoridade, sem consideração de qualquer ponto problemático, um determinante de exclusão de presumíveis indivíduos homossexuais da doação de sangue, a partir de dados estatísticos comparativos de prevalência da infecção por HIV entre essa presumível população e a população heterossexual, se levarmos em consideração que esses cálculos de proporções dependem de meras estimativas dos universos respectivos, mesmo alargando-se os patamares de significância estatística.&lt;br /&gt;Dentro da ainda mais irónica ingenuidade conceptual de tomar a homossexualidade como categoria inequívoca (&lt;em&gt;at face value&lt;/em&gt;?) de classificação dos indivíduos, acho ainda mais piada que se considere que, na ainda ausência de testes genético ou coisa que o valha para identificação de homossexuais (&lt;em&gt;damn&lt;/em&gt;!) para os pôr finalmente devidamente etiquetados no lugar (enfim, com umas lantejoulas para se entreterem, somos humanistas, caramba), se considere que a exclusão pelo critério da homossexualidade, tendo que ser auto-declarada (não conheço outra maneira, a menos que os técnicos de selecção estejam orientados para a busca a maneirismos, que claro TODOS os homossexuais portarão, juntamente com o sangue contaminado) seja uma forma proficiente de minimizar a entrada no sistema de indivíduos com reais riscos de transmissão de doenças pela doação de sangue. A questão muito simples é, obviamente, e apesar dos problemas novamente das estimativas (&lt;em&gt;I'm no better&lt;/em&gt;), que provavelmente boa parte das pessoas que têm comportamentos homossexuais, ou deixando-nos de parvoíces, comportamentos sexuais de risco (para o caso, &lt;em&gt;keeping up with the argument&lt;/em&gt;, com indivíduos do mesmo sexo), nem se reconhecem identitariamente (muito menos publicamente) como homossexuais (e pela natureza clandestina dessa sua porção de prática sexual, muito provavelmente se encontrarão com maior facilidade em circunstâncias de risco), e no entanto, na "verdade" das suas consciências, não são abrangidos por semelhante critério, e facilmente não se auto-excluirão - duvidoso, e único, critério desta generalizante selecção, o que deixa como real questão, que fica na polémica por considerar, o problema da eficácia das próprias lógicas de base da inquirição na pré-selecção para a doação de sangue, a que a introdução da questão da homossexualidade nada adianta.&lt;br /&gt;O que ainda é mais irónico (&lt;em&gt;it never ends&lt;/em&gt;), é que tais circunstâncias de prática sexual clandestina são favorecidas precisamente por essa coisa que nunca está em jogo nestas discussões tão elevadas, que é a discriminação (e não estou a pôr isto em termos de "direitos", atenção), contida no próprio uso da categoria homossexual. E é nas pequenas coisas que se vê o quanto a categoria, pretendida ser empregue como descritor tecnicamente a-problemático do real, não é usada de forma neutra: por exemplo, colocando-se a razoabilidade técnica de a presumível população homossexual ser excluída da doação de sangue se tiver, de forma estatisticamente significativa (&lt;em&gt;let's pretend&lt;/em&gt;), maior prevalência de infecção com HIV, mas não se colocando sequer a hipótese inversa se a prevalência for maior na população (essa tem que se auto-declarar?) heterossexual.&lt;br /&gt;Suspeito bem que mais ali atrás já se poderá estar a dizer que "o gajo (eu) está a ser capcioso", e que basta substituir, como alguns contendores já fazem, "homossexualidade" por "homens que fazem sexo com homens" (no caso dos homossexuais masculinos, claro, acho que as lésbicas ainda não estarão assim tão à frente), nos critérios de exclusão, e a questão resolve-se. Como não me apetece entrar em psicanálises da profundidade do &lt;em&gt;self-denial&lt;/em&gt; ("se faço sexo com homens? claro que não!, sou eu que mando as trancadas às segundas no Parque Eduardo VII, não apanho!"), ou da fundamental distância entre a pragmática humana e a abstracção racionalista, a falácia continua a ser razoavelmente igual: o comportamento homossexual ser epitomizado como comportamento de risco. Se é preciso lembrar a tragédia, foram erros conceptuais da mesma estirpe, como a identificação de grupos de risco (e não comportamentos e situações sociais de risco), no início da epidemia, que favoreceram a situação presente de acréscimo de incidência da transmissão do HIV em populações que, não sendo identificadas como grupos de risco, continuaram tranquilamente a desenvolver os ditos, os propriamente da Bayer, efectivos comportamentos de risco.&lt;br /&gt;Até se perceber que, conceptualmente, não é a "homossexualidade" que tem que ser chamada à partida para esta discussão, as investidas travestidas (&lt;em&gt;et tu Brutus&lt;/em&gt;?) de tecnicistas a fomentar o debate nesses termos parecem ser tecnicamente improcedentes ou contraproducentes (apesar de toda a gente ter apenas e tão só a saúde pública no credo) e/ou enfermar de certa ingenuidade científica. Para esses casos, será talvez de considerar que, particularmente nessa chata turbulência dos fenómenos sociais, e particularmente quando se brinca às engenharias sociais, a fixação na explicação mais "evidente" (como tal, menos questionada), mais &lt;em&gt;prêt-à-porter&lt;/em&gt;, mais simples, &lt;em&gt;a la Occam's Razor&lt;/em&gt;, por vezes arrisca redundar apenas em simplismo. Para os casos em que se lêem coisinhas, só com aval científico e pura neutralidade enunciativa, como «&lt;a href="http://www.atlantico-online.net/blogue/2007/05/18/ainda-a-dadiva-de-sangue/"&gt;a fonte fundamental de “democratização” do HIV é/foi o inter-cruzamento entre os diferentes grupos de risco originais e a restante população&lt;/a&gt;», oh tão inocente enunciação do mito da origem da epidemia a mascarar o facto de a democratização (relativa, calma lá) do HIV ser largamente uma inevitabilidade biológica e antropológica (excepto num mundo de assepsia sanitária e moral que nem se percebe como ainda não foi parido), percebe-se que às vezes já nem é ingenuidade, não é?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(vá lá que desta feita não falei em Foucault - &lt;em&gt;doh&lt;/em&gt;!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(este testamento foi salvo da obliteração, no próprio dia em que se me apresenta a existência de semelhante &lt;em&gt;feature&lt;/em&gt;, pelo &lt;em&gt;autosave&lt;/em&gt; do Blogger. Pela autoridade do destino assim revelada, quaisquer contestações fiquem-se pela evidência: &lt;em&gt;this post was meant to be&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-5033477150314517449?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/5033477150314517449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=5033477150314517449&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5033477150314517449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5033477150314517449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/05/vira-o-disco-and-its-village-people-all.html' title='Vira o disco and it&apos;s Village People all over again'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-4993584733100722120</id><published>2007-05-12T20:00:00.001+01:00</published><updated>2008-04-15T01:23:18.313+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>"Will you marry me now?"</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.culturgest.pt/actual/solal_douglas.html"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063833950840986578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RkZaJiFwm9I/AAAAAAAAAIs/Mvz9x9lvjas/s400/solaldouglas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;«Ao que (não) nos consta, foi pouco trompeteado este concerto, e falta-nos perceber porquê. Será todos os dias que dois criadores de jazz da envergadura de Martial Solal e Dave Douglas, numa reunião de gigantes de dois continentes e duas gerações, partilham a intimidade desafiadora de um concerto com os seus piano e trompete, invulgar união de facto, como únicos protagonistas? Convirá talvez dar mínimo registo que não, não será todos os dias.&lt;br /&gt;Se o jazz tende a requisitar mais vezes o emprego da dispensa de palavras para dele falar, não restará muito a grafar desta ocasião. Aos primeiros sons, cuida-se que bastaria sinceramente a estrita materialidade do tão preciso e maleável manusear dos instrumentos por tais mãos para esgotar mais considerações sobre a sua matéria expressiva.&lt;br /&gt;É curioso, no entanto, verificar como as divisórias oceânicas e etárias se esborratam na vivência quintessencialmente presentificada desta música. Com uma primeira parte assente nas composições originais do disco de 2005 («Rue de Seine») que assinaram em conjunto, não deixa de provocar um sorriso que seja o decano Solal a mais erigir a irreverência digital no instrumento, e que a exploração mais denotadamente melódica e lírica se quede na coutada das composições de Douglas (a voar mais alto no seu «Blues to Steve Lacy»), apesar de o mesmo se encontrar notoriamente em noite de exploração tímbrica, por todos os orifícios do trompete. Essa, aliás, uma nota fulcral para a compreensão do sucesso deste encontro matrimonial (como Douglas de alguma forma propôs – faltando só pôr-se de joelhos, certamente por pudor): o carácter profundamente lúdico que instala um quase permanente espaço de jogo, por vezes literalmente humorístico, na fulcral interacção instrumental, para lá da fixidez das balizas improvisativas.&lt;br /&gt;Para aquela transgressão (inerente à norma jazzística) da expressão fixa, cuidamos igualmente essencial a matéria de que se faz a veterania heterodoxa de Solal. Particularmente heterodoxa, porque alimentando a sua subversão de bilros num persistente desafio à (efeitos da história) ortodoxia do que se foi fazendo jazz. Operando num incansável jogo de contrastes e tensões, o facto é que a mnemótica, hoje tradicional, do jazz, se vai emergindo aqui numa figura rítmica, e acolá numa dobradinha harmónica, vai sendo no mesmo passo desconstruída na sucessão de pausas e repentes abruptos, suspensões e arroubos controladíssimos, que operam muito na linguística arrevesada e angular de Solal, como que tentando extremar, sublinhando como que entre um e outro lado do espelho, o valor expressivo de cada figura musical. A sua originalidade vai pois desenhando um edifício esquisito (etimologicamente), em que a diversidade de materiais se sobrepõe, como quem juntasse tijolo e muralha medieval, para produzir uma unidade híbrida e singular (mau grado o desconchavo da metáfora), mesmo que podendo ter que digladiar-se mais explicitamente com o risco de automatismos. O mesmo, em larga medida, exemplificou, já no espaço do concerto dedicado aos &lt;em&gt;standards&lt;/em&gt;, no seu ataque de cavalaria à, já de si nada mansa, «Caravan» de Ellington, arrastada e resgatada das águas pelos tempos e figuras peculiares da arte profundamente dinâmica de Solal.&lt;br /&gt;Fora tal arranque, contudo, terão sido as explorações dos standards que, apesar de tudo, menos nos entusiasmaram na (ainda que muito) relativa domesticação do espaço para a verve subversiva (apesar do reboliço gozão de um &lt;em&gt;medley&lt;/em&gt; final) que mesmo o pendor do momento mais lírico de Douglas não coarctou, antes, novamente, valorizou em contraste, e que o mesmo não deixou, por certo, de igualmente protagonizar, ainda que suspeitemos, sob o signo de certa modesta reverência.&lt;br /&gt;Dizia-se que o jazz pede poucas palavras, e que este concerto as concitou por tão pouco alarde parecer ter suscitado. Termine-se pois com um pouco (estruturalmente) menos que a evidência: um singelo privilégio, amiguinhos, foi o que foi.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-4993584733100722120?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/4993584733100722120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=4993584733100722120&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/4993584733100722120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/4993584733100722120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/05/will-you-marry-me-now.html' title='&quot;Will you marry me now?&quot;'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RkZaJiFwm9I/AAAAAAAAAIs/Mvz9x9lvjas/s72-c/solaldouglas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-114262331603592838</id><published>2007-05-12T19:08:00.000+01:00</published><updated>2007-05-13T01:46:57.249+01:00</updated><title type='text'>o título ficou a vegetar no sofá</title><content type='html'>Vegetando em frente ao ecrã benzodiazepina-visual, deparo-me com publicidade da TVCabo aos seus engodos pagos em suplemento, para o caso, o "Canal Disney", e deleito-me com os requintes retóricos da publicidade.&lt;br /&gt;Toda a cascata dos inúmeros atrativos do canal se verte na sedução paternalista do "tu". "Tu não sabes o que estás a perder", "vais ter horas e horas de diversão inane e moralista" (bela combinação), "vais conseguir fazer regredir a idade mental dos teus pais à civilização oral ao forçá-los a ver episódios em &lt;em&gt;loop&lt;/em&gt; do Ursinho Pooh até, quando tiveres 14 anos, estarem no ponto de acreditar que o cheiro a tabaco no teu casaco é de um repulsivo fumador - fazer esgar de nojo - ter bafejado para cima de ti no elevador", ou algo dentro destes parâmetros... Até que, &lt;em&gt;sharp as a knife&lt;/em&gt;, a última frase faz o câmbio para o "você" que paga a conta, e profere: «Adira já».&lt;br /&gt;Assim de repente, talvez não fosse mau exemplo do persistente anacronismo do direito face à mudança social, face a estes infindos e maquiavélicos apelos ao esforço das criancinhas salivantes para massacrarem as figuras paternais a cederem ao acréscimo de despesas mensais, ainda não se terem alargado os termos de definição jurídica da exploração do trabalho infantil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-114262331603592838?