sábado, 19 de agosto de 2006
Semiologia à queima roupa 3
A propósito de uma interpelação por escrito que questionava formalmente uma decisão da sua (ainda que por anedota orçamental, poderia ser chamada de) entidade empregadora, a resposta da dita sugeria ter sido naquela empregue falta de correcção, ao arrepio da sua substância.
Um pedido de esclarecimento face-a-face com a direcção, para dissipar equívocos, resultaria, como se nada tivera sido dito, na negação de tais insinuações e na prossecução de business as usual.
Poucas semanas depois, gozando seus simulacros de férias em destino ignoto, seria depositada na sua caixa de correio, onde se quedaria expectante, o aviso de recepção que conduziria na estação dos correios, em percurso de requintes tortuosos, a uma carta quase anónima da sua entidade empregadora informando-o da, também pacífica, não renovação do seu contrato a termo, após mais anos que os que, em boa verdade, a retórica economicista trendy aconselha a manter um posto de trabalho.
Nesse dia apercebeu-se de que, funcionando por critérios operativos, que não por fechamentos semânticos, o léxico do elogio é mesmo infinito.
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sexta-feira, 11 de agosto de 2006
E tu, és copo cheio
ou cadáver adiado?
(com a vergonhosa vénia ao senhor Pessoa pela apropriação selectiva, porventura perdoável pelo encosto abardinado ao espírito que poderia assistir a quadras ao estilo popular)
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terça-feira, 8 de agosto de 2006
That thing they call a legacy

Etiquetas: grafonola e ecos
sábado, 5 de agosto de 2006
Esgotamento verboso
Já não se suportava ler.
Vozes cridas pressurosas, paradoxalmente apenas em eco distante ressoando, sugeriam buscar ajuda.
No confinamento de seu orçamento, ficava-se por buscar um dicionário de sinónimos.
No confinamento de interminável momento, ficava-se.
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Crónica possível de um fim do mundo



Mirando os mundos desenhados em emanação dos possíveis no corpo da mexicana, na criança deitada na enxúndia, Holden, com um trago, confirma-os devindos impossíveis. E com moedas mal jogadas, pesarosas, para cima da mesa, na realidade desencantada do amor já só concebível como transacção da carne, sagra nos ecos do túgurio a decisão da marcha sacrificial de declarar com estrondo o estrebuchar do mundo que habitava. 
Borgnine e Holden sorriem(-se) no microcosmos do afecto calado que os une (particularmente Borgnine a Holden, por quem gritará; por acaso?, sendo aquele que à altura não disfrutava dos prazeres da carne com as prostitutas ao dispôr) na mesma ligação que leva Robert Ryan, traído por Holden, a já só poder opôr-se mortalmente a ele, em perseguição, na outra face da persistência da mesma união (mesmo na sua dissolução: "o que conta não é a promessa mas sim a quem a fazes"). Antes que tal apocalíptico ciclo se feche, the wild bunch acorda silente na acção de levar e assumir a sua condição social moribunda às suas últimas consequências ("why not?").
Os quatro homens tomam o passo de resgatar o companheiro cativo na boca do lobo. Mas aqui não há heróis, há homens ligados por um sistema de honra com suas regras particulares. Uma certa expendability nessas regras tomava lugar, como no abandono do corpo de um companheiro que apenas atrasaria a fuga. Salvar agora outro companheiro, Angel, não é acto bom, é leitmotif ritual para a sagração da morte.
"Angel" (no coincidence) conformava um espaço social em aberto para a existência destes homens, na sua dedicação social a formas colectivas de justiça (como a subsistência da sua comunidade nativa) ameaçadas pela anárquica institucionalização de novas formas de poder como as que made America (as corporações, companhia de caminhos de ferro; governos, exércitos e guerrilhas e pequenos senhores da guerra na crescente institucionalização da guerra pelo território; tudo criando um terreno de luta sem tréguas ou tergiversações pelos seus interesses, lançando condenados contra criminosos, sacrificando populações). Dedicação mais ampla que pudesse subsumir o subentendimento de honra que antes bastava unir dois homens. Robert Ryan, na sua perseguição do antigo companheiro e seu bando, pela traição do elo que os unia, ou pela liberdade da sua pena de prisão (derivada daquela traição) pelo homem plenipotenciário da companhia de caminhos de ferro, expressa o fim da linha para esta existência de agregação individual, na perversão autofágica e instrumental do que unia os homens nela enredados.
Contudo, sendo uma elegia, não se filma plenamente o apocalipse. Que a honra se pudesse converter noutro modo de vida, nos tempos em que a vontade de um homem só já se não basta, era outra história, que Angel prometia (e não protagonizou, mas semeou), e que Robert Ryan e Edmond O'Brien (perseguidor e perseguido (re)unidos na face da morte ritual dos companheiros) deixam por saber como se irá escrever.
