sexta-feira, 29 de julho de 2022
terça-feira, 19 de julho de 2022
terça-feira, 14 de junho de 2022
domingo, 24 de abril de 2022
We have no more beginnings: pós-verdade
Trabalho há muito numa outra obra que honrará ainda mais a nossa nação, se Vossa Majestade quiser conceder-me um privilégio: é meu intuito provar que, desde o início da monarquia, os franceses nunca foram derrotados, e que tudo o que os historiadores disseram até agora das nossas derrotas é uma verdadeira impostura. Vejo-me obrigado a corrigi-los em muitas ocasiões; e atrevo-me a gabar-me de que sou brilhante, sobretudo na crítica. Sou, excelentíssimo senhor, etc.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
We have no more beginnings: Zandinga
"se viesse a descobrir-se uma invenção fatal, seria rapidamente proibida pelo direito das pessoas; e o consentimento unânime das nações sepultaria esta descoberta. Os príncipes não têm nenhum interesse em fazer conquistas por semelhantes vias: precisam de súbditos, e não de terras"
segunda-feira, 31 de janeiro de 2022
We have no more beginnings: Antigamente é que era / Ó tempo volta para trás
Quando lhe apresentaram os incensos trazidos pelo Governador de Dazai, perguntou-se se os melhores não seriam os que eram fabricados com madeira mais velha e mandou abrir os depósitos da Segunda Avenida, para onde mandou transportar produtos chineses de toda a espécie, a fim de os comparar.
-Acontece o mesmo com os brocados e os damascos - disse. - Os antigos são mais finos e atraentes!
Para confeccionar panos para os seus utensílios, debruar tapetes e almofadas, escolheu damascos, brocados de vermelho e ouro, que o vice-rei de Kyushu lhe oferecera no tempo do falecido Imperador e que eram de qualidade incomparavelmente superior aos da sua época, e ofereceu às suas mulheres os damascos e as sedas leves recentemente importadas. (...)
-Neste século tudo degenera, em comparação aos tempos antigos; nos nossos dias, só os kana alcançaram a perfeição suprema.
terça-feira, 25 de janeiro de 2022
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
quarta-feira, 18 de agosto de 2021
sexta-feira, 16 de julho de 2021
We have no more beginnings: Hasta siempre, Comandante
Devolve a luz, bom comandante, à tua pátria.
Pois logo que teu rosto de Primavera
para o povo reluz, o dia mais alegre passa,
os raios do sol melhor brilham.
sábado, 27 de fevereiro de 2021
We have no more beginnings: dick jokes
Mas afinal, minha querida, o que se passa, Lisístrata? Porque é que nos convocaste a nós, mulheres? De que coisa se trata? De que dimensão?
LISÍSTRATA
Grande.
CALONICE
E grossa também?
LISÍSTRATA
Grossa também, sim.
CALONICE (surpreendida)
Então como é que não estamos já cá todas em peso?
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
terça-feira, 15 de setembro de 2020
Everything, all at once forever
Que alguém, no normal decurso de uma vida criativa aplicada à escrita de canções, se tenha deparado mentalmente com um título assim, capaz de em 5 palavrinhas apenas actuar como fonógrafo de todo o círculo vicioso de vontade, pathos e catarse que é estar vivo, e decidido, como opção óptima para lhe dar consubstanciação musical, da sua repetição hipnótica, com o mínimo de meios dos quais tenha domínio expressivo, ao longo de aproximadamente 20 minutos - à falta de exequibilidade de preencher temporalmente o que quer que dure a eternidade (o locked groove da metafísica) -, é das raríssimas instâncias que me poderia persuadir a dar crédito lógico à aplicabilidade da teoria da escolha racional ao fenómeno estético (ou a qualquer outro, lá por isso).
Everything, all at once forever, portanto; ou a willful delusion de não nos contentarmos com menos, aos bochechos em tempo algum; forma de talvez alcançarmos algo, de quando em vez enquanto puder ser.