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/114262331603592838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=114262331603592838&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/114262331603592838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/114262331603592838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2006/03/circunscrio-jurdica.html' title='o título ficou a vegetar no sofá'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7621439293675759374</id><published>2007-05-04T11:48:00.001+01:00</published><updated>2008-04-15T00:36:46.064+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Requiem for the West</title><content type='html'>&lt;a href="http://phono.com.sapo.pt/h_albuns/henrycow_westernculture.htm"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053235156467404610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RiCymgPBT0I/AAAAAAAAAF0/WzMliZeY8OM/s400/henrycowwesterncul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;« Aos Henry Cow se deve muito, muitíssimo, na subterrânea persistência de algumas luminárias em conceber a música popular como campo de experimentação feroz, ao lançar algumas das sementes que permitiram a subsistência da criação de relevâncias estéticas inauditas, bandeira dessa fugidia coisa, à época a devir quase exclusivamente caricatura grotesca de si mesma, que alguns chamaram progressivo. O mítico concerto Rock In Opposition (RIO) que organizaram, do qual participaram a maior parte dos nomes que carregariam a bandeira de exigência musical (des)comprometida para a robótica sonora dos anos 80 (que nem só de pós-punk vive um homem, para o caso), é basicamente o momento fundacional da pertinência estética de ainda se falar em renovação da criatividade no que seja esse elusivo movimento.&lt;br /&gt;Contudo, mais que cunhar essa marca RIO (por mais internamente complexa que seja o que acolhe, e é, o que a torna quase “meramente” simbólica dessa atitude de exigência e desafio), cujo fechamento estético, aliás, o seu ideólogo (pelo lado politizado) Chris Cutler sempre devidamente rejeitou (perigo a que alguns se não esquivaram), devemos aos Henry Cow primeiramente o exemplo e a concretitude da sua música, de uma obstinação na demanda estética inspiradora, de rara.&lt;br /&gt;O percurso tortuoso dos Henry Cow sempre se pautou por uma busca irredutível de formas de exprimir liberdade estética sem compromissos facilitistas a qualquer programa pré-estabelecido. Daí, o tortuoso do percurso - principalmente após o tom ainda jovial do desafio, quando os escolhos não eram evidentes, no iniciático e já seminal “Leg end”(1973). Fazendo apelo ao jazz, à música contemporânea, à dissolução da canção na inspiração a traço grosso da dupla Brecht/Weill nos álbuns com os Slapp Happy, à produção de frescos tenebrosos sobre a decadência da história política do Ocidente, os Henry Cow formaram no seu tempo de existência um dos combos mais visceral e constitutivamente desafiadores, como só na música popular o poderiam ser (no seu lado de politização), das barreiras musicais que arregimentam os corpos a partir dos ouvidos. E após os seus anos de duelo incessante com as formas musicais, erguem, para memória dos tempos futuros que não mais protagonizariam senão como espectros ou outros corpos criadores, porventura a sua obra mais acabada e ostensiva, e com a mesma indomável e acirrada ousadia que sempre os guiou. &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057828250826349266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RjED_yFwmtI/AAAAAAAAAGs/eKkuSPyKRdM/s400/henrycowwest5.JPG" border="0" /&gt; Narrativa musical da decadência histórica de um entendimento dessa coisa chamada modernidade, “Western Culture” (1978) encena uma peça de câmara do lento descambar que os totalitarismos vários habitando esse pináculo prometido de progresso vão nos seus dilacerantes espasmos arrastando (conferir a arte de capa, de Cutler, e os títulos das composições). Para desalmado espanto, fugindo a qualquer mecanismo programático para bombear o negrume, o disco vai desenhando uma viagem através dos escombros dos aquéns terrestres com desesperante clareza imagética, carregando ao pormenor no bojo das notas, paisagens, utopias e desenganos, emoções e arroubos, tingidos cada vez mais pelas nuvens de desalento desvalido que inscrevemos na história colectiva e juncam a jangada que se prometera conduzir por luminoso progresso. É uma obra que ainda soa a requiem civilizacional sufocado na poeira e sombras de construtos derribados de pós-guerra (prelúdio e fuga para “Germania Anno Zero” de Rossellini?), como já soavam os encontros dos Henry Cow com os Slapp Happy (estes com a distracção macerada de cabaret), mas já não ancorado na sua mnemótica sonora distintiva, antes no sentido de falência moral colectiva, sem nervo sequer para a incredulidade. Nesse cenário imagético da história mais recente que se gostaria (no reacender cíclico dos seus fantasmas), discorrem hinos nado-mortos, elegias inacabadas, recortes arruinados de abrigos humanos, lamentos e iras calados em compassos catatónicos, descabeladas marchas para nenhures só para manter as incertas promessas genésicas do movimento e inquietação. Numa arritmia decadente (em certo sentido, como se dissera de Schöenberg), a guitarra de Frith derrama ácido (de baterias), a bateria de Cutler já letárgica ainda martela e estilhaça em espasmos irregulares de maquinaria falida os restos de uma civilização (nada de fascínio industrial aqui), os sopros e teclados de Lindsay Cooper e Tim Hodgkinson dispensam réstias de desencanto (memória, dissipada, dos encantos) e estrebucham o estertor de povos iludidos por estandartes futuristas e promessas rio acima, que se descobrem fora d’água.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://phono.com.sapo.pt/h_albuns/henrycow_westernculture.htm"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053235311086227282" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RiCyvgPBT1I/AAAAAAAAAF8/07wQz5mdDxQ/s400/henrycowwesterncult1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Painel de desencanto tão feroz como ponderado (dialéctica de lucidez), urdido numa imbricação microscópica das fortes vontades criativas de cada protagonista instrumental (apesar de ser obra composta apenas por Hodgkinson e Cooper, cada um, cada lado do vinil original), este é um documento basilar e único de ponderação sobre os destinos da história, manifesto de exigência política e estética a elevar a música popular a alturas de interpelação cidadã dificilmente igualáveis, sem valência maniqueísta na forma. Por esse gesto, de admirável conseguimento e visão, independentemente de afinidades ideológicas, mais que um monumento, “Western Culture” pertence ao cânone exíguo das obras exemplares.» &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7621439293675759374?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/7621439293675759374/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=7621439293675759374&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7621439293675759374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7621439293675759374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/requiem-for-west.html' title='Requiem for the West'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RiCymgPBT0I/AAAAAAAAAF0/WzMliZeY8OM/s72-c/henrycowwesterncul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-115271075289730808</id><published>2007-04-27T14:20:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T06:17:56.505+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='practical or meta-blogging... such a sad wank'/><title type='text'>Assimetrias</title><content type='html'>A consciencialização dos viés de diferenciação e hierarquização social faz o que pode, e o que pode é ir-nos denunciando no mapeamento que fazemos das nossas incursões universo social afora, e o caminho porventura (mas apenas porventura) desvelará as margens terrosas. Dou assim por mim a verificar uma insidiosa e inescapável bifurcação na degustação das palavras dos blogantibus que aprecio: os presumivelmente masculinos tendem a injectar-me venenosa inveja, e os presumivelmente femininos deixam-me maior margem para refastelada admiração. Não sendo questão de diferencial de apreciação, só posso supôr encarreirar danadamente ainda na falácia de engendrar uma comparação da medida do &lt;em&gt;self &lt;/em&gt;circunscrita aos presumíveis pares, como se de desporto de competição (é assim que se diz?) se tratasse (sendo que em xadrez também o fazem, para incredulidade minha). A única coisa que ainda me falta perceber é porque raio, nunca me tendo beneficiado antes, ainda envergo a fita métrica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-115271075289730808?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/115271075289730808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=115271075289730808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/115271075289730808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/115271075289730808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2006/07/assimetrias-de-gnero.html' title='Assimetrias'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-114516052106531525</id><published>2007-04-27T04:49:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T06:15:08.116+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Contra factos...</title><content type='html'>&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/400/merc.jpg" border="0" /&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/tim2.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/200/tim2.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/sco.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/200/sco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/tim2.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca atribui grande crédito (conceptual e monetário) a lojas de discos em segunda mão (excepto os apetitosos vinis, que com a crescente lentidão da minha grafonola estou em crer que a minha esperteza saloia vai deixar de ouvir por quem sabe quanto tempo).&lt;br /&gt;Porque motivo é que alguém se iria livrar de gravações apetitosas que justificassem o investimento, a menos que estivessem danificados? &lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/Quella.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="200" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/200/Quella.jpg" width="201" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/sco.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/1984.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/200/1984.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/1984.2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/sco.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos contar com um desaguar contínuo de títulos meritórios apenas explicáveis pela falência de outrém (a configurar a oportunidade do abutre), ou pela estultícia alheia ser tão clamorosa que angarie preciosidades a preço reduzido para os presumíveis &lt;em&gt;sages&lt;/em&gt; do caixote das promoções subestimadas?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Ri7C9SFwmsI/AAAAAAAAAGk/R_MDmtyp1Ok/s1600-h/HenryCowConcerts.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057193789667449538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Ri7C9SFwmsI/AAAAAAAAAGk/R_MDmtyp1Ok/s200/HenryCowConcerts.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RjFcaiFwmuI/AAAAAAAAAG0/5M35lg6ollQ/s1600-h/artzoydarchives.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057925467411094242" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RjFcaiFwmuI/AAAAAAAAAG0/5M35lg6ollQ/s320/artzoydarchives.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo sem resposta, mas com algumas visitas no currículo a tais lojas e secções, mesmo sem a segurança da enunciação de mecanismos causais explicativos, sou empiricamente forçado a conceder que lá bons argumentos têm eles (enfim, tinham...) &lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/Hug.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/200/Hug.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RjFjzCFwm7I/AAAAAAAAAIc/9scwBsOjG1Y/s1600-h/julcopeinte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057933584899283890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RjFjzCFwm7I/AAAAAAAAAIc/9scwBsOjG1Y/s200/julcopeinte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/Hug.jpg"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/Hug.jpg"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/tim2.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/sco.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/Hug.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4349/1703/1600/Hug.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-114516052106531525?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/114516052106531525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=114516052106531525&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/114516052106531525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/114516052106531525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2006/04/contra-factos.html' title='Contra factos...'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Ri7C9SFwmsI/AAAAAAAAAGk/R_MDmtyp1Ok/s72-c/HenryCowConcerts.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-6827213158007275206</id><published>2007-04-16T18:48:00.000+01:00</published><updated>2007-04-16T18:51:56.823+01:00</updated><title type='text'>A caducidade dos espaços</title><content type='html'>Ressenti de há uns tempos para cá uma plena saturação relativamente à divisão da casa onde até hoje empreguei a centralidade dos meus esforços de trabalho (esforços, porque chamar ao que deles sai trabalho é ofensa capaz de unir os proletários do mundo inteiro – incluindo os proletários intelectuais). Muitas horas de clausura, lascas e fragmentos de existir acumulados no tapete (pronto, é caspa), demasiados raiares inapelados, ecos vizinhos incautos ou displicentemente intrusivos, o espaço sufocado do que não mais comporta. &lt;br /&gt;Mudei-me para a sala, nas noites cativo, aparelhagem em volume obscenamente baixo cuidando de outros embalos acolhendo a minha mínima companhia.&lt;br /&gt;Oscilei para a cozinha, colunas de 1 euro e meio a tentar conferir um pouco mais de dignidade à projecção de som de vil portátil de 1976, entre muesli e as bananas que não se comem e se persiste em comprar.&lt;br /&gt;O aparato da mudança, a dispersão dos materiais, as solicitações acrescidas, não são, não obstante, óbice. Sei que não me perturba de momento a caducidade dos espaços. A eles devo virtualmente o único motor do meu movimento, o simulacro constitutivo de persistir. No entanto, suspeito ainda guardar nostalgia antecipada de deparar algures, no novo ou no conhecido, com o mito, feito arquitectura, de um ponto de retorno, o nosso porto de abrigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-6827213158007275206?