Mas aqui se descrevia a morte do western como o conhecíamos, e essa descrição sim, plena, porque incorporava no mesmo gesto estético os dois tempos dessa morte: narrativamente, naquele tempo histórico da América, em que os homens deixam de se conjugar nos termos do seu livre-arbítrio; meta-narrativamente, nas condições sociais do cinema americano a entrar na década de 1970's, com o género fenecido esteticamente às mãos da transformação do seu contexto de recepção e a perda das suas virtualidades metafóricas ou reflexivas. Mas mais simbólico e sincrético ainda, era tudo isso estar inscrito nas rugas de William Holden (facto a que a sua apenas breve passagem fordiana assistia).
Young cantou "It's better to burn out than to fade away". Num certo sentido, Peckinpah filmou-o assim.
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segunda-feira, 31 de julho de 2006
Oh, I'll say it again: "just call me mr. pitiful"
Arduamente dirigindo-me a Sines para presumivelmente usufruir dos 3 dias de concebivelmente férias que um corpo-dolente-profissional-não-dignamente-subsistente se pode outorgar, ao chegar procuro poiso para repousar (mal e porcamente, virtudes orçamentais) as ossadas das estouvadas caminhadas que as episódicas sacudidelas fora do casulo incitam quase em contra-reacção, mais uma vez em incompatibilidade com a devida planificação e estabilidade.
No último telefonema de cabine in loco da investigação por leito e latrina (primazia para a segunda), um velhote renitente finalmente afirma ter um quarto disponível, «mas onde é que você está? Está em Sines? Já vem a caminho (só depois percebi que era em Porto Covo - o previdente ataca outra vez...)? Mas demora quanto? Mas afinal quer que o guarde ou não? Está bem, mas despache-se, qu'isto...». Preço minimamente aceitável para condições de pensão-casa-familiar. Vamos a isso.
Chegado com o desembaraço aceitável, o cavalheiro lá mostra quarto, sim senhor, serve, não sou esquisito.
De repente, estaca e mira-me nos olhos com seriedade antecipada de suspeição, meio descrente: «Mas...não trouxe a mulher?... É sozinho?». «Sim, sou». Meneia a cabela ligeiramente, como quem se depara com um desconcerto às expectativas incorporadas, e solta então complacente «ah, então paga menos... não quero enganá-lo... se é sozinho...».
Nunca me tinha propriamente sucedido (embora lhe suspeite razoabilidade social) encontrar expressões de dó pelo celibato aparentemente não voluntário, mas compensações financeiras, essa é nova.
Curioso como as reminiscências (e os actos correspondentes) de uma configuração pré-figurada de presunção dos seres e suas formas de acção num mundo cerzido de relações podem configurar um efeito perverso nos incumprimentos à regra que lamentam: tenho muita pena, mas se o quadro de solteirão inusitado me poupar cinco euros na renda, temo bem que a solidão organizada me cimente tal contingente condição na expectativa de um outro futuro promissor, na carteira.
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quarta-feira, 26 de julho de 2006
Death 'n company
«Ele deixou escapar uma exclamação confusa, ruborizou-se de alto a baixo, sacudiu-me a mão com toda a força… - e no segundo imediato, já sozinho na câmara do navio, fiquei a ouvi-lo subir a escada da escotilha, cuidadosamente, degrau atrás de degrau, com um medo mortal de suscitar a ira brusca do nosso comum adversário, que era amarga sina sua trazer, com plena consciência disso, dentro do peito vulnerável.»
(Conrad, «A Linha de Sombra»)
O saber é constitutivo da sina. Nomeia a sentença e impregna do seu presságio e piedoso reconhecimento, agora escancarado no tempo, o tecido das acções e relações que incorporavam ao escoar descomprometido do que as carnes sentiam poder dispensar do rubro fluido.
Os adquiridos colectivos recobrem tanto as externalidades que estilhaçam em cada corpo... Não é questão, que raio, sopesar tanto persistir ancorado; é tão somente um corpo não mais poder morrer a vida em paz, apenas maré de possibilidades, e apiedar na quietude um quasi-fútil cerco, sem nunca barrar de tanta lâmina o alcance... Alimentar o albatroz para cuidar da certeza do seu poiso, e os olhos devirem servidores absolutos dos gestos que o cumpram. Estagnados, absurda esquiva afinal cumprindo destino antecipado.
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segunda-feira, 24 de julho de 2006
Olhando ou ressentindo o entretém de um bocejo
Não há muitos sinónimos para sofrer. O verbo pode conjugar um lago quase sem fundo mas impõe limitações à vitalidade de Heraclito.
