domingo, 13 de agosto de 2017

We have no more beginnings: there is a house in New Orleans, not the one you've heard about I'm talking about another house

Para quem precisasse de mais razões para gostar do Robert Mitchum, há um disco com este título


O poder da significação

Avistar matrículas NU obsequia-me um prelúdio de ponta.

(e só agora me dou conta de que a presciência lúbrica e/ou jocosa do espírito regulador que viceja em qualquer espelunca habitada por um director-geral terá provavelmente coarctado (como gostaria de ler as actas dessa reunião) a lógica possibilidade alfabética do avistamento de matrículas CU por essas faixas de rodagem afora. 
Talvez seja pelo melhor...)

#hermenêutica


Estava aqui a fingir que leio Os Últimos Dias da Humanidade (foda-se, nunca mais...), e sem misturar o Karl Kraus com isto, mas aproveitando a deixa: tanta discussão em torno das raízes históricas/culturais/filosóficas do nazismo, e já alguém ressalvou a proximidade fonética - e consequente associação semântica (propriedade transitiva, sistema linguístico, Saussure e tal: cientificamente provado) - na língua alemã (particularmente se pronunciada com sotaque escocês) entre "humanidade" e "merda de homens"? É por estas e por outras que o fascismo não morre.

The fun kind of anti-semitism

Estava aqui para me suicidar, mas agora vou comer uma banana

Dei-me conta esta semana que a semana passada o crítico gastronómico do Expresso asseverou que há blogs que servem para mais do que "afagar egos deprimidos"

Eu sei, estou tão atónito quanto vós.

domingo, 30 de julho de 2017

segunda-feira, 22 de maio de 2017

We have no more beginnings: Correio da Manhã

Mas se o sofrimento ocorre entre pessoas de família como, por exemplo, se o irmão mata, tenta matar ou faz qualquer outra coisa deste género ao seu irmão, ou o filho ao pai, ou a mãe ao filho, ou o filho à mãe, esses são os casos que devem ser aproveitados.

Poética, Aristóteles (trad. Ana Maria Valente)

terça-feira, 25 de abril de 2017

quarta-feira, 15 de março de 2017

Confirmação Oficial: A Operação Marquês é o Aleph


Com esta, para os néscios, inesperada associação aos novos casos de legionella na Maia, creio já não existir qualquer margem para dúvida, nem para o mais metódico cartesiano, na identificação da Operação Marquês com um desses pontos definidos por Borges como "o lugar onde estão, sem se confundirem, todos os lugares do mundo, vistos de todos os ângulos". Não posso, portanto, senão fazer votos para que, na sua transcendência de quaisquer mundanos questionamentos, em jeito ou vai ou racha, sobre a potencial ruína emparelhada dos sistemas jurídico e político portugueses, o prazo de conclusão desta investigação seja prorrogado sine die. O prolongamento e sucessão ininterruptos de mais outras inquirições a concebíveis trafulhices socráticas é a nossa melhor oportunidade de identificar a natureza da matéria negra, localizar a Atlântida, descortinar a existência de Deus (não quando esteja no duche: not cool), e descobrir onde é que a esposa devota que não tenho me esconde os chocolates.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

We have no more beginnings: Ghost writer

Agora sim, todos vocês, prestem atenção, se vos agrada a sinceridade. Hoje o poeta quer repreender os seus espectadores. Afirma ter sido injustiçado, ele que lhes fez tanto bem.
De início não funcionava às claras, mas dava, às escondidas, o seu contributo a outros poetas, imitando a qualidade e a inteligência do adivinho Êuclides, e a estômagos alheios fornecia muitos achados cómicos. Passado esse tempo, decidiu-se a correr o risco às claras e por si próprio, segurando as rédeas de um bando de musas que eram só suas e de mais ninguém. E quando obteve benefícios e honra como nenhum outro alguma vez os conseguiu obter de vós, garante que o sucesso não lhe subiu à cabeça, que nunca se encheu de orgulho nem andou por aí a correr as palestras, no engate.

As Vespas, Aristófanes (trad. Carlos A. Martins de Jesus)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

That's not very nice


 (e no entanto, se fosse um "equívoco" de programação programado, seria bem um exemplar perfeito do seguidismo mediático corrente (como fosse a única via para lá dos nichos de facção) procurando alinhar-se computorizadamente com a opinião pública dominante (calculada por um algoritmo com défice de atenção, aselha e encolhido, comensurando coisas como estatísticas a olho das redes sociais, gargantas fundas que não passem das amígdalas, e o ladrar da voz do dono), que incapaz de processar somente com um sorriso paspalho e um piscar de olho proxeneta a algo inesperada dissensão entre amor e ódio das reacções de diferentes grupos sociais aos prolixos legados de Mário Soares (figura que também fica na história por lá ficar desafiando a sólida correlação entre a inscrição nos anais e uma acção monolítica), tivesse matematicamente concebido como a única resolução viável do dilema fundi-las num só epíteto. Só faltaria saber onde guardam a máquina editorial...


)