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/6827213158007275206/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=6827213158007275206&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6827213158007275206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6827213158007275206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/04/caducidade-dos-espaos.html' title='A caducidade dos espaços'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-5723873039659988743</id><published>2007-04-10T02:19:00.006+01:00</published><updated>2008-04-19T02:45:58.522+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Beast on a leash</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190764757821439378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SAlNC56QPZI/AAAAAAAAAUw/fessHm3C8E4/s400/tokeepfromcrying.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;«Ele há coisas injustas, que as formas de organização da percepção auditiva produzem, e só muito arduamente se pode esperar rebater. Quem produz uma obra verdadeiramente singular (&lt;em&gt;to say the least&lt;/em&gt;), sem par estilístico que se lhe veja, dificilmente pode sobreviver nominalmente a essa efeméride, principalmente se se trata de um primeiro álbum.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SAlOSp6QPbI/AAAAAAAAAVA/6wvd5taPU6U/s1600-h/diana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190766127916006834" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SAlOSp6QPbI/AAAAAAAAAVA/6wvd5taPU6U/s400/diana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os Comus mal sobreviveram do seu inaugural “First Utterance”, delírio pagão de guitarras e outras cordas como lâminas a chiar em ragas acústicas endemoninhadas e percussões obsessivas alimentadas com doses de sangue, suor e outros fluidos orgânicos extirpados em alucinados rituais sonoros, obra por demais radical mesmo para os tempos supostamente radicais de artesania do que por réstia de reconhecimento ainda se chamasse música. E os Comus reagrupados 3 anos após esse desvario ritual não sobreviveram de todo.&lt;br /&gt;Renegado por todos, os próprios autores, a crítica e o público, o segundo álbum que a conveniência comercial da Virgin impulsionou na busca de estranhas sonoridades para um público em busca de algo novo a cada disco, a cada agrupamento, caiu silente nos cadafalsos da memória. Nem nas infindáveis recuperações dos mais diversos géneros associados a essa memória caleidoscópia dos anos 70 em que tudo o que da artesania ou da tecnologia saísse era música a tomar em conta, como se o som fosse recurso inesgotável de estímulos (e se calhar não se enganavam, apesar de a maioria dos resultados não o confirmar, mas as escassas confirmações serem prova eficiente?…) foi este “To Keep From Crying” resgatado, ao contrário de outros discos bem menores de tantas outras obscuras criaturas. A única reedição do seu material de que temos conhecimento (embora já deva haver para aí barrocas reedições japonesas a preço de incrustado de platina) é na recente antologia “Song to Comus” que reúne todo o material editado pela banda, incluindo um posterior single, esse sim, bem embaraçoso, editado a solo pelo seu chefe de fila, Roger Wootton. Sintomático: no livrete reproduzem-se fotos do primeiro disco, do extraordinário maxi-single “Diana” que o acompanhou (a sugerir outros caminhos, porventura ainda mais estimulantes e apurados, que a finíssima artesania do agrupamento poderia ter prosseguido, desacorrentada de uma fixação programática nos revolterares estridentes do horror), fotos da banda, de cartazes e notícias da época, mas do segundo álbum, nem uma imagem. Ponhamos os pontos então nos i’s no que a esta rodela esquecida de vinil diz respeito.&lt;br /&gt;Porventura uma psicologia da audição às vezes dá jeito. Calhou, pelas excentricidades do acaso, que ouvíssemos este “To Keep From Crying” antes de “First Utterance”, e sem vícios comparativos, sem expectativas formatadas, e mesmo posteriormente tendo sido afrontados com a insanidade criativa do primeiro &lt;em&gt;opus&lt;/em&gt;, mantemos o que nos ficou daquela primeira audição: o louvor de uma pérola da pop psicadélica contemporânea que merece ser escutada no seu singelo requinte pelos seus próprios termos.&lt;br /&gt;Ou estamos muito implicados em querer reverter juízos históricos, ou os vícios da comparação são efectivamente fatais, mas escapa-nos por completo o opróbrio a que se sujeita ainda hoje esta colecção de canções. Seria talvez daqueles casos em que uma mudança nominal, dos próprios autores, permitisse fazer justiça à especificidade de uma obra. Porque é por demais óbvio que os termos criativos desta produção estão o mais radicalmente afastados do que o universo ameaçador e esgazeado de “First Utterance” materializava em ritualizada chacina sonora. A única proximidade é sugerível pela ligeira aspereza da primeira canção “Down like a shooting star”, e mesmo assim... (mas escute-se o sacadíssimo arreganhar, a espaços a sugerir larvar delírio, nas vozes, na simultaneidade sagaz da linha crescente do baixo e decrescente das vozes num grande refrão em cavalgante cascata – eles ainda sabiam da poda, dedicaram-se foi a outras culturas). Tal como dos arranjos, a única persistência é a do fulgente e ardiloso entrosamento do jogo de vozes agudas entre Roger Wootton e Bobbie Watson (&lt;em&gt;it’s a she&lt;/em&gt;), mas aqui mais aplicados ao encanto etéreo do movimento perpétuo, quando antes polifonizavam em paranóia assanhada e inocência corrompida, a agonia e os fervores da carne.&lt;br /&gt;Contudo, precisamente, para quem seja capaz de operar tal segmentação estilística (pensem que são duas bandas diferentes que partilham o nome, se preciso for), a recompensa é fausta, e quase teríamos a ousadia de afirmar que no seu absoluto contraste estético, somos capazes de ouvir os dois álbuns como a sequência de um belíssimo par (ou o verdadeiro “&lt;em&gt;three of a perfect pair&lt;/em&gt;”, se contarmos com o dito, extraordinário, maxi-single). Para mais, somos relativamente insuspeitos em matéria de preferências delicodoces, pelo que tem que haver aqui mais substância que eterealidade fofa e vaporzinhos pop (embora tenha sensibilidade pop a rodos, sim) para nos tanger as cordas sensíveis.&lt;br /&gt;Entre as queixas de Wootton na rejeição desta obra, com quebras do alinhamento inicial dos Comus, mudanças de instrumentistas e intenções de suster uma carreira comercial (daí o encosto pop), inclui-se a má produção. Ora, lamentamos discordar, mas para a que tinham, geriram-na como se não precisassem de mais. Se há coisa que ressalta das sonoridades que nos banham é a qualidade pristina dos arranjos, que não são da polidez asséptica, mas contêm desnuda a qualidade maior de definirem um claro espaço de som, de construir uma necessidade intrínseca à manifestação de cada fonte sonora para o efeito estético, configurando em certos fôlegos (os mais líricos) uma matriz de relação quasi-geométrica (“&lt;em&gt;perpetual motion&lt;/em&gt;”, pois) na arquitectura do som. Reparem como a luz de cada canção adquire uma ambiência sonora própria, espraiada a partir de esparsas emanações de som, raramente uma delas ganhando desmesura protagonista. Aqui o tanger da guitarra acústica, ali o vaguíssimo devaneio de um vibrafone, acolá o repenicado oboé de Lindsay Cooper (dos Henry Cow), e além discretas percussões inventivas de Hellaby; a bateria aplicada primeiro para destaque tímbrico na textura de uma canção (a par do ribombar, quando requerido, do bem esgalhado baixo) e não somente como indiferenciado metrónomo, tal como o baixo (se mais langoroso, o violoncelo), com voz e rítmica próprias, mais do que pau-de-cabeleira harmónico; e quando muito um sintetizador a dar um chamariz cósmico discreto q.b. (só mais notório precisamente na canção mais fraca, a larga distância, “So long, supernova”), que estas constelações se fazem num &lt;em&gt;sotto voce&lt;/em&gt; eficacíssimo de sugestão fulgente (e também por lá cirandou, em sax tenor, Didier Malherbe, dos Gong,). Mérito maior, aliás, na sua larga sugestão de apelos celestes (nos títulos, e nas atmosferas ou arroubos mais líricos), os arranjos das canções mais investidas nessa diáfana espectralidade tendem a gerir cuidadosamente não só a relação entre os sons, mas entre o som e o silêncio, e os espaços entre eles – a edificação da canção, ora bem.&lt;br /&gt;Atente-se que nessa qualidade de aquilatar da densidade relacional do som, não falamos estritamente, ou sequer principalmente, dos interlúdios de pura evocação &lt;em&gt;ambient&lt;/em&gt; engendrados pelo gosto de experimentação com a matéria do som de Andy Hellaby (reminiscente já da sua intervenção espectral em “Bitten” e “The Herald” no primeiro álbum). “Touch Down” (as palavras a espraiarem-se numa atmosfera de ecos em &lt;em&gt;rallentando&lt;/em&gt;), “Children of the Universe” (a desarmante inicial melopeia estelar, o eficacíssimo crescendo), a extraordinária (provavelmente a melhor canção do álbum) faixa-título, com o seu cristalino enleio a conter e acolher no limite a violência da mágoa como espaço de transtornada doçura, são exemplares de belíssima inventiva melódica, singeleza e sageza comoventes de arranjos, canções feitas de primeira água. As outras, não colhendo da mesma vinha rubra de doçura com o travo de ardor a vogar tão acolhido nos fundos, recrutam as mesmas qualidades sonoras para devolver como delícia pop os inspirados motes da época que, se fecharem os olhos e o juízo austero, destilam a ingenuidade e frescura (as que se imaginam e vivem antes da doce laceração que este não tão inocente disco também faz correr subterrânea) que por virem de quem vêm, quando vêm, não justificam o rebate do cinismo. E se a pop fosse feita da fluidez e admirável desenvoltura melódica como a que marca canções, com apelo pop mas nele não estioladas, como “Figure in your dreams” (os belíssimos serpenteares daquele ahhh refrão), “Perpetual Motion” (contem as espirais melódicas desta em sucessivo desdobramento perfeitamente orgânico – viva a pop inócua), ou o tom de dualidade ambivalente (e desconcertante face ao desbocado título) de “Get yourself a man”, a história da pop seria um pouco diferente. Foi diferente aqui. Para quem não quiser aí demorar o passo, a perda, como sempre, será de quem deixa tolher a fruição pelos constrangimentos da história, ou o imediatismo da exposição. Dêem uma oportunidade a este Comus, da lenda expurgado para etérea e lúdica função (com laivos cósmicos e evocações misturados com la la la’s e palminhas, sim). Até os pagãos se deleitavam entre a inocência e o rasgo de consciência que tende a brotar sob as promessas do aberto céu estrelado.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-5723873039659988743?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/5723873039659988743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=5723873039659988743&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5723873039659988743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/5723873039659988743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/04/beast-on-leash.html' title='Beast on a leash'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/SAlNC56QPZI/AAAAAAAAAUw/fessHm3C8E4/s72-c/tokeepfromcrying.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-3065594280725946337</id><published>2007-04-06T05:59:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T06:15:08.116+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>«A whorehouse is any house»</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050175845356665890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RhXULKO9_CI/AAAAAAAAAFc/wAjtLbjAKyM/s400/bonnieprince.jpg" border="0" /&gt;(não sei quem é que tem cintilantes (em forma de bola de espelhos) ideias como trazer Bonnie 'Prince' Billy e (E) Faun Fables ao (AO) pequeno arremedo de revivalismo kitsch afogado em ilubricação rubra de cabaret Maxime. Embora seja um pincel arrebanhar ingresso, estranhamente acachapando o comodismo, tenho dificuldades em não acolher com bonomia a capitosa originalidade, por exemplo, permitindo acomodar muito caseiramente o &lt;em&gt;dildo&lt;/em&gt; como metáfora para a interpenetração musical dos seres, e no seu zelo organizacional negar a lógica reversiva de que "a house is any whorehouse")&lt;br /&gt;bom...&lt;br /&gt;Nunca fui um bonnieprinceano registado. Pode dizer-se que primeiramente por simples, e insubstantiva, razão: os discos são persistentemente caros à brava e ainda não lhes deitei a mão. Ao que se pode acrescentar estapafurdiamente (velha mania hegeliana de virar do acesso?) que o homem não anda propriamente carente de mais devoção (sou um samaritano nas paixões). A decisiva, porém, brotava dessa ignota contingência magna, volvida sinal na encruzilhada de tantos apelos a comunhão (talvez não tantos, incógnita x), que era nunca ter ouvido a sua presença.&lt;br /&gt;Pois, não mais.&lt;br /&gt;Felizmente, a estranheza entranhada barra verborreias muitas (outras). Do pouco que se exime dos votos que calam o claustro, pode dizer-se que certo repentismo me trouxe flashes do antigo (testamento) Cave. Ainda que não movido necessariamente pela mesma palavra. Como a profanação da distância emocional na fixação de uma melodia, pelos estragos desacatados no timbre desacorrentado no palco, me lembraram um pouco a incessante recriação hammilliana de tudo quanto põe na boca e mãos, dado tempo, dado espaço, que seja pela bilionésima vez. Curiosamente, já a consciência agonística do «&lt;em&gt;business of selling emotions for money&lt;/em&gt;» (que não deixou, ainda que na crua crueldade do mero facto, de evocar) envolvido nessa presentificação extrema de cada cantar, se tomou cedo para Hammill os contornos de uma distanciação intíma (cada reverberação ontológica em palco é uma explosão dialecticamente auto-contida) de qualquer fenómeno de idolatria e sagração do público («Energy vampires» será o apodo mais mimoso que dirigiu a tais séquitos), parece, pelo menos neste tempo, tomar outros bem diversos para Bonnie 'Prince' (porventura aí mais se diferenciando as respectivas modalidades de encarnação do ressentir soberano de cada, cada, canto). Sente-se bem, deste lado (público), creio, essa ameaça permanente de desconforto por uma adoração voluntariosa que ameaça a cada momento a disrupção do cantar liberto e ouvir comungado, como que na exigência de um pedaço do homem por cada devoto, carentes de fazê-lo mais seu (e, por definição, menos ele?). Desconforto provavelmente irresolúvel na mútua dependência constitutiva que esse canto sagra. Mas se o cantador se expõe de pé junto à carência potencialmente carnívora, não o faz com evidência na nudez do homem. Pareceu-me haver ali uma profunda dimensão jogralesca, a recobrir o gume macio dos cacos do bule de porcelana a desvelar a cor do osso (perguntem-lhe...), por entre os aparentes caprichos do &lt;em&gt;storytelling&lt;/em&gt; a irromper nas canções a ficarem inacabadas, ou amalgamadas, nas suas provocações discursivas aos limites culturalmente ponderados da carne e orifícios (entre outros), a vertigem do &lt;em&gt;stream of counsciousness&lt;/em&gt; (e de convoluções) na ambiguidade sempre liminar do &lt;em&gt;acting out&lt;/em&gt;, a escusar a entrega de si sem mediação, quando é precisamente por esse filtro que se pode abdicar de si às palavras nos seus matizes mais ferinos de infiltração. Daí poder fluir com relativa liberdade por entre as margens enclausurantes da veneração, paradoxalmente jogando, com mestria encarnada (já de si um paradoxo para o caso), com as suas convenções, eludindo-a ao passo que a alimenta. Como alienígena, posso abusar da semiologia, mas ressoar «I See a Darkness» dentro do "plano" (chamemos-lhe assim...) do "programa" (idem) de concerto, e não ser evitada, ou surgir como encore, e antecipando-se à guarda (aliás, requerida) do jorro de pedidos de mil e uma canções a rebate a estender a teodiceia, surge-me como mais que eloquente dessacralização.