sábado, 31 de dezembro de 2016

sábado, 29 de outubro de 2016

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

We have no more beginnings: No means yes

Ainda que deites mão da força, aprazível é essa força às mulheres;
aquilo que lhes apetece, muitas vezes é contrariadas que preferem dá-lo.
Toda a que foi forçada por um súbito arrebatamento de Vénus
colhe disso prazer, e o descaramento ganha o ar de um presente;
mas quando alguma pode ser forçada e se retira sem lhe terem tocado,
ainda que finja prazer no rosto, é triste que estará.

Arte de Amar, Ovídio (trad. Carlos Ascenso André)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Swimming is easy when you're headed for the deep


(como é que vocês pessoas continuam a preferir o Rattlesnakes ao Mainstream, is beyond me)

terça-feira, 23 de agosto de 2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O melhor contra-argumento à consagração da série televisiva como novo benchmark do storytelling

é o quanto o seu valor de entretenimento sai incrementado por um enguiço na legendagem.



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

We have no more beginnings: Mister Ed

Com um grito medonho se dirigiu aos cavalos de seu pai:

"Xanto e Bálio, famigerados filhos de Podarga!
De outra maneira pensai em trazer salvo o vosso cocheiro
para cá da chusma dos Dânaos, quando nos saciarmos da guerra,
e não o deixeis lá morto, como fizestes com Pátroclo!"

Respondeu-lhe debaixo do jugo o cavalo de céleres patas,
Xanto; de repente baixara a cabeça e toda a crina caía
solta da coleira junto do jugo até tocar no chão.
De fala o dotara a deusa, Hera de alvos braços:

"Pois desta vez te salvaremos, ó possante Aquiles.
Mas perto está o dia em que morrerás. Culpados não
seremos nós, mas um deus poderoso e o Fado tremendo. (...)"

Ilíada, Homero (trad. Frederico Lourenço)


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Les beaux esprits





(se há muito tempo que o Starman não tem presença regular na minha dieta, vem-me costumeiramente à mente com o repeat salvífico de que este e outros solilóquios callahanianos foram investidos na sucessão das minhas noites, como dois lados de uma mesma narrativa separados pelo vidro de uma janela, umas quantas décadas in reverse, e uma considerável mundividência (assim artificialmente confirmando epifanias como cose mentali, avistamentos como pretextos existenciais), cuja paroxística reunião na penumbra desaustinada do meu juízo já só revela tempo demasiado passado de nariz colado a uma vidraça com vista para as traseiras, e nem uma cagarra para amostra)

sábado, 20 de fevereiro de 2016

The ÜberUte that could have been


Bom, é capaz de já ser tempo de começar a arrumar um pouco melhor a casa. Sim, "camaleão", já sabemos, tudo bem. Mas como as metamorfoses não se equivalem, nem a mudança é um valor em si mesmo, pela minha parte, acima de todas, sói estar o fogacho brechtiano deste exasperantemente breve (talvez por isso imaculado, coisa estranha até ao seu património mais historicamente "importante") EP (até na capa nunca esteve com melhor aspecto, à homenzinho), simultaneamente uma espécie de canto do cisne e de ápice de carreira (até nisso, um move irrepreensível), e obviamente peça virtualmente desaparecida da sua discografia, naquela gestão criminosa do historial de tipos estupidamente prolíficos entalados pelo apelo de massas (qualquer coisa vagamente aproximável a o melhor Dylan de certas décadas ter ficado refundido em arquivos e respectivos bootlegs, cuja reabilitação oficial, não por acaso, se tornou a partir de dada altura o seu filão discográfico por excelência). Vamos ver quanto tempo se terá de continuar a esperar para ter uma reedição (nem um cd ranhoso para amostra) do Baal nas mãos, que não o vinil com que me deparei e açambarquei sofregamente (as lojas de vinil são uma selva darwiniana) em Dezembro passado (por que olhais para mim assim, ominosos?... Que vício metafísico). 
Cantem-se, em querendo, todas as loas aos afãs proteanos, com certeza; mas eu cá, se o apanhasse a jeito nesta paragem, furava-lhe alegremente os pneus, atirava à socapa os malões com as fatiotas camaleónicas para o riacho (gender-bending sem a bilha a jogo é pra bananas), prendava-o com uma Pilsner refrescante e um monte de feno recheado de teutónic@s roliç@s (em jeito de pepitas de chocolate (branco)), e persuadia-o, emulando aquela velha nonchalance germânica, a deixar-se ficar por estas cercanias pelos tempos vindouros. 

Aproveite-se, de boleia, para esclarecer que o Heroes é das canções mais sobrevalorizadas de sempre. É um bocado lamentável indexar preguiçosamente a posteridade do moço (chamar velho a alguém com o nome Bowie soa curiosamente a oxímoro, for some reason) a coisas dessas com outras tão melhores por onde escolher. Um pouco mais de esforço, vá. Eu ajudo:


sábado, 2 de janeiro de 2016