sexta-feira, 5 de maio de 2006

Heranças freudianas(?)

Sempre o enrubesceu o despudor com que os anglo-saxónicos trocam entre si displicentes desejos de «enjoy yourself».

7 comentários:

Eduardo disse...

Faz-me lembrar um episódio passado numa entrevista, há muitos muitos muitos anos atrás. O entrevistador (creio que o Júlio Isidro), querendo saber de um actor americano (creio que o Robin Williams) se brincava muito sozinho enquanto criança, lhe perguntou "did you use to play with yourself?". Se bem me lembro, o actor (creio que o Robin Williams) passou por cima da gaffe com um sorriso e respondendo não ao que lhe tinha sido realmente perguntado, mas ao que o entrevistador (creio que o Júlio Isidro) pretendia perguntar-lhe. Entretanto, eu mijava a rir.

julinho disse...

Hum. Eu bem me lembro do Júlio Isidro, esparramado na cama com a Alexandra Lencastre para uma entrevista presumivelmente intimista (por acaso o dispositivo não era completamente parvo, mas... e não é por acaso que o Isidro foi o único a esparramar-se com o seu chá, e a debitar pormenores chocantes sobre o seu vestuário para a caminha). There's not a doubt in my mind que o tio Júlio perguntou exactamente o que queria saber...

Eduardo disse...

É uma possibilidade que não me tinha ocorrido. E continuo a ter algumas dúvidas, mas enfim.

julinho disse...

Oh, andas tão apegado a verosimilhanças... O Júlio do passeio dos alegres como um subtil kinky é bom demais para se deixar passar. The man had style, I'm tellin' you...
Mas enfim, também podemos voltar ao real e assumir que a hipótese da tronchice(?) linguística ganha no plausível aos pontos: também não fica mal no repertório...

Eduardo disse...

Eu nem sequer tenho a certeza de que a cena se tenha passado com o Isidro... A verdade é que, independentemente da interpretação que se adopte, faz sentido que tenha sido com ele.

julinho disse...

O que faz sentido toma muitas vezes sentido sobre o sentido presumido real. Mas isso já é muita fruta a propósito do presumível Isidro...

Eduardo disse...

Só isso pode ter algum interesse a propósito do presumível Isidro. Entendamo-nos: nada me move contra o senhor, que foi, de resto, uma pessoa importante na minha vida (como na de todos os acyuais trintões portugueses). Mas a verdade é que, agora, ou é para imaginar memórias divertidas e elaborar sobre elas ou então quero lá saber.