&lt;br /&gt;É, será também questão que estes esventramentos e cultos também não tanto se operam sem a primordialidade abandonada de um canto. Mas já isso diria cada vez mais constatar justificado: quem tem algo de visceral a dar, murro para trespassar a solidez dos corpos, fá-lo de um punho só. Tudo o mais resulta meio rede de segurança, meio fogo-de-artifício. Nada que valha um bocado orgânico da vida.&lt;br /&gt;Enfim, nada disto interessará muito.&lt;br /&gt;Talvez não se cuide plausível elaborar a imponderável compaginação em corpos, de risos e aplausos ao canto, com tripas esgarçadas no soalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050176042925161522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RhXUWqO9_DI/AAAAAAAAAFk/zAtnPBUb_q4/s400/faunfables.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(É de convir: é fodido abrir para Bonnie 'Prince'. Em compensação, seria inconcebível fechar para ele. Ainda assim, mesmo tendo que requisitar regressão mnemótica, há que reconhecer que os Faun Fables, espécie de Comus renascidos com a paleta ampliada de misticismo e cromatismo, numa &lt;em&gt;folk &lt;/em&gt;assombrada, de candura e fascínio pela delicadeza milimétrica de poções e maravilhas e a força bruta de mitos e narrativas, confirmam-se uns bichinhos levados da breca. Fazer estremecer o palco mais que nos barroquismos de disco, sós em casal, somente dispondo à vez de guitarrita, flautinha, djembé e soca de sapato, é obra de gente com evidente talento e uma palavra decidida a dizer. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como woof. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(antes desse uivo primal de &lt;em&gt;wolf among necessarily undiscerning wolves. &lt;/em&gt;ou "estranha forma de vida"))&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-3065594280725946337?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/3065594280725946337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=3065594280725946337&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3065594280725946337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3065594280725946337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/04/whorehouse-is-any-house.html' title='«A whorehouse is any house»'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RhXULKO9_CI/AAAAAAAAAFc/wAjtLbjAKyM/s72-c/bonnieprince.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-2548999580173407297</id><published>2007-04-03T04:11:00.000+01:00</published><updated>2007-09-29T06:16:00.851+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinematógrafo e miragens'/><title type='text'>A estratégia da aranha</title><content type='html'>Pode ter a sua graça, mas não lhe tenho achado piada nenhum. Entre várias razões, incluindo a vaga chama de acontecimento público com que alguns ciclos da Cinemateca se têm apresentado (ou a profecia da multiplicação de espectadores de Langlois vertida em maldição individual), tenho vindo a não conseguir assistir a alguns tomos centrais de certas obras. Papei bastante do recente ciclo do Murnau, mas precisamente o Nosferatu escapou-se-me por entre as mãos. Andei imerso em Rossellini, mas o Roma Cittá Aperta, está quieto, e por duas tentativas. Curiosamente (temos que consolar-nos com algo até a carência perder sentido), tornou-se-me mais claro ser um exercício fascinante, abordar uma obra a partir das suas &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RfDIPQaKOFI/AAAAAAAAAEY/XN8DadcXk2c/s1600-h/pilotaritorna.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039748147455866962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RfDIPQaKOFI/AAAAAAAAAEY/XN8DadcXk2c/s400/pilotaritorna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;margens, em que a processualidade e/ou a tentativa desequilibrada deixam entrever com maior clareza a especificidade do seu dialecto.&lt;br /&gt;Há algo de estranhamente galvanizante em assistir a uma estética a lavrar ao arrepio de ditames de encomenda propagandística.&lt;br /&gt;Há algo de luminoso em descobrir mais desabridamente em capítulos de estilística atípica (como as "comédias" - apesar da relativa &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RfDIDAaKOEI/AAAAAAAAAEQ/_CpjZYOcnI8/s1600-h/macchina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039747937002469442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RfDIDAaKOEI/AAAAAAAAAEQ/_CpjZYOcnI8/s400/macchina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ironia de alguém lhes chamar, mesmo com os chamamentos simbólicos e programáticos a tal, comédias) as mais sintomáticas incepções idiomáticas de uma visão do mundo, como lugares hermenêuticos privilegiados em que essa visão e a linguagem que constitutivamente a alberga têm que divisar sintaxes para se veicular ao arrepio da comodidade formal.&lt;br /&gt;Ou encontrar numa das suas revisitações do contexto italiano da 2ª Guerra Mundial, no seu período mais desconsiderado (entre a Bergman e o projecto pedagógico televisivo, fora os filmes sob o fascismo), uma desconcertante transposição formal, para a experiência de um filme, da expressão que se quer dar da vida representada. Se o meu senso comum para generalizações abusivas ainda estiver operacional, presumo que serão poucos os espectadores inocentes do filme, cujo título omito (quem quiser saber pouco tem que pesquisar) para não ser ironicamente acusado de &lt;em&gt;spoiler, &lt;/em&gt;que não presumirão, ao cabo de uma hora e tal de filme, com a morte de um protagonista, e o fim do &lt;em&gt;huis clos &lt;/em&gt;invertido&lt;em&gt; &lt;/em&gt;que concentra a narrativa, que o filme estará a terminar. Mas não finda. Dura, e dura, e durará talvez mais uma hora e meia (tempo para outro filme), arrastando-se talvez (e precisamente) ao exaspero, esvaíndo-se (ironicamente, ao mesmo tempo que se abre) a narrativa das pessoas que a ancoravam e dos mundos que albergavam e sua perspectiva, até que ao final, com o sinal do término da guerra, o que fica a quem resta, por entre a encenação colectiva de libertação e euforia, e a quem olhava e se descobre em estranha alquimia transpondo a distância emocional e intelectual (importante) do projectado no ecrã &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RhHItXfyhyI/AAAAAAAAAFU/4Z78QILi7go/s1600-h/eranottearoma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5049037338986055458" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RhHItXfyhyI/AAAAAAAAAFU/4Z78QILi7go/s400/eranottearoma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(salvas todas as distâncias...), é, longe de qualquer gáudio, alívio ou satisfação, mais que um nó na garganta, mas fruto desta &lt;em&gt;durée&lt;/em&gt; exangue (na história como no celulóide), um insanável vazio na alma.&lt;br /&gt;Eu sei que isto deveria pelo menos ter o arremedo de uma &lt;em&gt;punch-line &lt;/em&gt;qualquer para os requisitos primários de apresentabilidade, mas, sob o signo da santa improcedência, hoje não me apetece falhar o esforço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-2548999580173407297?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/2548999580173407297/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=2548999580173407297&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2548999580173407297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2548999580173407297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/02/estratgia-da-aranha.html' title='A estratégia da aranha'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RfDIPQaKOFI/AAAAAAAAAEY/XN8DadcXk2c/s72-c/pilotaritorna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-2476987681901924960</id><published>2007-04-03T04:03:00.001+01:00</published><updated>2008-04-15T00:35:08.622+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>Talk to the hand</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://phono.com.sapo.pt/g_albuns/gnidrolog_ladylake.htm"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5026442822547377506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RcGDHam_jWI/AAAAAAAAAAw/dJI8QwSKlGg/s400/gnidrolog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;«Os Gnidrolog são uma das recentes (re)descobertas dos baús do progressivo de 1970’s. (Re)descobertas, porque as descobertas é substantivo agora reservado para grupos que nem sequer chegaram a editar à época, e que são ressuscitados com edições fora de tempo do que nem então chegou aos registos musicais. Tudo isto se parece descolar de um renovado interesse no género, que globalizações, internet e sociedades de consumo possililitam para a exploração de um novo nicho de mercado musical. O supremo exemplo de tal são as hodiernas ressurreições de bandas que, sem um contributo artístico ou sequer sinais de vida há mais de duas décadas, voltam à vida para mimetizar mais ou menos esqualidamente os seus espectáculos daqueles idos, ou, em geral mais desgraçadamente, editar novo material.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os Gnidrolog acompanham em alguma medida esse passo, ainda que não tenhamos ouvido o seu mais recente disco editado já neste milénio (e não estejamos em pulgas para o fazer). Contudo, os pergaminhos que deixaram dos seus dois registos da década de 70 são, na verdade, assaz recomendáveis, e é de alguma forma espantoso como as arqueologias discográficas deste período têm, neste assomo de ressurgimento do progressivo, conseguido desenterrar a velocidade constante algumas pérolas de música deste fértil contexto temporal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;“Lady Lake” é o segundo álbum desta banda, cujo nome constitui anagrama arrevesado do nome dos irmãos (mais uns) Goldring que a encimavam, e é marcado caracteristicamente pelas especificidades de várias tendências progressivas da época, muitas vezes identificadas com as suas bandas seminais. Neste caso, francamente, haverá quando muito uns cheirinhos de Gentle Giant em certos tiques de composição, mas apenas em um ou dois temas (como o derradeiro), e, pela valência superlativa dos sopros, a única aproximação mais certeira será talvez a algumas sonoridades dos Van der Graaf Generator, embora no caso dos Gnidrolog os sopros não cheguem a ser instrumento de construção de pontes para outras esferas de som. Simplesmente demonstram-se de uma eficácia a toda a prova nos seus riffs a régua e esquadro que detonam as colunas com a eficácia de um acorde frippiano em dia viperino, com um certo enraízamento telúrico e um negrume gótico muito próprios (de que nem as achegas pastorais de uns Jethro Tull são propriamente próximas). Peças como “Ship” demonstram à exaustão a eficácia deste combo siamês de sopros, que se ocupa por si só de praticamente toda a sustentação da rítmica que sobressai da composição. No caso do final de “I could never be a soldier”, tal suma instrumentação chega a tornar válida a espera de que despachem quase dez minutos de uma balada de inspiração meio hippie (se os hippies se dessem mais a inspirações góticas em florestas de sombra do que ao flower power) para a sequência que termina e redime a peça em esfuziante cavalgada sonora. A sombria faixa título, repete, num crescendo de mais eficácia, uma declinação temática semelhante ao método de “I could never be a soldier”, até atingir um menos surpreendente clímax, mas este carregado de fatalidades, contendo ainda uma introdução ritmicamente admirável, mais uma vez comandada pelo incansável exército de sopros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Há ainda duas baladas, a desolada “A dog with no collar”, a antecipar o tom sombrio da faixa título, e a irritantemente adocicada “Same Dreams” (musical e liricamente – haja pachorra, já em 1972 versos como “we share the same dreams/the same hopes/the same cigarettes” eram cliché repetido à náusea). No entanto, o ponto alto da singularidade instrumental e composicional do grupo será talvez o seu culminar, “Social embarrassment”, que, se a espa- ços tem vocais que ameaçam fazer justiça ao título (intencionalmente?), cedo, na cadência impiedosa dos instrumentos em curvas e contracurvas tonais e rítmicas, desmancha, no seu rigor composicional de constantes angularidades imprevistas, quaisquer reservas. Estes senhores merecem inquestionavelmente um lugar reputado entre os mais refinados agrupa- mentos do progressivo da época: não sei se repararam, mas na indubitável excelência instrumental dos cavalheiros não surge um único exemplar da praga de teclados electrónicos da época, geralmente (geralmente) malfadadas máquinas de criar ambiente e cama para sinfonismos ou trips espaciais de pacotilha. E isso, no nosso livro, dá-lhes pontos a rodos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A única infelicidade da edição que nos disponibilizou recentemente esta delícia é reunir os dois únicos álbuns da banda num só CD, o que a carteira agradeceria se no processo não se tivessem dado ao trabalho de dar cabo das capas dos discos, reproduzindo-as ambas em miniatura no frontispício do CD. Em épocas de downloads, não cuidar da estética do objecto CD (quando a atracção dos belos vinis também ressuscita), é um hara kiri das próprias editoras. Atentem, por exemplo, nas cuidadas reedições recentes dos Beach Boys: é possível manter alguma dignidade mesmo nas edições 2-em-1 – os melómanos de carteira à míngua também têm direito a alguma qualidade... já bem basta terem de rebuscar nos caixotes atamancados das promoções.»&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-2476987681901924960?