Até por aí, o estertor é cansativo para o mundo.
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As if (not as such)
Aos 10 meses de existência, este blogue atingiu as 6375 visitas (cerca de 16 111 page views, das quais cerca de 16100 minhas - humm...), apesar de os textos terem sido acima de tudo patéticos e às vezes francamente uma merda. Obrigado pela piedade.
Por razões diversas, a coisa ameaça arrastar-se até Setembro (esperançadamente talvez só até Setembro)
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quinta-feira, 20 de julho de 2006
Home improvements (in those dark days)

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Dead End
Quando fenecer é a única forma de provar um ponto de vista.
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sábado, 15 de julho de 2006
«Wouldn't you miss me at all?»
Agora que penso nisso (é obscena a actualização contabilística da memória acorrentada às campas) trauteá-la pode ter sido dos poucos prazeres impolutos que conheci.
Deixa-me um irreprimível sorriso nos lábios a ideia de um morto nos levar a melhor.
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quinta-feira, 6 de julho de 2006
Mistaken Identity
Eu sei que é uma questão linguisticamente pacífica (a senhora polissemia), mas em rigor sempre discordei do emprego da expressão "life's a bitch". Metáfora por metáfora, a ser alguma coisa essa matéria inapreensível que paradoxalmente nos impregna e contamina até aos ossos descarnados, convenhamos que em bom inglês dir-se-ia mas é "life's a pimp", porque, pela minha parte, nos fluidos movimentos em que procuramos atabalhoadamente sustentá-la no seu esquivo e imperativo vogar, a ser alguma coisa, convenhamos, I can only be her bitch.
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Cartão Jovem
Conquanto nunca tendo particularmente beneficiado, quando foi tempo, dos descontos institucionais consignados a essa duvidosa categoria de "jovem", sendo a minha política orçamental de aquisição de livros e cds orientada pelo gosto acantonado à condicionante "o que é que está em promoção?", perturba-me profundamente ter de pagar full price por qualquer consumo cultural ao mirar as tabelas de desconto ao lado no preçário.
Quanto mais não seja (para dissipar a muito sensatamente presumível inveja e ressentimento de ausência de uma inserção privilegiada nas ofertas sociais), parece-me óbvio que o intervalo etário dos beneficiários do Cartão Jovem devia ter actualizadamente como limite superior a idade em que estes quarentões deixarem de fazer música.
A burocracia foi feita para não entender nada...
«Como se tivesse sido ontem, em 1994 novos e duradouros tempos se configuraram no projecto musical dos Sonic Youth. A sua marca sempre fôra clara e visível, e na senda de Glenn Branca outorgaram ao rock um inquisitividade estrutural imediatamente reconhecível, que a expressão exploração sónica espelha na perfeição, fazendo jus à nomenclatura dessa juventude.
O questionar e a expansão dos limites da canção (sim, ainda canção) e dos pilares sonoros do rock, constituíram a sua empresa como pináculo singular, que conseguiram manter frutuosa por largos anos, apesar de as técnicas básicas parecerem estar já delineadas quase desde o início: não se enganem os que se ficam pelos motes do imediato, pois que a busca sónica se aplicou em exercícios, se reconhecíveis em certa metodologia ou estilo, sempre diversos na configuração das estruturas a questionar por dentro – “Sister” já não era “Evol”, como não foram repetições de nada “Daydream Nation”, “Goo” ou “Dirty” (quem ouve esses álbuns como se do mesmo se tratasse, tem o fundamental da questão a monte). Se oscilaram entre a conformação às possibilidades estritas inscritas na estrutura de uma canção, ou se a desmantelaram para dar outras vozes às peças de Lego que as constituíam, os resultados também sempre foram impressivos na sua própria materialização, e não na reiteração de um paradigma (nessa fruição também residindo a permanência da relevância estética).
Mas aqui, a um pouco menos juventude, decide tornar-se adequadamente um pouco menos sónica, a indignar certas gentes somente carentes de assalto à guitarra armada. Na verdade, aquela juventude tornava-se era sónica noutras vias. A experimentação descarna-se, e torna a canção esqueleto. Para quem suspeitasse que por baixo da distorção, reverberação ão ão, tremolos duais de guitarras em contraponto melódico a avaliarem da possível sua fecundação, não havia sobeja matéria estrutural que organizasse a expressão, desenganem-se. Despidas, desornamentadas, cada gesto neste disco se fez cru e preciso no registo do que faz uma canção inconformada (e a inicial “Winner’s Blues”, linha melódica singular de apenas guitarra acústica acompanhada, “mas isto é um disco dos Sonic Youth?!” perguntam, é todo um programa e um teaser no mesmo gesto cultural).