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2476987681901924960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/2476987681901924960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/02/talk-to-hand.html' title='Talk to the hand'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RcGDHam_jWI/AAAAAAAAAAw/dJI8QwSKlGg/s72-c/gnidrolog.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7606898355705873109</id><published>2007-03-25T18:06:00.000+01:00</published><updated>2007-04-03T05:11:44.149+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='à boleia'/><title type='text'>O direito do avesso</title><content type='html'>Não, agora menos a sério: anda meio mundo estupefacto com as "previsões" do resultado da votação mais palerma de sempre para o maior português de sempre, com Salazar na liderança. Francamente, o resultado da coisa ser-me-á perfeitamente indiferente, e não tenciono gastar uma linha com o facto consumado. É certo que a coisa resulta um indicador, por muito dúbio que seja (e é), das formas e motivos de mobilização social em Portugal, neste tipo de arenas pronunciativas, resguardadas de razoabilidade na sua esteira simbólica; agora, coisa muito diferente, e equívoca, é dar-lhe substância política directa, "suspendendo a descrença" na sua ficção representativa (basta ver a estrutura dos nossos padrões eleitorais).&lt;br /&gt;Já quanto aos cabecilhas deste atentado à história e à ideia própria de democracia (em cheio, serviço público de televisão), a coroação salazarista seria, na verdade, o fim certeiro das suas estouvadas brincadeiras. Na sua incepção, este é o tipo de iniciativa que, na linha directa do concurso para a "Aldeia mais portuguesa de Portugal", fariam a propaganda salazarista de António Ferro corar de orgulho, com a sua epitomização e essencialização nacionalista, reduzindo toda a imensa complexidade e contradição da história dessa coisa, já de si contingente e inventada, que se chama um país, a uma só ideia simbólica absolutizada, que force um só sentido de identificação e pertença a semelhante entidade (com todos os potenciais de exclusão simbólica - só para começar - que tal implica). Nada mais adequado, pois, que a sagração da lógica ideológica que a ancora.&lt;br /&gt;Do lado de quem se inscreveu neste mecanismo de perversão do espaço público, não é senão paradoxo e ironia eloquentes, ter uma agregação de portugueses a empregar o simulacro de um voto para provar que não têm juízo para (e dispensariam o direito de) o exercer.&lt;br /&gt;Tudo somado, temos mais uma profecia que se cumpre a si mesma, com um epílogo surpreendente para a saga nacional-pessimista. Que tudo isto ocorra nos paços de uma democracia, é uma de tantas ilustrações de que há criações humanas que suplantam as limitações dos seus usuários. Mas já ia sendo tempo de estes lerem o modo de usar. Poderíamos começar humildemente por pensar que, se calhar, erravam as lamentações de que o país que temos é o que merecemos. Começam a avolumar-se suspeitas de que o país que temos consegue ser melhor que nós. Falta saber até quando nos conseguirá resistir, se não fizermos do espaço público mais e melhor que isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;: vozes indignaram-se com a ausência de Mário Soares na "final". Obviamente, Soares safou-se foi de boa. A ninguém de bem seria recomendável semelhante galardão. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7606898355705873109?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/7606898355705873109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=7606898355705873109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7606898355705873109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7606898355705873109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/o-direito-do-avesso.html' title='O direito do avesso'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1941519448390875640</id><published>2007-03-24T15:55:00.000Z</published><updated>2007-04-03T05:11:44.149+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='à boleia'/><title type='text'>Trasmontander</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RgVJTO8dfyI/AAAAAAAAAFI/0XroJtsGxJE/s1600-h/afons.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045519552316538658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RgVJTO8dfyI/AAAAAAAAAFI/0XroJtsGxJE/s400/afons.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não sei porque é que está tanta intelectualidade xôxa a arrancar cabelos com o concurso (diz-se bem) «Grandes Portugueses». Cá eu, desde que vi num cartaz de rua que o grande &lt;em&gt;slogan&lt;/em&gt; é «&lt;strong&gt;Só há lugar para um&lt;/strong&gt;», estou em pulgas para assistir domingo aos cadáveres exumados (por certo que, desta feita, para este mui nobre fim, a Ministra da Cultura não se há-de importar) a irem ao pêlo uns dos outros (com o fascínio acrescido de o pêlo crescer depois do esticanço, logo, mais material para a &lt;em&gt;cat-fight&lt;/em&gt;). Parece-me, não obstante, que a RTP1 não foi honesta. Se tivessem desde logo informado os portugueses (isto é um púlpito à minha frente?) que a decisão final ia ser &lt;em&gt;Highlander-style, &lt;/em&gt;de empalanço em empalanço, certamente que os finalistas não seriam estes. Não nego que vai ser giro ver o Pessoa vazar o outro olho do Camões, o Vasco da Gama a fazer o Infante Henrique chorar apodando-o de marinheiro de água doce, o Salazar e o Cunhal &lt;em&gt;making out&lt;/em&gt; em rituais SM até o presidente do conselho desonestamente mandar vir a PIDE para um &lt;em&gt;gangbang&lt;/em&gt; safando-se por uma nesga do final natural de ser &lt;em&gt;man-handled &lt;/em&gt;pela foice e martelo, o Aristides a apanhar por tabela a tentar safar o desvalido Camões da refrega (o Pessoa revelando-se verdadeiramente uma &lt;em&gt;nasty bitch&lt;/em&gt;), e o João II a tentar livrar-se anacronicamente desse Sebastião Melo, futuro arrivista dos poderes da coroa, convencendo o Afonso Henriques que se fizer pontaria para Sul do Equador o poder da esfuziante peruca pombalina será neutralizado. Mas pela regra do espadeirão, parece-me óbvio que nem com os manipuladores que há no baralho, a força bruta do Afonso Henriques poderá ser derrotada, o que não seria necessariamente o caso se o Salgueiro Maia lá estivesse para lhe estacionar a chaimite no focinho. Concede-se, claro, que o Salazar deve ter algum truque na manga, para ter conseguido ser ditador, por décadas, de uns poucos milhões, em época onde democracia já era uma palavra minimamente soletrável, com vozinha canora, e ainda hoje persistir arrulhando no seus corações. Mesmo assim, a menos que o programa admita batota, esse é o problema histórico dos ditadores modernos: a sua dependência de um aparelho administrativo-burocrático de sustentação do poder, com controlo dos meios de violência incluso. Continuando weberianos, há uma &lt;em&gt;décalage&lt;/em&gt; histórica insanável entre a legitimação carismática do Afonso Henriques, que teria que sovar directamente muita gente para legitimar a coroa, e a legitimação administrativa do Salazar, com a virilidade enxovalhada no corpo afirmada sublimadamente na cavalice troglodita e assanhada dos esbirros de Estado. E se, à imagem do &lt;em&gt;Highlander,&lt;/em&gt; até pode haver elementos modernos a concurso, como arremesso de câmaras de televisão ou, se tivermos sorte, da Maria Elisa, a dinâmica de jogo parece-me permanecer resolutamente medieval, a menos que chamem a PIDE outra vez, o que também não seria justo. De qualquer forma, para quem se queixe que assim o jogo está falho de equidade nas hipóteses regulamentares de cada concorrente, ou que será triste medir pelo espadeirar de Afonso Henriques os pusilânimes que fizeram a nossa triste história, vê-se logo que não sabem o que faz um bom &lt;em&gt;show &lt;/em&gt;pedagógico de televisão de serviço público.&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Ai, só eu sei o que aprendo e me está a&lt;em&gt; gustar &lt;/em&gt;a história do meu país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1941519448390875640?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/1941519448390875640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=1941519448390875640&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1941519448390875640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1941519448390875640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/trasmontander.html' title='Trasmontander'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RgVJTO8dfyI/AAAAAAAAAFI/0XroJtsGxJE/s72-c/afons.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-3142688641204034958</id><published>2007-03-23T02:09:00.000Z</published><updated>2007-04-03T05:11:44.150+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='à boleia'/><title type='text'>Mas afinal é para votar no maior quê?...</title><content type='html'>...o maior proto-matricida com vontade de poder sem razoabilidade na materialização da humana busca de &lt;em&gt;a place to call your own&lt;/em&gt;... ai... o maior papa-criancinhas ao pequeno-almoço a ficar aquém de um Politburo... ai... o mais patético arremedo de ditador semi-periférico a envergonhar internacionalmente a pátria panhonha subjugada à autoridade de aparência implausível de um pio de cana-rachada... ai... o maior exemplo de como as benfeitorias contra genocídios não se dão bem sob arremedo de ditador semi-periférico a envergonhar internacionalmente a pátria panhonha subjugada à autoridade de aparência implausível de um pio de cana-rachada... ai... o maior comprovativo do génio poético de ser um misantropo, pederasta vagamente recalcado, com múltipla personalidade... ai... o maior filibusteiro de banheira a enregelar o traseiro no promontório de Sagres... ai... o maior jogador de poker na modalidade megalómana de alarvidade colonialista em terra alheia e por grafar... ai... o maior zarolho nacionalista a sublimar liricamente pouco saudáveis e recompensadoras fixações sebastianistas... ai... o maior primeiro-ministro a combinar cabeleira rocócó com punho-de-ferro déspota (tentando conter o gesto de &lt;em&gt;bitch-slapping) &lt;/em&gt;e uma obsessão, iluministicamente mal-justificada, por ver jesuítas de rabo a andar... ai... o maior desbravador dos primordiais proventos globalizadores, a contar milhas e dobrar cabos por mares nunca dantes navegados para desbastar grelo exótico?&lt;br /&gt;Estou tão indeciso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-3142688641204034958?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/3142688641204034958/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=3142688641204034958&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3142688641204034958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/3142688641204034958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/01/mas-afinal-para-votar-no-maior-qu.html' title='Mas afinal é para votar no maior quê?...'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1453475661450797238</id><published>2007-03-23T02:04:00.000Z</published><updated>2007-04-03T05:11:44.151+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='à boleia'/><title type='text'>Grandes portugueses</title><content type='html'>Agora me dou conta que, gorada, há tempos, por frivolidades burocráticas, a tentativa, por motivação científica(?), de exumar o Camões (era o Camões? não, acho que era o Sebastião), se desnudou o precedente que fere de irresolução especulativa qualquer dissertação sobre quem tenha sido o maior português. Sem dados histórico-documentais fiáveis para a comparação definitiva da qualidade maior de distinção do carácter luso, via mangalhometria, como é que querem sustentar uma decisão sem ir directo à fonte? A eterealização da fiabilidade peniana sublimada na especulação dos seus sub-produtos personalísticos e respectivos "feitos" (porque os homens são função do pénis que têm - a ponto de, logicamente, tomar as mulheres por função do que não têm) é um cumprimento lúdico da herança iluminista, tudo bem, mas os mesmos pergaminhos filosóficos exigem, para o voto, dados incontestáveis ao milímetro. Poderíamos, é certo, pretender acalentar dar dignidade científica ao procedimento tecnicista, e averiguar das proporcionalidades comparadas da bacamartometria e da grandeza dos feitos, tanto maior quanto se erija resoluta em contra-corrente e ângulo maior à menoridade da erecção. Contudo, a especulativa valorização dos "feitos", da mais diversa índole, a partir dos mais diversos critérios (ó aquele foi melhor fascista que o outro foi lírico) colide irremediavelmente com a exactidão da medida do homem. Parece-me uma inquirição irremediavelmente lesada por um péssimo plano de pesquisa...&lt;br /&gt;Para quem estranhe a exclusão biologista do critério operativo, ele obviamente serve o genital que escreve a história, nossos pacíficos tristes tópicos espraiados alegremente com pompa no ecran, servidos por gloriosos intelectuais e personalidades de mão no bolso.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Disclaimers&lt;/em&gt; dirijam-se ao serviço público.&lt;br /&gt;Naturalmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1453475661450797238?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/1453475661450797238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=1453475661450797238&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1453475661450797238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1453475661450797238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/grandes-portugueses.html' title='Grandes portugueses'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-4250230526425120245</id><published>2007-03-23T00:38:00.000Z</published><updated>2007-04-03T05:11:44.152+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='à boleia'/><title type='text'>Miss Múmia Portugal</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RgMh6O8dfvI/AAAAAAAAAEw/WCE6oyPuB4U/s1600-h/grandport.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044913291912904434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RgMh6O8dfvI/AAAAAAAAAEw/WCE6oyPuB4U/s400/grandport.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; «Os dez finalistas»??&lt;br /&gt;Não percebo como é que o César das Neves ainda não topou que isto é uma conspiração gay para deslocar o centro de gravidade dos bacamartes nacionais do &lt;em&gt;soutien&lt;/em&gt; para a tanga.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-4250230526425120245?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/4250230526425120245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=4250230526425120245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/4250230526425120245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/4250230526425120245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/miss-mmia-portugal.html' title='Miss Múmia Portugal'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RgMh6O8dfvI/AAAAAAAAAEw/WCE6oyPuB4U/s72-c/grandport.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-8978561438344264782</id><published>2007-03-21T01:39:00.000Z</published><updated>2007-05-19T15:13:42.224+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='à boleia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interblogging... such a sad ménage'/><title type='text'>Saber pelo saber sem querer saber</title><content type='html'>Complementarmente à arengada já expurgada sobre o texto do &lt;a href="http://5dias.net/2007/03/12/outras-verdades-inconvenientes"&gt;Vasco M. Barreto&lt;/a&gt;, confesso algum espanto ao ler declarações absolutas de mão no peito sobre a alegre procura do "saber pelo saber" (dado que a única ressalva inclusa não cumpre senão função irónica). Apesar das benfeitorias de estados que ainda financiam pesquisa que ao mundo da instrumentalidade parecerá estarola, não vejo que nenhum cientista em actividade possa olhar o seu meio com a ilusão de feliz descompromisso de qualquer constrangimento social, político e económico à formatação da sua investigação, em diversos aspectos. Não é que o saber pelo saber não possa enquanto princípio ser curioso, e enquanto prática, frutuoso, dadas as imprevisíveis formas de interpenetração e fecundação que investigação em si aparentemente estéril tem em campos não antecipados instrumentalmente. Mas será desatenção sociológica pressupôr que é esse o princípio que opera na produção de ciência. O que, na verdade, a defesa abstracta do princípio acarreta é a exposição da ciência apenas aos constrangimentos dos agentes com poder para se erigirem como condição das suas possibilidades de produção de conhecimento. Ora, se o público muitas vezes compreende mal a ciência, a ciência tende a ignorar olimpicamente o público, com o duplo argumento auto-enamorado de não saberem o que os cientistas sabem, e de que se o soubessem pensariam como cientistas (tidos, terceiro auto-embasbacamento, como massa (cinzenta) homogénea). Se Foucault nos ensinou a dar o passo atrás e perguntar-nos porque é que fazemos determinadas perguntas ao real, qualquer história das ciências (que não louvor oficial) expõe-nos às consequências de não pensarmos nos efeitos de perseguirmos automaticamente a resposta a determinadas perguntas. É certamente também um truísmo a qualquer &lt;em&gt;discerning eye&lt;/em&gt; que largamente a instrumentalização do capital de ciência de que as sociedades dispõem é função daquilo que as formas de agência de poder nelas procuraram ver conhecido e instrumentalizado. O que equivale a dizer que não são todas as perguntas que a ciência se pode colocar que são efectivamente colocadas pelos cientistas na sua actividade. Pretender naturalizar com o "saber pelo saber" a pesquisa selectiva que realmente se faz, é legitimar não a imagem clássica do cientista livre, mas uma ciência de Estado e, cada vez mais, uma ciência de mercado. A menos que seja essa a perspectiva encapotada de quem defende o "saber pelo saber", talvez fosse produtivo (social e cientificamente) desistir do mito descomprometido da cientista condição, e aproximá-la da sua verdade, antes de pretender decretar a verdade do mundo e dos outros. O problema, portanto, não é propriamente o saber pelo saber, mas descartar o porque é que se quer saber. E caso não seja evidente, sublinhe-se: saber como e porque é que se quer saber, na verdade, é querer saber mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-8978561438344264782?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/8978561438344264782/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=8978561438344264782&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8978561438344264782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/8978561438344264782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/saber-pelo-saber-sem-querer-saber.html' title='Saber pelo saber sem querer saber'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1665660492185982902</id><published>2007-03-21T01:13:00.000Z</published><updated>2007-05-23T02:40:43.319+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='à boleia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interblogging... such a sad ménage'/><title type='text'>Outras evidências inquestionadas</title><content type='html'>Será provavelmente sintomático das relações entre ciência e sociedade que o discurso e representação das ciências (duras, au) por si próprias pareça por vezes ter incorporado pouco da turbulência que a vivência dos seus efeitos sobre o real historicamente vem gerando. Foi dado à leitura, há dias (porventura 5), um &lt;a href="http://5dias.net/2007/03/12/outras-verdades-inconvenientes/"&gt;escrito&lt;/a&gt; interessante do &lt;a href="http://memoria-inventada.weblog.com.pt/"&gt;Vasco M. Barreto &lt;/a&gt;sobre a investigação biológica no domínio da causalidade da homossexualidade e as reacções sociais avessas à prossecução de semelhante inquirição. Deve dizer-se aliás que o mapeamento que faz dos argumentos e inquietações que presidem à euforia e à preocupação com essa possibilidade explicativa da homossexualidade, dos dois lados do espectro homofóbico, é certeiro. O que torna mais descoroçoante o facto de daí não extrair ilações, como se grafar as movimentações sociais em torno de um objecto de polémica possa apenas ser expediente para mais cabalmente as ignorar.&lt;br /&gt;É também bastante curioso como resulta amiúde irónico (e é por isso que a blogosfera de vez em quando até tem graça) que ao empacotar num texto referências &lt;em&gt;en passant&lt;/em&gt; se deixe passar ao lado o potencial subversivo que essa referência tem para as próprias proposições das quais a fazemos sustentáculo (ou estacazita). Por entre os factores sociais que são evocados para explicar o porquê dessa polémica na face da estranheza intelectual que lhe suscita, aparece a influência social de Michel Foucault, com a sua concepção de que a homossexualidade seria uma "construção social". É possível que o tio Michel desse uns pulos à Bubka sem precisar de vara ao ouvir falar de construção social a propósito da sua teoria (por razões que não tenho também espaço para não explicar), mas para &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;, a coisa faz-se entender. E conviria talvez deixar mais explícito que quando se diz que para Foucault a homossexualidade é uma invenção histórica recente, fala-se da constituição da categoria social da homossexualidade, enquanto forma de classificar os indivíduos em função das suas práticas sexuais, e não, obviamente, das práticas propriamente ditas, isto no contexto da governamentalidade que estendeu a partir do século XIX as malhas da apreensão e classificação disciplinar da realidade como forma de regulação social (a ciência moderna nunca servindo só, ou sequer primeiramente, para "conhecer"). De alguma forma, é verdade que Foucault esvazia a questão de uma causalidade biológica para a homossexualidade. Mas, como em qualquer ciência (menos para quem tenha a pretensão ao mito da unicidade de uma Grã-Ciência), fá-lo para poder colocar outras questões (de outra ciência, ou perspectiva analítica) ao fenómeno: não está propriamente investido em negar directamente as pretensões de ontologização de uma classificação histórica, vertida em senso-comum, dos indivíduos em função das suas práticas sexuais. Antes, olhando de fora dos esquemas explicativos das disciplinas que o pretenderam fazer (e fizeram, e fazem), examina como é que determinadas práticas sociais e sexuais "ganharam" "direito" a serem escrutinadas e, em consequência, epitomizando disciplinarmente os seus actores sociais como constituindo um tipo ontológico particular.&lt;br /&gt;O que Foucault perguntava ou sugeria não é qualquer avanço sobre o que &lt;strong&gt;é&lt;/strong&gt; a homossexualidade, mas porque é que social e disciplinarmente se cria a necessidade de categorizar os indivíduos enquanto tal, sendo que, pela própria operação das disciplinas, a categorização dos sujeitos concorre com a sua identificação com tal categoria (seja para aceitá-la, seja para debatê-la, mas inevitavelmente constrangidos por ela). É também esse o pressuposto porventura não devidamente explicitado na busca de uma explicação biológica da homossexualidade: o de que existe uma ontologia homossexual à espera de ser explicada. Ora, começa aqui a ironia de se presumir directamente que a perspectiva de Foucault concorre hoje com a contestação da investigação biologizante da homossexualidade. Sejam quais forem os efeitos políticos de uma naturalização científica da homossexualidade, o problema com qualquer explicação biológica para realidades comportamentalmente indiciadas, é o de deduzirem de certas práticas ou formas de auto-identificação em parte auto-induzidas pela classificação disciplinar (antes da "invenção" da categoria "homossexual" ninguém se pode identificar como tal) uma realidade objectiva a ser estudada. Ora a perspectiva de Foucault está na verdade a montante dessa questão, a inquirir como é que se cria o pressuposto de que há na homossexualidade uma realidade a carecer explicação (como o não há, na heterossexualidade). Ou seja, de alguma forma, &lt;em&gt;from the grave&lt;/em&gt;, antecipa-se à estranheza do Vasco M. Barreto, explicando porque é que para ele a homossexualidade constitui um objecto inquestionável de estudo para, por exemplo, a biologia (sendo que na perspectiva de Foucault, todas lá iriam ou foram parar, como a sociologia, antropologia, psiquiatria, ainda que cada qual com suas consequências) - isto para além do argumento saco-sem-fundo do "saber pelo saber", porque a questão é o que nos aparece, da infinidade inaprisionável de hipóteses explicativas do real, como algo "a saber", e não a concorrer para a prateleira de laureados de IgNóbeis.&lt;br /&gt;Mas há outro paradoxo curioso, directamente emanado da perspectiva foucaultiana da explicação disciplinar, na "evidência" de estudar a homossexualidade, para o caso, numa perspectiva biológica. É que lhe parece estrangeiro que a sexualidade humana seja objecto de reflexividade e invenção naquilo que é a sua vivência pelos sujeitos, e abordá-la disciplinarmente, classificá-la, explicá-la, implica largamente fabricar uma nova realidade para se adequar aos mecanismos e hipóteses da explicação. Neste caso, antes de se definir disciplinarmente os indivíduos como homossexuais, de se fixá-los ontologicamente numa nomenclatura, um pluralidade de efeitos da sua auto e hetero-identificação como tal não poderiam emergir como tal. É nesse sentido que a homossexualidade pode ser dita uma "invenção recente". E com a hipótese biológica, aquilo que se criaria seria, de facto, independentemente de outras conjecturas futurológicas da instrumentalidade desse conhecimento, &lt;em&gt;the ultimate invention of homossexuality&lt;/em&gt;, com a certificação biológica de quem é homossexual, e quem não é, no sentido da arregimentação dessa coisa que parecemos (por vezes com efeitos lamentáveis) ainda não perceber ser tão avessa a espartilhos, que é a sexualidade humana (para lá da falácia reprodutiva, tão regurgitada, sintomaticamente, nos comentários ao texto), com homossexuais, heterossexuais e &lt;em&gt;foot-fetichists&lt;/em&gt; cada quais arrumados cientificamente em suas inexpurgáveis fileiras (sim, eu sei que não são categorias mutuamente exclusivas, cientifização &lt;em&gt;oblige&lt;/em&gt;, mas também se poderia dizer que os &lt;em&gt;foot-fetichists &lt;/em&gt;só se andam a enganar - um bom pé não tem sexo). Ou em dialecto, um homem (é o meu viés, perdão) já não pode partir bilha impunemente. Pode, claro, argumentar-se que o comportamento social e sexual permanece intrinsecamente livre, mas ignorar que os decretos disciplinares de existência são constitutivos das condições de experiência e percepção de existência, é descartar evidência antropológica.&lt;br /&gt;De facto, qualquer pretensão de explicação biológica da acção humana (logo, potencialmente reflexiva, não mecanicista) é polémica (particularmente quando respeita à identificação ontológica dos indivíduos) porque absolutiza a determinação dos objectos explicados (mesmo com todas as cautelas à falácia determinista comummente associada à genética, a que o Vasco M. Barreto alude), e encerra os indivíduos nas verdades que se dizem descobrir sobre eles (que podem ser avessas às suas verdades subjectivas de si). A homossexualidade ser determinada uma realidade categórica torna-a uma compulsão social, algo que, na face dos indícios de se "ser", requer como termo lógico tornar-se condição de vida específica (algo intuível, por exemplo, na reprovação conceptual generalizada dessa coisa não "devidamente" determinada que é a bissexualidade, encarada, por exemplo, como frescura de homossexuais &lt;em&gt;who are just kidding themselves&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Ora, não deixa de ser irónico que a postura de distanciação cientista de Foucault seja pedagógica igualmente para a questão candente(?) de saber se tal linha de pesquisa deveria ser prosseguida ou não. Basicamente, o que nos diz é que o conhecimento que produzimos e proferimos fala mais sobre o que pensamos que aquilo que temos em mente. Não é preciso voltar a Weber para percebermos que as questões que colocamos e o que procuramos explicar não é inocente, &lt;em&gt;just plain fun &lt;/em&gt;ou&lt;em&gt; just plain research&lt;/em&gt;. Aquilo sobre que uma sociedade se interroga é função das estruturas de pensamento em que assenta, e que balizam o seu campo de cogitação. Se nos perguntamos qual a causa da homossexualidade, é porque concebemos esse como um facto carente de explicação. Ora, entre os receios eugenistas e as legitimações absolutas biologistas, o campo político de apropriação de qualquer decreto biológico de explicação da homossexualidade é na verdade largamente indeterminado - mas poderá passar instrumentalmente a configurar hipóteses muitíssimo mais acirradas de determinação. E tal como a ciência e a política partilham leitos dizendo que não se conhecem, concebo que seja por conceberem politicamente essa determinação como um risco à defesa ampla de não discriminação sexual que vozes no campo da homossexualidade se manifestam contra essa investigação, apesar da sua potencial indeterminação intrínseca (não o perceber é persistir nessa tragédia muda ou adiada de julgar que o laboratório é realmente estanque do mundo exterior).