O que antes era ataque armado e corpo esfacelado no pavimento agreste de distorção, virou ameaça velada na elipse da perenidade do atentatório ruído. Nesse registo, “Bull in the Heather” e “Skink” entram directamente para os anais. “Doctor’s Orders”, bela e mais simples canção, deixa igualmente que o espaço da desenvoltura do formato se dissemine num low-fi de rumores inquietantes no breu que parece confirmar a nova compleição da agregação sónica. Quando a tempestade eléctrica desce, perfura a noite transmutada em espaço silente de premonições e não mais de escancarada revolução, como em “Tokyo Eye”. Nem de propósito, o grosso do disco assemelha-se a um desfilar de haikus sonoros, que de mais esparsa matéria conferem maior singularidade ao seu enunciado.
E porque de beleza mais esconsa (para os sónicos acólitos) fala agora esta moçada, é nos recantos que se vai descobrindo o espigão que nos alerta para a sua continuada sabedoria. No final da primeira volta de “Bone”, os espamos de distorção a deixarem quase oculto o facto de a canção estar a terminar (como terminará, sem enganos, na segunda volta) em surpreendente, repousado da provação, acorde maior. Ou na recuperação da cadência imparável de “In the mind of the bourgeouis reader”, a finta rítmica a trocar-nos as voltas.
Mas mais que esses pormenores, mais fundo nas raízes, mais depurado na audição, a sageza da gestão das densidades sonoras ressalta para quem julgasse que para fazer matéria do que lhes fez carreira bastava ligar o amplificador. Este pessoal é pleno senhor dos seus crescendos. Mas é nessa maior depuração (que consegue permanecer sujíssima, não obstante) que as guitarras passam a desafiar-se no novo laconismo da certeira conjugação, na interrogação do inesperado, que o minimalismo disfarçado sugere (nos insidiosos meios tons das escalas e em riffs, por uma vez, subsónicos). O silêncio ganha espaço, o espaço ganha a amplitude, já não da reverberação que o atulha e lhe expande os limites perceptíveis, mas do eco que se não vislumbra senão no retorno do ignoto confinamento do formato: experimental, pois claro. No Star(s). Jet Set e Trash? É preciso soletrar a(s) ironia(s)?
Os Sonic Youth equilibram-se na estreiteza de um desenho a lápis fino e cerrado, para demonstrar a justeza de um percurso mais além dos mapas prescritos, retendo-se, no entanto, na geografia do lugar que pôde ditar o sentido da dilatação do som das estruturas e da apreensão cerebral. Intacta, e mais secreta, se mantém pois a inquietação. Este álbum representava supostamente a nova vida pacificada dos sónicos de meia-idade, pausados em experimentalismo menos exigente nas carnes e na tensão arterial. E de facto, a terminar com canção em solarengos acordes maiores (“mas isto é um disco dos Sonic Youth?!” escandalizam-se), de “Sweet Shine” despudorado no título... ah a doçura da meia-idade. E no entanto, no entanto, essa nova vida só confirma que a sageza dos tempos sempre esteve com eles.
O futuro continuava em frente. A geração era questão de pormenor.
Admiráveis putos.»
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sábado, 1 de julho de 2006
Estrangement
Ressinto sempre um hiato de empatia intransponível quando alguém me diz (em geral com a repulsa mal-desfarçada que não tardará a invectivar "desliga essa merda") que certa música "é deprimente".
A música já me fez muitas coisas, parte delas inconfessáveis.
Já me alegrou, já me entreteve, já me confortou, já me assustou, já me inquietou, já me entediou, já me adormeceu, já me excitou, já me exasperou, já me afinou, já me gingou, já me aspergiu, já me irritou, já me ufanou, já me domesticou, já me depauperou, já me arrebitou, já me insulou, já me atrasou, já me cantou, já me indispôs, já me ancorou, já me atardou, já me propulsionou, já me devastou, já me prosseguiu... (hmm, wishful work in progress)
Agora, deprimir-me?... não... não vejo...
A felicidade (ou o mais eficaz construto da adequação imponderada - por vezes diligentemente, passe a produtiva contradição), deve ser um lugar muito estranho.
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Tempo de bola, tempo de bloga
É curioso como empestar a blogosfera com posts poderia configurar uma forma simbolicamente perfeita de protesto quanto ao forçado empestamento colectivo que a bola empresta a estes dias, não fôra o caso de ser um protesto absolutamente estéril nos seus efeitos controlados pelos receptores.
É bem triste verdade que as ditaduras são em grande medida uma questão de dispositivo.