&lt;br /&gt;O que é de facto luminoso, e a ironia maior, é verificarmos que, na colocação da hipótese causalista biológica da homossexualidade, se está de facto a prosseguir na invenção da homossexualidade. Se ao presumir a realidade objectiva da categoria, a ciência reproduz as condições de ratificação e comprovação da sua existência, daí resulta esse curioso paradoxo final: na verdade, se há contestação da hipótese de ontologização disciplinar (biológica) da homossexualidade, é precisamente como emanação histórica da fixação disciplinar de um tipo humano, homossexual, como uma realidade objectiva, a explicar, e seus efeitos na transformação da percepção, clasificação e identificação dos indivíduos. Esses homossexuais recalcitrantes à explicação biológica de quem assumem que são, são pois os filhos (pródigos) directos da invenção disciplinar (&lt;em&gt;biting her in the ass&lt;/em&gt;) da sua condição. Um truísmo rebuscado? Talvez. Mas muito instrutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;: &lt;span style="font-size:85%;"&gt;sustentar uma crítica de um parágrafo a Foucault (mais uma menção e tenho palavras para um altar...) é exercício curioso mas dificilmente plausível com a sugestão de a mesma ser propensa a tão debilmente ser afanicada com um texto internético (sem querer esnobar...) de um «&lt;a href="http://www.fordham.edu/halsall/med/thorp.html"&gt;historiador&lt;/a&gt;» (pelo que vi tinha formação em filosofia, &lt;em&gt;but whatever&lt;/em&gt;) que, com base numa (e só uma) fonte documental, de uma só época histórica (o argumento de Foucault cobre, mesmo com buracos, uns poucos séculos), pretendesse perigar seriamente (ainda que também aqui toda a dissensão e crítica empírica e analítica seja benvinda) um argumento incluso numa obra muito mais ampla, em três volumes (a «História da Sexualidade»), sustentada em extensa e finíssima (&lt;em&gt;carpaccio-like&lt;/em&gt;) análise documental (para quem possa ter ficado com a ideia leviana que, ao contrário dos "historiadores", as imbricadas analíticas de Foucault são veleidades, conquanto eruditas, do seu &lt;em&gt;livre esprit&lt;/em&gt;, sem sequer mímica de ancoragem empírica), é um bocadinho audaz demais. Aliás, segundo me lembro (aqui posso estar mesmo errado), embora se possa pretender induzir isso, Foucault não andou propriamente a conceber a homossexualidade como uma forma de categorizar a atracção sexual, entre outra possíveis como classe social, côr do cabelo, bla bla bla. Quanto mais não fôra, a dissolução categorial e vale-tudos nunca foram propriamente estratégia da sua autoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Até para quem não leu a fonte documental (a partir da qual se pretende discutir a tese foucaultiana de que as formas de classificação de práticas ditas homossexuais produzidas disciplinarmente no século XIX, não se compaginam com classificações prévias, como seja na Grécia Antiga), se constata que (já que em matéria de minúcias essas hermenêuticas se jogam), apesar de na estrutura do discurso do texto de Aristófanes (a dita fonte) se definir a possibilidade de uma relação homossexual tal como a concebemos hoje (estável, entre dois homens adultos e livres, para simplificar) e não nos termos de regulação que a cultura grega apunha às práticas homossexuais (como tal, sugerindo uma homologia mais forte entre a suposta diversidade histórica de classificação de actos homossexuais), descartar o facto (reconhecido) de não se encontrar nessa cultura, referência a uma categoria linguística que nomeie esses sujeitos ou a condição de que seriam protagonistas como realidade determinada (ou seja, palavra para a homossexualidade enquanto categoria relacional e ontológica ou identitária), é uma leviandade tendo em conta a centralidade linguística no desenho das formas de entendimento do real: algo para que se não tem uma palavra, é algo de existência não-evidente (não é o mesmo que não-existente, bem entendido). E aí cairá novamente o busílis da questão para a contemporaneidade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1665660492185982902?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/1665660492185982902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=1665660492185982902&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1665660492185982902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1665660492185982902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/outras-evidncias-inquestionadas.html' title='Outras evidências inquestionadas'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-114682578435346951</id><published>2007-03-09T16:30:00.000Z</published><updated>2007-04-03T05:11:24.130+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='barbaridades avulsas'/><title type='text'>Parte interessada</title><content type='html'>Em conversa de amigos &lt;em&gt;(for argument's sake&lt;/em&gt;)&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; sou imediatamente suspeito se manifestar apreço por um filme que albergue &lt;em&gt;losers&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-114682578435346951?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/114682578435346951/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=114682578435346951&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/114682578435346951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/114682578435346951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2006/10/parte-interessada.html' title='Parte interessada'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-1340157782472942547</id><published>2007-03-09T16:05:00.000Z</published><updated>2007-04-03T05:11:15.960+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinematógrafo e miragens'/><title type='text'>The criticgoer</title><content type='html'>No hábito de ler textos, em geral do Bénard (Folhas da Cinemateca &lt;em&gt;oblige&lt;/em&gt;), após o visionamento de certos filmes, percebe-se que, mesmo com uma memória invejadamente prodigiosa, quem escreva tanto sobre cinema o faça a partir do recurso a essa memória; e por vezes a mesma produz imagens, ligações, que não se encontram na película, mas são já a recriação da mesma a partir da visão encarnada em que se foi enformando na nossa percepção total do filme. Lembrei-me disso ao &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RfDfAagYleI/AAAAAAAAAEg/sD57L2QK25I/s1600-h/stromboli.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039773181235729890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RfDfAagYleI/AAAAAAAAAEg/sD57L2QK25I/s400/stromboli.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ler uma &lt;a href="http://last-tapes.blogspot.com/2007/03/aprendizagem-dos-arrepios-distncia-de.html"&gt;citação de Deleuze&lt;/a&gt;, postada pela &lt;a href="http://last-tapes.blogspot.com/2007/03/aprendizagem-dos-arrepios-distncia-de.html"&gt;Cristina&lt;/a&gt;, em que fala sobre Stromboli (o filme), sobre o confronto fenoménico da Bergman com a ilha geografia e seus modos habitados. Na última parte diz «Et &lt;em&gt;plus tard après l’admirable séquence du thon, de la pêche au thon, un marin voudra lui faire toucher un thon; elle le touchera très très timidement&lt;/em&gt;». Ora, se bem me lembro (e devia, revi-o há dias), o Deleuze, na sua rememoração analítica, está a plasmar duas sequências diferentes: a primeira quando o marido traz um peixe (que não era atum) para casa, após a primeira faina em que arranja emprego e se deixa explorar para poder "providenciar" as "necessidades" da esposa, que, após a saída dele, vai tocar, de facto, muito ao de leve no peixe, quase com a estranheza de ressentir a textura dessa coisa tão brutamente real; a segunda quando ela assiste de facto à faina do atum em crescendo de horror visual, que &lt;em&gt;surpasse&lt;/em&gt; sequer a plausibilidade de aprofundar tactilmente o terror da sangria. Como se a visão/imagem, não o tacto, fosse a instância máxima de confronto com o real.&lt;br /&gt;Não que esta rectificação interesse, por si, realmente (muito menos para a proposição que Deleuze quer sustentar). Não que eu tenha mais certeza factual que aquela de que desconfio na frase de Deleuze. Não que o cinema não se faça igualmente dos nossos &lt;em&gt;raccords&lt;/em&gt; subjectivos, para os quais cronologia e encastramento situacional podem tornar-se quase empecilhos na primordial floração de um sentido pessoal e "libertável" do referente. Não que um filme (e não se careceria o fantasma de Baudrillard para ratificação sentenciosa) não seja tão ou mais filme nesse rearranjo não contingente (como tal, não erróneo) dos seus elementos em função da visão que lhe assiste (da qual o rearranjo subjectivo dos seus elementos pode hipoteticamente ser mais respeitadora ainda que a sua incepção prática), que a sua mais detalhada e factual descrição. Não que se pretenda privar e desautorizar os autores na intencionalidade do gesto. Não que a intencionalidade do gesto seja auto-suficiente na erecção estética, que o autor não seja um construto que extravasa a factualidade de cada filme. Não que o exercício crítico não seja também de ampliação analítica e interpretativa das margens de significação de um filme para a história, para a estética, para as subjectividades, no quadro de um idioma expressivo específico. Não que o sumo exercício crítico não seja também a polinização de um filme para que mais filmes nele, e dele, possam ser legíveis e possíveis. É em parte por isso que cresci a gostar quase tanto de crítica de cinema, como de cinema propriamente dito; a acolher a crítica &lt;strong&gt;como&lt;/strong&gt; cinema. Com a mesma dissensão e deslumbre particulares em potência - com cinema e crítica que nos interessam, e cinema e crítica que não nos interessam (há que querer ler e escolher), consoante a concepção que vamos nutrindo (processualidade &lt;em&gt;oblige&lt;/em&gt;) sobre o que quer que sejam. Com a mesma necessidade constitutiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-1340157782472942547?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/1340157782472942547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=1340157782472942547&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1340157782472942547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/1340157782472942547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/criticgoer.html' title='The criticgoer'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RfDfAagYleI/AAAAAAAAAEg/sD57L2QK25I/s72-c/stromboli.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7547808540601934807</id><published>2007-03-08T04:54:00.000Z</published><updated>2007-03-08T07:21:32.871Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='phénomenologies du néant'/><title type='text'>Dá-me biscoitinhos, Ivan Petrovich</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Re-zygaKOCI/AAAAAAAAAEA/dGXonzbShlY/s1600-h/pavlov.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039444188325361698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Re-zygaKOCI/AAAAAAAAAEA/dGXonzbShlY/s200/pavlov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É muito esclarecedor da necessidade de incitar metodologicamente a produção de conhecimento, só apercebermos pelos automatismos deslocados dos gestos (fora do contexto de hábito) a correlativa deslocação desapercebida das preponderâncias estruturais em que se vai inscrevendo o nosso quotidiano. Hoje ficou reflexamente comprovado que, ao contrário do meu hábito ancestral, devo andar muito saído do habitáculo: estando nessa &lt;em&gt;penthouse heffneriana&lt;/em&gt; a que chamo lar, depois de lavar as mãos na casa-de-banho &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(mas para que é que agora estão a pensar nisso?, eh pá, com um intróito logo assim tão pseudo-algo para vos elevar o espírito inquiridor, para que é que tinham que encarreirar nessa cogitação profana?, como que, assim, tipo arremetendo-vos salivarmente - ahhhh, por isso... pois, já percebi, perdão, não voltarei a duvidar de vós... ou antes... tinham mesmo que me antecipar o argumento, não?... chiça, mesquinhos...)&lt;/span&gt;&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; dizia eu, depois de lavar as mãos na casa de banho em casa, tive um segundo de hesitação em que fiquei à espera que a torneira se fechasse sozinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7547808540601934807?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/7547808540601934807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=7547808540601934807&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7547808540601934807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7547808540601934807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/d-me-biscoitinhos-ivan-petrovich.html' title='Dá-me biscoitinhos, Ivan Petrovich'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/Re-zygaKOCI/AAAAAAAAAEA/dGXonzbShlY/s72-c/pavlov.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-6762139714964961227</id><published>2007-03-02T07:30:00.001Z</published><updated>2007-03-02T08:30:37.657Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='à boleia'/><title type='text'>Tira-teimas</title><content type='html'>Andou por aí, breve (e distante, o que diz bastante do intervalo cognitivo da minha apreensão fenoménica) no tempo e no espaço, eco de vozes, numa escolha de Sofia dos televisivo-dependentes, manifestando a sua preferência por um dos dois paradigmáticos apresentadores de &lt;em&gt;talk-shows&lt;/em&gt; norte-americanos, o Jay Leno e o Conan O'Brien. Não cuidava que as comparações fizessem particular sentido, já que os cavalheiros se fazem de exercícios humorísticos largamente diversos: o Leno num exercício mais formatado oriundo de &lt;em&gt;stand-up comedy&lt;/em&gt;; o Conan numa voragem anárquica (&lt;em&gt;which does take some getting used &lt;/em&gt;to) que abraça de bom grado a contingência, o erro, o excesso a testar os limites do ridículo e do exasperante, da qual a sua pessoa, a sua persona e a corporalidade que integra e fomenta aquela dualidade de fronteiras ambíguas, se erigem como centro da tempestade (da qual os convidados mais entediantes se tornam quase meros apêndices a fornecer &lt;em&gt;leitmotifs, &lt;/em&gt;e os mais aventureiros se vêem co-participantes de uma espiral de &lt;em&gt;nonsense&lt;/em&gt; cujos limites alimentam a própria subversão - o Jeff Goldblum é um clássico), o que o torna às vezes um exercício fascinante de absolutização do idioma humorístico sobre a intervenção do "real" não-domesticado para o efeito, com um &lt;em&gt;live bodily experiment&lt;/em&gt; em exposição performática a operar a transmutação. Teoricamente, deve ser o programa gravado com menos &lt;em&gt;editing&lt;/em&gt; do mercado (algo sintomaticamente, &lt;em&gt;"we'll edit that out later"&lt;/em&gt; é das frases recorrentes a aparecerem nas emissões). Metaforica e literalmente , o Conan O'Brien é, a bastante distância de Leno, um "humorista" de corpo inteiro, ainda que não chegando a entrar na &lt;em&gt;danger zone&lt;/em&gt; de, por exemplo, Andy Kaufman.&lt;br /&gt;Contudo, mesmo buscando terreno comum para fazer-se a comparação, a logística humorística de Conan sobrepõe-se, resgata e subverte qualquer circunscrição de formato humorístico, como no clássico monólogo inicial em registo precisamente &lt;em&gt;stand-up comedy&lt;/em&gt;. Basta observar os apartes não escritos às piadas para avaliar não da qualidade autorística (salvo seja) do humor, mas da encarnação personalística de um humorista (o que faz toda a diferença - um mau cómico descortina-se à primeira, mesmo com a melhor piada do mundo).&lt;br /&gt;Há pouco tempo, numa peça humorística, entabulava-se um diálogo "apaixonado" entre Conan e o baterista Max Weinberg (compincha do Springsteen - as bandas dos dois programas são outro indicador diferencial de qualidade esmagador) sobre os entediantes e minuciosos pormenores, que fazem as delícias dos &lt;em&gt;expert-fans,&lt;/em&gt; do futebol (que chamam&lt;em&gt; soccer&lt;/em&gt;, irrisório nos EUA e seus desportos manápulocêntricos), findo o qual o nosso &lt;em&gt;red-headed-proto-albino-gigantic-irish-nerd&lt;/em&gt; apresentador desabafa «&lt;em&gt;Man, what a crappy game!&lt;/em&gt;». Ouvem-se "ohhhh"s da plateia. Conan comenta qualquer coisa como «&lt;em&gt;Uau, there's lots of people now writing angry letters of protest..&lt;/em&gt;.» e num &lt;em&gt;flash &lt;/em&gt;de inspiração, remata «...&lt;em&gt;with their feet&lt;/em&gt;!».&lt;br /&gt;&lt;em&gt;He rests his case&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-6762139714964961227?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/6762139714964961227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=6762139714964961227&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6762139714964961227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6762139714964961227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/tira-teimas.html' title='Tira-teimas'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-7952364142959707638</id><published>2007-03-02T07:20:00.002Z</published><updated>2008-04-15T01:24:21.675+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><title type='text'>The Sound of Mugic</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/ReHbVJQwx3I/AAAAAAAAADY/udLIIS9DlrM/s1600-h/amÃ©lia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035547014686885746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/ReHbVJQwx3I/AAAAAAAAADY/udLIIS9DlrM/s400/am%C3%A9lia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;« A Amélia Muge é uma força criativa de muitas raízes que soube enredá-las numa personalística estética singular que lhe permite esticar-lhe os limites para muitos lados de cada vez. A imprevisibilidade e renovação expressivas que daí resultam são uma das maiores valias que a tornam das figuras mais vitais da música portuguesa contemporânea, e tal se comprovou mais uma vez no magnífico concerto que arquitectou para inaugurar a apresentação pública do novo disco «Não Sou Daqui».&lt;br /&gt;Diz-se que “arquitectou” o concerto, e diz-se bem. De há muito que Amélia investe em concepções mais amplas de presentear audiências com o canto ao lado, divisando potenciares cénicos, aproximações cuidadosas a obra de arte total, para tornar visível a mais sentidos uma ideia de espectáculo que vá para lá da recolecção de canções. Desta feita, ergueu seu maior feito, com o “desenho de sons” (como Amélia preciosamente o designou) digital em tempo real de António Jorge Gonçalves (de traço, texturas, cromatismos, e plasticidade sonora admiráveis) a materializar em écran de fundo a concretitude e abstracção do universo sonoro em expansão emanado do palco, fazendo-nos lembrar (perdoarão a veleidade), o trabalho de Picasso com Gjon Mili. Mais que curiosidade tecnológica, foi um operador constitutivo dessa expressão pictórica que a música já convocava, particularmente assoberbante em momentos como «O anjo», assombroso exorcismo vocal e performático em que as projecções encontram no corpo da cantadora a tela que mais exterioriza as suas dilacerações. Canção que assimilou à transcendência a experimentação à Laurie Anderson que é bem fonte das concepções de espectáculo que Amélia tem desenvolvido, mesmo sem ser necessário comprová-lo com o exercício de &lt;em&gt;sampling&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;spoken word&lt;/em&gt; sobre texto da dita «A garra do macaco», dos raros momentos provindos de outros discos (nomeadamente, do anterior «A Monte»). Fora esse, apenas «Ervas-de-Cheiro» e «Senhorecos» (mais uma inestimável intervenção do desenhador de sons) relembraram o inicial «Múgica» e o grande poeta discreto (a própria nominalística pseudonímica &lt;em&gt;dixit&lt;/em&gt;) Grabato Dias (que, não sendo elencado com os poetas musicados no disco, vários presentes na sala, não podia faltar no elencar dos elementos mais perenes do universo mugiano(?!)), e no corpo do programa, apenas um “&lt;em&gt;sampling&lt;/em&gt;” in loco no corpo de outras canções evocou esse passado quase em língua estrangeira (dadas as mini-pátrias que cada linguagem nova de Amélia vai inscrevendo quase a cada disco), que foram os nunca suficientemente ditos geniais «Todos os Dias» e «Taco a Taco». Apenas nos encores a memória de «Todos os Dias» voltou com o final e inevitável(?) «Nevoeiro», e antes, com uma renovada interpretação do ominoso «Ao passar o mal-lavado». Esta interpretação aliás, volve-se fulcral para perceber a distância dos caminhos que a compositora vai trilhando. Da suspensão esparsa e ameaçadora do original, em que nem os breves clímaxes cíclicos resolviam a tensão, esta versão espraia-se num acompanhamento instrumental cheio, com abertas jazzísticas. Portanto se confirmava que do anterior afinco na precisão arranjística, na certeza tímbrica, no corte e costura instrumental e composicional estranhado e entranhado numa linguagem perdida a narrar um universo inimitável, teríamos em alguma medida que abdicar para nos rendermos a esta nova proposta de sincretismo denunciado (como teríamos que abafar algumas saudades de uma braguesa - «Chamaram-me cigano» não colmatou).&lt;br /&gt;A música de Amélia Muge, se já depurou o imaginário da música popular portuguesa ao seu mais secreto e pristino, e se já dominou a sua alquimia para jogar em criatividade formalmente irrestrita com os seus elementos e produzir as equações mais imprevistas (nesse ó seminal «Taco a Taco»), parece neste momento querer menos desenvolver a sua especificidade idiomática internalista, não obstante para ela convocar elementos diversos (da inspiração tradicional à discreta electrónica) que sirvam a sua potencialidade expressiva, quanto cruzar géneros já solidificados para nessa simbiose instalar um transfronteiriço canto, e não tanto o seu próprio país múgical (se é que me faço entender). Não se estranhe pois a instrumentação renovada, de piano, contrabaixo, percussões plurais e o multi-instrumentalismo do cada vez mais prolixo José Manuel David (sopro de mãos incluído), ainda que com o brilhantismo do José António Martins sempre ao leme da direcção musical (desta feita quase inteiramente escondido nos bastidores). Portanto, muito menos se estranhe o &lt;em&gt;feeling jazzy&lt;/em&gt; de «Sete portas tenho em casa», quase a abrir. Ou ainda um provável novo género luso-&lt;em&gt;blaxploitation low-fi&lt;/em&gt; em ressonâncias de Fender Rhodes alimentando um enganoso quase &lt;em&gt;lounge jazz&lt;/em&gt; (seja lá o que isso fôr) a enevoar as harmonias arrevesadas, na distensão ou numa locomoção razoavelmente &lt;em&gt;groovy&lt;/em&gt;. Ou mais directamente, a deliciosa habitação de um registo falso-fadista, entre o jocoso e o sincero, a proximidade e a distância, esse meio-termo de todos e ninguém onde Amélia quer com os géneros que convoca fazer existir, com palavras medidas à precisão por Hélia Correia, no «Fadunchinho». Momento também simbólico do quanto Amélia parece neste momento optar por sublinhar conceptualmente a mais grosso traço o seu sincretismo e concomitante distância de qualquer pureza de género, já que a aproximação ao fado havia sido, com aquelas mesmas devidas distâncias, assumida com naturalidade expressiva pelo menos desde 1998, em «Há quem te chame menina».&lt;br /&gt;Não obstante as desafiantes e inaprisionáveis arremetidas de Amélia a tanto som enclausurado nas tipologias, confessamos que é no registo mais íntimo e esgarçado do interior partilhado que essa coabitação de tanto mundo e música justifica mais o exaltante sentido, na nudez da voz, trespassando inclusive efémero vislumbre de rouquidão (sintomaticamente(...), não seria a primeira vez que a veríamos, voluntariosa, actuar constipada...). Como na belíssima «Na noite mais escura» e «Transparência», sobre poemas de António Ramos Rosa e de Eugénio Lisboa, onde essa fibra toda corpórea que Amélia entrega ao canto nos entrega também a identificação perfeita com essa mulher inteira que canta com toda de si, com cada músculo e cada sentido em cada grave e cada vibrato.&lt;br /&gt;Se a indomável busca de novos pousos onde divisar novo canto se arrisca corajosa à diferencial satisfação dos que a esperam ouvir sempre renovada mas necessariamente cativos de terreiros anteriores onde a sedução e admiração tomaram raízes, é dever a esta grande inquietadora das certezas adquiridas esperar sempre cada capítulo com a vontade desacorrentada. Pela nossa parte, aguardamos com indisfarçável ansiedade os dois capítulos já prometidos que se seguem (que se livrem de demorar mais 5 anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(em aparte reincidente, não há maneira de, ou alguém para, pegar e editar o material que deu concerto magnífico, e estação exuberante da heterodoxia &lt;em&gt;revisited&lt;/em&gt; mugiana (outra vez?!), há caramba demasiados anos atrás, de Amélia com um coro búlgaro? É que era um favor que me faziam – com esta é que os convenço...) »&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-7952364142959707638?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/7952364142959707638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=7952364142959707638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7952364142959707638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/7952364142959707638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/02/sound-of-mugic.html' title='The Sound of Mugic'/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/ReHbVJQwx3I/AAAAAAAAADY/udLIIS9DlrM/s72-c/am%C3%A9lia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-6580951097567775600</id><published>2007-03-02T07:10:00.000Z</published><updated>2007-03-02T07:49:51.343Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interblogging... such a sad ménage'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://laranjamarga.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#009900;"&gt;He&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#99ff99;"&gt; (aventesma) has left us alone (até ver) but shafts of light (tipo, &lt;a href="http://laranjamarga.weblog.com.pt/"&gt;recônditas canções do camandro&lt;/a&gt;) sometimes grace the corner of our rooms...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(o indecoroso tom pós-teológico mal-resolvido, ainda para mais aplicada à mais profana das funções simbólicas, o &lt;em&gt;fellatio &lt;/em&gt;blogosférico&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;é claramente compensado por ser debitado à conta de um título da responsabilidade dos ainda na minha enciclopédia considerados exasperantes A Silver Mt. Zion bla bla bla, sendo que em circunstância alguma, reitero, sacrificarei um qualquer risível potentado retórico de meia-tijela a quaisquer considerações racionalistas, afectivas, morais, estéticas, políticas, económicas (não, económicas sim, preciso do cacau), sexuais (não, sexuais sim, já doei o pulso à Faculdade de Motricidade Humana), &lt;em&gt;or otherwise. &lt;/em&gt;Donde se confirma este clássico &lt;em&gt;albeit &lt;/em&gt;rançoso engraxanço blogosférico e correlativa pouco subtil forma de pressão social conquanto discretamente púdica no meio do chavascal serem no meu estrito&lt;em&gt; self-interest&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Be warned&lt;/em&gt;. Sou o sofista palerma de mim mesmo&lt;em&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17630434-6580951097567775600?l=yesterdayman.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://yesterdayman.blogspot.com/feeds/6580951097567775600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17630434&amp;postID=6580951097567775600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6580951097567775600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17630434/posts/default/6580951097567775600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://yesterdayman.blogspot.com/2007/03/he-aventesma-has-left-us-alone-at-ver.html' title=''/><author><name>Mail</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11536955607603421258</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17630434.post-6068106665157982889</id><published>2007-02-23T05:15:00.000Z</published><updated>2007-02-23T07:42:55.287Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grafonola e ecos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='à bolina'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#99ff99;"&gt;Bargain Freak &lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;a href="http://yesterdayman.blogspot.com/2006/09/bargain-freak.html"&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RdTbqK78_rI/AAAAAAAAACk/h-Ws9ItMNYk/s1600-h/blue+murder.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031888201216491186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_XZKv1IQ3Zqk/RdTbqK78_rI/AAAAAAAAACk/h-Ws9ItMNYk/s320/blue+murder.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os saldos da Fnac estão cada vez mais raquíticos. Este ano estava a ver que saía daquelas ao meu alcance (que eu vou alarvemente a todas) sem um
